terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Sabia que...
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Sabia que...
Comissão lança nova iniciativa para melhorar a saúde e a segurança dos trabalhadores
COMUNICADO DE IMPRENSA
Lisboa, 10 de janeiro de 2017
Comissão lança nova iniciativa para
melhorar a saúde e a segurança dos trabalhadores
Comissão Europeia anuncia
hoje medidas para promover a saúde e a segurança no trabalho na UE.
O investimento na saúde e
na segurança no trabalho melhora a vida das pessoas através da prevenção de
acidentes e de doenças profissionais. Assente nos esforços já empreendidos, a
nova iniciativa da Comissão visa proteger mais eficazmente os trabalhadores contra
os cancros ligados ao trabalho, ajudar as empresas, em especial as PME e as
microempresas, a cumprir o quadro legislativo em vigor e privilegiar os
resultados em detrimento das formalidades administrativas.
Marianne Thyssen, Comissária
Europeia do Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade dos
Trabalhadores, declarou a este propósito: «Apresentamos
hoje um plano de ação concreto para uma política de saúde e segurança no
trabalho para o século XXI que se quer clara, atualizada e efetivamente aplicada.
Ao definir limites de exposição a mais sete produtos químicos cancerígenos,
estamos igualmente a honrar o nosso compromisso de combater os tipos de cancro
ligados à atividade profissional, o que irá melhorar a proteção de cerca de 4
milhões de trabalhadores na Europa. Unimos forças com os Estados-Membros e as
partes interessadas, a fim de criar locais de trabalho seguros e saudáveis para
todos.»
Nos últimos 25 anos, desde
que foi acordada a primeira diretiva neste domínio, a UE tem sido pioneira na
fixação de normas rigorosas de proteção dos trabalhadores contra riscos para a
saúde e a segurança no trabalho. Desde 2008, o número de mortos em acidentes de
trabalho diminuiu perto de 25% e a percentagem de trabalhadores da UE que dão
conta de pelo menos um problema de saúde causado ou agravado pelo trabalho
baixou quase 10 %. Contudo, subsistem desafios consideráveis: segundo as
estimativas, morrem anualmente cerca de 160 mil europeus devido a doenças
relacionadas com a atividade profissional. Uma das nossas principais
prioridades reside em manter condições de trabalho seguras e saudáveis,
preservando e atualizando os elevados padrões europeus neste domínio.
No seguimento do
compromisso assumido no sentido de continuar a melhorar a saúde e segurança no
trabalho, a Comissão empreenderá as
seguintes ações estratégicas:
- Estabelecer limites de
exposição ou outras medidas relativamente
a mais sete produtos químicos cancerígenos.
A proposta hoje apresentada não só é benéfica para a saúde dos
trabalhadores, como também estabelece um objetivo claro para os
empregadores e as autoridades competentes no sentido de se evitar a
exposição.
- Ajudar as empresas, em especial as pequenas e as microempresas, a cumprir as normas de saúde e segurança. Os dados disponíveis indicam que uma em cada três microempresas não avalia os riscos no local de trabalho. Por conseguinte, é hoje publicado um documento de orientação destinado aos empregadores, com conselhos práticos para facilitar a avaliação dos riscos e torná-la mais eficaz. O documento inclui conselhos sobre como reagir ao aumento galopante dos riscos para a saúde e a segurança no trabalho, designadamente os riscos psicossociais, ergonómicos ou relacionados com o envelhecimento. Pretende-se também disponibilizar gratuitamente mais instrumentos em linha para ajudar as pequenas e as microempresas na realização das avaliações de risco.
- Nos próximos dois anos, a Comissão trabalhará em
conjunto com os Estados-Membros e os parceiros sociais para eliminar ou
atualizar normas obsoletas. O objetivo é simplificar e
reduzir os encargos administrativos e, simultaneamente, preservar a
proteção dos trabalhadores. Esta modernização deverá também melhorar a
execução das medidas preconizadas.
A revisão da legislação da
UE em matéria de saúde e segurança no trabalho e as alterações à Diretiva
relativa aos agentes cancerígenos e mutagénicos coadunam-se com os trabalhos da
Comissão atualmente em curso no âmbito do Pilar
Europeu dos Direitos Sociais, que visa adaptar a legislação da UE à
evolução da sociedade e dos modelos de trabalho. As consultas e os debates
neste contexto confirmaram a importância da saúde e segurança no trabalho
enquanto pedra angular do acervo da UE e colocaram a tónica na prevenção e no
cumprimento da legislação. A comunicação hoje adotada também dá seguimento ao
amplo processo de avaliação do acervo existente, enquanto parte do Programa
para a Adequação e a Eficácia da Regulamentação (REFIT) que visa tornar a
legislação da UE mais simples, mais relevante e mais eficaz. A proposta e as
alterações preconizadas foram desenvolvidas em consulta com as partes
interessadas a todos os níveis, designadamente os parceiros sociais.
Contexto
Em 2012, a Comissão deu
início a uma avaliação global da legislação da UE em matéria de saúde e
segurança no trabalho (Diretiva-Quadro
e 23 diretivas conexas). Esta avaliação integrou-se no âmbito do Programa
para a Adequação e a Eficácia da Regulamentação (REFIT) e teve por objetivo
tornar a legislação da UE mais simples, mais relevante e mais eficaz.
A luta contra o cancro é
uma prioridade específica da Comissão no domínio da saúde e segurança no
trabalho, sendo que se trata da primeira causa de mortalidade ligada ao
trabalho na UE. Trata-se de um desafio primordial para a Comissão que, em 13 de
maio de 2016, propôs medidas para
reduzir a exposição dos trabalhadores europeus a 13 produtos químicos
cancerígenos, propondo alterações à Diretiva
relativa aos agentes cancerígenos e mutagénicos (2004/37/CE). A Comissão
concretiza hoje o compromisso político que assumiu, apresentando uma segunda
proposta relativa à exposição a mais sete produtos químicos prioritários. A
Comissão continuará a analisar outros carcinogéneos, no intuito de continuar a
proteger os trabalhadores e melhorar as condições para as empresas em toda a
UE.
Fonte: Comunicado de imprensa - RAPID
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Comissão Europeia
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
OIT publica Guia Prático sobre diversidade e inclusão
A Organização Internacional do
Trabalho (OIT) publicou um guia prático para promover a diversidade e a
inclusão dos trabalhadores no local de trabalho.
A Organização Internacional do
Trabalho (OIT) publicou um guia prático para promover a diversidade e a
inclusão dos trabalhadores no local de trabalho, intitulado “Promoting
diversity and inclusion through workplace adjustments: a practical guide”.
Tendo como objetivo promover a
diversidade e a inclusão, a OIT expõe neste guia o conceito de “ajustamentos
razoáveis” (também designado por “adaptações razoáveis”), conceito este que se
relaciona com as alterações que possam ser efetuadas no local de trabalho para
ir ao encontro das características individuais ou das diferenças específicas de
um trabalhador ou candidato a um posto de trabalho, de forma a aproveitar todo
o seu potencial profissional e contribuir assim para a igualdade no acesso ao
mercado de trabalho.
Ainda que o conceito de “ajustamentos
razoáveis” seja aplicável a todos os trabalhadores, o guia privilegia quatro
categorias específicas de trabalhadores:
1) Trabalhadores portadores de
deficiência;
2) Trabalhadores afetados por VIH ou
SIDA;
3) Trabalhadores com
responsabilidades familiares e trabalhadoras grávidas;
4) Trabalhadores que professem uma
religião ou credo particular
Fonte: Site da ACT
Aceda aqui ao Guia.
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OIT
Inspeção do trabalho e outros mecanismos de controlo da conformidade no setor do trabalho doméstico Guia introdutório
" As trabalhadoras e os trabalhadores
domésticos representam um segmento importante da população mundial empregada e,
em muitos países, uma parte significativa da economia informal. O caráter
informal torna muitas destas trabalhadoras e trabalhadores invisíveis, não
representados e desprotegidos.
Em muitas situações até mesmo a
própria natureza da relação laboral não é clara; os empregadores não reconhecem
os trabalhadores como empregados e, muitas vezes, não consideram o seu
contributo para o agregado familiar como trabalho real. Muitos trabalhadores
domésticos estão expostos a diversos abusos, incluindo a violação dos direitos
humanos básicos, tais como a liberdade de circulação e o respeito pela
privacidade.
A vulnerabilidade dos trabalhadores
domésticos pode aumentar no caso das crianças, dos migrantes ou de pessoas de
minorias étnicas. Também são frequentemente detetadas outras violações dos seus
direitos relativos ao pagamento de salários, aos horários de trabalho, às
condições de vida e à falta de proteção em caso de acidentes de trabalho e
doenças profissionais.
A razão para o incumprimento das
normas legais aplicáveis pode ter diversas causas convergentes, desde os
défices de informação às cargas administrativas, falta de confiança nas
instituições e fraca capacidade de aplicação da legislação, entre outras,
dependendo dos correspondentes contextos nacionais.
O reconhecimento da necessidade de
tornar o Trabalho Digno uma realidade para as trabalhadoras e os trabalhadores
domésticos levou à adoção, em junho de 2011, pela Conferência Internacional do
Trabalho da Convenção (N.º 189) sobre Trabalho Digno para as Trabalhadoras e
Trabalhadores Domésticos, de 2011 e da Recomendação (N.º 201) sobre Trabalho
Digno para as Trabalhadoras e os Trabalhadores Domésticos, de 2011.
Desde então, tem havido um interesse
crescente por parte de Estados-Membros em melhorar as condições de trabalho
para as trabalhadoras e trabalhadores domésticos em todas as regiões.
Os mandantes da OIT têm manifestado exigências
crescentes no entendimento do modo como os países têm posto em prática a
Convenção (N.º 189), desenvolvendo as suas leis, políticas e abordagens
institucionais para melhorar a proteção dos direitos das trabalhadoras e
trabalhadores domésticos, incluindo o modo de «formular e implementar medidas
em matéria de inspeção do trabalho, de aplicação e de sanções, tendo em devida
consideração as características particulares do trabalho doméstico, de acordo
com a legislação e regulamentação nacionais» tal como exigido pelo artigo 17.º,
n.º 2 da Convenção sobre trabalho digno para as trabalhadoras e trabalhadores
domésticos."
Fonte: Preâmbulo
do Guia
Saiba mais Aqui.
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Trabalhadores domésticos
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
REACH: um sistema de autorização insatisfatório
Para
utilizarem substâncias de “elevado risco” (cancerígenas, por exemplo), os
produtores devem primeiro obter uma autorização, de acordo com o Regulamento
REACH sobre a comercialização de substâncias químicas na União Europeia.
Segundo
Tony Musu, perito em riscos químicos na ETUI, alguns formulários de pedido de
autorização examinados pela Agência Europeia das Substâncias Químicas (ECHA)
não preenchem os requisitos legais.
Saiba
mais aqui.
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REACH
Artigo da OSHwiki em destaque: experiências de acordos para a segurança, saúde e bem-estar na indústria global dos terminais de contentores
Os
acordos de segurança e saúde na indústria dos terminais de contentores
raramente foram alvo de um estudo sistemático. Uma equipa de investigadores da
Universidade de Cardiff do País de Gales decidiu obter uma melhor compreensão
deste setor examinando 11 empresas de terminais de contentores na Europa e na
região Ásia-Pacífico.
Este artigo da OSHwiki resume a metodologia por detrás da
pesquisa, bem como os resultados e implicações para a SST de terminais
internacionais.
Consulte
o artigo aqui.
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Artigos OSHWIKI
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Novo estudo sobre segurança, saúde e protecção de trabalhadores móveis de médias empresas francesas
Segundo
um livro branco publicado recentemente, 94% das médias empresas francesas
considera que a prevenção de riscos de segurança e saúde em deslocações é
estratégica.
Contudo, apenas uma em cada duas empresas definiu uma estratégia
de prevenção global de riscos profissionais. O estudo, que pode ser consultado aqui, oferece conselhos e
recomendações ao mercado de médias empresas no seu programa de gestão de riscos
com deslocações.
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