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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Uma comparação internacional do custo dos acidentes e doenças relacionados com o trabalho


A EU-OSHA, em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentou novas previsões relativas ao custo de uma segurança e saúde no trabalho ineficiente. 

Os novos dados revelam que os acidentes e doenças relacionados com o trabalho conduzem, por todo o mundo, a uma redução do PIB em 3,9% (3,3% na UE), totalizando um custo anual de cerca de 2680 mil milhões de euros (476 mil milhões na UE). 

Só os custos com os cancros ocupacionais ascendem a 119,5 mil milhões de euros. Este estudo, cujas conclusões estão disponíveis no site da EU-OSHA, pode contribuir para melhor ampliar os esforços das organizações públicas e privadas e estabelecer prioridades ao nível da prevenção.


O artigo que sumariza as principais conclusões do estudo pode ser lido aqui.

É já em Outubro a 9ª Conferência Internacional sobre a Prevenção de Acidentes no Trabalho


A Conferência realiza-se no âmbito da WOS.net entre 3 e 6 de Outubro em Praga. O tema deste ano será a complexidade da gestão da segurança numa sociedade em mutação e as principais temáticas serão as seguintes:

·         Da pesquisa de segurança à implementação dos resultados
·    Resistência na prevenção de acidentes de trabalho: lidar com a incerteza no local de trabalho
·         Implementar uma cultura de prevenção
·         Cultura da Liderança & Gestão de Riscos
·         Educação e Formação – pré-requisitos da segurança
·         Analisando a segurança: vemos um só quadro?
·         “Visão Zero” – uma abordagem não-governamental à segurança

Saiba mais sobre a conferência aqui.


IV Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral, Portugal 2016/2017.

Teve lugar ontem, dia 19 de setembro, a apresentação dos primeiros resultados do IV Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral, Portugal 2016/2017.  

O INPG (Inquérito Nacional à População Geral) é um estudo iniciado em 2001, tendo sido replicado em 2007, 2012, e em 2016/17.  

O estudo visa estimar as prevalências dos consumos de substâncias psicoativas lícitas (álcool, tabaco, medicamentos – sedativos, tranquilizantes e/ou hipnóticos, e esteroides anabolizantes), e ilícitas (cannabis, ecstasy, anfetaminas, cocaína, heroína, LSD, cogumelos mágicos e de novas substâncias psicoativas), bem como das práticas de jogo a dinheiro. 

 O estudo é feito por iniciativa do SICAD (Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências) do Ministério da Saúde, de acordo com orientações do OEDT (Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência) e da OMS (Organização Mundial de Saúde), que permitem produzir estatísticas comparáveis no plano internacional, para além de ser acautelada, na medida do possível, a comparação entre as diferentes aplicações do Inquérito no plano nacional, de forma a permitir monitorar a evolução dos consumos no tempo.  

A apresentação ficou a cargo do investigador principal deste estudo, o Professor Doutor Casimiro Balsa da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa  que encetou uma síntese dos resultados do estudo.

Seguem alguns resultados:

Verifica-se uma subida das prevalências entre 2001 e 2007 de todas as substâncias psicoativas, exceto no que diz respeito ao ecstasy e ao LSD, em que os valores se mantêm. Entre 2007 e 2012 observamos uma descida de todas as prevalências com exceção dos medicamentos, que mantêm, e da heroína, que desce. Entre 2012 e 2016/17 registam-se prevalências de consumo menores no caso do álcool, medicamentos, ecstasy, LSD, cogumelos alucinógenos e de novas substâncias psicoativas.

As prevalências do consumo nos últimos 12 meses de cocaína e de anfetaminas mantêm-se iguais às de 2012, subindo apenas as prevalências de consumo de tabaco, cannabis e heroína.

O consumo de álcool apresenta subidas das prevalências ao longo da vida, quer entre a população total (15-74 anos) quer entre a população jovem adulta (15-34 anos), e entre homens e mulheres.

O consumo do tabaco apresenta uma ligeira subida da prevalência ao longo da vida, que se deve sobretudo ao aumento do consumo entre as mulheres, quer na população total, quer entre a população jovem adulta.

Já os medicamentos, terceira substância mais consumida na população total, as prevalências descem entre os dois períodos de aplicação considerados, independentemente do género considerado.

As prevalências do consumo de qualquer substância psicoativa ilícita sobem dos 8,3% registados em 2012 para os 10,2% em 2016/17.

Registaram-se subidas em ambos os géneros quando consideramos a população total, uma descida entre os homens e uma subida entre as mulheres quando consideramos a população jovem adulta.

Estas são as tendências que se verificam na cannabis, substância que tem o maior peso na prevalência de qualquer substância psicoativa ilícita.

A prevalência do consumo de cocaína sobe ligeiramente na população total, embora desça entre a população jovem adulta.

As anfetaminas apresentam uma prevalência de consumo ao longo da vida igual à registada em 2012 na população total, tendo descido entre os homens, mas aumentado entre as mulheres. Considerando a população jovem adulta, esta prevalência desce, embora tenha subido de 0,2% para 0,4% entre as mulheres.

A heroína apresenta uma prevalência de consumo igual à verificada em 2012, quer entre a população total, quer entre a população jovem adulta. Em ambas as populações houve uma diminuição da prevalência do consumo entre os homens e uma subida entre as mulheres.

Em todas as outras substâncias consideradas há uma descida das prevalências de consumo ao longo da vida, quer entre a população total quer entre a população jovem adulta, independentemente do género.

Relativamente à idade média de início do consumo, verificamos que o consumo do primeiro cigarro e da primeira bebida alcoólica é o que apresenta uma média de idades mais baixa (17 anos). O consumo regular de tabaco e de cannabis surge, em média, aos 18 anos.

Aceda aos resultados preliminares nos links abaixo:



terça-feira, 19 de setembro de 2017

França: Governo anuncia intenção de abolir Comissões de Segurança, Saúde e Condições de Trabalho


No passado dia 31 de Agosto, o Ministério do Trabalho francês publicou uma proposta de alteração ao Código do Trabalho. Uma das alterações – introduzida pelo Presidente Macron em resposta às exigências do patronato – tem a ver com a abolição das Comissões de Segurança, Saúde e Condições de Trabalho, que serão fundidas juntamente com outros organismos de representação dos trabalhadores numa única “Comissão de Trabalhadores”. 

Segundo Laurent Vogel, da ETUI, “a abolição destas comissões conduzirá muito provavelmente a uma redução drástica das opções disponíveis para trabalhadores que desejem tomar providências ao nível da segurança e saúde ocupacional.”


Saiba mais aqui.

CES - Nova proteção contra o cancro profissional da UE à vista após pressão sindical


Os Deputados estão a ser pressionados pelos sindicatos a obter um acordo entre o Conselho Europeu e o Parlamento (e apoiado esta semana pelo Comité de Emprego do Parlamento), para oferecer aos trabalhadores mais e melhor proteção contra o cancro ocupacional.

"Esta é uma vitória importante para os sindicatos que fizeram campanha durante muitos anos para acabar com a pandemia dos cancros ocupacionais", afirmou Esther Lynch, Secretária Confederal da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES). 

É difícil acreditar que, na Europa do século XXI, ainda vejamos as empresas maximizar os lucros à custa da sua força de trabalho e das gerações futuras. É bom ver que a UE está a começar a responder de novo às necessidades dos trabalhadores.



Nota: A tradução é da responsabilidade da UGT.

CES: Nova proteção contra o cancro ocupacional à vista após pressão sindical


Os eurodeputados estão a ser pressionados pelos sindicatos para endossar um acordo, entre o Conselho e o Parlamento Europeu (com o apoio do Comité do Emprego), que confira aos trabalhadores mais e melhor proteção contra o cancro ocupacional.

 “Esta é uma importante vitória para os sindicatos que lutaram durante anos para pôr fim à pandemia de cancros relacionados com o trabalho”, disse a Secretária Confederal da CES, Esther Lynch. Custa a crer que em pleno séc. XXI continue a haver na Europa empresas que somam lucros à custa da sua força laboral e de gerações futuras.

 É bom saber que a UE começa novamente a responder às necessidades dos trabalhadores.

Leia o comunicado de imprensa na íntegra aqui.

Ficha Informativa + Segurança e Saúde no Trabalho

A UGT, no âmbito das suas atividades de informação, sensibilização e divulgação de informação sobre riscos profissionais nos locais de trabalho, disponibiliza esta Ficha Informativa + Segurança & Saúde no Trabalho.
O n.º 27 é dedicado à problemática da Reparação de Acidentes de Trabalho.


Consulte a Ficha Informativa Aqui.