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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Ferramenta eletrónica sobre substâncias perigosas agora adaptada a 7 países







Entre os múltiplos recursos da campanha «Locais de Trabalhos Saudáveis» 2018-2019  a ferramenta eletrónica da EU-OSHA sobre substâncias perigosas e produtos químicos tem por objetivo proporcionar às empresas as informações e o aconselhamento necessários para a avaliação e a gestão dos riscos de segurança e saúde decorrentes dessas substâncias e produtos. 

Focando-se nas pequenas e médias empresas, bem como nas empresas que não têm conhecimentos específicos de substâncias perigosas, este guia interativo em linha oferece informação geral e relativa a boas práticas, personalizada e fácil de compreender, sobre riscos, rotulagem, legislação, medidas de prevenção e muitas outras questões.

Além disso, a ferramenta eletrónica, que se baseia num questionário, gera um relatório adaptado a cada situação empresarial específica no que se refere à gestão das substâncias perigosas, incluindo recomendações para a sua melhoria. 

Para além da versão em inglês, a ferramenta já foi adaptada à Islândia, à Noruega e a Portugal.

A EU-OSHA encontra-se atualmente a concluir mais versões nacionais: Áustria, Estónia, Roménia e Eslovénia.



Fonte: OSHA

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Agentes biológicos no trabalho — quais são os problemas de saúde que causam e como os gerir melhor?






Este nosso novo relatório analisa a literatura científica referente a doenças específicas relacionadas com o trabalho, nomeadamente doenças infeciosas e alergias, causadas por agentes biológicos. Inclui igualmente os resultados de uma análise de peritos e uma avaliação dos sistemas utilizados pelos Estados-Membros da UE para controlar essas doenças e exposições. Além disso, formula recomendações tendo em vista a melhoria das práticas de monitorização e das estratégias e políticas de prevenção.

Este trabalho está inserido num projeto de grande escala que tem por objetivo dar resposta às doenças relacionadas com o trabalho nos locais de trabalho da UE e garantir uma melhor prevenção.

Fonte: OSHA


Dia Mundial de Luta Contra a Sida







Assinalou-se no passado dia 1 de dezembro o Dia Mundial de Luta contra a Sida.
A UGT acompanha o problema do VIH/SIDA, que há muito deixou de ser apenas um problema de saúde pública, para assumir contornos preocupantes no mundo do trabalho.

A SIDA é assim uma questão laboral, não só porque é responsável pela perda de trabalhadores experientes e qualificados, pela sua estigmatização e discriminação, mas também porque o local de trabalho é o local privilegiado para a disseminação de informação, bem como pelo incremento do diálogo e de parcerias entre sindicatos e empresas, imprescindíveis para a obtenção de uma estratégia eficaz que responda às necessidades prementes e adequadas à prevenção da exclusão, estigmatização e proteção social destes trabalhadores.

A UGT tem vindo, sistematicamente, a manifestar a sua preocupação e oposição relativamente a todo e qualquer ato discriminatório, inclusivamente o motivado por razões de saúde que impliquem o despedimento ou outros atos discriminatórios com base no estatuto serológico, real ou presumido.

A UGT está preocupada e empenhada no combate à ameaça dos direitos fundamentais, nomeadamente pela discriminação de que são vitimas os/as trabalhadores/as e as pessoas que vivem com o HIV/SIDA ou que por ele são afetadas.

O despedimento de trabalhadores com base na sua seropositividade é inconstitucional, porque viola o princípio da igualdade, designadamente, no acesso ao emprego atentando de forma intolerável a dignidade humana do trabalhador.

Todos reconhecemos os problemas motivados pelo medo, a falta de conhecimento e os preconceitos associados a esta doença, pelo que urge o desenvolvimento de políticas internas nas empresas sobre o HIV/SIDA. Só com tais políticas se poderá colmatar a falta de informação que tantas vezes obsta à manutenção dos postos de trabalho. Impõem-se, pois, medidas adequadas de prevenção da exclusão e de combate à discriminação pessoal e social, bem como outras que visem a proteção social dos trabalhadores/as infetados.

A responsabilidade dos Sindicatos é grande, no combate à ameaça aos direitos fundamentais dos trabalhadores/as, nomeadamente pela discriminação e pela estigmatização de que são vítimas os trabalhadores/as infetados pelo vírus. Os problemas de medo, discriminação e falta de informação continuam a obstar à eficaz resolução do problema.
A discriminação deriva do facto das pessoas sentirem medo de serem infetadas e desconhecerem as reais formas de transmissão da doença – é importante realçar que o “VIH não se transmite por contactos laborais”.

Não deixa, pois, de ser preocupante o nível de conceções erradas quanto ao modo de transmissão que se verificou num inquérito a portugueses, em que 30,4% consideravam que a infeção se transmite pelo beijo, 29,5% pelo uso das casas de banho, 29,5% pela picada de inseto, 22,7% pela tosse e espirro, 18,1% pela comida e talheres e 5,3% pelo aperto de mão.»

A UGT irá continuar a priorizar a problemática do HIV/SIDA do ponto de vista laboral, reiterando a urgência da definição e implementação de estratégias direcionadas a combater este flagelo.

No âmbito da prevenção e combate ao HIV/ SIDA a UGT defende, nomeadamente, as seguintes ações:

• A recusa da despistagem do HIV/SIDA por razões de emprego, que nestas circunstâncias atinge os direitos fundamentais e a dignidade dos trabalhadores, pois o teste deve ser feito apenas de forma voluntária e respeitando a confidencialidade do resultado;

• A recusa de todo e qualquer ato discriminatório por razões de saúde, já que o despedimento ou outros atos discriminatórios com base no estatuto serológico atenta contra os direitos fundamentais dos trabalhadores;

• A promoção de programas de informação e prevenção, essenciais como forma de prevenção nos locais de trabalho e incremento da tolerância para com os trabalhadores infetados pelo HIV/SIDA;

• A introdução de cláusulas na Negociação Coletiva visando a prevenção e a proteção dos trabalhadores infetados;

• A adoção, por parte das empresas, de boas práticas de atuação no que se refere à prevenção da infeção pelo HIV/SIDA e ao combate à discriminação.

Conhece o Projeto desenvolvido pela UGT “A Ignorância leva à Exclusão - Diz Não à Discriminação”?




sexta-feira, 29 de novembro de 2019

França: um Relatório sobre a Saúde Ocupacional dos Bombeiros




A ANSES, Agência Francesa de Alimentação, Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional, acaba de publicar um relatório que resume o conhecimento atual relativamente à saúde ocupacional dos bombeiros.

O recente incêndio que ocorreu em setembro, deste ano, na fábrica de produtos químicos Lubrizol, em Rouen, revelou em que medida os riscos relacionados com o trabalho dos bombeiros são frequentemente negligenciados.

Embora este estabelecimento fosse sinalizado como um estabelecimento de "nível superior", nos termos da Diretiva Seveso,      cerca de 900 bombeiros enfrentaram o incêndio com equipamentos de proteção muito insuficientes.

Segundo informações publicadas pelo “Le Monde”, após o incidente vários bombeiros foram submetidos a exames biológicos. Em pelo menos dez deles, os exames de sangue mostraram resultados anormais para o fígado, com níveis anómalos três vezes maiores que o normal, além de problemas na função renal.
O relatório da ANSES revela que os bombeiros se encontram todos os dias expostos a uma série de fatores de risco: exposição a substâncias químicas geralmente libertadas por produtos em chamas, bem como a agentes biológicos ou mesmo físicos.

São também são confrontados com restrições organizacionais, como o trabalho por turnos, e com restrições psicossociais, como a exposição à violência. A ANSES encontra-se a elaborar um relatório sobre os riscos para a saúde associados ao combate a incêndios.

Para compilar este relatório, a ANSES organizou uma consulta internacional que permitiu compartilhar o know-how das agências e institutos de SST em diferentes países. Contribuíram para esta pesquisa, nove agências dos Estados Unidos, Holanda, Finlândia, Noruega, Canadá e Reino Unido.

Este relatório apresenta também recomendações destinadas a melhorar a prevenção, além de identificar os campos nos quais se necessita urgentemente de dados mais sistemáticos. O relatório contém um resumo das medidas de prevenção recomendadas na França e nos outros países participantes.

A ANSES destaca o fato de que as atuais medidas de prevenção de riscos químicos estarem focadas principalmente na fase ativa do combate a incêndios. No entanto, o risco de exposição a vapores tóxicos permanece presente mesmo quando o fogo é apagado, durante as fases de monitorização, investigação e limpeza, bem como depois quando as equipas retornam ao quartel, na forma de equipamentos e veículos contaminados.
No que diz respeito aos riscos psicossociais, a ANSES constatou que vários bombeiros ingressam nesta atividade, guiados principalmente pelo desejo de combater incêndios, sem estarem devidamente cientes da dura realidade deste trabalho. Essa lacuna na perceção do trabalho pode gerar sofrimento.

Finalmente, a ANSES entre várias indicações, recomenda a introdução efetiva de exames médicos para bombeiros que deixaram o serviço, com o objetivo de melhor prevenir os riscos e as doenças a longo prazo.

Fonte: ETUI. Tradução da responsabilidade do Departamento de SST da UGT

Aceda à versão original deste texto Aqui.

Consulte o Relatório ANSES Aqui.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A eliminação do cancro relacionado com o trabalho reúne peritos na conferência da Presidência finlandesa da UE





Com o objetivo de apoiar o Roteiro sobre agentes cancerígenos, a Presidência finlandesa do Conselho da União Europeia realiza uma conferência especial a 27 e 28 de novembro — «Trabalhar em conjunto para eliminar o cancro de origem profissional».

Para além da EU-OSHA, os participantes incluem peritos da Comissão Europeia, parceiros sociais e organismos nacionais responsáveis pela segurança e saúde no trabalho.

Qual é o objetivo? Partilhar conhecimentos e boas práticas no que respeita à redução da exposição a agentes cancerígenos no local de trabalho e analisar os resultados alcançados pelo roteiro e o que ainda tem de ser feito.

Fonte: OSHA





segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Riscos psicossociais e a posição sentada: fatores de risco frequentemente revelados no inquérito ESENER de 2019




Ter de lidar com pessoas difíceis, movimentos repetitivos de braços e mãos e levantar e deslocar pessoas ou cargas pesadas são ainda frequentemente referidos pelas empresas como fatores de risco para a saúde dos trabalhadores em toda a Europa. 

As conclusões de 2019 baseiam-se em entrevistas realizadas em mais de 45 000 empresas de todas as dimensões e setores em 33 países europeus.

Outras questões incluídas no inquérito de 2019 lançaram nova luz sobre os riscos emergentes em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho (SST): o impacto da digitalização, por exemplo, e a importância da posição sentada durante longos períodos que, segundo o ESENER-3, é agora o terceiro fator de risco mais comum referido pelas empresas europeias.

Uma comparação com os resultados do ESENER-2 de 2014 identifica as tendências a nível nacional e da UE, não só a nível de fatores de risco, mas também na gestão da SST e nos fatores impulsionadores e obstáculos associados. 

A participação dos trabalhadores na gestão dos riscos psicossociais, por exemplo, diminuiu em vários países, apesar de uma abordagem participativa ser considerada importante para lidar com estes riscos cada vez mais frequentes. Por outro lado, é encorajador o facto de a percentagem de estabelecimentos que efetuam avaliações de risco ter aumentado em alguns países.

Esta fonte única de dados é um instrumento inestimável, concebido para informar o desenvolvimento de novas políticas e ajudar os locais de trabalho a lidar de forma mais eficaz com a SST. Uma gama completa de publicações e uma nova ferramenta de visualização de dados sobre os resultados do inquérito estarão disponíveis a partir de 2020.

 Fonte: OSHA




Terceira Pesquisa Europeia de Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER 3)





Este relatório apresenta a primeira análise das principais conclusões da terceira edição da pesquisa ESENER da EU-OSHA, realizada em 2019. Mais de 45.000 estabelecimentos em 33 países foram questionados sobre sua atual gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), incluindo os principais indicadores e barreiras à uma gestão eficaz e à participação dos trabalhadores.

A pesquisa concentra-se particularmente na gestão dos riscos psicossociais - como o stresse e o assédio relacionados com o trabalho – incluindo igualmente questões sobre a digitalização.

Ao adotar uma visão holística das práticas atuais de SST em toda a Europa, os resultados da pesquisa visam informar novas políticas de SST e garantir que os riscos nos locais de trabalho europeus sejam geridos com mais eficiência.

O ESENER-3 lança luz sobre algumas das mudanças nas políticas sociais e económicas que afetam os locais de trabalho europeus que com pelo menos cinco trabalhadores.

Essa constante evolução traz novos desafios que exigem ação para garantir altos níveis de Segurança e Saúde no Trabalho.