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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Do risco ao acidente: que possibilidades para a prevenção?




Mais um interessante artigo da autoria de João Areosa.

“ Se considerarmos a eminente quantidade de riscos que determinadas organizações incorporam, bem como a sua elevada gravidade, podemos então considerar, metaforicamente, algumas destas organizações como autênticas fábricas de riscos. Os acidentes só ocorrem porque existem riscos a montante. Sabendo que os riscos são de certo modo omnipresentes, torna-se utópico pensar que poderemos eliminar todos os acidentes. Neste artigo, pretendemos confrontar as principais virtudes e limitações de alguns modelos para a análise dos acidentes. As perspectivas que iremos apresentar e confrontar, embora de forma sucinta, são as seguintes: o modelo sequencialista; a perspectiva epidemiológica dos acidentes; o paradigma sociotécnico dos desastres de origem humana; a abordagem sistémica dos acidentes, particularmente a perspectiva dos “acidentes normais” e, finalmente, o modelo organizacional dos acidentes.”


Aceda Aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Artigo – Riscos Sociais, Tecnologias e acidentes





Divulgamos no nosso Blog este interessante artigo, da autoria de João Areosa, sobre os benefícios que a tecnologia nos proporciona e o surgimento de riscos profissionais a ela associados.   

Segue o resumo:

“ Os riscos sociais e tecnológicos podem ser compreendidos como uma espécie de antecâmara para a ocorrência de acidentes ou de outros eventos indesejados. O debate sobre as múltiplas formas e abordagens ao risco parece que se tornou central nos dias de hoje, apesar de o risco sempre ter acompanhado toda a história da humanidade.

Todavia, não sabemos se o mundo é atualmente mais arriscado do que foi no passado, mas sabemos, por exemplo, que os cidadãos ocidentais têm vindo a aumentar a sua esperança média de vida, que a mortalidade infantil baixou drasticamente e que somos hoje mais saudáveis do que no passado, fruto, por exemplo, do desenvolvimento tecnológico.

Apesar de todos os benefícios que a tecnologia nos proporcionou ela também é geradora de riscos graves e assustadores com os quais os nossos antepassados não tiveram de conviver, particularmente centrais nucleares, transportes aéreos (aviação), plataformas petrolíferas, engenharia genética e por aí adiante.

É devido a toda esta ambivalência que não conseguimos responder satisfatoriamente se vivemos hoje num mundo mais arriscado ou mais seguro. Em resumo, este trabalho pretende discutir a ambivalência da tecnologia a partir da noção de risco, nomeadamente os seus aspetos positivos e negativos.”



Aceda ao Artigo Aqui.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Diagnóstico de Riscos Psicossociais e Intervenção numa Indústria Transformadora Portuguesa


Emília Luís, Sara Ramos *
 
Resumo: Os riscos psicossociais são o segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais reportado na Europa (EU-OSHA, 2012a). No entanto, a falta de sensibilização e recursos da maioria das empresas compromete a implementação de estratégias de avaliação e gestão do risco.
 
Através da Análise Ergonómica da Atividade de Trabalho (Guérin et al., 2006), várias metodologias qualitativas de recolha de dados foram implementadas neste projeto, nomeadamente, o inquérito INSAT (Duarte, Cunha & Lacomblez, 2007), observações sistemáticas; Focus Group envolvendo trabalhadores e chefias; e análise documental de registos internos da empresa. Os dados foram analisados numa matriz integrada, desenvolvida com base no modelo de Leka, Griffiths e Cox (2003).
 
Foram identificados problemas ao nível da rotatividade do horário; falta de participação e controlo na tomada de decisão por parte dos trabalhadores; comunicação com chefias e suporte percepcionado pelos trabalhadores; dificuldades de relacionamento interpessoal, situações de conflito e qualidade de liderança; e falta de clareza nas funções.
 
Foi proposto um plano de intervenção, iniciando com uma fase de sensibilização, seguida de uma fase de capacitação onde se pretendia munir os trabalhadores e chefias de ferramentas para a transformação dos postos de trabalho, com vista a mudança das práticas de gestão das pessoas.
 
Fonte: Artigo Diagnóstico de Riscos Psicossociais e Intervenção numa Indústria Transformadora Portuguesa


Aceda ao Artigo Aqui

* ISCTE-IUL, Lisboa, Portugal, E-mail: etvcl@iscte.pt; scmsr@iscte.pt.

Desumanização do trabalho e turnover num call center de uma instituição bancária


 Vera Moreira, Paulo Marques Alves, Maria do Carmo Botelho

 

 


 Resumo: Nas últimas décadas verificou-se uma enorme expansão dos call centers. Vários autores têm considerado que o trabalho nestas organizações tem muitas semelhanças com o trabalho fabril taylorizado, quer devido às características das tarefas quer pelo impacto negativo que frequentemente têm junto dos trabalhadores.

A presente investigação foi realizada num call center de um banco, onde se verificou uma taxa de turnover de 136% (valor relativo a saídas voluntárias) entre os operadores de outbound. Metodologicamente optou-se por um método quantitativo, tendo sido aplicado um inquérito por questionário aos operadores que rescindiram o contrato de trabalho entre 01/01/12 e 30/06/14. O estudo revela que os ex-operadores manifestam o carácter simples e repetitivo das tarefas, uma perceção negativa de progressão na carreira e a inadequabilidade do salário e das recompensas.

Verifica-se também a perceção de burnout, traduzindo-se no cinismo e exaustão do ex-operador, que consequentemente pode ter influência no turnover, um fenómeno organizacional associado à insatisfação no trabalho.

Os aspetos mais relevantes de insatisfação dizem respeito à equipa de supervisão e ao seu feedback para com os assistentes; ao salário e às recompensas; à identidade perante as funções e ao tipo de funções realizadas, bem como à possibilidade de progressão na carreira.

Fonte: Artigo Desumanização do trabalho e turnover num call center de uma instituição bancária

 Aceda ao Artigo Aqui.

1 Universidade do Minho, Braga, Portugal, eu.vera.moreira@gmail.com ; 2 Professor Auxiliar do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e investigador no DINÂMIA’CET-IUL. E-mail: paulo.alves@iscte.pt ; 3 Professora Auxiliar do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e investigadora no CIES-IUL. E-mail: maria.botelho@iscte.pt