sexta-feira, 28 de outubro de 2022
CES| Cartão vermelho por não apoiar a Saúde e Segurança no Trabalho como um Direito Fundamental
CES | Cartão vermelho por não apoiar a Saúde e Segurança no Trabalho como um Direito Fundamental
CARTÃO VERMELHO POR NÃO APOIAR A SAÚDE E SEGURANÇA COMO DIREITO FUNDAMENTAL
CES | Cartão vermelho por não apoiar a Saúde e Segurança no Trabalho como um Direito Fundamental
Imagem com DR
A maioria dos Estados-Membros da UE não apoia a Segurança e Saúde no
Trabalho enquanto direito fundamental e internacional – apesar de terem votado
para que se torne num.
Em junho, a OIT concordou em transformar duas Convenções de Segurança e
Saúde no Trabalho (155 e 187) em convenções fundamentais – tornando-as um
direito fundamental. Os países europeus, juntamente com os de África, foram a
força motriz por detrás desta mudança e votaram a favor dela.
Mas a maioria dos Estados-Membros da UE ainda não ratificou ambas as
convenções.
A CES dá hoje avisos vermelhos e âmbar aos países da UE que não
ratificaram uma ou ambas as convenções fundamentais em matéria de Segurança e
Saúde no Trabalho.
Vermelho - 7 Estados-Membros não ratificaram a C155 nem a C187: Itália,
Polónia, Roménia, Bulgária, Lituânia, Estónia e Malta.
Âmbar -
9 Estados-Membros ratificaram apenas uma convenção: Alemanha, França, Países
Baixos, Grécia, Áustria, Hungria, Croácia, Irlanda e Letónia.
Verde -
11 Estados-Membros ratificaram ambas as convenções: Espanha, Bélgica, Portugal,
Suécia, Checa, Eslováquia, Dinamarca, Finlândia, Eslovénia, Luxemburgo e
Chipre.
A CES e a CSI exortam todos os países vermelhos e âmbar a ratificarem as
convenções e a reconhecerem a Saúde e a Segurança como um direito fundamental
no Trabalho.
O secretário-geral adjunto da CES, Claes-Mikael Stahl, afirmou: "A
CES insta os 16 Estados-membros - incluindo a Alemanha, a França e a Itália - a
demonstrarem que estão empenhados em tornar o mundo num lugar melhor."
"É francamente vergonhoso e embaraçoso que a maioria dos Estados da UE
não apoie as tentativas da comunidade internacional de tornar a Saúde e a
Segurança um direito fundamental a nível mundial.
"Não apoiar um trabalho saudável e seguro no resto do mundo acaba por
comprometer a Saúde e a Segurança na Europa."
Ao tornar a Saúde e a Segurança no Trabalho direitos fundamentais, a OIT
assegurou que as empresas são responsáveis pelas condições de Saúde e Segurança
no Trabalho na sua cadeia de abastecimento sob quaisquer leis de
"diligência" ou "governação sustentável das empresas", como
a que foi proposta pela UE.
Os avisos vermelhos e âmbar da CES/ETUC são feitos no início da Semana
Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, que decorre de 24 a 28 de
outubro de 2022.
NOTAS
A Convenção n.º 155 tem por objetivo a elaboração de uma política nacional
de Saúde e Segurança no Trabalho com sindicatos e organizações patronais.
A Convenção n.º 187 destina-se a promover a "melhoria contínua da
Segurança e da Saúde no Trabalho para prevenir acidentes, doenças e mortes no
trabalho".
Dos 9 países "âmbar" que apenas ratificaram uma das 2
Convenções:
- A Convenção n.º 155 não foi ratificada pela
Áustria, França, Alemanha e Grécia.
- A Convenção n.º 187 não foi ratificada pelos
Países Baixos, Hungria, Croácia, Irlanda e Letónia.
Nota: Tradução da responsabilidade do Departamento de Segurança e Saúde no
Trabalho da UGT-Portugal
Comunicado de Imprensa da CES
- Apelo à Ação
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
CES | Cartão vermelho por não apoiar a Saúde e Segurança no Trabalho como um Direito Fundamental
A
maioria dos estados-membros da UE não está a apoiar a saúde e segurança no
trabalho como um direito fundamental e internacional - apesar de votar para que
se torne um direito.
Portugal
já não se encontra nesta situação, já demos um passo em frente no que se refere
à melhoria das condições de Segurança e Saúde no Trabalho.
Conseguimos
que a Saúde e a Segurança no Trabalho se juntassem a outros direitos
fundamentais da OIT, como a proibição do trabalho forçado e do trabalho
infantil, a discriminação no trabalho, a liberdade de aderir a um sindicato e
de negociar coletivamente.
A UGT, representada pela Secretária Executiva, Vanda Cruz, esteve presente na conferência da OIT, em junho, no dia em que se concordou transformar duas Convenções #HealthandSafety (155 e 187) em convenções fundamentais - tornando-as um direito fundamental. Os países europeus, juntamente com os países africanos, foram a força motriz por detrás desta mudança e votaram a favor da mesma.
Desde
o primeiro momento, nos associámos à Campanha desenvolvida pelo movimento
sindical internacional para garantir este reconhecimento. Desde o primeiro
momento que respondemos SIM e assumimos a questão da Saúde e da Segurança como
um direito fundamental da OIT.
O
reconhecimento da Saúde e a Segurança no Trabalho como um princípio fundamental
da OIT e um direito no trabalho é fundamental para evitar que mais trabalhadores
e trabalhadoras sofram doenças e acidentes no trabalho e que percam as suas
vidas em troca do seu sustento. Os trabalhadores devem ter o direito de recusar
trabalhos inseguros e devem participar nas decisões sobre a prevenção, no seu
local de trabalho.
Mas
a maioria dos estados membros da UE ainda NÃO ratificaram ambas as convenções.
A CES lança
avisos vermelhos e âmbar aos países da UE que não ratificaram uma ou ambas as
convenções fundamentais em matéria de saúde e segurança.






