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segunda-feira, 18 de março de 2019

Campanha Locais de trabalho saudáveis: gerir substâncias perigosas 2018-2019 - Guia





A campanha Locais de trabalho saudáveis: gerir substâncias perigosas 2018-2019 promove a sensibilização para a questão das substâncias perigosas no local de trabalho e disponibiliza informações sobre formas de prevenir os riscos associados às mesmas.

Tem como principal enfoque os trabalhadores com necessidades específicas e grupos-alvo particularmente sensíveis aos riscos, como os trabalhadores migrantes e os jovens.

O Guia de campanha, instrumento privilegiado desta, já se encontra traduzido para português e explica por que razão a gestão de substâncias perigosas no local de trabalho é tão importante. Ao apresentar vários estudos de caso e soluções práticas, descreve a legislação relevante e como implementar uma cultura de prevenção de riscos.

 A avaliação de riscos é fundamental para a prevenção e no guia encontra uma secção fácil de usar que divide o processo em passos simples.

Existem conselhos relativos a grupos de trabalhadores que se encontram em risco específico e uma secção que dá particular atenção aos agentes cancerígenos e ao cancro de origem profissional.

Por último, mas não menos importante, existem informações sobre como se pode envolver e as datas importantes da campanha.

Fonte: OSHA


“A gestão eficaz dos riscos para a segurança e a saúde no local de trabalho é benéfica para todas as partes envolvidas. Com efeito, é benéfica para os trabalhadores, para a sociedade em geral e para as empresas. No caso de perigos menos visíveis, em particular, a preocupação com a segurança e a saúde dos trabalhadores pode ser percecionada como uma sobrecarga. Este facto aplica-se especialmente às pequenas e médias empresas (PME), que dispõem geralmente de recursos limitados. Contudo, as organizações que vão para além do que lhes é pedido por lei para protegerem os seus trabalhadores acabam por colher os benefícios. Uma gestão ativa e participativa da segurança e saúde no trabalho, envolvendo os trabalhadores e implicando um forte compromisso por parte dos quadros dirigentes das empresas, torna-as mais competitivas, por exemplo, através da diminuição das baixas por doença e do aumento da produtividade. A presente brochura constitui um guia introdutório da campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» 2018-2019, dedicada ao tema «Locais de trabalho saudáveis: gerir as substâncias perigosas», organizada pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA). O seu objetivo é sensibilizar para os riscos devidos às substâncias perigosas nos locais de trabalho e promover uma cultura de prevenção de riscos, a fim de eliminar e, caso isso não seja possível, gerir de forma eficaz esses risco."

Fonte: Introdução do Guia

Aceda ao Guia Aqui.



Publicado relatório da Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho “Trabalhar para um futuro melhor”






Foi editado em língua portuguesa o Relatório da Comissão mundial sobre o futuro do trabalho “Trabalhar para um futuro melhor”, apesar da imagem ainda não se encontrar disponível. 


“ O Futuro do Trabalho Novas forças estão a transformar o mundo do trabalho. As mudanças envolvidas nesta transformação exigem a tomada de ações determinadas. Temos pela frente inúmeras oportunidades para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, aumentar as opções disponíveis, reduzir as assimetrias de género, reverter os prejuízos causados pela desigualdade a nível mundial, e muito mais. No entanto, nada disso acontecerá por si só. Sem ações determinadas, estaremos a caminhar para um mundo que aprofundará as desigualdades e incertezas existentes. Os avanços tecnológicos – inteligência artificial, automação e robótica – criarão novos postos de trabalho, mas aqueles que perderem os seus empregos nessa transição poderão ser os menos preparados para aproveitar as novas oportunidades. As competências de hoje não terão correspondência nos trabalhos de amanhã e as novas competências adquiridas podem rapidamente tornar-se obsoletas. A ecologização das nossas economias criará milhões de postos de trabalho à medida que adotarmos práticas sustentáveis e tecnologias limpas; em contrapartida, outros postos de trabalho desaparecerão à medida que os países reduzirem a escala das suas indústrias intensivas em carbono e recursos. As transformações demográficas não são de somenos importância. Se é verdade que o aumento da população jovem em algumas regiões do mundo e o envelhecimento das populações noutras podem pressionar os mercados de trabalho e os sistemas de segurança social, abrem-se também, no contexto dessas mudanças, novas possibilidades de construção de sociedades ativas baseadas nos cuidados e na inclusão. Temos que aproveitar as oportunidades que estas mudanças transformadoras nos oferecem para criar um futuro melhor e alcançar segurança económica, igualdade de oportunidades e justiça social – e, em última instância, reforçar o tecido social das nossas sociedades.”

Retirado do Sumário Executivo.

Consultar Relatório.


sexta-feira, 8 de março de 2019

Integrar a dimensão do género na avaliação dos riscos






São necessários esforços sustentados para melhorar as condições de trabalho das mulheres e dos homens. A abordagem neutra em termos de género na avaliação dos riscos e na prevenção pode fazer com que os riscos incorridos pelas mulheres sejam subestimados ou mesmo ignorados. Quando evocamos os riscos no trabalho, pensamos geralmente nos homens que trabalham em ambientes de alto risco de acidentes, como um estaleiro de obras ou uma embarcação de pesca, e não nas mulheres que trabalham em serviços de saúde ou sociais ou em centros de atendimento de chamadas.

Uma análise cuidada das circunstâncias efetivas de trabalho revela que as mulheres, tal como os homens, se podem confrontar com riscos de trabalho significativos. Para além disso, tornar o trabalho mais fácil para as mulheres significa necessariamente tornar o trabalho mais fácil para os homens. Por conseguinte, importa ter em conta o género na avaliação dos riscos no local de trabalho, estando desde já a dimensão do género na prevenção dos riscos consagrada como objetivo na legislação comunitária (1). O quadro a seguir ilustra alguns exemplos de perigos e riscos nas chamadas áreas de trabalho feminino.

Aceda Aqui.




Problemática do género na segurança e saúde no trabalho - Síntese de um relatório da Agência





Existem diferenças substanciais nas condições de trabalho das mulheres e dos homens que se repercutem nas respetivas saúde e segurança no trabalho (SST).

Um dos objetivos da «Estratégia comunitária de saúde e segurança no trabalho» é a integração da dimensão do género nas atividades de segurança e saúde e no trabalho. Para apoiar este objetivo, a Agência elaborou um relatório de análise das diferenças, em função do género, da ocorrência de ferimentos e da prevalência de doenças de origem profissional e da falta de conhecimentos e das respetivas implicações para a melhoria da prevenção dos riscos.


Conclusões principais do Relatório:

São necessários esforços sustentados para melhorar as condições de trabalho das mulheres e dos homens;

  As diferenças de género nas condições de trabalho têm um impacto importante nas diferenças de género das repercussões para a saúde relacionadas com o trabalho. A investigação e as intervenções devem ter em conta o trabalho efetivamente executado pelas mulheres e pelos homens, bem como as diferenças na exposição a riscos e nas condições de trabalho.

  É possível melhorar a investigação e o acompanhamento incluindo sistematicamente a dimensão do género na recolha de dados, ajustando as horas de trabalho efetuadas (dado as mulheres normalmente trabalharem menos horas do que os homens) e baseando a avaliação da exposição aos riscos nas tarefas efetivamente realizadas;

Os indicadores dos sistemas de controlo, nomeadamente os relatórios e inquéritos nacionais de acidente, devem abranger os riscos profissionais efetivamente incorridos pelas mulheres.

  Os riscos para a segurança e a saúde relacionados com o trabalho incorridos pelas mulheres têm sido subestimados e negligenciados relativamente aos mesmos riscos incorridos pelos homens, tanto na investigação como na prevenção. Este desequilíbrio deve ser tido em conta nas atividades de investigação, sensibilização e prevenção.

  A abordagem neutra em termos de género nas políticas e na legislação contribuiu para que fossem menores os recursos atribuídos para os riscos relacionados com o trabalho incorridos pelas mulheres e para a sua prevenção. As diretivas comunitárias em matéria de segurança e saúde não contemplam os trabalhadores domésticos (na sua maioria mulheres);

Devem ser feitas avaliações do impacto sobre o género das diretivas de SST em vigor e futuras, do estabelecimento de normas e dos acordos de compensação.

Apesar de serem necessárias avaliações das repercussões sobre o género da legislação de SST, com base nos conhecimentos de que dispomos sobre prevenção e integração da dimensão do género na SST é possível implementar as diretivas existentes de forma a ter mais em conta as diferenças de género.

  As intervenções que têm em conta a diferença de género exigem uma abordagem participativa envolvendo os trabalhadores interessados e assente numa análise das situações reais de trabalho.

Aceda ao Relatório Aqui



Comunicado UGT - Dia Internacional da Mulher



Apesar do nosso Blog ser dedicado às questões da SST, não podemos deixar de publicar aqui, o comunicado que a UGT disseminou pata assinalar o Dia Internacional da Mulher. 

Neste Dia Internacional da Mulher, a Comissão de Mulheres da UGT saúda todas as mulheres portuguesas que, nas suas diversas atividades, contribuem para o progresso e desenvolvimento de Portugal.
A Comissão de Mulheres da UGT aproveita a oportunidade para recordar alguns factos que continuam a evidenciar a necessidade de lutar pelo aprofundamento dos direitos das mulheres, tanto no plano laboral, como nos outros planos da vida social.
A discriminação salarial continua a ser uma realidade. As mulheres ganham em média menos 16,8% que os homens em tarefas de igual valor.

Os obstáculos à conciliação da vida profissional, familiar e social continuam a afetar mais as mulheres. A pobreza manifesta-se mais entre as mulheres idosas do que entre os homens. A representatividade das mulheres nos lugares mais elevados de decisão, quer no setor público, quer no privado, continua a ser significativamente inferior à dos homens.

Muitas medidas legislativas foram adotadas, mas a inércia e a resistência à concretização das mesmas continua a prevalecer. A desigualdade de oportunidades entre homens e mulheres é uma realidade tenaz e persistente nas nossas sociedades.

Não podemos deixar de referir um fenómeno recorrente que a todos nos envergonha: o fenómeno da violência contra as mulheres, com proporções completamente inaceitáveis na nossa sociedade.

É inacreditável a complacência das autoridades com estes crimes.

Enquanto nos limitarmos a esconder as vítimas, ou até, como já vimos acontecer, a culpabilizá-las pela violência de que são alvo, só conseguiremos que estes crimes se multipliquem.

Numa sociedade moderna, a violência contra as mulheres é um assunto do foro judicial e será o grau zero da justiça se, polícias e tribunais, não forem capazes de lidar com o problema.

As mulheres constituem 51% da população global mas, quando olhamos para as posições cimeiras, em quase todos os sectores, os homens predominam. O chamado "tecto de vidro" continua a ser uma realidade. Como podemos desenhar políticas públicas para todos, se as mulheres não participarem no processo?

A sociedade portuguesa precisa do nosso empenho, precisa da nossa intervenção para se tornar mais justa, mais equilibrada, menos atávica no que respeita a homens e mulheres.

A Comissão de Mulheres da UGT exorta todas as mulheres portuguesas a combaterem, ao seu lado, pela concretização do desígnio da promoção da igualdade de género, consagrado na Constituição da República Portuguesa, em todos os planos da vida social, em particular no plano laboral.

Dia Internacional da Mulher: igualdade de género no trabalho numa Europa mais social




Este ano, o Dia Internacional da Mulher centra-se em formas inovadoras de promover a igualdade de género e a emancipação das mulheres. As estratégias eficazes para alcançar esses objetivos difíceis envolvem a sensibilização para os riscos para as mulheres em matéria de segurança e saúde no trabalho  e um maior investimento na diminuição das disparidades entre homens e mulheres no emprego.

No âmbito da sua atual campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis- Gerir substâncias perigosas , a EU-OSHA aborda também a exposição das mulheres a estas substâncias em profissões do setor dos serviços e em empregos tipicamente ocupados por mulheres.

A participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou nos últimos anos em toda a Europa, ainda assim as mulheres têm uma maior probabilidade de participarem adicionalmente na prestação de cuidados a crianças e idosos.

A Iniciativa em Prol da Conciliação da Vida Profissional e Familiar  é um projeto concreto do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, que incentiva a uma melhor partilha das responsabilidades familiares entre homens e mulheres.

Em janeiro, o Parlamento Europeu e o Conselho alcançaram um acordo temporário sobre a proposta da Comissão Europeia de uma nova diretiva relativa à conciliação da vida profissional e familiar de pessoas com filhos e prestadores de cuidados .




Fonte: OSHA

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Oficiais de justiça "preocupados" com riscos psicossociais no setor revelados por estudo


O Sindicato dos Oficiais de Justiça, (SOJ) manifestou "preocupação" com dados extraídos do Relatório de Avaliação do Riscos Psicossociais na Justiça, sobretudo um risco elevado de exaustão física e mental ('burnout').


Este estudo, pedido pelo sindicato e hoje apresentado na sede da UGT, em Lisboa, pelo presidente do SOJ, Carlos Almeida e por Samuel Antunes, da ordem dos psicólogos e responsável pelo estudo, apresenta nesta área do 'burnout' 54% de "risco elevado" e 34% de "risco moderado", num total de 88% de risco de exaustão física e mental.


Merecem ainda "particular atenção e rápida intervenção do Ministério da Justiça" o conflito trabalho/família, que apresenta 50% de risco elevado e 28% de risco moderado, o elevado ritmo de trabalho (75%), o stress (com 40% de risco elevado e 43% de risco moderado), os problemas em dormir (40% de risco elevado e 39% de moderado) e os sintomas depressivos, com 34% de risco elevado e 43% de moderado.


Merecem ainda preocupação as exigências quantitativas, com 46% de risco elevado e 41% de moderado, as exigências cognitivas, com um risco elevado de 75%, e as exigências emocionais, com 78%.


O especialista Samuel Antunes afirmou surgirem no estudo "aspetos claramente positivos e diferenciadores", como sejam a baixa percentagem de comportamento ofensivos e de ausência de riscos (94%), o significado que os trabalhadores atribuem ao seu trabalho (78% de ausência de risco) e a transparência do papel laboral (73% de ausência de risco).

São ainda apresentados como positivos os valores referentes à perceção que os trabalhadores têm da sua auto eficiência (56%), de segurança laboral (56%), o sentimento de pertença e a perceção de um bom ambiente de trabalho (58%), bem como a perspetiva que os trabalhadores transmitem relativamente às possibilidades de desenvolvimento (60%).

Nesta avaliação de Riscos Psicossociais com 395 Oficiais de Justiça, 73,6% dos inquiridos tem entre 41 e 60 anos, com uma formação académica ao nível do ensino secundário (170 pessoas -- 43%) e licenciatura (136 pessoas - 34,4%).


Samuel Antunes disse, em conferência de imprensa, que o estudo se reveste de "uma importância fundamental", numa altura em que a administração pública e os seus trabalhadores "se encontram sujeitos a pressões intensas, resultantes de problemas salariais, redução de efetivos, da criação de quadros de instabilidade e da pulverização do trabalho".


Por seu turno, o SOJ destacou que com este estudo será possível conhecer os principais fatores de stresse (contacto com o público e instabilidade salarial, entre outros), bem como os mais relevantes efeitos organizacionais deles decorrentes, como sejam o absentismo elevado, incidentes e acidente e redução de desempenho, entre outros.



Fonte: Noticia publicada no DN

Aceda à notícia completa Aqui.