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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


Trabalha Sem Álcool e Drogas

Por Ti e pelos Outros


 Campanha de Prevenção do Uso/ Abuso de Álcool e Droga em Meio laboral

Tendo em conta que o local de trabalho é um espaço de excelência para atuar sobre os problemas das dependências e promoção de hábitos de vida saudáveis a UGT, no âmbito do Fórum Nacional Álcool e Saúde, está a promover uma Campanha com o objetivo de prevenir o consumo de álcool e drogas em meio laboral, tendo presente que este problema deve ser objeto de uma intervenção global, integrada e participada envolvendo Sindicatos, Trabalhadores e seus Representantes para a SST, bem como os órgãos de decisão da empresa e seus serviços de SST.

Foram, neste sentido, editados um folheto dirigido a Sindicatos e a RT’s SST e um outro dirigido a Trabalhadores, bem como um cartaz de sensibilização.


A União Pela Vida
Trabalho Sem Alcool e Drogas
Sindicatos e RT’s SST
Trabalhadores
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


Diretrizes para a Vigilância do Cancro Relacionado ao Trabalho

 

Estudo


Um Estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) revela que, pelo menos, 19 tipos de tumores malignos, entre os quais, o cancro do pulmão, da pele, do fígado, da laringe e do sangue podem estar relacionados com a atividade profissional e com o ambiente de trabalho do doente.
 
Estes dados constam da publicação “Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho”, lançada por este Instituto, recentemente.
 
O levantamento, que reuniu as últimas pesquisas mundiais sobre o cancro relacionado com o trabalho, revela desde as substâncias mais comuns associadas ao desenvolvimento de tumores malignos, como o amianto (ou asbesto) –classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígenas – até produtos aparentemente inofensivos, como poeiras da madeira e do couro, além de medicamentos, como os antineoplásicos, por exemplo.
 
Trabalhadores de profissões como as de cabeleireiro, piloto de avião, comissário de bordo, farmacêuticos, químicos e enfermeiros são mais propensos ao desenvolvimento desses tumores.
 
Sublinha a necessidade imperativa dos profissionais dae saúde questionarem os doentes diagnosticados com cancro qual foi a atividade profissional desenvolvida, partindo da elação que é diminuta a frequência com que o médico questiona o doente sobre a sua ocupação profissional. Só desta forma será possível identificar e registrar os casos de cancro relacionados com o trabalho.
 
Esta publicação fornece, pois, conteúdo didático sobre os principais agentes cancerígenos, sobre os tumores malignos por eles provocados e sobre a sua associação com algumas ocupações específicas.
 
Um aspeto a ressaltar, prende-se com a Prevenção - De acordo com as diretrizes do INCA a principal estratégia para reduzir o número de tumores malignos relacionados com exposições ocupacionais, consiste na eliminação ou redução da exposição aos agentes causadores. Desse modo, o primeiro passo para prevenir o cancro deverá ser a identificação de agentes conhecidos por causarem o aumento do risco para a doença.
 
Os principais grupos de agentes cancerígenos relacionados ao trabalho incluem os metais pesados, agrotóxicos, solventes orgânicos, formaldeído e poeiras (amianto e sílica).
 
A prioridade da prevenção é a remoção da substância cancerígena das atividades exercidas pelos trabalhadores. Enquanto isso não acontece, as recomendações alternativas são: evitar a exposição e gradualmente eliminar o uso desses agentes, restringir o contato com cancerígenos a determinadas atividades, com a adoção de níveis mínimos de exposição, associado ao monitorização do ambiente de trabalho, além da redução diária de exposição.
 
 

Dia Mundial de Luta Contra o Cancro

 
O Dia Mundial de Luta Contra o Cancro celebra-se, anualmente, no dia 4 de fevereiro.

Este Dia tem o objetivo de chamar a atenção para o Cancro e incentivar a sua prevenção e tratamento.

O Cancro é uma das principais causas de morte no mundo. Estima-se que a doença será responsável por mais de 84 milhões de mortes entre 2005 e 2015.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 40% de todos os Cancros podem ser prevenidos e outros podem ser detetados numa fase precoce do seu desenvolvimento, tratados e curados.

O Cancro relacionado com o local de trabalho, igualmente, não pode ser esquecido. Com efeito, importará conferir maior importância a esta problemática, não só no que toca à produção de investigação e informação para a prevenção, mas também, no que se refere ao desenvolvimento de estratégias de intervenção.

Em setembro de 2012 foi realizado um workshop «Carcinogens and Work-related Cancer» (Agentes Cancerígenos e Cancro relacionado com o Trabalho), organizado pela EU-OSHA, cujas conclusões entre outras, foram:

- A pesquisa e todas as intervenções com vista ao reconhecimento do Cancro relacionado com o trabalho terão que ter em atenção as alterações do mundo laboral, designadamente, o aumento da subcontratação, o trabalho temporário, o emprego feminino em ocupações expostas, os horários atípicos de trabalho, as exposições múltiplas, etc. Todos estes desafios necessitam de ser abordagens específicas.

A EU-OSHA tem, aqui um papel fundamental na sensibilização e no fornecimento de dados e evidências sobre os riscos emergentes, bem como na partilha de experiências das soluções de boas práticas e políticas;

- Existe uma necessidade crescente de identificar os grupos mais vulneráveis e «invisíveis» que se encontram expostos ao Cancro no local de trabalho, mas cujos riscos e processos cancerígenos são muito pouco referidos na informação sobre exposição e nas estratégias de intervenção;

- É necessária uma visão mais ampla sobre as causas do Cancro relacionado com o trabalho. Determinados estilos de vida como a obesidade, o tabagismo, o uso de álcool, etc., não são exclusivamente individuais, mas podem ser determinados pelo ambiente de vida e de trabalho (por exemplo, a insegurança económica, o acesso a alimentos saudáveis ​​e instalações, o fácil acesso às bebidas alcoólicas no trabalho e a forma como o trabalho é organizado).


Amianto nas Escolas
                                         
Um potencial Inimigo da Saúde Pública

Recentemente alunos de uma escola de Amares numa atitude de protesto contra a existência de amianto na escola boicotaram as aulas.

O protesto contra o amianto, existente na cobertura do polidesportivo, é uma iniciativa de alerta por parte dos 800 alunos.

O amianto existe em muitas escolas do país, escolas construídas logo a seguir ao 25 de abril, nomeadamente na cobertura de pavilhões e telheiros.
 O perigo do amianto reside na inalação de poeiras, pelo que o problema se coloca sobretudo nos pavilhões que estão sujeitos a impactos de bolas de desporto, locais em que a existência de amianto, nas escolas, é bastante frequente.

 A legislação exige que se faça um levantamento exaustivo e que se estabeleçam planos de remoção faseados. Algumas escolas do país já promoveram essa remoção em resultado da pressão dos pais dos alunos.

 Contudo, no essencial, a grande maioria das escolas ainda não procederam a essa remoção e o fibrocimento, que está nas coberturas de muitas, com o tempo tem tendência a deteriorar-se, produzindo partículas sujeitas a inalação.

 Em teoria, devia existir um inventário do Estado sobre os edifícios públicos com amianto, conforme a Resolução da Assembleia da República aprovada por unanimidade, em 2003, e que definia o prazo de um ano para o Governo para proceder à listagem.

Se esta listagem existe, não foi divulgada, pelo que desconhece-se ao certo quantos edifícios públicos têm amianto e o que deve ser feito para remover este material cancerígeno ou para o impedir de afetar a saúde dos utentes.

 Certo é que a existência de amianto constitui um potencial problema de saúde pública.

 
Assim, importará questionar o Governo nos aspetos seguintes:

1- Procedeu o Governo ao levantamento das escolas públicas que contêm fibras de amianto na construção ou requalificação de edifícios, instalações e outros equipamentos?

2- Essa listagem já foi elaborada?


3- Procedeu já o Governo à calendarização da monitorização das ações corretivas?


4- Procedeu já o Governo à definição das regras de segurança a adotar?


5- Procedeu já o Governo à obrigatoriedade de informação a todos os utilizadores destas escolas?





quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


250 mil portugueses dependentes de medicamentos ansiolíticos

Problemas de sono e no trabalho
 


Os portugueses tomam calmantes, sobretudo por dormirem mal e terem dificuldades na atividade profissional
 
Cerca de 250 mil portugueses terão sinais de dependência de ansiolíticos ou de medicamentos para dormir e 4 em cada 10 já tomaram algum destes remédios pelo menos uma vez na vida. A conclusão é de um inquérito divulgado, na passada semana, pela Deco.

A Associação de Defesa do Consumidor realizou um inquérito a mais de 12.500 pessoas, com o objetivo de conhecer os hábitos de consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos.

Os resultados foram publicados na edição de fevereiro/março da revista Teste Saúde e indicam que haverá cerca de 250 mil portugueses com sinais de dependência.

Foram analisados os utilizadores de ansiolíticos e hipnóticos, sabendo-se já que, neste grupo, os fármacos mais usados são as benzodiazepinas, que provocam dependência.

Cerca de um quarto dos utilizadores destes químicos revelou sinais de «uso problemático», com a sensação que o efeito dos comprimidos está a diminuir ou que está a causar maios danos que benefícios.

Um quinto dos inquiridos que toma estes fármacos admitiu grande preocupação e nervosismo quando não tem os comprimidos à mão ou não os toma nas horas habituais.

Quando deixam de tomar os medicamentos, as queixas apresentadas por cerca de 40% dos doentes são problemas de sono e aumento da ansiedade.

Outra das conclusões deste inquérito da Deco é que os ansiolíticos e indutores de sono fizeram parte da vida de um quarto dos portugueses.

São as mulheres, pessoas com mais de 65 anos, com dificuldades económicos, grupos com baixo nível de educação e desempregados que mais consomem estes medicamentos.

A maioria dos inquiridos recorre a estes fármacos para enfrentar problemas de sono (41%), no local de trabalho (41%) e acontecimentos traumáticos (29%).

Em metade dos casos é o médico de família o responsável pela prescrição do medicamento, seguindo-se um psiquiatra. Mas há 6% dos inquiridos que admitem tomá-los por conta própria.

Os medicamentos ansiolíticos e hipnóticos, analisados no estudo, apresentam geralmente efeitos de privação e dependência que normalmente não são atribuídos aos antidepressivos.

Outro dado importante refere-se ao consumo de álcool em que cerca de 23% dos consumidores de ansiolíticos ingerem bebidas alcoólicas com regularidade, o que potencia as reações adversas dos fármacos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resolução da Assembleia da República n.º 5/2013 - Recomenda ao Governo a aprovação de normas para a proteção da saúde pública e a tomada de medidas de combate ao consumo das denominadas novas drogas


O consumo de drogas constitui uma realidade social, representando  um sério problema de saúde pública.
A par das denominadas drogas tradicionais (cocaína, heroína, etc.), nos últimos anos surgiram novas substâncias, vulgarmente designadas por “novas drogas”, “drogas legais”, “drogas lícitas”, as quais, não obstante terem na sua composição substâncias químicas psicotrópicas ou produzidas a partir de plantas psicoativas não sujeitas a controlo, têm sido livremente comercializadas em Portugal por não constarem da lista de substâncias proibidas, anexa ao Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de janeiro - Regime jurídico do tráfico e consumo de estupefacientes e psicotrópicos.
Estas novas substâncias, destinam-se a provocar reações psicoativas, estimulantes, sedativas ou alucinogénias, sendo produzidas sem qualquer controlo, pouco ou nada estudadas sob o ponto de vista científico. Além disso, a sua proveniência é sempre ou quase sempre ignorada, sendo certo que implica, para os seus consumidores, consequências nefastas, as quais são ainda agravadas por terem efeitos secundários desconhecidos.
Embora não existam dados globais e rigorosos sobre a prevalência do consumo de novas drogas, o Relatório de 2012, do OEDT, dá conta de que, embora se estima que os atuais níveis de prevalência das novas substâncias psicoativas “são em geral reduzidos, (…) poderá haver potencial para um aumento acelerado do consumo em determinadas subpopulações”.
Em Portugal morreram, recentemente, quatro jovens na Região Autónoma da Madeira devido ao consumo das referidas substâncias psicoativas, tendo-se também registado graves sequelas em inúmeros consumidores, alguns deles ainda adolescentes, que tiveram de receber tratamento hospitalar.
Ainda no passado fim-de-semana três jovens em Beja tiveram que ser assistidas no hospital em virtude de terem consumido fertilizantes.
Estas  novas drogas são, pois, vendidas sob diversas formas - em pó, comprimidos, cápsulas, partes ou extratos de plantas -  através  da internet ou em estabelecimentos vulgarmente designados de Smart Shops.
Muito recentemente, na Região Autónoma da Madeira, o Decreto Legislativo Regional n.º 28/2012/M, de 25 de outubro, aprovou normas para a proteção dos cidadãos e medidas para a redução da oferta de “drogas legais”, instituindo o controlo prévio de produtos relativamente aos quais exista a suspeita de que podem apresentar perigosidade para a saúde do indivíduo.
Impõe-se ao Governo, por conseguinte, a urgente tomada de medidas adequadas para combater, efetiva e eficazmente, a venda, o consumo e a proliferação das novas drogas.
É nesta medida e em boa hora que a Assembleia da República Recomenda ao Governo a aprovação de normas para a proteção da saúde pública e a tomada de medidas de combate ao consumo das denominadas novas drogas.
Consulte o Diploma Aqui.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


 

França reconhece Parkinson como doença profissional

 para os trabalhadores expostos a pesticidas


 
 França reconheceu a doença neuro degenerativa de Parkinson como doença profissional para as atividades profissionais que impliquem a exposição a pesticidas normalmente:

- Durante o manuseio ou utilização desses produtos por contato ou inalação;

- O contato com as culturas, as superfícies tratadas, animais ou, ainda, durante a manutenção de máquinas de aplicação de pesticidas.

Esta é uma problemática que tem registado avanço nos últimos anos. Com efeito, uma investigação desenvolvida pela UCLA - Universidade da Califórnia em Los Angeles - lançou, recentemente, novos conhecimentos sobre esta doença neuro degenerativa.

Ao longo das últimas décadas, neurologistas desta Universidade têm-se dedicado a estudar a ligação existente entre os pesticidas e a doença de Parkinson.

 Até à data foi já foi demonstrado que determinados químicos, como sendo o paraquat, o maneb e o ziram, estão relacionados com o aumento da doença, não só entre os agricultores como em outros indivíduos que habitam ou trabalham perto dos campos.

Agora, os investigadores descobriram uma ligação entre Parkinson e outro pesticida, o benomyl, cujos efeitos tóxicos ainda se fazem sentir 10 anos após este químico ter sido proibido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

A exposição ao benomyl dá início a uma série de eventos a nível celular que pode levar ao desenvolvimento de Parkinson.

Os resultados da investigação estão publicados na «Proceedings of the National Academy of Sciences».



Consulte o Diploma Aqui