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sexta-feira, 1 de junho de 2012


Dia Mundial Sem Tabaco 2012: maioria dos cidadãos da UE apoia medidas mais rigorosas na luta antitabaco.

Estudo Eurobarómetro


 Assinalou-se ontem o Dia Mundial sem Tabaco. A este propósito a Comissão Europeia publicou um estudo à escala da UE sobre as atitudes em relação ao tabaco.

Em média, 60 % dos cidadãos dão o seu apoio a medidas que tornem o tabaco menos visível e atrativo, tais como manter os produtos do tabaco longe da vista nas lojas ou restringir a utilização de aromas e cores atraentes.

No entanto, outros valores são preocupantes: 28 % dos cidadãos da UE com mais de 15 anos fumam, e 70 % dos fumadores e ex-fumadores adquiriram o hábito antes dos 18.

John Dalli, Comissário Europeu para a Saúde e Defesa do Consumidor, declarou: «Estou profundamente preocupado pelo facto de a maioria dos europeus começar a fumar na adolescência, antes de completarem os 18 anos. Tal como referi na reunião de hoje com o Dr. Nikogosian, secretário-executivo da Convenção-Quadro da Organização Mundial de Saúde para a Luta Antitabaco, é por esta razão que estou empenhado em garantir que a Europa está à altura dos seus compromissos internacionais na regulamentação em matéria de produtos do tabaco, nomeadamente na redução do caráter apelativo dos cigarros para os jovens. É com este espírito que a Comissão Europeia está atualmente a delinear uma proposta de revisão da diretiva relativa aos produtos do tabaco».

Tecendo comentários acerca de alguns resultados positivos do inquérito, o Comissário John Dalli acrescentou: «Fico satisfeito com o vasto apoio dos cidadãos à adoção de medidas mais rigorosas na luta antitabaco. Também é reconfortante observar uma queda substancial no número de pessoas expostas ao fumo do tabaco. Tal demonstra que a rigorosa regulamentação sobre o consumo de tabaco em locais públicos e as ações de sensibilização quanto às vantagens de não fumar – como a campanha da UE “Os ex-fumadores são imparáveis” – estão a produzir resultados».

Entre as constatações do inquérito da UE sobre as atitudes dos europeus face ao tabaco, contam-se:

- O número de cigarros fumados por dia é de 14,2, o que representa um ligeiro decréscimo relativamente ao inquérito anterior (2009) (14,4 cigarros/dia);
- Metade da população da UE nunca fumou: a prevalência não mudou ao longo dos últimos três anos;
- 61 % dos fumadores atuais já tentaram deixar de fumar, incluindo 1 em cada 5 no ano anterior ao inquérito;
- Embora se tenha verificado uma redução de 17 % na percentagem de pessoas expostas ao fumo do tabaco em restaurantes e bares, 14 % dos cidadãos da UE ainda declararam ter estado expostos ao fumo em restaurantes e 28 % no interior de cafés e bares ao longo dos últimos seis meses;
- 73 % dos cidadãos da UE estão a favor da introdução de medidas de segurança para reprimir o tráfico ilícito de cigarros, mesmo que tal torne o tabaco mais caro;
- 33 % dos fumadores e ex-fumadores na UE declaram que as advertências relativas à saúde nos maços de tabaco têm ou tiveram impacto sobre as suas atitudes e comportamentos face ao tabagismo.

Acrescenta-se, ainda, que está em curso a revisão da diretiva relativa aos produtos do tabaco de 2001 e a Comissão tenciona apresentar a sua proposta no segundo semestre de 2012. A UE e todos os seus Estados-Membros ratificaram a Convenção-Quadro para a Luta Antitabaco da OMS que entrou em vigor em fevereiro de 2005.

A Recomendação do Conselho sobre Espaços Sem Fumo, adotada em 2009, insta os Estados-Membros a adotar e aplicar legislação que proteja os cidadãos contra a exposição ao fumo do tabaco em locais públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos. Apela igualmente ao reforço da legislação antitabágica com medidas de apoio à proteção das crianças, ao incentivo dos esforços para deixar de fumar e à aposição de advertências ilustradas nos maços de tabaco.

Para mais informações:


quinta-feira, 31 de maio de 2012


31 de maio de 2012 - Dia Mundial Sem Tabaco



O dia 31 de maio foi instituído, em 1988, pela Assembleia Mundial de Saúde através da resolução VHA 42.19 como o Dia Mundial Sem Tabaco, dando continuidade ao cumprimento dos objetivos da Política Internacional de Controlo do Tabaco.

A cada Campanha a Organização Mundial de Saúde (OMS) define o tema de acordo com as diretrizes pautadas pela Política Mundial de Controlo do Tabaco.

Este ano a OMS escolheu o tema “A Interferência da Indústria do Tabaco”.

Este ano, a iniciativa será, pois, subordinada a este tema, pretendendo-se sensibilizar para a importância da implementação da Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco (CQCT) e o papel assumido pela indústria do tabaco neste processo.

O consumo de tabaco é uma das mais importantes causas de doença e de mortalidade prematura em todo o mundo. Atualmente, segundo dados da OMS, morrem todos os anos cerca de 6 milhões de pessoas por doenças relacionadas com o tabaco. Estima-se, ainda, que até 2030 vai ser responsável por 8 milhões de mortes. 

Saiba mais sobre esta Campanha.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Agencia Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho  lança Campanha  «Locais de Trabalho sem Fumo»

Comemora-se amanhã o Dia Mundial Sem Tabaco. A EU-OSHA participa nas comemorações, lançando a sua Campanha de sensibilização «Locais de Trabalho sem Fumo», exortando os empregadores e os trabalhadores a eliminarem o fumo do tabaco do ambiente de todos os locais de trabalho da Europa.


Esta campanha apoia a campanha pan-europeia «Os ex-fumadores são imparáveis», lançada pela Direção-Geral da Saúde e dos Consumidores da Comissão Europeia.

Segundo as estimativas, o tabagismo causa mais de meio milhão de mortes por ano na União Europeia (UE) e pensa-se que cerca de 79 000 dessas mortes se devem apenas ao fumo de tabaco presente no ambiente.

Atualmente, a maioria dos países da UE já tem em vigor legislação a favor da criação de espaços sem fumo ou uma proibição total do consumo de tabaco em locais públicos fechados, embora o âmbito das mesmas difira de país para país.

A Campanha Locais de Trabalho sem Fumo da EU-OSHA tem o objetivo de apoiar os empregadores e os trabalhadores na criação de locais de trabalho sem fumo, independentemente da legislação nacional que vigora em cada Estado-Membro. Três folhetos em 24 línguas, um vídeo promocional com a personagem de desenhos animados Napo, «Pulmões no Trabalho» e outros materiais informativos foram criados para atingir este objetivo.

Consulte o material da Campanha Aqui.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Filmes do Napo

Quem é o Napo?

O Napo é um boneco que desempenha um papel fundamental na área da prevenção de riscos profissionais. O papel do Napo e dos seus amigos consiste em alertar para a saúde e segurança no trabalho, através das suas personagens simpáticas, de histórias engraçadas e de uma abordagem humorística e ligeira.
“Segurança com um sorriso” é o contributo do Napo para locais de trabalho melhores, mais seguros e mais saudáveis.
Cada filme é protagonizado por personagens do mundo do trabalho, que se encontram confrontados com questões de segurança.
As histórias abordadas em cada filme têm um forte valor educativo, na medida em que suscitam questões e estimulam o debate sobre aspetos específicos da segurança no trabalho. Por vezes, apresentam soluções práticas ou dão pistas para soluções. É esta combinação de valor educativo, neutralidade cultural e humor num filme de animação que confere à série "Napo" a sua identidade.
 O Napo é uma personagem simpática, mas descuidada. A linguagem universal do Napo torna os filmes adequados para qualquer pessoa. Cada cena é independente das demais e pode ser utilizada como um filme ou individualmente.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Urgeiriça: uma reportagem premiada

Clique aqui para ver a reportagem

A reportagem RTP, “O Mal da Mina” de Mafalda Gameiro, foi distinguida com o prémio de jornalismo Novartis Oncology. Nesta reportagem aborda-se o cancro como consequência da exposição continuada de toda uma comunidade (os mineiros e suas famílias)aos materiais radioactivos.
Muitos cancros que são causados por factores ambientais ou pela exposição ocupacional podem ser prevenidos, reduzindo substancialmente a incidência da doença.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Prevenir os acidentes na agricultura - Um desafio por vencer

Nos setores agrícola e florestal, no nosso país, ocorrem muitos acidentes de trabalho graves e mortais. Entre 2001 e 2011 foram objeto de inquérito pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) 161 acidentes de trabalho mortais ocorridos naqueles setores. Este ano, já ocorreram pelo menos 18 acidentes de trabalho mortais nestes setores.  
O sector agrícola apresenta características próprias e, por vezes, muito diferentes da maioria dos outros sectores económicos. Tal constatação prende-se com as características das atividades desenvolvidas, à dispersão dos locais de trabalho, e à dimensão e características socioeconómicas das empresas agrícolas e florestais.

É, pois, uma atividade em que existem muitas empresas familiares e trabalhadores por conta própria, sendo que o trabalho se desenvolve maioritariamente ao ar livre, em que são utilizados uma grande variedade de máquinas e equipamentos de trabalho, registando-se igualmente um grande contato com animais, com todos os riscos biológicos daí decorrentes, e em que se utilizam uma vasta gama de produtos químicos.
A toda esta multiplicidade de riscos profissionais acresce, ainda, o carater sazonal das atividades, o que tem como consequência a necessidade de contratação de pessoal não especializado nos “picos” de trabalho, recorrendo-se, várias vezes, a mão-de-obra estrangeira.
Estas características traduzem-se, muitas vezes, por um trabalho não formal, pouco qualificado, sendo que os riscos profissionais são potenciados fortemente pela insuficiente informação e formação dos trabalhadores.
No âmbito das doenças profissionais a situação é, igualmente, preocupante na medida em que uma percentagem substancial dos casos são clinicamente avaliados como doença natural, não sendo estabelecida a relação de causalidade entre o problema de saúde e a atividade profissional desenvolvida, que terá exposto o/a trabalhador/a doente a determinados riscos que originaram a doença.

A Organização Internacional do Trabalho tem insistido na necessidade de se atuar no sector agrícola, no que diz respeito à aplicação de medidas de prevenção de riscos profissionais. Essa prevenção terá que atuar, fundamentalmente, em quatro fontes de risco:
*      A utilização de tratores, máquinas e ferramentas agrícolas;

*      A utilização de produtos químicos;

*      A movimentação de cargas;

*      A exposição a riscos biológicos.

Trata-se, pois, de uma matéria de grande preocupação e, tendo em conta que é um dos sectores onde ocorrem maior número de acidentes mortais ou graves, a Assembleia da República recomendou ao Governo a redução da sinistralidade mortal no meio rural, mediante o seguinte conjunto de medidas e ações:

1 — Campanhas de alerta e sensibilização;

2 — Programa de renovação e reequipamento das explorações agrícolas;

3 — Programa de formação e aconselhamento

4 — Campanha de rastreio e acompanhamento médico de condutores e ajudantes;

5 — Programa de informação e prevenção de outros acidentes;


 Recomendação da Assembleia da República  n.º 139/2010




segunda-feira, 21 de maio de 2012


Amianto: A Fibra que Mata.

Está prevista, desde 2003, a inventariação dos edifícios públicos com amianto nos termos da Resolução da Assembleia da República n.º 24/ 2003 – Utilização do amianto em edifícios públicos, tendo sido recomendado pela Assembleia da Republica que o Governo “ assegure a remoção de acordo como os procedimentos de segurança ambiental recomendados internacionalmente, concretamente no que respeita aos equipamentos, ao isolamento da área, à proteção dos trabalhadores, à correta remoção, acondicionamento, transporte, armazenagem e deposição dos materiais de amianto retirados."
Passados 9 anos, vem a público a notícia de que o Ministério do Ambiente vai coordenar o cumprimento da legislação que exigia, até fevereiro passado, a identificação de todos os edifícios públicos contendo amianto.

Esta é, pois, uma notícia há muito esperada. O amianto está proibido em vários países — na União Europeia como um todo, desde 2005. Mas em muitos outros ainda é utilizado — sobretudo na China (30% do mercado mundial), Índia (15%), Rússia (13%) e Brasil (5%).

A Organização Mundial de Saúde estima que anualmente morram 125 mil pessoas por doenças relacionadas com a inalação destas fibras minerais.

Em Portugal, o uso está banido, mas muitos edifícios contém produtos com amianto, importando a sua remoção.