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terça-feira, 27 de junho de 2017

Relatório anual 2016: celebrar realizações, planear o futuro



O relatório anual da EU-OSHA descreve as suas principais atividades em 2016. Para citar alguns exemplos, no ano passado, a EU-OSHA publicou as conclusões da última edição do Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER-2), dedicado em geral à segurança e saúde no trabalho (SST) e em particular aos riscos psicossociais, à participação dos trabalhadores na gestão da SST e aos principais potenciadores e obstáculos encontrados.

Foram também apresentadas as conclusões iniciais do projeto sobre a segurança e saúde no trabalho nas microempresas e pequenas empresas (SESAME).

Ambos os projetos fornecem dados extremamente úteis aos responsáveis políticos e investigadores, tanto a nível nacional como europeu.

Além disso, estão também abrangidas muitas das atividades da EU‑OSHA em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST) no contexto do envelhecimento da população ativa, incluindo os desenvolvimentos na Campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis 2016-17 .

O relatório anual lança também um olhar para o futuro, com novidades sobre os planos para a Campanha 2018-19 focada nas substâncias perigosas, entre muitas outras atividades futuras.



Trabalho Isolado. Um fator subestimado na prevenção



Divulgamos, neste Blog um interessante artigo sobre a problemática do trabalho isolado, uma temática não muito aflorada em termos de SST.
Existe um vazio legal sobre o que  rodeia a situação particular do trabalho desenvolvimento de modo isolado. A Lei 102/2009 de 10 de setembro de acordo com o previsto no artigo 284.º do Código do Trabalho - Regulamentação da prevenção e reparação -  não foca de modo específico o trabalho isolado, pelo que tal como referido neste artigo, é um fator subestimado na prevenção.


“INTRODUÇÃO O trabalho isolado encontra-se de tal forma disseminado no modus operandi da indústria, que de um modo geral passa despercebido. Por este facto, quer a sua definição, o seu enquadramento legal, a sua institucionalização, quer mesmo a sua prevenção, são difíceis de gerir e implementar. Neste sentido, é objetivo deste estudo fazer o enquadramento deste tipo de trabalho, fazendo uma resenha dos aspetos a considerar na avaliação de risco, das principais atividades, não esquecendo os riscos psicossociais e o modo de proceder em situação de acidente ou de emergência. Far-se-ão também sugestões de algumas medidas de prevenção que incluem exemplos de equipamentos tecnologicamente muito evoluídos.”

Aceda ao artigo Aqui.


A importância das perceções de riscos dos trabalhadores



A importância das perceções de riscos dos trabalhadores
João Areosa

“Resumo: O risco é uma entidade omnipresente nos locais de trabalho. Esta é uma situação que todos os trabalhadores têm de enfrentar no seu quotidiano laboral, embora cada atividade, profissão ou indivíduo detenha um grau de risco específico, normalmente distinto nas diversas ocupações laborais e que está associado às suas tarefas concretas. através da enorme multiplicidade de riscos no trabalho, variável em cada universo laboral, que chegamos aos acidentes de trabalho. Cada acidente só ocorre porque a montante existe um qualquer conjunto de riscos laborais que se transformou em acidente. Os riscos laborais são assim a causa única dos acidentes de trabalho. Neste contexto que nos parece pertinente considerar a forma como os próprios trabalhadores percebem os riscos aos quais se encontram expostos nos seus locais de trabalho, visto que se um trabalhador não consegue identificar (ou identifica de forma inadequada) os seus riscos laborais, aparentemente, estará mais vulnerável a sofrer um acidente de trabalho. O estudo sobre as perceções de riscos é um campo de observação científica relativamente recente; talvez por esse motivo ainda não se tenha chegado a resultados totalmente conclusivos – embora já saibamos algumas tendências - sobre como são geradas as perceções de riscos dos trabalhadores, bem como qual a influência que efetivamente detêm na ocorrência dos acidentes de trabalho. Ao longo deste artigo iremos abordar esta temática.”


Publicação editada pela RICOT (Rede de Investigação sobre Condições de Trabalho


Aceda a este Artigo Aqui.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ficha Informativa + Segurança e saúde no Trabalho - Consumo de Substâncias Psicoativas no Trabalho: Riscos e Consequências



Os problemas ligados ao consumo de substâncias psicoativas no local de trabalho são considerados problemas de saúde. O meio laboral constitui-se, indiscutivelmente, como um espaço de excelência para atuar sobre estes problemas, na medida em que o trabalho é um elemento estruturador do tempo e da atividade das pessoas, sendo um fator fundamental para a integração social e pessoal. Importa, pois, sublinhar que prevenir e reduzir a procura de substâncias psicoativas em meio laboral é social e economicamente rentável se tivermos presente as seguintes evidências: reduz os acidentes de trabalho, diminui o absentismo, promove o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras e a sua qualidade de desempenho, incrementa a segurança e, em última instância, valoriza a imagem das organizações no exterior.


O n.º 25 é dedicado à problemática do Consumo de Substâncias Psicoativas no Trabalho: Riscos e Consequências



Aceda a esta publicação Aqui.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Primeiras conclusões do 6.º Inquérito Europeu,

De acordo com as primeiras conclusões do 6.º Inquérito Europeu, no que toca aos riscos físicos no trabalho, os trabalhadores europeus continuam tão expostos a riscos físicos como há 20 anos atrás, sendo a justificação para esta situação o facto de muitos empregos dos europeus continuarem a implicar o desenvolvimento de esforço físico. 

Por exemplo, 33% dos trabalhadores europeus transportam cargas pesadas durante pelo menos um quarto do seu horário de trabalho, enquanto 23% são expostos a vibrações – valores que permanecem inalterados desde 2000.

Os riscos físicos não se encontram limitados aos trabalhadores manuais: quase metade de todos os trabalhadores (46%) trabalha em posições que provocam cansaço ou dor pelo menos durante um quarto do tempo. Além disso, os movimentos repetitivos das mãos ou dos braços fazem parte do trabalho de um número de europeus superior ao de há 10 anos atrás.

No que se refere às diferenças de exposição aos riscos físicos por género, esta diverge substancialmente, o que se deve em parte à segregação, ainda generalizada, entre homens e mulheres em inúmeros setores de atividade. Estas divergências entre os géneros também se têm mantido mais ou menos constantes ao longo do tempo.

Por exemplo, 33% dos homens, mas apenas 10% das mulheres, são regularmente expostos a vibrações, ao passo que 42% dos homens, mas 24% das mulheres transportam cargas pesadas.

Em contraste, 13% das mulheres, mas apenas 5% dos homens, levantam ou deslocam pessoas no âmbito do seu trabalho.
Contudo, percentagens semelhantes de homens e mulheres trabalham em posições que provocam cansaço (48% e45%, respetivamente), ou fazem movimentos repetitivos com as mãos ou os braços (64% e 63%, respetivamente).

Ainda no que se refere aos riscos físicos, os primeiros resultados do 5.º Inquérito Europeu facultam mais conclusões, mais concretamente:

      No que se refere à exposição ao ruído no trabalho, em 2010, quase 30% dos trabalhadores da UE-27 foram expostos a ruído forte durante pelo menos um quarto do seu horário de trabalho, um valor que se mantém inalterado desde 2000;
      15% dos trabalhadores inalam fumo ou poeira, ou manuseiam produtos químicos perigosos – também aqui em percentagem idêntica à de 10 anos atrás;
      Uma percentagem maior da população ativa manuseou mais produtos infeciosos em 2010 do que em 2005 (11% e 9%, respetivamente).
Seguidamente apresentam-se os resultados de Portugal, sendo igualmente facultados os valores obtidos referentes à média da UE, bem como os resultados obtidos no 4.º Inquérito Europeu relativamente a cada uma das matérias.


E porque falamos de prevenção de riscos psicossociais, relembramos, neste Blog, os seguintes materiais dedicados a esta problemática, todos eles elaborados pelo departamento de SST: 

Monofolha temática - Riscos Psicossociais no Trabalho: Assédio Moral relacionado com Trabalho

Monofolha temática - Riscos Psicossociais no Trabalho: Stresse relacionado com o Trabalho

Monofolha temática - Riscos Psicossociais no Trabalho: Violência relacionada com o Trabalho

LISTA DE VERIFICAÇÃO – RISCOS PSICOSSOCIAIS RELACIONADOS COM O TRABALHO

Materiais disponíveis Aqui.




Estudo de Avaliação de Riscos Psicossociais na Administração Pública Central, Local e Setor Empresarial do Estado





Deixamos aqui algumas notas sobre esta iniciativa que o Departamento de SST da UGT vai desenvolver, ainda, este ano.

A Administração Pública e os seus trabalhadores e trabalhadoras encontra-se sujeita a pressões intensas e particulares, resultantes da tensão salarial, da redução de efetivos, da criação de quadros de instabilidade e da pulverização do trabalho.

O Estudo a empreender propõe-se determinar em que medida as transformações técnicas, organizacionais, socioeconómicas e políticas condicionam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores da Administração Pública.

Após a realização deste Estudo, será possível conhecer os principais stressores (contacto com público, instabilidade salarial, etc.) bem como os mais relevantes efeitos organizacionais deles decorrentes (absentismo elevado, incidentes a e acidentes, redução do desempenho, entre outros). A divulgação dos resultados pelos Sindicatos representativos e, eventualmente, pelos organismos competentes da Administração Pública, permitirá alterar os modelos e práticas organizacionais diretamente identificados como constituindo causa ativa e fatores de riscos psicossociais.

Pretendemos realizar um encontro prévio com sindicatos para apresentação do Estudo, dando a conhecer os seus conteúdos e promover o debate e a discussão da problemática da SST na Administração Pública. Pretende-se o envolvimento de todos os sindicatos, pois sem a participação das estruturas representativas dos trabalhadores e dos próprios trabalhadores, este estudo não cumprirá os objetivos a que se propõe.

Necessariamente que daremos conta do desenvolvimento deste trabalho, aqui no nosso Blog.