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segunda-feira, 12 de março de 2018

Resumo - Segundo Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER-2)






Já se encontra disponível, em português, a segunda edição do Inquérito da EU-OSHA às empresas à escala europeia (ESENER-2) que recolheu as respostas de, aproximadamente, 50 000 empresas em matéria de gestão de SST e de riscos no local de trabalho, com particular enfoque nos riscos psicossociais, na participação dos trabalhadores, e nos motores e entraves à ação.
O objetivo deste inquérito consiste em fornecer dados nacionais comparáveis para apoiar a definição de políticas e ajudar os locais de trabalho a gerir os riscos de forma mais eficaz. Este relatório de síntese apresenta uma panorâmica dos principais resultados do ESENER-2 e complementa o primeiro relatório com os resultados publicado em fevereiro de 2015.
Seguem alguns dados mais relevantes:
· 21% das empresas da UE-28 referem que os trabalhadores com idade superior a 55 anos representam mais de um quarto de sua força de trabalho;
· Simultaneamente, 13% das empresas da UE-28 referem dispor de funcionários a trabalhar a partir de casa (teletrabalho);
· 6% das empresas da UE-28 indicam integrar trabalhadores com dificuldades de compreensão da língua falada no local de trabalho;
· s. Os fatores de risco mais frequentemente identificados são: a interação com clientes, alunos e pacientes difíceis (58% das empresas da UE-28); em seguida, posições cansativas ou dolorosas (56%); e, por fim, os movimentos repetitivos da mão ou do braço (52%)
 · Entre os fatores de risco, os psicossociais são vistos como os mais exigentes; quase uma em cada cinco empresas que referem ter de enfrentar clientes difíceis ou a pressão relativamente a prazos a cumprir afirmam também não dispor das informações ou ferramentas adequadas para fazer face ao risco de forma eficaz;

· 76% das empresas da UE-28 realizam periodicamente avaliações de riscos;

· A maioria das empresas inquiridas na UE-28 e que realizam avaliações de riscos periódicas considera as mesmas uma forma útil de gerir a segurança e saúde (90%), um resultado consistente, transversal a  todos os setores de atividade e dimensões de empresas;

· No que respeita às empresas que não realizam avaliações de riscos periódicas, as principais razões fornecidas para justificar esse facto são: «os perigos já são conhecidos» (83% das empresas); e «não existem problemas dignos de registo» (80%);

· A maioria das empresas da UE-28 (90%), sobretudo as empresas de maior dimensão, refere dispor de um documento que explica as responsabilidades e os procedimentos em matéria de segurança e saúde;

· As questões relativas à segurança e saúde são regularmente discutidas ao nível mais alto da administração em 61% das empresas da UE-28, percentagem que aumenta com a  dimensão da empresa;

· Quase três quartos das empresas inquiridas na UE-28 (73%) afirmam proporcionar, aos seus chefes de equipa e responsáveis operacionais, formação sobre a gestão da SST nas respetivas equipas;

· O cumprimento das obrigações legais é referido como uma das principais justificações por 85% das empresas da UE-28;

· Mais de quatro em cada cinco empresas que realizam avaliações de riscos periódicas na UE-28 (81%) afirmam contar com a participação dos seus trabalhadores na conceção e implementação das medidas resultantes das avaliações de riscos;

· A relutância em falar abertamente sobre estas questões parece constituir a principal dificuldade para abordar os riscos psicossociais (30% das empresas da UE-28).


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