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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Amianto crisótilo bloqueado da Convenção de Roterdão pela 6ª vez


A luta pela imposição de fortes restrições comerciais ao amianto crisótilo terá que esperar pelo menos mais dois anos. Pela sexta vez consecutiva, um pequeno conjunto de países – sete ao todo – impediu a inclusão do mineral cancerígeno na lista de substâncias perigosas da Convenção de Roterdão (Anexo 3). 

Os químicos constantes desta lista são sujeites a restrições que impedem a exportação de um produto sem o consentimento prévio do país importador. Esta foi a oitava Conferência das Partes que integram a Convenção de Roterdão; o encontro semestral reuniu representantes de 157 países em Genebra e terminou a 5 de Maio.


Saiba mais aqui.

Brochura sobre Condições de Trabalho e o Consumo de Substâncias Psicoativas no Trabalho



No âmbito da Campanha de Prevenção de Substâncias Psicoativas no Trabalho foi elaborada uma brochura sobre Condições de Trabalho e o Consumo de Substâncias Psicoativas no Trabalho que aqui divulgamos.

O trabalho e as condições em que este se desenvolve, constituem um dos fatores que podem desencadear ou potenciar os consumos.

Assim, as condições de trabalho - físicas, ambientais e psicossociais - podem atuar como moduladoras e potenciadoras dos consumos, pelo que são fundamentais quando se planificam medidas de intervenção neste âmbito.

Os fatores inerentes a algumas condições de trabalho, nomeadamente os horários prolongados, trabalhos perigosos, trabalho por turnos, trabalho mal remunerado e precário, entre outros, bem como os constrangimentos que lhe estão associados, como por exemplo o stresse, a frustração, a falta de estímulo e a insegurança no trabalho são suscetíveis de afetar negativamente a saúde dos trabalhadores, comportando múltiplos fatores de risco que potencialmente podem conduzir ao abuso de álcool e outras substâncias psicoativas nos locais de trabalho.

 É, pois, certo que a saúde não se encontra independente do ambiente laboral, pelo contrário, na atividade produtiva pesam múltiplos fatores de risco que vão desde as condições físicas, até fatores psicossociais e organizativos do trabalho. Não podemos, pois, ignorar que no meio laboral existem fatores de risco, como são muitas das atuais condições de trabalho que induzem e “convidam “ aos consumos.

As más condições de trabalho são um dos fatores de perda de saúde que poderá manifestar-se, como bem sabemos, em acidentes de trabalho, incluindo mortais e em situações de deterioração progressiva da saúde que com o tempo de exposição poderão converter-se em alterações graves, originando o surgimento de doenças profissionais.

Assim, as condições de trabalho sejam físicas, ambientais e de relações pessoais podem atuar como moduladoras dos consumos, pelo que são fundamentais quando se planificam medidas de intervenção neste âmbito.




Relatório anual 2016: celebrar realizações, planear o futuro


O relatório anual da EU-OSHA descreve as suas principais atividades em 2016. Para citar alguns exemplos, no ano passado, a EU-OSHA publicou as conclusões da última edição do Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER-2), dedicado em geral à segurança e saúde no trabalho (SST) e em particular aos riscos psicossociais, à participação dos trabalhadores na gestão da SST e aos principais potenciadores e obstáculos encontrados.


Foram também apresentadas as conclusões iniciais do projeto sobre a segurança e saúde no trabalho nas microempresas e pequenas empresas (SESAME).

Ambos os projetos fornecem dados extremamente úteis aos responsáveis políticos e investigadores, tanto a nível nacional como europeu.

Além disso, estão também abrangidas muitas das atividades da EU‑OSHA em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST) no contexto do envelhecimento da população ativa, incluindo os desenvolvimentos na Campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis 2016-17 .

O relatório anual lança também um olhar para o futuro, com novidades sobre os planos para a Campanha 2018-19focada nas substâncias perigosas, entre muitas outras atividades futuras.




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Alerta direitos na SST


Sabia que...


Encontro sobre Prevenção de Riscos Psicossociais no Trabalho




No dia 8 de junho o Departamento de SST realizou uma iniciativa, nas instalações da UGT, sobre a temática dos riscos psicossociais relacionados com o trabalho. Para esta iniciativa foi convidado o Dr. Samuel Antunes, perito em matéria de riscos psicossociais no trabalho, coordenador da Campanha e do Prémio Health Workplaces e diretor do Programa de Promoção de Promoção da Saúde Mental nos Locais de Trabalho.

O que são os riscos psicossociais? Porque nos preocupamos com estes riscos? Quais as consequências para a saúde? Quais as medidas de prevenção a adotar? Qual a amplitude do fenómeno?

Foram algumas das matérias discutidas e, para as quais contámos com o testemunho de representantes sindicais que deram conta das suas realidades setoriais.

É ponto assente que os riscos psicossociais são das questões que maiores desafios apresentam em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho, pois têm um impacto significativo na saúde dos trabalhadores, nas organizações e nas economias nacionais.

Os riscos psicossociais relacionados com o trabalho têm sido identificados como um dos grandes desafios contemporâneos para a Saúde e Segurança e encontram-se ligados a problemas nos locais de trabalho, tais como o stresse, a violência, o assédio e a intimidação no trabalho. 

Em 2008 menos de 20% da população tinha problemas de saúde mental. Em 2016 esta percentagem sobe para 30%;

As perturbações psiquiátricas afetam mais de um quinto da população portuguesa (22,9%).

Deste valor global destacam-se os mais altos nas perturbações da
ansiedade (16,5%) e nas perturbações depressivas (7,9%).


De referir que esta iniciativa marca o arranque da realização de um estudo sobre riscos psicossociais – Estudo de Avaliação de Riscos Psicossociais na Administração Pública Central, Local e Setor Empresarial do Estado que a UGT vai realizar, com a colaboração do Dr. Samuel Antunes e que daremos conta na secção seguinte.

Conferência - Prevenção do Consumo de Substâncias Psicoativas no Trabalho





O Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da UGT e a UGT Setúbal, organizaram no passado dia 9 de Junho, no Auditório do Centro de Formação do IEFP em Setúbal, uma conferência que marcou o arranque da “Campanha de Prevenção do Consumo de Substâncias Psicoativas no Trabalho”, que tem como objectivo a sensibilização e divulgação de informação sobre riscos profissionais nos locais de trabalho, como o consumo de álcool e drogas em meio laboral.

O Painel da conferência teve como participantes Otília Veiga, Jurista da Comissão Nacional de Proteção de Dados, Paula Monteiro, Coordenadora da Saúde e Segurança Corporativa da The Navigator Company, Carlos Cleto, do SICAD - Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, Samuel Antunes, Director do Programa Saúde mental nos Locais de Trabalho da Ordem dos Psicólogos, e Vanda Cruz, Secretária Executiva da UGT, que moderou o Painel.

A Conferência contou ainda com a presença de Rui Godinho, Presidente da UGT Setúbal, José Paulo Menezes Luís, Diretor do IEFP de Setúbal, e ainda de Ana Paula Viseu, Secretária Executiva da UGT, que fez o encerramento dos trabalhos.


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