Com
manifesto atraso na publicação, tendo em conta que as conclusões deste
seminário promovido pelo Instituto Sindical Europeu (ISE) só recentemente foram
divulgadas, parece-nos, mesmo assim, que a pertinência do assunto merece
visibilidade no nosso Blog.
O ISE
organizou o primeiro seminário sindical europeu sobre os riscos psicossociais
em Bilbao nos dias 19, 20 e 21 de junho. Os 19 representantes discutiram uma
estratégia sindical adequada para enfrentar este grave para os trabalhadores.
O pontapé de saída foi dado com as apresentações dos
sindicatos espanhóis que provocaram algumas discussões sobre o que foi
imediatamente visto como um saco muito misto de diferentes situações nacionais,
isto porque os riscos psicossociais têm sido prioridade em alguns países
europeus, à cerca de 20 anos, no entanto só agora estão surgindo na agenda de
outros.
A apresentação efetuada pelo Professor Marie Anne Dujarier
da Universidade Sorbonne Nouvelle levantou questões sobre o próprio termo
"riscos psicossociais", com os participantes a concordarem que era
necessário uma alternativa, por forma a não perpetuar a confusão entre causa e
efeito.
Na
prática, isso significa mudar o foco de stresse no trabalho (efeito), por
exemplo, para agir sobre as causas do mesmo, mais frequentemente encontrados na
organização do trabalho (por exemplo, a carga de trabalho, nos métodos de
gestão, etc.).
Esta questão também ajuda a romper com a
individualização dos problemas, conferindo visibilidade ao aspeto coletivo do
problema.
Day Two viu Jan Popma da Universidade de Amsterdam
apresentou o seu trabalho no âmbito do tecno
stresse - um grupo de doenças decorrentes da sobrecarga de informação,
devido às exigências em nos mantermos ligados às novas tecnologias
(smartphones, etc.).
Foram,
pois, apresentados os resultados de uma pesquisa efetuada sobre tecno stresse. Os
resultados são esclarecedores: 50% dos trabalhadores acreditam que o seu ritmo
de trabalho é comandado pelo seu computador ou equipamento e 55% dos
entrevistados sinalizam uma fonte de pressão mental.
O representante holandês informou sobre a situação na
Holanda, onde um terço das doenças profissionais resultam da exposição a
fatores de risco psicossociais. Apresentou, a este propósito, uma ferramenta de
diagnóstico on-line utilizável por todos os trabalhadores.
Os dois
sindicatos franceses apresentaram um método desenvolvido para tratar de uma
série de suicídios ocorridos no grupo automobilístico Renault.
Ambas
as apresentações destacaram a importância da participação dos trabalhadores na
avaliação de risco e na busca de soluções.
Finalmente, Margozata Milczarek representante da Agência
Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) apresentou próxima
campanha da agência 2014-2015 subordinada ao tema da "gestão do stress no
local de trabalho".
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