Portugal tem as taxas de sinistralidade mais altas da União Europeia. Da análise da sinistralidade laboral mortal e não mortal dos últimos anos, em função da nacionalidade, resulta que são os trabalhadores imigrantes os mais vulneráveis a acidentes. Não se verifica, contudo, uma relação causal entre o fenómeno da imigração e o problema da sinistralidade laboral. Por outras palavras, o aumento ou diminuição da imigração não influencia a respectiva evolução da sinistralidade laboral, uma vez que não são os países com mais imigrantes que apresentam as mais altas taxas de sinistralidade laboral. Em Portugal, em anos de aumento da imigração não se verifica por correlação o aumento da sinistralidade laboral no país. Há, pois, outros factores específicos inerentes ao próprio contexto de acolhimento de explicam a sinistralidade laboral na sua globalidade e/ou a segurança dos trabalhadores.
Estas são algumas das conclusões de um estudo de Catarina Oliveira e Cláudia Pires que poderá consultar, aqui.
sábado, 8 de outubro de 2011
Imigração e Sinistralidade Laboral
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Todos pelo TRABALHO DIGNO !
A UGT, associou-se à Jornada Mundial pelo Trabalho Digno pretende-se com este dia sensibilizar os cidadãos, os representantes políticos e as principais instituições para a problemática do "trabalho digno".
O trabalho digno, deve estar no centro de todas as políticas de cooperação para o desenvolvimento pois, é a única estratégia sustentável para sair da pobreza, sendo fundamental para alcançar a coesão social e a democracia.
Sendo o respeito pela vida e pela integridade física e psicológica dos trabalhadores um direito, a segurança e saúde no local de trabalho são componentes indissociáveis do conceito de trabalho digno.
Saiba mais, aqui.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Sector da Limpeza - algumas considerações
O sector da limpeza é transversal a todas as actividades económicas definindo-se sobretudo pelas tarefas executadas. Trata-se de um sector em expansão cuja característica principal é a da relativa invisibilidade dos seus trabalhadores – mercê de horários de trabalho nocturnos.
A prevenção de lesões aos trabalhadores do sector da limpeza requer a introdução de alterações, não apenas por parte das empresas de limpeza/empregadores mas, da própria percepção relativamente à forma como este trabalho é encarado pelas empresas onde prestam serviço nomeadamente no que toca a medidas de auto-protecção (é essencial um bom conhecimento do local de trabalho e dos riscos a ele inerentes).
A maioria dos trabalhadores deste sector são mulheres muitas das quais imigrantes, empregadas em regime de trabalho temporário, ora, a precariedade do trabalho, a rotatividade das trabalhadoras, a predominância dos horários nocturnos e as dificuldades de expressão em língua portuguesa (dado que muitas são imigrantes),bem como o facto de se tratar na sua maioria de trabalhadores/as pouco qualificados/as, tudo isto são razões acrescidas de preocupação nesta área.
Não é demais insistir na importância da formação destes/as trabalhadores/as. Só a criação de uma verdadeira cultura de prevenção pode levar à redução do número de acidentes, criando uma consciência dos perigos e a redução de comportamentos potencialmente perigosos.
Não é demais insistir na importância da formação destes/as trabalhadores/as. Só a criação de uma verdadeira cultura de prevenção pode levar à redução do número de acidentes, criando uma consciência dos perigos e a redução de comportamentos potencialmente perigosos.
A avaliação dos riscos associados ao equipamento de limpeza, a prevenção das doenças que frequentemente surgem associadas a esta profissão, designadamente as doenças musculo-esqueléticas e respiratórias mereceriam uma maior atenção.
Utensílios mais ergonómicos e melhor adaptados ao trabalhador, informação relativa à melhor forma de levantar pesos, utilização de equipamentos mais adequados podem ser factores determinantes não só para reduzir drasticamente o número de dias de baixa por trabalhador como também para o desaparecimento das “queixas” antes que estas se instalem para ficar e, se tornem “casos clínicos”. É muito importante estar atento aos primeiros “ais” e eliminar as causas antes que as consequências se transformem em prejuízos para todos. O mesmo cuidado com a prevenção deve ser tomado relativamente aos produtos susceptíveis de provocar doenças respiratórias. Também aqui prevenir é agir, no sentido de alterar as condições de trabalho e consequentemente alterar/atenuar as razões “de queixa”.
Pequenas alterações cujo custo é irrelevante podem fazer toda a diferença.
Finalmente, considerando que nesta profissão existe um claro predomínio do número de mulheres, muitas das quais imigrantes trabalhando em horários nocturnos em edifícios desertos, as questões ligadas ao assédio são incontornáveis resultando em riscos acrescidos para as trabalhadoras.
domingo, 2 de outubro de 2011
As mulheres e a segurança e saúde no trabalho
A
questão da segurança e saúde no trabalho para as mulheres que trabalham no seio
da União Europeia é central para a compreensão do ambiente de trabalho.
Pesquisas anteriores mostraram que a SST nas mulheres tem de ser melhorada.
Uma
Pesquisa da Comissão Europeia mostrava que já em 1995, os problemas de saúde
evidenciados pelas mulheres encontravam-se próximo ou, acima, de metade dos
casos, por exemplo, alergias (45%), doenças infecciosas (61%), afecções
neurológicas (55%), e problemas hepáticos e dermatológicos (48%). A situação
não melhorou. Além disso, "os trabalhos das mulheres", tais como os
serviços sociais e de saúde, o sector das limpezas, entre outros, destacam um
aumento das taxas de acidentes, inclusive de acidentes mortais. Outro problema
reside na maior susceptibilidade das mulheres relativamente à intimidação e
assédio moral e sexual.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Um novo desafio para a Saúde dos trabalhadores
O seu tamanho abre a porta a um conjunto
infinito de aplicações industriais por isso, em poucos anos, os nanoprodutos estão presentes na
cosmética (cremes solares, por exemplo), na saúde, na energia, nos têxteis, na
aeronáutica, no ambiente… Em média, encontramos 10Kg de nanomateriais num
veículo ligeiro.
O aumento
exponencial destes produtos nos últimos anos (2005-2010 o número de nanoprodutos
passou de 54 para 1317) veio aguçar uma discussão sobre os possíveis efeitos
nocivos destes materiais para a saúde. A verdade, é que de momento há mais interrogações que
respostas mas, o que ninguém quer uma repetição do caso do amianto. A
dificuldade está no facto de se desconhecerem os valores limites de exposição a
estes materiais. É necessário saber mais e regulamentar o seu uso pois alguns
estudos apontam para os efeitos nocivos da exposição a alguns nanomateriais.
O debate em torno
dos nanomateriais tem vindo a subir de tom, à medida em que as nanotecnologias
são introduzidas num número crescente de produtos do dia-a-dia. De momento, parece difícil avaliar a fundamentação dos medos
mas, não podemos ignorar que existe a possibilidade de os receios serem reais e
de nos podermos confrontar com os efeitos negativos nas próximas décadas.
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1959 – Nascimento
da nanotecnologia molecular
Definição – o
nanometro corresponde a 10 -9 metro. Um nano-objecto mede entre 1 e
100 nanometros.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Segurança: a escolha certa!
De acordo com os resultados do módulo ATPS 2007, 3,0% da população portuguesa empregada tinha sofrido pelo menos um acidente nos doze meses anteriores à entrevista. Ainda de acordo com os dados do ATPS 2007, 42,8% dos indivíduos empregados na semana de referência indicaram estar expostos a factores que podiam afectar a saúde física no seu local de trabalho: exposição a produtos químicos, poeiras, vapores, fumos ou gases; exposição a ruídos ou vibrações; exposição a posturas, movimentos de trabalho difíceis ou manuseamento de cargas pesadas; exposição a risco de acidente.
É por isto, que fazer as escolhas certas em matéria de segurança é tão importante.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Saúde e Trabalho em Portugal
646 mil indivíduos(8% da população empregada no momento da entrevista ou alguma vez empregada), com 15 ou mais anos, referiram que tinham algum problema de saúde causado ou agravado pelo trabalho.
Os dados são do INE e, foram recentemente publicados nas "Estatística do Emprego - 2º trimestre de 2011" [pp 34-47]. Trata-se de uma análise relevante para todos aqueles que se interessam por esta temática.
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