Subscribe:

Pages

terça-feira, 19 de março de 2013


 Crescimento do mercado de drogas ilícitas na UE: uma consequência da crise económica

 
Segundo um estudo publicado, na semana passada, pela Comissão Europeia, a crise económica deverá ter um impacto importante no mercado dos estupefacientes, por exemplo através do aumento da procura de drogas ilícitas. Este estudo revela que, para ganhar dinheiro, cada vez mais jovens se dedicam à venda ou mesmo ao cultivo de droga - especialmente o cultivo doméstico de canábis.

 
Mas a crise económica deverá igualmente provocar uma redução dos fundos consagrados à política de luta contra a droga, em especial no que respeita aos tratamentos e às medidas de redução dos efeitos nocivos.
 
Saiba mais Aqui.

quinta-feira, 14 de março de 2013


OMS: A crise dividiu a saúde na Europa

 

A esperança média de vida e a mortalidade têm melhorado, mas existem diferenças cada vez maiores entre países, diz a Organização Mundial de Saúde.

Apesar do nível de saúde na Europa ter melhorado nos últimos anos, um Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) que acaba de ser divulgado mostra que a crise contribui para o aumento das desigualdades entre os países nesta matéria.
Portugal revela, no geral, bons indicadores, mas também mostra grandes diferenças, nomeadamente na esperança média de vida entre homens e mulheres.
O documento TheEuropean health report 2012 – Charting the way to well-being, elaborado a cada três anos analisa 53 países - 900 milhões de pessoas - revela que estas estão a viver mais e melhor, com a esperança média de vida a crescer cinco anos desde 1980, situando-se em 2010 nos 76 anos – mas, sublinha, com tendência para assimetrias significativas.
Os autores salientam que as médias cada vez menos refletem a realidade particular de muitos países, dando como exemplo que a diferença na esperança média de vida entre homens e mulheres (72,5 e 80 anos, respetivamente) continua a ser muito significativa e que de uma zona para outra também se assistem a grandes flutuações.
Neste campo Portugal aproxima-se dos 80 anos, estando a meio da tabela e acima da média da OMS. Contudo, há discrepância entre os homens, que pouco passam dos 76 anos, e as mulheres, que chegam quase aos 83.

Publicação sobre os custos dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais no Quebeque 2005 – 2007.


Esta publicação, recentemente, editada Instituto Robert-Sauvé, inova ao estimar os custos totais de acidentes de trabalho, tanto humanos como financeiros no Québeque, onde estudos desta natureza são muito raros.

Conclui, este Estudo, que os custos globais com acidentes de trabalho que ocorreram durante o período 2005-2007 são estimados em 4640 milhões. Deste montante, cerca de 1,78 bilhões dólares é atribuída a custos financeiros e 2,86 bilhões a custos humanos. O custo médio de uma lesão devido a acidente de trabalho foi de 38.507 dólares.

Consulte a publicação Aqui.

quarta-feira, 13 de março de 2013


REACH 2013 – Apelo à Intervenção
 
Dos Representantes dos Trabalhadores das empresas que fabricam, importam ou utilizam produtos químicos
 
 
 O seu empregador está preparado para assumir as obrigações impostas pela nova legislação?
 
  A CES e a Industriall European Trade Union encontram-se a promover uma iniciativa conjunta de sensibilização dirigida aos Representantes dos Trabalhadores para aumentar a consciência sobre as obrigações das empresas no âmbito do REACH e da legislação comunitária sobre produtos químicos.
 
 A UE introduziu, como é sabido, recentemente duas inovações muito importantes na legislação sobre produtos químicos, designadamente o Regulamento REACH, em 2007, e o Regulamento CRE, em 2012. O REACH obriga ao registo de qualquer substância química fabricada ou importada para a UE em quantidades iguais ou superiores a uma tonelada por ano., sendo que nas situações em que não existe informação sobre as caraterísticas perigosas, devem ser atualizadas as fichas de dados de segurança.
 
 O CRE introduz um novo sistema – harmonizado a nível mundial – de classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas perigosas para a saúde e o ambiente.
 
 Muitas empresas europeias, em especial pequenas e médias empresas (PME) ainda não se encontram conscientes das suas obrigações ao abrigo do REACH.
 
 A fim de chamar a atenção dos empregadores para as suas obrigações ao abrigo do regulamento REACH, a CES e a IndustiAll encetaram esta Campanha de informação e sensibilização que se traduz na disseminação de dois folhetos informativos.
 
 Os dois folhetos foram preparados em cooperação com a ECHA e abordam em termos simples, os requisitos do REACH.
 
 Mais se acrescenta que os folhetos estão disponíveis online em 22 línguas no site da CES (http://www.etuc.org/r/830 e da IndutriAll http://www.industriall-europe.eu/.
 
 
Descarregue os Folhetos neste Blog e faça a disseminação destes suportes.
 
 

terça-feira, 5 de março de 2013


 Acidentes de trabalho: uma abordagem sociológica


Este interessante artigo de João Areosa que aqui se resume com possibilidade de ler na íntegra:
“ Os acidentes sempre fizeram e sempre farão parte dos eventos ocorridos em sociedade, e isto pode explicar, em parte, o porquê de eles poderem ser considerados como um problema social. É verdade que os acidentes podem ocorrer em todos os lugares (escolas, casa, locais de trabalho, estradas, etc.), em diversas circunstâncias, e derivar de múltiplas causas. Esta fatalidade social à qual todos nós estamos sujeitos depende dos riscos e dos perigos que corremos ao longo das nossas vidas. "
 
Consulte o Artigo Aqui


sexta-feira, 1 de março de 2013


Perceção dos riscos profissionais pelos trabalhadores


 
Este é um artigo muito interessante de JOAO AREOSA, investigador e professor Universitário sobre a perceção dos riscos profissionais por parte dos trabalhadores.

As perceções de riscos estão diretamente ligadas à forma como os indivíduos pensam, representam, classificam ou analisam as diversas formas de ameaça (riscos) a que se encontram expostas ou de que dela têm conhecimento.

Resumo do Artigo.

 “O risco é uma entidade omnipresente nos locais de trabalho. Esta é uma situação que todos os trabalhadores têm de enfrentar no seu quotidiano laboral, embora cada atividade, profissão ou indivíduo detenha um grau de risco específico, normalmente distinto nas diversas ocupações laborais e que está associado às suas tarefas concretas. É através da enorme multiplicidade de riscos no trabalho, variável em cada universo laboral, que chegamos aos acidentes de trabalho.

Cada acidente só ocorre porque a montante existe um qualquer conjunto de riscos laborais que se transformou em acidente. Os riscos laborais são assim a causa única dos acidentes de trabalho. É neste contexto que nos parece pertinente considerar a forma como os próprios trabalhadores percebem os riscos aos quais se encontram expostos nos seus locais de trabalho, visto que se um trabalhador não consegue identificar (ou identifica de forma inadequada) os seus riscos laborais, aparentemente, estará mais vulnerável a sofrer um acidente de trabalho. O estudo sobre as perceções de riscos é um campo de observação científica relativamente recente; talvez por esse motivo ainda não se tenha chegado a resultados totalmente conclusivos – embora já saibamos algumas tendências - sobre como são geradas as perceções de riscos dos trabalhadores, bem como qual a influência que efetivamente detêm na ocorrência dos acidentes de trabalho. Ao longo deste artigo iremos abordar esta temática.”


Consulte o Artigo na íntegra Aqui
 
Consulte, ainda, o Estudo - Entre os riscos e os benefícios – Análise da perceção social do risco em duas comunidades mineiras

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Estudo: Acidentes de trabalho e suas repercussões num hospital ao Norte de Portugal

 

Com o objetivo de descrever os acidentes de trabalho num hospital ao Norte de Portugal e analisar as suas principais repercussões, foi realizado este estudo no período de 2008 a 2010.

A informação foi obtida recorrendo-se ao registro de notificação dos acidentes de trabalho, referentes a 387 trabalhadores/as.

A maior prevalência de acidentes recaiu nos técnicos superiores de saúde (56,1%), em trabalhadores do gênero feminino (81,9%), no grupo etário entre 30 e 39 anos (37,2%), com escolaridade superior ao 12º ano (55,8%), trabalhando por turnos (72,4%) e nos serviços de internamento (35,9%).

Alguns resultados do Estudo:

Ø  Foram notificados o total de 387 acidentes de trabalho, o que corresponde a taxa de incidência média, nos três anos, de 5,9%;

Ø  A distribuição, ao longo dos três anos, em valor absoluto e em taxa de incidência, foi a seguinte: 122 (5,8%) no ano 2008, 135 (6,1%) ano 2009 e 130 (5,6%) em 2010;

Ø  Verificou-se que houve aumento de 3% (7,3% em 2008 e 10,7% em 2010);

Ø  Em relação ao número de dias perdidos, verificou-se diminuição de 313 dias (1.428 em 2008 e 1.115 em 2010);

Ø  No que respeita às características do acidentado, 87,5% pertencia ao quadro efetivo da instituição;

Ø  A categoria profissional dos enfermeiros foi responsável por 48,3% dos acidentes, seguida dos auxiliares de ação médica (AAM) com 39%;

Ø  A prática de horário por turnos respondeu por 72,4% dos acidentes, sendo o turno da manhã aquele onde se verificou prevalência maior (51,9%);

Ø  Caraterizaram-se como acidentes in itinere 8,8%, sendo os restantes 91,2% acidentes típicos;

Ø  O internamento foi o local onde ocorreram mais acidentes (35,9%), apresentando o serviço de medicina maior notificação (15,5%), seguido do serviço de urgência (11,4%), da zona entre serviços/corredor (10,3%) e do bloco operatório (8,8%);

Ø  Em média, os acidentes ocorreram às 12h30, verificando-se que 45,5% dos acidentes ocorreram nas primeiras três horas de trabalho;

Ø  No primeiro dia de trabalho, após descanso semanal, observaram-se 36,7% das notificações;

Ø  Receberam os primeiros socorros no serviço de urgência 82% dos acidentados;

Ø  A principal ação que conduziu à lesão foi a picada de agulha/corte por objeto (45,7%), seguida da queda do trabalhador/objetos (28,7%) e dos esforços excessivos/movimentos inadequados (18,9%);

Ø  Essa tendência inverte-se quando se analisam os acidentes com ausência ao trabalho, aparece em primeiro lugar, como principal ação da lesão, a queda do trabalhador/objetos (12,1%), seguida dos esforços excessivos/movimentos inadequados (8,8%);

Ø  As ferramentas/utensílios foram responsáveis por 33,5% dos acidentes, o pavimento por 17% e a mobilização de doentes por 13,4%;

Ø  - Esses dados também diferem entre os acidentes com ausência ao trabalho, sendo nesses o pavimento o principal responsável (7,5%), seguindo-se a mobilização de doentes (5,2%);

Ø  O tipo de lesão mais prevalente foram as feridas (32,6%), sendo a parte do corpo mais atingida os membros superiores (MS) com 43,2%;

Ø  Do total de acidentes, 106 (27,4%) resultaram em incapacidade absoluta, verificando-se média de 10,2 dias de trabalho perdidos por acidente;


Saiba mais Aqui