Subscribe:

Pages

Mostrar mensagens com a etiqueta Campanha 2020-2022. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Campanha 2020-2022. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Fatores de risco psicossociais e LME: o que podemos aprender sobre o impacto das tecnologias digitais, a prevenção e o regresso ao trabalho?

 

Imagem com DR


Uma série de documentos de discussão e artigos analisa o impacto que os fatores de risco psicossociais (por exemplo, uma carga de trabalho excessiva) podem ter no desenvolvimento de uma lesão musculoesquelética (LME).

Um dos documentos consiste numa publicação que examina o efeito exercido pela digitalização na exposição dos trabalhadores a fatores de risco físicos (por exemplo, tarefas repetitivas) de LME relacionadas com o trabalho.

As publicações debatem ainda a prevenção de riscos psicossociais e LME em conjunto, apresentando boas práticas para um regresso sustentável ao trabalho.


Para informações pormenorizadas, consulte:

Regresso ao trabalho após baixa por doença relacionada com as LME no contexto dos riscos psicossociais no trabalho

Fatores de riscos psicossociais no trabalho na ocorrência e prevenção de LME (no contexto das novas formas de trabalho e da digitalização)

Fatores de risco psicossociais de LME – abordagens de prevenção


Fonte: UE-OSHA

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

SEMINÁRIO Encerramento Nacional da Campanha Europeia 2020-2022 Locais de trabalho saudáveis: ALIVIAR A CARGA - 26 de outubro de 2022 (14h00 – 18h00)

 


Imagem com DR


Muitas foram as atividades a nível nacional desenvolvidas no âmbito da Campanha Europeia 2020-2022 Locais de Trabalho Saudáveis: "Aliviar a Carga”. Pretende-se torná-las conhecidas neste formato de Seminário presencial com transmissão em direto, proporcionando aos participantes informação e conhecimento sobre como gerir as LMERT e expondo as boas práticas das entidades nacionais que concorreram ao Prémio Europeu.


O ponto focal português e os parceiros aproveitarão a oportunidade para refletir sobre o que aconteceu no âmbito das lesões musculosqueléticas (LME) nos últimos anos.


Inscreva-se neste Link



 

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Vamos aliviar a carga – Descubra como lidar com riscos psicossociais e LME

 

Imagem com DR


Para além das exigências físicas de um trabalho que pode causar lesões musculoesqueléticas (LME), os fatores psicossociais, como cargas de trabalho excessivas, baixa satisfação no trabalho e falta de apoio podem contribuir também, ou mesmo agravar, as LME. Da mesma forma, as LME podem contribuir para o stress e a sobrecarga mental.

 

A atual campanha Locais de Trabalho Saudáveis visa melhorar a compreensão das ligações entre os riscos psicossociais e as LME e recomenda abordagens de prevenção eficazes e exemplos de boas práticas. A melhor forma de abordar os riscos psicossociais e as LME é em conjunto - descubra as nossas ferramentas e os nossos recursos para aliviar a carga!

 

Consulte o novo domínio prioritário Riscos psicossociais e LME.





sexta-feira, 1 de julho de 2022

Conselhos práticos para prevenir as lesões musculoesqueléticas através da participação dos trabalhadores

 


As lesões musculoesqueléticas (LME) relacionadas com o trabalho a nível da UE têm um custo elevado, tanto para os trabalhadores como para as empresas. A chave para a redução das LME são os próprios trabalhadores.


Uma nova ficha informativa oferece conselhos práticos sobre a forma de envolver ativamente os trabalhadores na prevenção das LME. Os trabalhadores têm a capacidade de identificar os perigos e os possíveis riscos e de desenvolver e pôr em prática respostas para garantir um local de trabalho mais seguro e saudável. Esta abordagem eficaz em termos de custos resulta numa maior sensibilização para os riscos no local de trabalho, em taxas de acidentes mais baixas e em maiores níveis de motivação e empenho dos trabalhadores.


Consulte a ficha informativa Prevenção das lesões musculoesqueléticas (LME) através da participação ativa dos trabalhadores: sugestões de boas práticas


Para mais informações, veja a apresentação em PowerPoint Prevenção das lesões musculoesqueléticas (LME) através da participação dos trabalhadores


Descubra outras publicações sobre a participação dos trabalhadores na prevenção dos riscos musculoesqueléticos


Explore a área prioritária «Prevenção» da campanha «Aliviar a Carga»

 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

As nossas crianças precisam de ajuda: apelo à saúde musculoesquelética nas escolas

 


Imagem com DR


São dois os relatórios que salientam níveis elevados de lesões musculoesqueléticas (LME) entre as crianças e os jovens, destacando a importância da prevenção precoce, tanto antes como depois da entrada no mercado de trabalho.


O documento intitulado «Lesões musculoesqueléticas entre crianças e jovens: prevalência, fatores de risco, medidas de prevenção» apela à promoção da saúde musculoesquelética e à aposta a longo prazo na educação, na formação física e em medidas ergonómicas, bem como em estudos melhores.


Melhores escolas através da promoção da saúde musculoesquelética revê práticas escolares e europeias estabelecidas para partilhar conselhos fundamentais sobre a boa integração da atividade física na educação, «falando a língua da escola».


Explore este tema na área prioritária «Gerações Futuras» da campanha Locais de trabalho saudáveis: Aliviar a carga

 

Fonte: UE-OSHA

terça-feira, 3 de maio de 2022

Os alunos de hoje são os trabalhadores de amanhã: adquirir uma visão a longo prazo da saúde musculoesquelética

 


Imagem com DR


As lesões musculoesqueléticas (LME) são muitas vezes vistas como um problema de saúde da pessoa adulta, mas, de facto, um terço das crianças e dos jovens sofrem destas doenças. Uma vez integrados no mundo do trabalho, estes jovens trabalhadores podem ver exacerbados os seus problemas musculoesqueléticos preexistentes. Embora nem todas as LME sejam prevenidas, muitos dos riscos que lhes estão associados podem ser evitados.

 

A adoção de uma abordagem à prevenção e gestão das LME ao longo da vida é o tema central deste novo domínio prioritário para as «gerações futuras» da campanha Aliviar a carga, que promove a saúde musculoesquelética das crianças e dos jovens.

 

Consulte a seleção de relatórios, artigos, recursos de formação prática e outras publicações da EU-OSHA sobre as «Gerações futuras».

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Resumo - Participação dos trabalhadores na prevenção dos riscos musculoesqueléticos no trabalho

 


Imagem com DR


As lesões musculoesqueléticas (LME) afetam negativamente a saúde de milhões de trabalhadores europeus, bem como a produtividade e os custos das empresas em todos os setores. A colaboração dos trabalhadores é essencial para dar resposta a estas preocupações.

Este relatório propõe métodos para envolver ativamente os trabalhadores na prevenção de LME. Inclui exemplos práticos e estudos de caso dos locais de trabalho onde os trabalhadores se envolveram para combater com sucesso as LME. Apresenta ainda os fatores e as condições necessárias para a participação efetiva dos trabalhadores.

O relatório fornece conselhos e orientação às organizações, incluindo às pequenas empresas, e aos decisores políticos sobre como gerir os riscos e implementar intervenções participativas em LME. Este documento encontra-se disponível em inglês, pelo que dada a pertinência e atualidade da temática, o Departamento de SST irá proceder à tradução dos seus conteúdos.


Aceda ao relatório Aqui.



Trabalhadores envolvem-se na prevenção das lesões musculoesqueléticas


Imagem com DR


A participação ativa dos trabalhadores é fundamental para identificar e evitar os riscos de lesões musculoesqueléticas (LME). Um relatório da EU-OSHA explica de que forma os trabalhadores podem contribuir e apresenta métodos de participação para a prevenção das LME. O relatório aborda fatores de sucesso e princípios orientadores para a participação, fornecendo indicadores de políticas e conselhos úteis para as pequenas empresas.


Dez estudos de caso aprofundados apresentam uma participação efetiva em vários setores. Incluem-se como exemplos a participação dos trabalhadores no planeamento de uma carpintaria segura e ergonómica e a formação de trabalhadores hoteleiros como coordenadores de prevenção.


Leia o relatório e a síntese Participação dos trabalhadores na prevenção dos riscos de lesões musculoesqueléticas no trabalho e 10 estudos de caso


Saiba mais: Documento de discussão sobre iniciadores de conversa para o debate sobre LME no local de trabalho: Ergonomia participativa e prevenção de lesões musculoesqueléticas no local de trabalho


Documento de reflexão: Ergonomia participativa e prevenção de lesões musculoesqueléticas no local de trabalho


Ficha informativa: Mapeamento do corpo e dos perigos


Artigo OSHwiki: Realizar uma ergonomia participativa


Fonte: UE-OSHA

quinta-feira, 3 de março de 2022

O Comité dos Altos Responsáveis da Inspeção do Trabalho colabora com a UE-OSHA na Campanha Europeia " Aliviar a carga"

 




Imagem com DR


O Comité dos Altos Responsáveis da Inspeção do Trabalho (CARIT) inicia uma nova colaboração com a EU-OSHA, juntando-se aos parceiros da campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» em 2022.


O CARIT está a levar a cabo uma campanha de inspeção e execução no quadro da prevenção das lesões musculoesqueléticas (LME) nos Estados-Membros.


Proporciona aos seus membros uma variedade de recursos para ajudar a implementar a campanha, na qual a avaliação de riscos desempenha um papel importante. A Campanha «Aliviar a carga» do CARIT terminará no final de 2022 com a publicação dos relatórios da campanha de inspeção e execução pelos diferentes Estados Membros.


Saiba mais sobre a Campanha do CARIT e os materiais de apoio

Saiba mais sobre o CARIT neste artigo da OSHwiki


Fonte: UE-OSHA

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Abordagem integrada da prevenção de lesões musculoesqueléticas e de riscos psicossociais no local de trabalho

 


Imagem com DR


Um novo documento de reflexão analisa vários aspetos das lesões musculoesqueléticas (LME) e a prevenção de riscos psicossociais. O documento foi desenvolvido em conjunto com o Instituto Nacional de Seguros contra Acidentes de Trabalho (INAIL) italiano.


 Numa análise à Itália, em particular, um inquérito nacional de 2019 mostra que a exposição ao stress relacionado com o trabalho e aos riscos psicossociais está em primeiro lugar entre os trabalhadores italianos. Os dados também revelam uma ligação entre dores musculoesqueléticas e riscos psicossociais no trabalho.


 Este documento de reflexão sublinha a importância de uma abordagem integrada para melhorar a prevenção dos riscos psicossociais e das LME.


 Leia o documento de reflexão: Prevenção das lesões musculoesqueléticas e dos riscos psicossociais no local de trabalho: estratégias da UE e desafios futuros


 Saiba mais sobre LME e riscos psicossociais no local de trabalho:


Lesões musculoesqueléticas: associação com fatores de risco psicossociais no trabalho

A digitalização do trabalho: fatores de risco psicossociais e lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho

Trabalhadores saudáveis, empresas prósperas — Guia prático para o bem-estar no trabalho

 

Fonte: site da UE_OSHA

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Prevenção das lesões músculo-esqueléticas e dos riscos psicossociais no local de trabalho: Estratégias da UE e Desafios futuros

 


Imagem com DR


Um vasto conjunto de estudos aponta para o envolvimento da atividade profissional na ocorrência das lesões musculoesqueléticas (LME) relacionadas com o trabalho. Os aspetos individuais, físicos, psicológicos, sociais e relacionados com o trabalho, bem como outros fatores profissionais e não profissionais, têm um papel reconhecido nas LME relacionadas com o trabalho. Ao longo do tempo, os riscos psicossociais assumiram uma importância crescente no estudo dos fatores determinantes das lesões musculoesqueléticas.


Existem fortes indícios de que os fatores psicossociais e organizacionais aumentam o risco de LME, especialmente quando combinados com riscos físicos. Este documento de reflexão apresenta uma panorâmica da prevalência das LME na Europa e analisa o caso da Itália, onde se registou um fenómeno crescente de LME no local de trabalho.


O documento descreve, além disso, as diretivas, estratégias e políticas da UE, bem como as iniciativas europeias que visam a prevenção das LME relacionadas com o trabalho, como a campanha da EU-OSHA 2020-2022 intitulada «Locais de trabalho saudáveis: aliviar a carga». 


O documento conclui sublinhando a necessidade de uma abordagem integrada, holística e multidisciplinar para gerir e prevenir as LME.


Aceda ao documento Aqui.



 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Motivo pelo qual um processo de prestação de cuidados multidisciplinar pode beneficiar as pessoas com esclerose múltipla

 

Imagem com DR


As lesões musculoesqueléticas (LME) afetam a vida das pessoas com esclerose múltipla (EM), incluindo a sua capacidade de trabalhar. Um documento de reflexão conjunto, elaborado pelo Instituto Nacional de Seguro contra Acidentes de Trabalho italiano (INAIL) e a EU-OSHA, apresenta as intervenções e estratégias de prevenção que podem limitar o impacto das LME nos trabalhadores que sofrem de EM.

 

A adaptação das condições e do ambiente de trabalho aos trabalhadores que sofrem de EM é benéfica, em especial no contexto da procura e da manutenção do emprego. Além disso, a introdução de um processo de prestação de cuidados pluridisciplinar, em especial a terapia ocupacional, pode ajudar estes trabalhadores a adaptarem-se melhor à sua vida quotidiana e às suas atividades profissionais, com um melhor desempenho e menos incapacidades.

 

Leia o documento de reflexão intitulado Lesões musculosqueléticas nos trabalhadores com esclerose múltipla: uma abordagem centrada nas tarefas

 

Saiba mais sobre doenças crónicas com a campanha «Locais de trabalho saudáveis: aliviar a carga» da EU-OSHA.


Fonte: site da UE-OSHA

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Artigo OSHwiki em destaque: Fatores de risco psicossociais para DMEs


Imagem com DR


Os fatores de risco psicossociais  são uma causa significativa de problemas de saúde em muitos locais de trabalho. Além de seus efeitos adversos no  bem-estar mental,  eles também podem contribuir para o desenvolvimento de  distúrbios musculoesqueléticos (DME ).


Acredita-se que a pandemia global de COVID-19 teve um impacto considerável na prevalência de riscos psicossociais, não apenas por meio da aceleração da adoção do trabalho  remoto (em casa),  mas também por meio de aumentos generalizados nas pressões e demandas.


Além do impacto óbvio sobre aqueles que trabalham em serviços essenciais, muitos setores viram uma mudança dramática nas pressões financeiras e de negócios que enfrentam como resultado da interrupção do comércio em todo o mundo.


Leia o artigo OSHwiki:  Fatores de risco psicossociais para MSDs - abordagens de prevenção


Fonte: OSHA

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Riscos psicossociais e lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho: analisar as ligações e estratégias de prevenção

 


Imagem com DR

 

Um novo relatório analisa as ligações entre fatores psicossociais e lesões musculoesqueléticas (LME) no local de trabalho, utilizando dados dos mais recentes Inquérito Europeu às Condições de Trabalho e Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes.


O relatório conclui que alguns fatores psicossociais, tais como o tempo de trabalho, a segurança do emprego e o apoio das chefias, têm mais impacto nas LME do que os fatores relacionados com as variáveis sociodemográficas, o país ou o setor económico. Tal significa que as medidas a nível do local de trabalho destinadas a abordar e eliminar riscos psicossociais podem ser altamente eficazes na prevenção das LME.


O relatório salienta a importância de avaliações de riscos holísticas e da criação de uma cultura empresarial saudável para combater os riscos psicossociais e de LME e melhorar o bem-estar dos trabalhadores.


Para mais pormenores e recomendações, leia o relatório na íntegra


Para os pontos essenciais do relatório, leia a síntese


Visite o sítio Web da campanha Locais de Trabalho Saudáveis: aliviar a carga

 

Fonte: Conteúdo retirado do site da UE-OSHA

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Reconhecer a diversidade entre os trabalhadores: Migrantes e DMEs

 



 imagem com DR


Dadas as caraterísticas dos postos de trabalho que frequentemente assumem, os trabalhadores migrantes estão mais expostos a riscos de segurança e saúde relacionados com o trabalho, incluindo o desenvolvimento ou o agravamento de distúrbios músculo-esqueléticos (DMEs) do que muitos outros trabalhadores.

 

Com o Dia Internacional dos Migrantes a decorrer a 18 de dezembro, é o momento perfeito para explorar ainda mais a forma como os migrantes estão expostos ao risco de DMEs e como estes riscos podem ser atenuados.

 

Trabalho '3D': sujo, perigoso e exigente

 

Tal como as trabalhadoras femininas e LGBTI, os trabalhadores migrantes são uma demografia específica que são mais frequentemente expostas a uma série de fatores de risco relacionados com o trabalho, incluindo riscos relacionados com a LME.

 

Estatisticamente, os trabalhadores migrantes têm menos probabilidades de possuir qualificações profissionais, o que os torna mais propensos a trabalhar em setores e empregos que exigem trabalho predominantemente manual. Com efeito, 40% dos trabalhadores migrantes passam pelo menos um quarto do seu tempo a movimentar cargas pesadas, contra 31% dos trabalhadores nativos, e 51% passam pelo menos um quarto do seu tempo em posições cansativas ou dolorosas, contra 43% dos trabalhadores nativos; ambos representam fatores de risco significativos para os DMEs.

 

Como grupo, os trabalhadores migrantes são mais propensos a trabalhar em postos de trabalho '3D' – atividades que são sujas, perigosas ou exigentes – ou uma combinação dos três.

 

Consequentemente, também estão mais frequentemente expostos a uma série de fatores de risco de DMEs que vão desde a exposição a vibrações, a temperaturas extremas e também estão mais expostos a acidentes de trabalho.

 

Muitas vezes, os trabalhadores migrantes trabalham em postos de trabalho em 3D porque não têm escolha ou alternativa viável, no entanto, trabalhar em condições precárias coloca pressão sobre o sistema músculo-esquelético.

 

Mais do que físico: exposição a fatores de risco organizacionais e psicossociais

No entanto, a vulnerabilidade dos trabalhadores migrantes ao desenvolvimento ou agravamento dos DMEs não pode ser atribuída unicamente a fatores físicos como o levantamento de cargas pesadas ou as condições em que trabalham. Os migrantes também estão expostos a fatores de risco organizacionais ou psicossociais, que também podem afetar a sua saúde musculoesquelética.


Em termos de questões organizacionais, os trabalhadores migrantes podem ser sujeitos a horários de trabalho mais longos, à insegurança no emprego, ao trabalho temporário ou aos salários mais baixos, o que lhes obriga a assumir múltiplos postos de trabalho para fazer face às despesas.

 

Nestes cenários, o trabalhador migrante será obrigado a passar mais tempo a trabalhar e, por conseguinte, a ser sujeito a um nível mais elevado de exposição aos fatores de risco de DMEs. Uma vez que estão a trabalhar no estrangeiro, podem também não estar familiarizados com os seus direitos enquanto trabalhador no seu concelho de acolhimento, o que pode exacerbar ou prolongar quaisquer problemas de saúde existentes.

 

Além disso, o seu estatuto de trabalhador migrante pode significar que não têm oportunidades de carreira dentro da organização e têm um poder de negociação limitado com o seu empregador, aumentando o tempo gasto no mesmo papel e multiplicando ainda mais as possibilidades de desenvolver um DME.

 

Os trabalhadores migrantes também estão expostos a um elevado número de fatores de risco psicossociais. Estes podem incluir discriminação, bullying ou assédio, ou o facto de muitos trabalhadores migrantes serem obrigados a realizar trabalho temporário ou precário, o que contribui para o seu stresse e coloca pressão sobre o seu sistema músculo-esquelético.

 

Podem também ter um conhecimento limitado da língua e cultura do seu país de acolhimento, contribuindo para um sentimento de isolamento e problemas de saúde mental, aumentando a possibilidade de desenvolver um DMe. Por último, podem ter acesso limitado a serviços de apoio vital, como associações de habitação ou prestadores de cuidados de saúde.

 

Riscos agravados: o duplo fardo dos DMEs e covid-19

 

Os trabalhadores migrantes desempenham frequentemente um papel fundamental numa organização, cumprindo posições fisicamente exigentes e essenciais que exigem o contacto com os outros. São também menos propensos a trabalhar em papéis que podem ser desempenhados a partir de casa através de teletrabalho.

 

Hoje, isto coloca-os na posição invulgar de serem mais propensos a serem expostos tanto a fatores de risco de DMEs como ao Covid-19. Um em cada quatro trabalhadores migrantes está empregado em posições de "duplo risco", contra um em cada seis trabalhadores nativos (28% contra 17%). Ao considerar este duplo fardo numa estratégia de prevenção, os empregadores podem ajudar a proteger os trabalhadores migrantes em ambas as frentes.

 

Qual é a solução?


Apesar do nível de risco enfrentado pelos trabalhadores migrantes, existem medidas que uma organização pode tomar para reduzir os casos de DMEs entre estes trabaljuhadores. A realização de avaliações regulares e detalhadas de riscos que tenha em conta a diversidade entre os trabalhadores pode ajudar a fornecer uma visão holística do nível de risco.

 

É também importante tomar uma abordagem sensível à demografia para a prevenção, garantindo que quaisquer medidas preventivas sejam especificamente adaptadas aos trabalhadores migrantes, e que os migrantes estejam representados em toda a organização em conselhos de trabalho ou outros organismos profissionais.

 

Por último, as empresas podem ajudar a educar os seus trabalhadores, oferecendo informação e formação para identificar e erradicar preconceitos socioculturais, ajudando os trabalhadores migrantes a integrarem-se melhor na força de trabalho e reduzindo o número de fatores de risco de DMS a que estão expostos.

 

Para que seja bem sucedida, uma estratégia de prevenção de DME deve ter em conta a diversidade entre os trabalhadores migrantes – especialmente no que diz respeito aos trabalhadores migrantes. Ao reconhecerem de forma independente as medidas demográficas e à adaptação das medidas preventivas, as empresas podem diminuir o risco de DMEs para os trabalhadores migrantes.

 

Tradução da responsabilidade do Departamento de SST

 

Aceda à versão original Aqui.

 


segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

UE-OSHA - Por que as mulheres estão mais expostas a LMER? O que podemos fazer para protegê-las?

 


Imagem com DR

 

As lesões músculo-esqueléticas (LMER) podem afetar todos os trabalhadores, mas as mulheres estão entre as que estão particularmente expostas a uma série de fatores físicos, psicossociais e organizacionais relacionados com o trabalho associados ao risco de desenvolver LMER.

 

No entanto, muito pode ser feito para melhorar as condições de trabalho das mulheres, considerando o género nas políticas de segurança e saúde no trabalho (SST) e estratégias de prevenção.

 

Porque é que as mulheres estão particularmente expostas a fatores de risco de LMER?

 

De acordo com o European Working Conditions Survey (EWCS) de 2015, 60% das mulheres trabalhadoras na UE reportaram uma ou mais LMER.

 

Uma elevada proporção de mulheres encontra-se a desenvolver atividade em empregos envolvidos com sessões prolongada de trabalho (62%), a utilização de computadores (62%) e movimentos repetitivos das mãos ou braços (62%) durante pelo menos 1/4 do seu tempo de trabalho – todos os fatores ligados a um risco acrescido de desenvolver LMER.

 

Além disso, as mulheres desenvolvem frequentemente atividade laboral em que são mais suscetíveis de serem expostas a uma combinação de riscos físicos, psicossociais e organizacionais, o que pode resultar numa maior prevalência de LMER e em questões relacionadas com a saúde. Isto aplica-se particularmente aos setores em que as mulheres têm de lidar com terceiros (clientes, pacientes, alunos) como parte da sua atividade laboral.

 

Exemplos incluem saúde e educação, trabalho social, comércio e comércio, serviços de hotelaria e alimentação, serviços domésticos e de limpeza e outros sectores terciários (como imobiliário, agências de viagens, call centers, cabeleireiros e salões de beleza) e o setor público.

 

Na maioria destes setores, as mulheres estão particularmente expostas a uma série de fatores de risco organizacionais e psicossociais  que podem levar a LMER, incluindo:

 

  • Discriminação, bullying, assédio e abuso verbal;
  • Falta de oportunidades de carreira, lacunas salariais;
  • Conflitos entre a vida profissional e a vida profissional, nomeadamente para as donas de casa;
  • Perspetiva dominante dos homens sobre as doenças profissionais e as questões de SST, incluindo a prevenção;
  • Stresse relacionado com o trabalho e exigências emocionais.

 

Uma mão-de-obra diversificada precisa de soluções diversas

As trabalhadoras estão expostas a fatores de risco de LMER aumentados porque os equipamentos de trabalho, ferramentas e equipamento de proteção individual (EPI) foram tradicionalmente concebidos para o tamanho e forma do corpo masculino.

 

Se o equipamento de trabalho não for o desenho correto ou for configurado erradamente, isso pode conduzir a uma postura de trabalho deficiente, levando a um risco acrescido de LMER.

 

Uma forma eficaz de combater esta questão é utilizar uma avaliação de risco sensível à diversidade que tenha em conta o género e seja adaptada às necessidades e características do trabalhador que desempenha a tarefa ou o papel. O equipamento de trabalho e a organização do trabalho devem estar sempre em consonância com as necessidades do trabalhador e não o contrário.

 

São também necessárias formação e sensibilização para melhorar a segurança e a saúde no local de trabalho para as mulheres. Na Suécia, a Autoridade Sueca para o Ambiente de Trabalho (SWEA — Arbetsmiljöverket) lançou uma iniciativa para reduzir os riscos das mulheres que desenvolvem LMERs.

 

No âmbito da iniciativa, os inspetores do trabalho receberam formação para integrar o género nas suas práticas quotidianas. As inspeções destinavam-se a locais de trabalho e sectores em que predominam as mulheres, e os inspetores iniciaram discussões com os empregadores onde se verificou que as medidas de prevenção dos riscos eram inadequadas.

 

Embora bem-sucedida, a mudança também é necessária a nível político para o género dominante na elaboração de políticas e envolver as mulheres no processo de tomada de decisão.

 

Locais de trabalho saudáveis para todos

Ter em conta o género é fundamental para termos locais de trabalho saudáveis e produtivos e para reduzir a exposição, muitas vezes, evitável das mulheres a fatores de risco de LMER. Garantir um local de trabalho saudável para todos os trabalhadores é também um requisito jurídico, tal como estabelecido na Diretiva-Quadro da SST da União Europeia, que salienta a necessidade de "adaptar o trabalho ao indivíduo".

 

Para saber mais sobre o tema, visite a mais recente área prioritária da EU-OSHA sobre a diversidade dos trabalhadores,  onde encontrará um vasto leque de recursos, publicações e ferramentas práticas  e orientação  sobre o tema.

 

Tradução da responsabilidade do departamento de SST


Aceda à versão original Aqui.