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Participação dos trabalhadores
Por último, no que diz respeito à
participação dos trabalhadores, e centrando-se nos estabelecimentos que
declaram ter utilizado medidas de prevenção dos riscos psicossociais nos três
anos anteriores ao inquérito, 55% dos estabelecimentos da UE-27 indicam que os
trabalhadores tiveram um papel a desempenhar na conceção e organização dessas
medidas, ligeiramente abaixo dos 61 % em 2019 e dos 63 % em 2014. Estas
conclusões variam consoante os países, desde 77% dos estabelecimentos na Suécia
e 76% na Dinamarca até 40% na Polónia e 43% em Chipre.
A evolução por país desde 2019 tem
sido diversificada e, embora a Lituânia, a Estónia, a Roménia, a Croácia e a
Hungria, entre outros, tenham registado um aumento, alguns outros países
registaram uma clara diminuição, sendo os maiores na Eslovénia, Alemanha,
Chipre, Portugal, Letónia e Bulgária.
Devido à natureza dos riscos
psicossociais, seria de esperar que as medidas neste domínio implicassem a
participação direta dos trabalhadores e um grau especialmente elevado de
colaboração de todos os intervenientes no local de trabalho, mas as conclusões
não sugerem isso.
No que diz respeito às diferentes
formas de representação dos trabalhadores, um representante para a saúde e a
segurança foi o mais frequentemente comunicado: 58 % dos estabelecimentos da
UE-27, o que constitui uma tendência ligeiramente crescente desde 2014.
Por sector, as percentagens são mais
elevadas entre os estabelecimentos de eletricidade, gás, vapor e ar
condicionado (73%) e as atividades de saúde humana e assistência social (66%).
Como esperado, mais uma vez, estes resultados são em grande parte impulsionados
pela dimensão do estabelecimento.
O ESENER 2024 questionou os
estabelecimentos sobre a nomeação dos representantes em matéria de saúde e
segurança e as conclusões revelam um quadro muito diversificado entre países,
refletindo os diferentes quadros nacionais (Figura 11).
Mais de metade (52%) dos
estabelecimentos inquiridos na UE-27 afirmam ter o representante para a saúde e
a segurança selecionado pelo empregador, correspondendo as percentagens mais
elevadas à Chéquia (89 % dos estabelecimentos) e a Malta (80 %), por oposição à
Finlândia (11 %) e à Dinamarca (17 %).
Mais de um terço dos
estabelecimentos inquiridos (38%) salientou que os representantes em matéria de
saúde e segurança são eleitos pelos trabalhadores, sendo as percentagens mais
elevadas na Finlândia (81%), França (74%) e Suécia e Dinamarca (71%). Cerca de
24% dos estabelecimentos na Grécia e 20% em Chipre declaram ser parcialmente
eleitos pelos trabalhadores e parcialmente selecionados pelo empregador.
Tradução da responsabilidade do Dep. SST
Aceda à versão original Aqui e verifique todos os infográficos ( não foram objeto de tradução).
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