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segunda-feira, 3 de junho de 2013


Nanomateriais e Segurança e Saúde e no Trabalho. Quais são os problemas para os Trabalhadores?

 
 

A ETUI tem publicado ao longo dos anos um conjunto de informações sobre as nanotecnologias. Esta brochura sobre a produção e utilização de nanomateriais nos locais de trabalho é a mais recente publicação.

A cada dia a nanotecnologia encontra-se mais presente no desenvolvimento de novos produtos e processos industriais. A manipulação de partículas nanométricas tem aberto inúmeras oportunidades de desenvolvimento de novos produtos e materiais.

Porém, a sua utilização exige uma nova análise e avaliação dos processos, procedimentos e dispositivos industriais de forma a garantir a proteção dos trabalhadores e utilizadores.

O que sabemos dos riscos envolvidos é ainda muito limitado e escasso, pelo que esta publicação é mais um contributo para o entendimento desta vasta e complexa problemática.

Consulte o Guia Aqui.
 
 

sexta-feira, 31 de maio de 2013


Dia Mundial Sem Tabaco

31 de maio 2013

 
 

Anualmente, a 31 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove a celebração do Dia Mundial Sem Tabaco, com o objetivo de disseminar informação sobre os riscos de saúde associados ao uso do tabaco e defender a adoção de políticas eficazes para reduzir o seu consumo.

O tema para o Dia Mundial sem Tabaco, deste ano, é a “proibição da publicidade, da promoção e do patrocínio do tabaco”.

A pandemia do tabagismo mata, anualmente, cerca de seis milhões de pessoas, das quais 5,4 milhões de fumadores e cerca de 600 000 não fumadores, devido à exposição ao fumo do tabaco ambiental.

Segundo a OMS, a nível mundial, 78% dos jovens entre 13 e os 15 anos afirmam estar regularmente expostos a alguma forma de publicidade, de promoção ou de patrocínio do tabaco.

A proibição da publicidade, da promoção e do patrocínio do tabaco é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o consumo, em particular entre os mais jovens.

A adoção desta medida é exigida, no âmbito da Convenção-Quadro da OMS para o controlo do tabaco, designadamente no artigo 13.º, para todas as partes que ratificaram este tratado, num prazo de cinco anos após a entrada em vigor da Convenção.

Daí a razão da escolha do tema para a celebração do dia que hoje se assinala.

Para saber mais, consulte o cartaz deste ano.

 

quinta-feira, 30 de maio de 2013


"Programa Operacional de Saúde Ocupacional 2013-2017”


 

Encontrou-se em discussão pública o "Programa Operacional de Saúde Ocupacional 2013-2017”.

Este PNSOC 2013/2017 pretende “ …dar especial enfoque à vigilância da saúde dos trabalhadores e à qualidade e cobertura dos Serviços de Saúde Ocupacional, visando alcançar ganhos em saúde, assim como promover o “valor da saúde” junto dos trabalhadores, empregadores e sociedade em geral, designadamente em resposta à evolução demográfica, às tendências do emprego e à recessão económica global e ao seu impacte na saúde, na segurança e nas condições de trabalho.”


terça-feira, 14 de maio de 2013


Publicação Algumas Orientações para a Avaliação dos Riscos Psicossociais

 

O INSHT – Instituto Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho em Espanha, publicou recentemente este importante documento com orientações para a avaliação de fatores de risco psicossocial em que são definidas as seguintes fases:

Fase 1. Identificação dos fatores de risco

Fase 2. Escolha da metodologia, técnicas e instrumentos

Fase 3. Planeamento e realização de trabalho de pesquisa

Fase 4. Análise e processamento de resultados

Fase 5. Desenvolvimento e implementação de um programa de Intervenção

Fase 6. Monitorização e controle de medidas tomadas

Faculta pistas e fontes de informação úteis para se proceder à correta avaliação de riscos, explicando de uma forma simples e objetiva todos os procedimentos a ter em conta.

Recomendamos, pois, neste Blog a leitura desta publicação.

Aceda ao documento Aqui.

quinta-feira, 9 de maio de 2013


 3ªs Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas da Infeção VIH/Sida


Realizaram-se ontem dia 8 de maio de 2013 as 3ªs Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas da Infeção VIH/Sida.

O Centro de Direito Biomédico, a Fundação Portuguesa "A Comunidade Contra a SIDA" e o INFARMED foram os promotores da 3ª edição das Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas da Infeção VIH/SIDA.

Tendo como lema a "Prevenção, Educação, Tratamento e Não Discriminação do VIH/SIDA em Contexto de Austeridade", este evento reuniu, à semelhança das anteriores edições, reputados especialistas nacionais.

O bastonário da Ordem dos Advogados acusou «alguns tribunais» de condenarem portadores do VIH/Sida ao despedimento, sublinhando que  e disse que a justiça não é imune aos preconceitos.
 
«Eu tenho vergonha de algumas decisões judiciais que foram proferidas em relação a pessoas portadoras desta doença. Tenho vergonha que, no meu país, alguns tribunais tenham condenado algumas pessoas a e serem despedidas só porque são portadoras desta doença», disse.
 Fonte: Diário Digital, Lusa
 Consulte a notícia na integra Aqui.

Sondagem de opinião pan-europeia da EU-OSHA revela causas comuns para o stresse relacionado com o trabalho

Agência Europeia para a SST

 

Metade dos trabalhadores em toda a Europa considera comum o stresse relacionado com o trabalho e quatro em cada dez entendem que a questão não é bem gerida no seu local de trabalho.

A insegurança no emprego ou a reorganização do trabalho, é encarada como a causa mais comum do stresse profissional em toda a Europa.

Poucos trabalhadores conhecem os programas ou políticas que facilitam a manutenção no ativo dos trabalhadores até à idade da reforma ou a uma fase posterior, muito embora a maioria apoie a sua introdução.

Estas são as principais conclusões da terceira edição da sondagem de opinião pan-europeia sobre a temática.

Consulte os dados europeus e portugueses Aqui
 
Aceda ao Relatório Aqui.
Comunicado

quarta-feira, 8 de maio de 2013


Refletindo sobre a problemática do VIH/ SIDA no mundo laboral
 
Parte I

 
O fenómeno do VIH/SIDA há muito deixou de ser apenas um problema do domínio da saúde pública, passando a assumir proporções alarmantes no mundo do trabalho, nas economias mundiais e nas realidades sociais em todo o mundo.

O fenómeno assume, indiscutivelmente, contornos de uma verdadeira crise mundial, constituindo uma ameaça séria ao desenvolvimento económico sustentável. De acordo com dados da OMS o VIH/SIDA já causou mais de 20 milhões de mortes nos últimos 25 anos, sendo a maior causa de morte no Mundo entre adultos dos 15 aos 59 anos, afetando, nesta medida, o segmento mais produtivo da força de trabalho.

O HIV/ SIDA é, pois, uma questão laboral, não só porque é responsável pela perda de trabalhadores experientes e qualificados, pela estigmatização e discriminação a ela associados, mas também porque o local de trabalho assume-se com o local privilegiado para a difusão de informação sobre a infeção pelo HIV/SIDA, para se fazer uma prevenção eficaz e integrada, bem como combater os comportamentos discriminatórios e estigmatizantes a ela associados.

O despedimento de trabalhadores com base na sua seropositividade é inconstitucional, porque viola o princípio da igualdade, designadamente, no acesso ao emprego atentando de forma intolerável a dignidade humana do trabalhador.

Todos reconhecemos os problemas motivados pelo medo, a falta de conhecimento e os preconceitos associados a esta doença, pelo que urge o desenvolvimento de políticas internas nas empresas sobre o HIV/SIDA. Só com tais políticas se poderá colmatar a falta de informação que tantas vezes obsta à manutenção dos postos de trabalho. Impõem-se, pois, medidas adequadas de prevenção da exclusão e de combate à discriminação pessoal e social, bem como outras que visem a proteção social dos trabalhadores/as infetados.

A responsabilidade dos Sindicatos é grande, no combate à ameaça aos direitos fundamentais dos trabalhadores/as, nomeadamente pela discriminação e pela estigmatização de que são vítimas os trabalhadores/as infetados pelo vírus.
 
Os problemas de medo, discriminação e falta de informação continuam a obstar à eficaz resolução do problema.

No âmbito da prevenção e combate ao VIH/ SIDA, em meio laboral, defendemos, nomeadamente, as seguintes ações:
 
• A recusa da despistagem do HIV/SIDA por razões de emprego, que nestas circunstâncias atinge os direitos fundamentais e a dignidade dos trabalhadores, pois o teste deve ser feito apenas de forma voluntária e respeitando a confidencialidade do resultado;
 
• A recusa de todo e qualquer ato discriminatório por razões de saúde, já que o despedimento ou outros atos discriminatórios com base no estatuto serológico atenta contra os direitos fundamentais dos trabalhadores;
 
• A promoção de programas de informação e prevenção, essenciais como forma de prevenção nos locais de trabalho e incremento da tolerância para com os trabalhadores infetados pelo HIV/SIDA;
 
• A introdução de cláusulas na Negociação Colectiva visando a prevenção e a proteção dos trabalhadores infetados;
 
• A adoção, por parte das empresas, de boas práticas de atuação no que se refere à prevenção da infeção pelo VIH/SIDA e ao combate à discriminação.
 
A continuar.....