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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Acidentes de Trabalho que ceifam Vidas……

Dois trabalhadores, de 20 e 34 anos, perderam a vida no trabalho.

O acidente ocorreu, ontem, numa fábrica quando os trabalhadores procediam a trabalhos de manutenção num silo de farinha.

Duas vidas, vidas JOVENS que ficaram interrompidas. Jovens que morreram quando ainda tinham toda a vida pela frente. Duas famílias destroçadas com a sua perda. Estamos a falar de duas vidas para quem a Vida acabou de forma súbita e inexplicável.

Estamos a falar de duas pessoas para quem o trabalho significou o mais dramático dos acontecimentos que a sinistralidade laboral pode implicar.

Não podemos, pois, deixar de expressar as nossas sinceras condolências e solidariedade às famílias enlutadas pelo acidente que vitimou os seus entes queridos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


Venda Ilegal de Tabaco

 Estudo da DECO

Em 105 lojas visitadas, 72 venderam tabaco a menores de 18 anos, contrariando a lei. Um incentivo claro ao tabagismo entre os jovens.


A Associação de Defesa do Consumidor (DECO) visitou 105 estabelecimentos localizados em Coimbra, Évora, Faro, Lisboa e Porto, para verificar se vendiam tabaco a menores de 18 anos e constatou que 72 não cumpriam a lei.

Apenas 33 cumpriram a lei que proíbe a venda de tabaco a menores.

Alguns dados deste Estudo

Ø  Os jovens conseguiram comprar cigarros em todas as cidades visitadas, mas em Coimbra e Faro tiveram mais dificuldade. Aqui, apenas metade das lojas satisfizeram o pedido, enquanto em Lisboa e Porto foram quase três quartos a fazê-lo e, em Évora, 87 por cento;

Ø  Dos 38 locais com máquinas, 23 quebraram as regras e acionaram o sistema de dispensa a pedido dos menores;

Ø  72 Lojas infringiram a lei ao vender tabaco aos jovens colaboradores do estudo, cuja idade se compreendia entre os 13 e os 16 anos;

Ø  32 Funcionários perguntaram a idade ou pediram o cartão de identidade. Em 6 casos, a menoridade não impediu a venda;

Ø  59 Estabelecimentos tinham afixado, em local visível, o aviso “proibida a venda de tabaco a menores”.

Nota: este estudo vai ser publicado na edição de agosto da revista Teste Saúde, decorreu em março e abril, e contou com a colaboração de jovens entre os 13 e os 16 anos que visitaram lojas em cincos cidades.

quarta-feira, 25 de julho de 2012


EU-OSHA disponibiliza base de dados de publicações em matéria de SST



A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho disponibiliza um vasto leque de publicações sobre Segurança e Saúde no Trabalho extremamente úteis para quem se interessa sobre esta problemática. 

São disponibilizadas  fichas técnicas, relatórios, revistas, estudos sobre diversos temas, setores de atividade e riscos profissionais específicos.

Todas as publicações da Agência podem ser descarregadas gratuitamente e muitas delas encontram-se disponibilizadas em português.


sexta-feira, 20 de julho de 2012


Falta de sensibilização sobre a exposição dos trabalhadores aos nanomateriais
Relatório da UE - OSHA


De acordo com uma revisão da literatura sobre nanomateriais da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, existem lacunas graves na sensibilização para os riscos potenciais envolvidos na manipulação, nos locais de trabalho, de nanomateriais, bem como graves deficiências  na forma como esses riscos são comunicados.

Na nossa vida quotidiana, a nanotecnologia está presente em inúmeros produtos e aplicações. São, pois, utilizados em alimentos, produtos de cosmética, têxteis, tintas, material desportivo, eletrónica, detergentes e muitos produtos no domínio da saúde e boa forma. Encontram-se igualmente presentes em muitos locais de trabalho.

Atualmente, estão registados mais de 1000 bens de consumo, produzidos por mais de 500 empresas em 30 países.

A Agência Europeia estima que existam atualmente de 300.000 a 400.000 empregos na UE que lidam diretamente com a nanotecnologia e nanomateriais manufaturados. 75% desses locais de trabalho são pequenas e médias empresas.

Na sua análise sobre a matéria, a OSHA concluiu que a comunicação dos riscos potenciais que esses materiais apresentam é ainda deficiente, e que a maioria dos europeus (54%) nem sequer sabe o que é a nanotecnologia.

Mesmo em locais de trabalho onde existem nanomateriais fabricados, o nível de sensibilização é reduzido. A título de exemplo, 75% dos trabalhadores e entidades empregadoras no setor da construção não têm consciência de que trabalham com estes materiais.

Existem algumas iniciativas no sentido de alertar para os riscos associados aos nanomateriais fabricados e comunicar a melhor forma de os gerir (embora nem sempre visem o local de trabalho), nomeadamente por parte de grandes produtores e alguns sindicatos, através do diálogo nacional em alguns Estados-Membros.

Mas há ainda muito por fazer - de preferência, numa ação conjunta dos responsáveis políticos, parceiros sociais, organismos nacionais responsáveis pela segurança e saúde no trabalho, órgãos responsáveis pela saúde pública, associações profissionais, entre outros - visto que uma comunicação deficiente dos riscos pode gerar confusão e suscitar receios injustificados ou levar a uma subvalorização dos riscos, e, consequentemente, à adoção de ações de prevenção e controlo dos riscos inadequadas.

As estratégias de comunicação dos riscos devem ajudar as entidades empregadoras a tomarem decisões  sobre os seus locais de trabalho e a aplicar medidas de prevenção adequadas, permitindo ao mesmo tempo que cada trabalhador controle pessoalmente a sua situação e possa assim proteger-se eficazmente.

A OSHA criou uma base de dados de exemplos de boas práticas empresariais relativas a uma gestão eficiente, no local de trabalho, de nanomateriais fabricados, que abrange oito Estados-Membros e um conjunto significativo de indústrias - tais como os têxteis, a construção e as aplicações médicas.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Promover o envelhecimento ativo no local de trabalho


A União Europeia declarou 2012 o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.

O envelhecimento ativo e a solidariedade entre as gerações são aspetos fundamentais da Estratégia 2020 da UE, que visa promover um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.

A promoção do envelhecimento ativo no trabalho implica, nomeadamente, garantir postos de trabalho mais seguros e saudáveis para todos, e adaptar as condições de trabalho ao estado de saúde e às capacidades dos trabalhadores mais idosos.

À medida que vai diminuindo o número de jovens a entrar no mercado de trabalho nos próximos anos, verificar-se-á um aumento significativo na percentagem de pessoas mais velhas na força de trabalho.

Saiba mais em:


quarta-feira, 18 de julho de 2012


Portugal: Questionário EWCO sobre Uso de Álcool / Drogas no Trabalho


Fontes de informação relacionadas com o uso/abuso  de álcool e drogas no local de trabalho a nível nacional e sua relação com as condições de trabalho

Em Portugal, lamentavelmente, não dispomos de dados estatísticos oficiais que permitam conhecer, com rigor, a realidade do problema do consumo de álcool e drogas ao nível da população enquadrada profissionalmente.

Muito menos conhecemos a sua incidência por sectores de atividade. Desconhece-se, inclusive, o número exato de empresas que têm regulamentos escritos relativos às drogas e ao álcool e os respetivos moldes de intervenção sobre a problemática.

A única fonte estatística oficial, neste âmbito, é o Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral – Portugal, realizado em 2001 e, mais recentemente, em 2007. No entanto, se observarmos a sua estrutura, podemos aferir que nenhuma das questões que o constituem se encontra direcionada para a ligação entre “consumo de substâncias psicoativas e trabalho”.

Na análise dos resultados do questionário EWCO sobre álcool e drogas em meio laboral são sinalizados alguns estudos recentes sobre a temática, os quais importa referenciar.


Este estudo focaliza o uso de álcool na construção e obras públicas e baseia-se num questionário dirigido a 100 trabalhadores e nas suas perceções sobre o risco associado ao uso de álcool no local de trabalho.


Este estudo confere ênfase ao uso de álcool e drogas em diversos setores. Apresenta resultados recolhidos a partir de 52 organizações. Os métodos incluem um questionário e entrevistas individuais e de grupo.

Alexandra Lucas (2009) "O Alcoolismo nasOrganizações - Estudo de Caso da TAP". Estudo de caso com ênfase no uso de álcool na TAP - Transportes Aéreos Portugueses. Este estudo de caso é baseado em entrevistas com dois assistentes sociais da TAP.

terça-feira, 17 de julho de 2012


Segurança e Saúde

no sector da hotelaria, restauração e catering



O sector HORECA - hotelaria, restauração e catering - é um dos sectores responsáveis por criar mais postos de trabalho na Europa, empregando cerca de 8 milhões de pessoas. Estes dados reforçam a importância de uma boa gestão da segurança e saúde no trabalho e da prevenção dos riscos no que respeita a acidentes de trabalho e doenças profissionais no sector.

Os maiores riscos para quem trabalha neste sector são os seguintes:

Ø  Trabalho fisicamente exigente, que obriga a passar muitas horas de pé e em posturas estáticas, a movimentação manual de cargas, elevações e movimentos repetitivos, muitas vezes em combinação com outras condições de trabalho desfavoráveis, como as que resultam da deficiente conceção do local de trabalho;

Ø  Exposição a elevados níveis de ruído; cerca de 29% dos trabalhadores do sector estão expostos a ruído e mais de 4% consideram que tal facto coloca a sua saúde em risco;

Ø  Trabalho em ambientes quentes ou frios, especialmente a combinação de temperaturas elevadas com correntes de ar, portas abertas, alternância entre ambientes quentes e húmidos e ambientes frios, como despensas;

Ø  Cortes e queimaduras;

Ø  Escorregadelas, tropeções e quedas devidos a pavimentos húmidos e escorregadios e a obstáculos, incluindo quedas em altura;

Ø  Substâncias perigosas, por exemplo, o uso generalizado de produtos de limpeza e de agentes biológicos nos alimentos.

Os principais fatores de risco psicossociais são os seguintes:

ü  Horários de trabalhos prolongados e não convencionais; o sector caracteriza-se por turnos longos, horários de trabalho irregulares e pouco habituais; uma parte substancial do trabalho é efetuada quando a maior parte das pessoas não se encontra a trabalhar;

ü  Difícil conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal, nomeadamente tendo em conta a imprevisibilidade dos horários de trabalho, a duração dos dias de trabalho e a falta de controlo sobre o trabalho;

ü  Elevada carga de trabalho e pressão para que este seja desenvolvido com celeridade; cerca de 75% dos trabalhadores referem que trabalham a ritmo elevado, 66% têm de trabalhar com prazos muito curtos e cerca de 48% afirmam não terem tempo suficiente para fazer todo o trabalho;

ü  Pouco controlo sobre o trabalho: as tarefas monótonas, sem criatividade e que exigem pouca iniciativa são muito comuns;

ü  Contato com colegas e com o chefe: a falta de apoio pode agravar o stresse provocado pelo trabalho; cerca de 70% dos trabalhadores são capazes de pedir ajuda aos colegas, mas apenas 53% conseguem pedir ajuda aos supervisores;

ü  O contacto contínuo com clientes pode ser uma fonte de stresse ou, nos piores casos, conduzir ao assédio ou mesmo à violência;

ü  Falta de formação e de educação; certas tarefas não exigem qualquer educação formal, a par de um baixo nível de formação e de experiência; as pessoas nem sempre possuem a formação adequada às tarefas que executam, o que pode gerar mais stresse.

Fonte: