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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


250 mil portugueses dependentes de medicamentos ansiolíticos

Problemas de sono e no trabalho
 


Os portugueses tomam calmantes, sobretudo por dormirem mal e terem dificuldades na atividade profissional
 
Cerca de 250 mil portugueses terão sinais de dependência de ansiolíticos ou de medicamentos para dormir e 4 em cada 10 já tomaram algum destes remédios pelo menos uma vez na vida. A conclusão é de um inquérito divulgado, na passada semana, pela Deco.

A Associação de Defesa do Consumidor realizou um inquérito a mais de 12.500 pessoas, com o objetivo de conhecer os hábitos de consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos.

Os resultados foram publicados na edição de fevereiro/março da revista Teste Saúde e indicam que haverá cerca de 250 mil portugueses com sinais de dependência.

Foram analisados os utilizadores de ansiolíticos e hipnóticos, sabendo-se já que, neste grupo, os fármacos mais usados são as benzodiazepinas, que provocam dependência.

Cerca de um quarto dos utilizadores destes químicos revelou sinais de «uso problemático», com a sensação que o efeito dos comprimidos está a diminuir ou que está a causar maios danos que benefícios.

Um quinto dos inquiridos que toma estes fármacos admitiu grande preocupação e nervosismo quando não tem os comprimidos à mão ou não os toma nas horas habituais.

Quando deixam de tomar os medicamentos, as queixas apresentadas por cerca de 40% dos doentes são problemas de sono e aumento da ansiedade.

Outra das conclusões deste inquérito da Deco é que os ansiolíticos e indutores de sono fizeram parte da vida de um quarto dos portugueses.

São as mulheres, pessoas com mais de 65 anos, com dificuldades económicos, grupos com baixo nível de educação e desempregados que mais consomem estes medicamentos.

A maioria dos inquiridos recorre a estes fármacos para enfrentar problemas de sono (41%), no local de trabalho (41%) e acontecimentos traumáticos (29%).

Em metade dos casos é o médico de família o responsável pela prescrição do medicamento, seguindo-se um psiquiatra. Mas há 6% dos inquiridos que admitem tomá-los por conta própria.

Os medicamentos ansiolíticos e hipnóticos, analisados no estudo, apresentam geralmente efeitos de privação e dependência que normalmente não são atribuídos aos antidepressivos.

Outro dado importante refere-se ao consumo de álcool em que cerca de 23% dos consumidores de ansiolíticos ingerem bebidas alcoólicas com regularidade, o que potencia as reações adversas dos fármacos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resolução da Assembleia da República n.º 5/2013 - Recomenda ao Governo a aprovação de normas para a proteção da saúde pública e a tomada de medidas de combate ao consumo das denominadas novas drogas


O consumo de drogas constitui uma realidade social, representando  um sério problema de saúde pública.
A par das denominadas drogas tradicionais (cocaína, heroína, etc.), nos últimos anos surgiram novas substâncias, vulgarmente designadas por “novas drogas”, “drogas legais”, “drogas lícitas”, as quais, não obstante terem na sua composição substâncias químicas psicotrópicas ou produzidas a partir de plantas psicoativas não sujeitas a controlo, têm sido livremente comercializadas em Portugal por não constarem da lista de substâncias proibidas, anexa ao Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de janeiro - Regime jurídico do tráfico e consumo de estupefacientes e psicotrópicos.
Estas novas substâncias, destinam-se a provocar reações psicoativas, estimulantes, sedativas ou alucinogénias, sendo produzidas sem qualquer controlo, pouco ou nada estudadas sob o ponto de vista científico. Além disso, a sua proveniência é sempre ou quase sempre ignorada, sendo certo que implica, para os seus consumidores, consequências nefastas, as quais são ainda agravadas por terem efeitos secundários desconhecidos.
Embora não existam dados globais e rigorosos sobre a prevalência do consumo de novas drogas, o Relatório de 2012, do OEDT, dá conta de que, embora se estima que os atuais níveis de prevalência das novas substâncias psicoativas “são em geral reduzidos, (…) poderá haver potencial para um aumento acelerado do consumo em determinadas subpopulações”.
Em Portugal morreram, recentemente, quatro jovens na Região Autónoma da Madeira devido ao consumo das referidas substâncias psicoativas, tendo-se também registado graves sequelas em inúmeros consumidores, alguns deles ainda adolescentes, que tiveram de receber tratamento hospitalar.
Ainda no passado fim-de-semana três jovens em Beja tiveram que ser assistidas no hospital em virtude de terem consumido fertilizantes.
Estas  novas drogas são, pois, vendidas sob diversas formas - em pó, comprimidos, cápsulas, partes ou extratos de plantas -  através  da internet ou em estabelecimentos vulgarmente designados de Smart Shops.
Muito recentemente, na Região Autónoma da Madeira, o Decreto Legislativo Regional n.º 28/2012/M, de 25 de outubro, aprovou normas para a proteção dos cidadãos e medidas para a redução da oferta de “drogas legais”, instituindo o controlo prévio de produtos relativamente aos quais exista a suspeita de que podem apresentar perigosidade para a saúde do indivíduo.
Impõe-se ao Governo, por conseguinte, a urgente tomada de medidas adequadas para combater, efetiva e eficazmente, a venda, o consumo e a proliferação das novas drogas.
É nesta medida e em boa hora que a Assembleia da República Recomenda ao Governo a aprovação de normas para a proteção da saúde pública e a tomada de medidas de combate ao consumo das denominadas novas drogas.
Consulte o Diploma Aqui.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


 

França reconhece Parkinson como doença profissional

 para os trabalhadores expostos a pesticidas


 
 França reconheceu a doença neuro degenerativa de Parkinson como doença profissional para as atividades profissionais que impliquem a exposição a pesticidas normalmente:

- Durante o manuseio ou utilização desses produtos por contato ou inalação;

- O contato com as culturas, as superfícies tratadas, animais ou, ainda, durante a manutenção de máquinas de aplicação de pesticidas.

Esta é uma problemática que tem registado avanço nos últimos anos. Com efeito, uma investigação desenvolvida pela UCLA - Universidade da Califórnia em Los Angeles - lançou, recentemente, novos conhecimentos sobre esta doença neuro degenerativa.

Ao longo das últimas décadas, neurologistas desta Universidade têm-se dedicado a estudar a ligação existente entre os pesticidas e a doença de Parkinson.

 Até à data foi já foi demonstrado que determinados químicos, como sendo o paraquat, o maneb e o ziram, estão relacionados com o aumento da doença, não só entre os agricultores como em outros indivíduos que habitam ou trabalham perto dos campos.

Agora, os investigadores descobriram uma ligação entre Parkinson e outro pesticida, o benomyl, cujos efeitos tóxicos ainda se fazem sentir 10 anos após este químico ter sido proibido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

A exposição ao benomyl dá início a uma série de eventos a nível celular que pode levar ao desenvolvimento de Parkinson.

Os resultados da investigação estão publicados na «Proceedings of the National Academy of Sciences».



Consulte o Diploma Aqui

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


 
Stresse Ocupacional e Riscos Psicossociais em Contexto Hospitalar


 
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) editou recentemente o Estudo «Stresse Ocupacional e Riscos Psicossociais em Contexto Hospitalar» da autoria de Ricardo Rego e Conceição Barbosa.

O Estudo parte da constatação de que “a realidade hospitalar ….assume-se como uma área em que os problemas psicossociais persistem e assumem especial preponderância/incidência”.

O objetivo deste Estudo consiste em avaliar os riscos psicossociais a que os profissionais de saúde se encontram sujeitos na sua atividade laboral, tendo sido para o efeito ministrados cerca de 500 questionários e validadas 330 respostas.

Os resultados mostram que no que toca a determinados fatores de risco são registados valores significativos que indicam um grau de exposição bastante desfavorável. São indicadas, ainda, um conjunto de medidas planificadas a diversos níveis por forma a fazer face à exposição aos riscos psicossociais.

O estudo não se encontra disponibilizado online, no entanto apresenta-se uma apresentação/síntese do mesmo, que possibilita um entendimento dos resultados deste Estudo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013


 
Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo 2012 2016

 

A DGS acaba de aprovar e publicar a versão final do Programa Nacional Prevenção Tabagismo 2012.

Este Programa pretende alcançar, até 2016, um conjunto de objetivos, em função de três eixos estratégicos nucleares: prevenção da iniciação do consumo, promoção da cessação tabágica e proteção da exposição ao fumo ambiental, complementados por dois eixos de intervenção transversal, orientados para a informação, a educação para a saúde, a formação e a investigação.
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


Crise faz cair seguros de acidentes de trabalho

 
De acordo com uma notícia publicada, hoje, na comunicação social, o desemprego está a afetar vários ramos da atividade seguradora, sendo um deles o relativo aos seguros de acidente de trabalho.

Em 2012, o montante de prémios destes seguros ascendeu a 555,9 milhões de euros, uma queda de 10,6% face à produção do ano anterior, segundo os dados referentes aos prémios de seguro direto de 2012, divulgados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Avança a notícia que só as quatro principais seguradoras no ramo de acidentes de trabalho, que representam mais de metade do mercado - Fidelidade, Açoreana, Tranquilidade e Axa -, registaram, no conjunto, uma quebra de 11% relativamente a 2011.

Consulte a notícia.


Guia de Boas Práticas para a aplicação da Diretiva 92/57/CEE relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde em estaleiros temporários ou móveis

Este guia não vinculativo fornece informações práticas para compreender e implementar a Diretiva 92/57/CEE sobre os requisitos mínimos de segurança e saúde em estaleiros de construção temporários ou móveis.

Fornece uma explicação da Diretiva, simplificando os seus requisitos, ao mesmo tempo que dá sugestões e exemplos de boas práticas, com o objetivo de auxiliar todas as partes envolvidas na construção, incluindo clientes, supervisores do projeto, desenhadores, coordenadores, empreiteiros e outros empregadores, trabalhadores, fornecedores, etc.

As grandes áreas de incidência do Guia são:

Ø  Compreensão e implementação dos princípios gerais de prevenção (capítulo 1);

Ø  Compreensão dos requisitos de segurança e saúde da Diretiva, incluindo quando e a que se aplica, bem como os deveres e as funções das partes interessadas e a documentação necessária (capítulo 2);

Ø  Identificação de alguns perigos e riscos que ocorrem durante o trabalho de construção (capítulo 3);

Ø  Gestão de riscos durante a fase de projeto de construção, desde a preparação do projeto, durante a construção e até à fase após a construção (capítulo 4);

Ø  Deveres das partes interessadas por fases (capítulo 5).
 

Consulte o Guia Aqui