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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Guia - Projeto Rest@Work - Reducing stress at work – Reduzir o stress no trabalho.

Introdução


Os riscos psicossociais e o stress ligado ao trabalho são um dos problemas mais relevantes do atual mercado de trabalho, podendo até causar graves repercussões, quer na saúde dos trabalhadores, quer na capacidade de produção das empresas. 

Para enfrentar o problema, os países europeus realizaram, nos últimos anos, várias iniciativas com o objetivo de fornecer ao mundo do trabalho estratégias, metodologias e ferramentas úteis para combater o fenómeno e promover o bem-estar organizacional nos locais de trabalho. No que diz respeito ao stress ligado ao trabalho, o marco principal é, sem dúvida, o Acordo Europeu de 8 de Outubro de 2004. 

Em um cenário anteriormente caracterizado pela ambiguidade e incerteza, inclusive no plano científico, o acordo representou uma mudança de paradigma clara e definitiva. Ao indicar que nem todas as situações de intenso trabalho causam stress e que nem todas as situações de stress estão ligadas ao trabalho, o acordo definiu os limites dentro dos quais se insere o stress ligado ao trabalho e, ao mesmo tempo, delineou o caminho para ações preventivas. Várias ferramentas foram desenvolvidas para apoiar as empresas no processo de avaliação e identificação de medidas de proteção eficazes.

 Foram propostas ferramentas subjetivas, tais como questionários, com o objetivo de detectar a percepção dos trabalhadores, bem como ferramentas observacionais objetivas, a fim de analisar a organização do trabalho e mensurar os fenómenos relacionados ao stress ligado ao trabalho, como o absentismo e a rotação do pessoal. Todas estas ferramentas, no entanto, são mais fáceis de serem aplicadas em empresas maiores. 

Uma argumentação semelhante pode ser feita a respeito das ações corretivas de tipo preventivo, mitigatório ou de reparação, cujos exemplos e modelos referem-se quase sempre às grandes e médias empresas.

 Em geral, a gestão dos riscos psicossociais é mais difícil em pequenas e médias empresas, não só pela diferente cultura empresarial, mas também por causa da diversidade das relações de trabalho, pela maior dificuldade de exercer a representação dos trabalhadores e pelas características intrínsecas do modelo de produção. 

A crise económica também pesou fortemente nos últimos anos, limitando os recursos disponíveis e adicionando elementos de insegurança e incerteza sobre a estabilidade do local de trabalho. 

A partir dessas considerações nasceu este projeto que visa analisar nos pormenores o problema do stress ligado ao trabalho em pequenas e médias empresas, a fim de compreender a extensão do fenómeno, estudar o nível de consciência, as habilidades e ferramentas postas em prática, com o objetivo não só de detectar problemas, mas também de compartilhar e disseminar modelos e soluções adotáveis.

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