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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Acidentes de Trabalho que ceifam Vidas……

Dois trabalhadores, de 20 e 34 anos, perderam a vida no trabalho.

O acidente ocorreu, ontem, numa fábrica quando os trabalhadores procediam a trabalhos de manutenção num silo de farinha.

Duas vidas, vidas JOVENS que ficaram interrompidas. Jovens que morreram quando ainda tinham toda a vida pela frente. Duas famílias destroçadas com a sua perda. Estamos a falar de duas vidas para quem a Vida acabou de forma súbita e inexplicável.

Estamos a falar de duas pessoas para quem o trabalho significou o mais dramático dos acontecimentos que a sinistralidade laboral pode implicar.

Não podemos, pois, deixar de expressar as nossas sinceras condolências e solidariedade às famílias enlutadas pelo acidente que vitimou os seus entes queridos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


Venda Ilegal de Tabaco

 Estudo da DECO

Em 105 lojas visitadas, 72 venderam tabaco a menores de 18 anos, contrariando a lei. Um incentivo claro ao tabagismo entre os jovens.


A Associação de Defesa do Consumidor (DECO) visitou 105 estabelecimentos localizados em Coimbra, Évora, Faro, Lisboa e Porto, para verificar se vendiam tabaco a menores de 18 anos e constatou que 72 não cumpriam a lei.

Apenas 33 cumpriram a lei que proíbe a venda de tabaco a menores.

Alguns dados deste Estudo

Ø  Os jovens conseguiram comprar cigarros em todas as cidades visitadas, mas em Coimbra e Faro tiveram mais dificuldade. Aqui, apenas metade das lojas satisfizeram o pedido, enquanto em Lisboa e Porto foram quase três quartos a fazê-lo e, em Évora, 87 por cento;

Ø  Dos 38 locais com máquinas, 23 quebraram as regras e acionaram o sistema de dispensa a pedido dos menores;

Ø  72 Lojas infringiram a lei ao vender tabaco aos jovens colaboradores do estudo, cuja idade se compreendia entre os 13 e os 16 anos;

Ø  32 Funcionários perguntaram a idade ou pediram o cartão de identidade. Em 6 casos, a menoridade não impediu a venda;

Ø  59 Estabelecimentos tinham afixado, em local visível, o aviso “proibida a venda de tabaco a menores”.

Nota: este estudo vai ser publicado na edição de agosto da revista Teste Saúde, decorreu em março e abril, e contou com a colaboração de jovens entre os 13 e os 16 anos que visitaram lojas em cincos cidades.

quarta-feira, 25 de julho de 2012


EU-OSHA disponibiliza base de dados de publicações em matéria de SST



A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho disponibiliza um vasto leque de publicações sobre Segurança e Saúde no Trabalho extremamente úteis para quem se interessa sobre esta problemática. 

São disponibilizadas  fichas técnicas, relatórios, revistas, estudos sobre diversos temas, setores de atividade e riscos profissionais específicos.

Todas as publicações da Agência podem ser descarregadas gratuitamente e muitas delas encontram-se disponibilizadas em português.


sexta-feira, 20 de julho de 2012


Falta de sensibilização sobre a exposição dos trabalhadores aos nanomateriais
Relatório da UE - OSHA


De acordo com uma revisão da literatura sobre nanomateriais da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, existem lacunas graves na sensibilização para os riscos potenciais envolvidos na manipulação, nos locais de trabalho, de nanomateriais, bem como graves deficiências  na forma como esses riscos são comunicados.

Na nossa vida quotidiana, a nanotecnologia está presente em inúmeros produtos e aplicações. São, pois, utilizados em alimentos, produtos de cosmética, têxteis, tintas, material desportivo, eletrónica, detergentes e muitos produtos no domínio da saúde e boa forma. Encontram-se igualmente presentes em muitos locais de trabalho.

Atualmente, estão registados mais de 1000 bens de consumo, produzidos por mais de 500 empresas em 30 países.

A Agência Europeia estima que existam atualmente de 300.000 a 400.000 empregos na UE que lidam diretamente com a nanotecnologia e nanomateriais manufaturados. 75% desses locais de trabalho são pequenas e médias empresas.

Na sua análise sobre a matéria, a OSHA concluiu que a comunicação dos riscos potenciais que esses materiais apresentam é ainda deficiente, e que a maioria dos europeus (54%) nem sequer sabe o que é a nanotecnologia.

Mesmo em locais de trabalho onde existem nanomateriais fabricados, o nível de sensibilização é reduzido. A título de exemplo, 75% dos trabalhadores e entidades empregadoras no setor da construção não têm consciência de que trabalham com estes materiais.

Existem algumas iniciativas no sentido de alertar para os riscos associados aos nanomateriais fabricados e comunicar a melhor forma de os gerir (embora nem sempre visem o local de trabalho), nomeadamente por parte de grandes produtores e alguns sindicatos, através do diálogo nacional em alguns Estados-Membros.

Mas há ainda muito por fazer - de preferência, numa ação conjunta dos responsáveis políticos, parceiros sociais, organismos nacionais responsáveis pela segurança e saúde no trabalho, órgãos responsáveis pela saúde pública, associações profissionais, entre outros - visto que uma comunicação deficiente dos riscos pode gerar confusão e suscitar receios injustificados ou levar a uma subvalorização dos riscos, e, consequentemente, à adoção de ações de prevenção e controlo dos riscos inadequadas.

As estratégias de comunicação dos riscos devem ajudar as entidades empregadoras a tomarem decisões  sobre os seus locais de trabalho e a aplicar medidas de prevenção adequadas, permitindo ao mesmo tempo que cada trabalhador controle pessoalmente a sua situação e possa assim proteger-se eficazmente.

A OSHA criou uma base de dados de exemplos de boas práticas empresariais relativas a uma gestão eficiente, no local de trabalho, de nanomateriais fabricados, que abrange oito Estados-Membros e um conjunto significativo de indústrias - tais como os têxteis, a construção e as aplicações médicas.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Promover o envelhecimento ativo no local de trabalho


A União Europeia declarou 2012 o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.

O envelhecimento ativo e a solidariedade entre as gerações são aspetos fundamentais da Estratégia 2020 da UE, que visa promover um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.

A promoção do envelhecimento ativo no trabalho implica, nomeadamente, garantir postos de trabalho mais seguros e saudáveis para todos, e adaptar as condições de trabalho ao estado de saúde e às capacidades dos trabalhadores mais idosos.

À medida que vai diminuindo o número de jovens a entrar no mercado de trabalho nos próximos anos, verificar-se-á um aumento significativo na percentagem de pessoas mais velhas na força de trabalho.

Saiba mais em:


quarta-feira, 18 de julho de 2012


Portugal: Questionário EWCO sobre Uso de Álcool / Drogas no Trabalho


Fontes de informação relacionadas com o uso/abuso  de álcool e drogas no local de trabalho a nível nacional e sua relação com as condições de trabalho

Em Portugal, lamentavelmente, não dispomos de dados estatísticos oficiais que permitam conhecer, com rigor, a realidade do problema do consumo de álcool e drogas ao nível da população enquadrada profissionalmente.

Muito menos conhecemos a sua incidência por sectores de atividade. Desconhece-se, inclusive, o número exato de empresas que têm regulamentos escritos relativos às drogas e ao álcool e os respetivos moldes de intervenção sobre a problemática.

A única fonte estatística oficial, neste âmbito, é o Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral – Portugal, realizado em 2001 e, mais recentemente, em 2007. No entanto, se observarmos a sua estrutura, podemos aferir que nenhuma das questões que o constituem se encontra direcionada para a ligação entre “consumo de substâncias psicoativas e trabalho”.

Na análise dos resultados do questionário EWCO sobre álcool e drogas em meio laboral são sinalizados alguns estudos recentes sobre a temática, os quais importa referenciar.


Este estudo focaliza o uso de álcool na construção e obras públicas e baseia-se num questionário dirigido a 100 trabalhadores e nas suas perceções sobre o risco associado ao uso de álcool no local de trabalho.


Este estudo confere ênfase ao uso de álcool e drogas em diversos setores. Apresenta resultados recolhidos a partir de 52 organizações. Os métodos incluem um questionário e entrevistas individuais e de grupo.

Alexandra Lucas (2009) "O Alcoolismo nasOrganizações - Estudo de Caso da TAP". Estudo de caso com ênfase no uso de álcool na TAP - Transportes Aéreos Portugueses. Este estudo de caso é baseado em entrevistas com dois assistentes sociais da TAP.

terça-feira, 17 de julho de 2012


Segurança e Saúde

no sector da hotelaria, restauração e catering



O sector HORECA - hotelaria, restauração e catering - é um dos sectores responsáveis por criar mais postos de trabalho na Europa, empregando cerca de 8 milhões de pessoas. Estes dados reforçam a importância de uma boa gestão da segurança e saúde no trabalho e da prevenção dos riscos no que respeita a acidentes de trabalho e doenças profissionais no sector.

Os maiores riscos para quem trabalha neste sector são os seguintes:

Ø  Trabalho fisicamente exigente, que obriga a passar muitas horas de pé e em posturas estáticas, a movimentação manual de cargas, elevações e movimentos repetitivos, muitas vezes em combinação com outras condições de trabalho desfavoráveis, como as que resultam da deficiente conceção do local de trabalho;

Ø  Exposição a elevados níveis de ruído; cerca de 29% dos trabalhadores do sector estão expostos a ruído e mais de 4% consideram que tal facto coloca a sua saúde em risco;

Ø  Trabalho em ambientes quentes ou frios, especialmente a combinação de temperaturas elevadas com correntes de ar, portas abertas, alternância entre ambientes quentes e húmidos e ambientes frios, como despensas;

Ø  Cortes e queimaduras;

Ø  Escorregadelas, tropeções e quedas devidos a pavimentos húmidos e escorregadios e a obstáculos, incluindo quedas em altura;

Ø  Substâncias perigosas, por exemplo, o uso generalizado de produtos de limpeza e de agentes biológicos nos alimentos.

Os principais fatores de risco psicossociais são os seguintes:

ü  Horários de trabalhos prolongados e não convencionais; o sector caracteriza-se por turnos longos, horários de trabalho irregulares e pouco habituais; uma parte substancial do trabalho é efetuada quando a maior parte das pessoas não se encontra a trabalhar;

ü  Difícil conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal, nomeadamente tendo em conta a imprevisibilidade dos horários de trabalho, a duração dos dias de trabalho e a falta de controlo sobre o trabalho;

ü  Elevada carga de trabalho e pressão para que este seja desenvolvido com celeridade; cerca de 75% dos trabalhadores referem que trabalham a ritmo elevado, 66% têm de trabalhar com prazos muito curtos e cerca de 48% afirmam não terem tempo suficiente para fazer todo o trabalho;

ü  Pouco controlo sobre o trabalho: as tarefas monótonas, sem criatividade e que exigem pouca iniciativa são muito comuns;

ü  Contato com colegas e com o chefe: a falta de apoio pode agravar o stresse provocado pelo trabalho; cerca de 70% dos trabalhadores são capazes de pedir ajuda aos colegas, mas apenas 53% conseguem pedir ajuda aos supervisores;

ü  O contacto contínuo com clientes pode ser uma fonte de stresse ou, nos piores casos, conduzir ao assédio ou mesmo à violência;

ü  Falta de formação e de educação; certas tarefas não exigem qualquer educação formal, a par de um baixo nível de formação e de experiência; as pessoas nem sempre possuem a formação adequada às tarefas que executam, o que pode gerar mais stresse.

Fonte:



sexta-feira, 13 de julho de 2012


Promoção da saúde junto dos trabalhadores jovens

Uma síntese de casos de boas práticas


De acordo com os dados disponíveis, a taxa de acidentes de trabalho não mortais, entre os trabalhadores dos 18 aos 24 anos, é superior, em mais de 40%, relativamente ao conjunto dos trabalhadores em geral. Os jovens têm igualmente maior probabilidade de ser afetados por uma doença profissional.

No entanto, em vez de serem pouco saudáveis, os locais de trabalho podem ser meios importantes para promover a saúde, oferecendo a oportunidade de melhorar a saúde geral dos trabalhadores, o que é igualmente benéfico para as empresas, porquanto permite reduzir os custos relacionados com doenças e aumentar a produtividade.

Um jovem trabalhador de 18 anos partiu ambas as pernas depois de iniciar o seu segundo dia de trabalho, ao cair da plataforma de um camião de recolha de resíduos. O jovem deslocava-se no exterior do veículo porque a cabina não tinha espaço suficiente para ele e para os colegas que também iam no camião.

Um jovem de 16 anos, no seu primeiro trabalho de férias, numa carpintaria perdeu os dedos da mão ao utilizar indevidamente uma serra elétrica. Não lhe foi dada informação ou formação sobre a utilização deste equipamento de risco.

Falamos de jovens. Falamos de trabalhadores jovens que têm que viver o resto das suas vidas com marcas profundas decorrentes de acidentes de trabalho. Falamos de jovens trabalhadores que perdem as suas vidas nos locais de trabalho.

As razões para esta situação são de vária ordem, apontando-se, indiscutivelmente, como uma das grandes causas a falta de educação e formação para a prevenção.

É, pois, certo que a ausência de educação e formação para a prevenção, constitui em Portugal, uma das causas para os números disponíveis sobre a sinistralidade laboral, principalmente no que respeita à população jovem recém admitida no mercado de trabalho.

Sectores de grande sinistralidade como a construção civil e a agricultura registam um número de acidentes de trabalho preocupante ao nível dos jovens trabalhadores.

Torna-se claro que na ausência de educação e formação sobre prevenção, os jovens recém chegados ao mercado de trabalho têm mais dificuldade em reconhecer os riscos profissionais e, mesmo quando os reconhecem podem ter mais dificuldade em tomar as medidas preventivas consideradas adequadas.

Tal facto sugere uma melhor preparação dos potenciais jovens trabalhadores em matérias sobre segurança, higiene e saúde no trabalho, de forma a adquirirem informação, atitudes e comportamentos adequados para a prevenção em geral e, para a prevenção dos riscos profissionais que vão encontrar no exercício da sua atividade profissional futura.

Nesta perspetiva, a interiorização de comportamentos e atitudes dirigidos à prevenção deve desenvolver-se mesmo antes da entrada na vida ativa, ou seja, a cultura de prevenção deve começar a ser construída nos bancos de escolas incutindo, desta forma, nos potenciais jovens trabalhadores, os princípios de uma verdadeira cultura de prevenção.

Entendemos que esta abordagem constitui um imperativo para a melhoria da qualidade de vida e das condições de trabalho, sendo a educação e a formação para a prevenção uma das suas expressões mais estruturantes.

É imperativo garantir que aos jovens seja assegurado o início da sua vida profissional de forma segura, saudável e em proteção pelo valor fundamental que é a

VIDA!


quinta-feira, 12 de julho de 2012


A nova estratégia da UE para a segurança e saúde no trabalho em 2013

Principais prioridades de uma futura Estratégia:


O Comissário Europeu do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão - László Andor - definiu na Conferência Presidência dinamarquesa sobre Saúde e Segurança no Trabalho, em Copenhaga, em 28 de Junho, as prioridades-chave da nova estratégia e enfatizou a necessidade de se concentrar em medidas de prevenção especiais e instrumentos de avaliação de risco eficientes para promover e melhorar efetivamente a Segurança e Saúde Ocupacional.

Uma estratégia para o próximo período deve concentrar-se num número menor de prioridades.

A primeira área-chave devem ser as questões de saúde e da prevenção de problemas relacionados com o trabalho. As doenças ocupacionais relacionadas com o trabalho são um fardo pesado para os trabalhadores e empresas.

Por exemplo, as músculo-esqueléticas relacionados com o trabalho são um grave problema de saúde que afeta o emprego e a produtividade.

Estima-se que pelo menos 11 milhões de trabalhadores sofrem de tais distúrbios, sendo que o custo total estimado destas condições para os trabalhadores, empregadores e autoridades públicas é quase 163000000000 € em dois anos.

Os riscos psicossociais relacionados com o trabalho são também um problema crescente na UE, especialmente no momento de crise que passamos na atualidade.

Por exemplo, o medo de perder o emprego e os efeitos que isso possa ter - combinado com a falta de perspetivas de carreira - pode ter sérias implicações para a saúde e para o bem-estar dos trabalhadores e suas famílias.

Os riscos potenciais das novas tecnologias são, igualmente, preocupantes. A Engenharia de nanotecnologia, genética e biologia sintética são exemplos significativos.

A segunda área-chave que qualquer nova estratégia deve focar é uma implementação mais eficaz da legislação da UE, o que tem particular  importância nas PME, que empregam a maioria dos trabalhadores da UE, e especialmente nas microempresas.

 Essas empresas podem ter dificuldade em cumprir regras de segurança e saúde, dada a sua falta de recursos especializados próprios. A consequência são as más condições de trabalho com maiores riscos para os trabalhadores, ou custos elevados, devido à necessidade de contratar consultores a custo elevado.

A adoção de medidas especiais e abordagens são, portanto, necessárias para ajudar as PME a cumprir com as disposições legais e a promover um melhor desempenho, sem impor uma carga desnecessária.

A ferramenta interativa Oira - Avaliação de Risco on-line - desenvolvida pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho em Bilbau pode proporcionar às PME uma solução eficaz e menos onerosa para documentar avaliação de risco. Esta é, pois, uma ferramenta que precisa ser promovida e utilizada no seu pleno potencial.

 A terceira área chave envolve a necessidade de um esforço especial ao longo dos próximos anos para tornar a vida de trabalho sustentável.

Face aos desafios demográficos que a Europa enfrenta, a manutenção da boa saúde e da segurança dos trabalhadores é uma condição prévia para uma vida de trabalho sustentável e para o envelhecimento ativo e saudável após a reforma.

Melhores carreiras e mais trabalho são urgentemente necessários para financiar e apoiar o prolongamento da vida dos cidadãos europeus.

Contudo, os locais de trabalho têm que ser adequados ao envelhecimento da população ativa.

Importa, portanto, pensar sobre iniciativas específicas para promover a saúde e a segurança dos trabalhadores mais velhos, facilitando o seu envelhecimento saudável no trabalho e o desenvolvendo de uma cultura de prevenção em toda a vida ativa.

Consulte aqui

 

UE - A nova estratégia da UE para a segurança e saúde no trabalho em 2013

Até o final do ano, a Comissão Europeia deverá apresentar os resultados finais da avaliação da atual estratégia e, dependendo dos resultados, uma nova estratégia de saúde e segurança no trabalho será adotada em 2013.

Esta confirmação foi dada pelo Comissário Europeu do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão - László Andor - na Conferência Presidência dinamarquesa sobre Saúde e Segurança no Trabalho, em Copenhaga, em 28 de Junho.

O Comissário Andor definiu as prioridades-chave da nova estratégia e enfatizou a necessidade de se concentrar em medidas de prevenção especiais e instrumentos de avaliação de risco eficientes para promover e melhorar efetivamente a Segurança e Saúde Ocupacional.


Aponta como razões para uma nova Estratégia, as seguintes:

1ª – Saúde – Os problemas de saúde e os riscos para a segurança e a saúde, bem como os efeitos nocivos são praticamente os mesmos em toda a Europa. Trabalhadores, empresas e Estados-Membros enfrentam, pois, desafios semelhantes.

Fundamenta com a apresentação dos seguintes números:

- Os Trabalhadores europeus continuam a ser expostos a riscos físicos - 33% dos trabalhadores manifestam transportar cargas pesadas, pelo menos, um quarto do seu tempo de trabalho, e quase a metade de todos os trabalhadores - 46% - trabalham em posições dolorosas ou cansativas, pelo menos, um quarto do seu tempo de trabalho.

- Quase 30% dos trabalhadores estão expostos a ruídos intensos, pelo menos, um quarto do seu tempo de trabalho e 15%, manifestam respirar poeiras ou lidam com produtos químicos perigosos.

2ª – Legislação que cobre os principais riscos, contudo a sua transposição per si não é suficiente para reduzir a incidência de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Importará assegurar uma melhor aplicação das disposições nacionais neste domínio e uma abordagem mais coerente a nível da EU.

A troca de experiências e boas práticas em várias áreas, identificando indicadores comuns, definindo metas, tomar iniciativas conjuntas para identificar novos riscos e adotar uma abordagem estratégica comum para a saúde ocupacional e os problemas de segurança são exemplos de um verdadeiro valor acrescentado da UE.

3º - Planeamento – a definição de objetivos políticos em áreas de relevância para a saúde e segurança ocupacional, tais como a saúde pública, a defesa do consumidor, o emprego, a proteção ambiental e a competitividade.

Aqui, novamente, o papel da UE é crucial para o desenvolvimento e implementação de ações efetivas e consistentes em todos os Estados-Membros.


Consulte aqui


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Novo relatório sobre a integração da SST
em programas de formação de professores




Em teoria, os professores deveriam receber formação sobre como sensibilizar os alunos sobre os riscos nas escolas.  Se já é difícil integrar esta matéria nos programas escolares, ainda mais difícil é integrá-lo nos extensos programas de formação para futuros professores.

Mas também não é impossível, e um novo relatório sobre estudos de casos elaborado pela EU-OSHA propõe várias abordagens e métodos que poderiam ser tidos em conta e desenvolvidos na preparação de professores para este tipo de formação.

De acordo com as conclusões do Relatório, as estratégias neste domínio devem contemplar os seguintes aspetos:

• A formação deve inserir-se numa abordagem global da escola que associe o ensino da prevenção de riscos à promoção da melhoria da gestão da SST nas escolas e fomente uma cultura de segurança que estimule a participação de todos os professores e os envolva ativamente, fazendo da SST uma parte integrante da sua atividade diária;

• A formação de qualquer futuro professor deve incluir algumas noções elementares sobre SST nas escolas e sobre os métodos de integração do ensino da prevenção de riscos nas atividades de ensino diárias;

• A formação em SST deve fazer parte do processo de acolhimento dos professores colocados em escolas incorporando o ensino da prevenção de riscos aos alunos;

• Os diretores das escolas devem receber formação suplementar que os habilite com conhecimentos específicos sobre a gestão da SST e a integração do ensino da prevenção de riscos na atividade diária das escolas;

• Os outros professores devem receber formação suplementar — de acordo com as respetivas especializações profissionais — a fim de adquirirem conhecimentos específicos em matéria de SST e de ensino da prevenção de riscos, e deve ser ponderada a hipótese de alguns membros do corpo docente serem nomeados «campeões», cuja missão consistirá em divulgar informação e motivar os outros;

• Devem ser fixadas metas em relação ao número mínimo de professores com formação específica;

• Deve ser assegurada a ligação em rede entre as escolas e entre os «campeões» da SST e do ensino da prevenção de riscos, para tornar mais fácil:

— Manter os restantes trabalhadores atualizados — uma dificuldade muito comum nas escolas,

— Partilhar e trocar experiências;

• Devem ser garantidas a cooperação e a participação de um vasto conjunto de partes interessadas, nomeadamente as seguintes:

1. Autoridades educativas, entidades responsáveis pelo desenvolvimento curricular e escolas superiores de educação,

2. Outras organizações cuja atividade esteja relacionada com o ensino da prevenção de riscos (escolas de saúde, organismos responsáveis nos domínios da prevenção de acidentes profissionais e da segurança rodoviária, organismos desportivos),

3. Sindicatos e associações profissionais de professores;

•Devem ser identificadas sinergias e estudadas formas de dar formação aos professores sem causar grande perturbação ao normal funcionamento das atividades letivas;

• Devem ser proporcionados às escolas o apoio, a informação e os instrumentos específicos de que necessitam para criar ambientes de aprendizagem e de trabalho seguros e saudáveis, a fim de que as questões da segurança e saúde sejam consideradas da maior importância por professores e alunos.

Consulte o Relatório (inglês)


Consulte a Ficha Técnica (24 línguas)

sexta-feira, 6 de julho de 2012


RESOLUÇÃO QUE APROVA A CONVENÇÃO N.º184 SOBRE A SEGURANÇA E A SAÚDE NA AGRICULTURA adotada pela Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho na sua 89.a sessão, realizada em Genebra em 21 de junho de 2001.

 

 


Foi aprovada no dia 8 de junho de 2012 pela Assembleia da República a Convenção n.º 184 da OIT sobre Segurança e Saúde na Agricultura.

A ratificação desta Convenção é uma das medidas da Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2008 - 2012 - Medida n.º 6.3 - ratificação da Convenção n.º 184 da OIT, de 2001, sobre a segurança e saúde no trabalho na agricultura.

Consulte a Resolução e o texto da Convenção na II Série -A - Número 205  do BTE  de 5 de julho de 2012 Aqui

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Newsletter SST - Número 4, junho de 2012 - já disponível




Destacam-se, neste número, as conclusões do Grupo Pompidou relativamente ao uso/abuso de álcool e drogas em meio laboral, o Estudo da EUROFOUND sobre  esta temática e, ainda, o Estudo da OSHA sobre a conciliação entre a vida pessoal e profissional.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Riscos Físicos no Trabalho

Alguns dados do 5.º Inquérito Europeu 

sobre as Condições de Trabalho

 



Os trabalhadores europeus continuam tão expostos a riscos físicos como há 20 anos, segundo o quinto Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho.

Por exemplo:

Ø Um em cada três trabalhadores (33%) transporta cargas pesadas durante pelo menos um quarto do seu horário de trabalho, enquanto um em cada quatro (23%) está exposto a vibrações;
Ø Quase um em cada seis (16%) trabalhadores está (quase) sempre exposto a posições fatigantes, e um em cada três (30%) entre um quarto e três quartos do tempo;
Ø Os movimentos repetitivos das mãos ou dos braços fazem parte do trabalho de um número de europeus superior ao de há 10 anos;
Ø 33% dos homens, mas apenas 10% das mulheres, estão regularmente expostos a vibrações, ao passo que 42% dos homens, mas 24% das mulheres transportam cargas pesadas;
Ø Em contraste, 13% das mulheres, mas apenas 5% dos homens, levantam ou deslocam pessoas no âmbito do seu trabalho;
Ø Percentagens semelhantes de homens e mulheres trabalham em posições que provocam cansaço (48% e 45%, respetivamente);
Ø Percentagens semelhantes de homens e mulheres fazem movimentos repetitivos com as mãos ou os braços (64% e 63%, respetivamente), que são também os riscos físicos mais comuns.


Consulte mais resultados aqui

A CES Exige Ação da UE

sobre as lesões  músculo‑esqueléticas



O inquérito europeu sobre as condições de trabalho de 2010 salientou, novamente, a importância de lesões músculo-esqueléticas. As LMERT continuam a ser a doença profissional mais comum na União Europeia, podendo afetar trabalhadores de todos os sectores e profissões e por isso continuam a ser uma prioridade para a UE.

A Comissão Europeia encontra-se a trabalhar há cerca de 10 anos numa proposta de diretiva sobre as lesões músculo-esqueléticas. Por esta razão, a CES sublinha a necessidade da Comissão Europeia assumir a sua responsabilidade, nesta matéria, instando-a a apresentar o projeto de diretiva comunitária, fundamentando que esta representa um valor acrescentado para os Estados-Membros no reforço das políticas de prevenção.

Para o CES, a proposta de diretiva deveria encontrar-se ligada à preparação da Estratégia Comunitária em matéria de Segurança e Saúde para 2013-2020.

Aceda ao Documento aqui

segunda-feira, 2 de julho de 2012


Relatório sobre o “ Impacto das tecnologias
de informação e comunicação
nas condições de trabalho


O Centro de Análise Estratégica da Direção Geral do Trabalho de França publicou um relatório sobre o “ Impacto das tecnologias de informação e comunicação nas condições de trabalho “ (TIC).

São analisadas questões, tais como:
Ø  A evolução das TIC nas empresas;
Ø  O impacto das TIC sobre a autonomia, ritmos e controle do trabalho;
Ø  De que forma as TIC contribuem para a renovação da Negociação Coletiva;
Ø  Efeitos das TIC no isolamento de trabalhadores;
Ø  Impactos das TIC na segurança e saúde do trabalho;
Ø  Avaliação do impacto das TIC nas condições de trabalho nos próximos anos.
Este Relatório conclui que existem cinco riscos principais relacionados com as TIC no que toca às condições de trabalho. São eles:

1.Redução da autonomia do trabalhador: maior controlo da sua atividade;

2.Aumento do ritmo e intensificação do trabalho;

3.Enfraquecimento das relações interpessoais e/ou dos coletivos dos trabalhadores;

4.Desaparecimento das fronteiras entre o trabalho e o resto da vida;

5.Grande sobrecarga de informação.
Consulte este Relatório Aqui
Napo em… Juntos na Segurança!




O novo filme Napo " Napo em… juntos na segurança!" já se encontra disponível em português.  O filme apoia a Campanha Europeia " Juntos na prevenção dos riscos profissionais”.

O filme aborda duas questões fundamentais na prevenção: cultura e comportamento. Sublinha que, trabalhando juntos - gestores e trabalhadores – podem ser criados locais de trabalho mais seguros, saudáveis e produtivos.


A criação de locais de trabalho seguros e saudáveis não é da responsabilidade exclusiva da direção das empresas; a participação dos trabalhadores também é fundamental. Os trabalhadores sentem uma enorme motivação para melhorar a segurança e a saúde no trabalho, pois frequentemente são eles que mais sofrem os efeitos de eventuais falhas.
Nunca é demais sublinhar que as principais vantagens da participação dos trabalhadores incluem:
  • A redução das taxas de acidentes e de doença profissional;
  • A redução de custos e riscos, visto que as taxas de ausência ao trabalho e de rotação dos trabalhadores são mais baixas, os acidentes são em menor número e a ameaça de processos judiciais é menor;
  • Ao participar na fase de planeamento, os trabalhadores têm maior probabilidade de identificar as razões subjacentes a uma determinada medida, ajudar a encontrar soluções concretas e agir em conformidade com o resultado final;
  • Se for dada aos trabalhadores a oportunidade de participar na conceção de processos de trabalho seguros, estes poderão aconselhar, sugerir e solicitar melhorias – ajudando a desenvolver medidas destinadas a prevenir acidentes de trabalho e a degradação da saúde de forma atempada e com uma boa relação custo-eficácia;
  • O reforço da imagem junto dos fornecedores e parceiros;
  • O reforço da reputação em matéria de responsabilidade social da empresa junto dos investidores, clientes e comunidades;
  • Um acréscimo de produtividade – trabalhadores mais saudáveis, satisfeitos e motivados. 

      Aceda ao Vídeo Aqui