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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Campanha de Sensibilização para a Participação da Doença Profissional



A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional de Saúde Ocupacional, lançou  uma campanha de sensibilização dirigida aos médicos para alertar quanto à obrigatoriedade de efetuar o diagnóstico e a participação da doença profissional.
Embora a participação da doença profissional seja da responsabilidade de todos os médicos estima-se que só uma pequena parte das doenças profissionais seja participada ao Instituto de Segurança Social, o que impede que sejam acionadas as necessárias medidas preventivas e corretivas no local de trabalho. 

A participação da doença profissional é o elemento crucial para desencadear todo o processo de certificação e reparação dos danos emergentes da doença profissional, incluindo a reabilitação e a reintegração profissional, de reconhecida importância por possibilitar a proteção e promoção da saúde do trabalhador e por permitir desencadear uma estratégia preventiva no contexto da saúde ocupacional.
A doença profissional, para além de causar sofrimento humano imensurável, conduz a grandes perdas de produtividade e de redução da capacidade de trabalho, assim como ao aumento de gastos pelas empresas em cuidados de saúde, na reabilitação profissional do trabalhador e na adaptação do posto de trabalho.
Anualmente morrem seis vezes mais pessoas por doença profissional que por acidente de trabalho, estimando-se que, em Portugal, ocorram 4 a 5 mortes/dia devido a doença profissional, representando cerca de 6,4 mil milhões de euros perdidos todos os anos.
Esta campanha enquadra-se no âmbito do segundo ciclo do Programa Nacional de Saúde Ocupacional (2013-2017) que visa prestar especial enfoque à promoção de ambientes de trabalho saudáveis, à vigilância da saúde dos trabalhadores e à qualidade e cobertura dos Serviços de Saúde Ocupacional, por forma a aumentar os ganhos em saúde e garantir o valor da saúde do trabalhador.

Fonte: DGS


Materiais da campanha “Diagnóstico e Participação da doença profissional: Quem trabalha conta comigo”:






sexta-feira, 28 de junho de 2013


Doenças Profissionais: Comissão Europeia lança Relatório abrangente

A Comissão Europeia publicou um Relatório ,no início de junho, sobre doenças ocupacionais reportado a  29 países europeus. O Relatório centra-se num conjunto vasto de questões: reconhecimento, remuneração, prevenção, epidemiologia, consciência pública, dados estatísticos, entre outros.

Este Relatório analisa, igualmente, as posições das partes interessadas - governo, parceiros sociais e seguradoras - e discute os riscos emergentes e as boas práticas de prevenção.

O Relatório sugere formas de melhorar a situação, tais como: a intensificação da troca de informações e experiências entre os países sobre a deteção e a compensação das doenças profissionais, uma melhor comunicação das informações à Comissão Europeia sobre as listas nacionais e programas nacionais de investigação, bem como uma melhor cooperação entre a Comissão Europeia e as diferentes partes interessadas - EU-OSHA, EUROSTAT, Eurofound, Comité Consultivo para a Segurança e a Saúde no Trabalho - e ainda as medidas práticas a serem implementadas nos Estados-Membros no sentido de serem melhoradas tanto a prevenção como a deteção das doenças profissionais.

 
Consulte o Relatório Aqui.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


 

França reconhece Parkinson como doença profissional

 para os trabalhadores expostos a pesticidas


 
 França reconheceu a doença neuro degenerativa de Parkinson como doença profissional para as atividades profissionais que impliquem a exposição a pesticidas normalmente:

- Durante o manuseio ou utilização desses produtos por contato ou inalação;

- O contato com as culturas, as superfícies tratadas, animais ou, ainda, durante a manutenção de máquinas de aplicação de pesticidas.

Esta é uma problemática que tem registado avanço nos últimos anos. Com efeito, uma investigação desenvolvida pela UCLA - Universidade da Califórnia em Los Angeles - lançou, recentemente, novos conhecimentos sobre esta doença neuro degenerativa.

Ao longo das últimas décadas, neurologistas desta Universidade têm-se dedicado a estudar a ligação existente entre os pesticidas e a doença de Parkinson.

 Até à data foi já foi demonstrado que determinados químicos, como sendo o paraquat, o maneb e o ziram, estão relacionados com o aumento da doença, não só entre os agricultores como em outros indivíduos que habitam ou trabalham perto dos campos.

Agora, os investigadores descobriram uma ligação entre Parkinson e outro pesticida, o benomyl, cujos efeitos tóxicos ainda se fazem sentir 10 anos após este químico ter sido proibido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

A exposição ao benomyl dá início a uma série de eventos a nível celular que pode levar ao desenvolvimento de Parkinson.

Os resultados da investigação estão publicados na «Proceedings of the National Academy of Sciences».



Consulte o Diploma Aqui

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Amianto - uma ameaça latente


 "O risco de exposição dos trabalhadores ao amianto [substância cancerígena banida da União Europeia] é uma realidade", avisa a Inspecção-Geral do Trabalho (IGT). Em 40 locais visitados, ao longo dos meses de Novembro e de Dezembro, "foi detectada a presença de cerca de 267.000 m2 de fibrocimento (material que contém amianto)". E o grau de cumprimento das obrigações legais "é reduzido." in, Público.

O amianto está pois, presente em centenas de edifícios públicos -  nomeadamente, escolas -, em Portugal.
Ao longo de muito tempo o  amianto foi usado em paredes, tectos, telhados, alcatifas, condutas ou elevadores e torna-se particularmente perigoso quanto se degrada obrigando à adopção de rigorosos procedimentos de segurança quando da sua remoção.
As consequências nefastas para a saúde são conhecidas e a necessidade da sua remoção controlada é reconhecida contudo, como se constata, nem a regulamentação comunitária conseguiu que o governo português fizesse o trabalho de inventariar os edifícios que constituem uma ameaça aos seus utilizadores.

Mais informação sobre o amianto:
Público
RTP

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Exposição à sílica


A sílica é uma das substâncias mais comuns podendo ser encontrada na areia, pedra e, em outros materiais de construção, como o cimento ou, o tijolo. O manuseamento e o corte deste material provocam a libertação de partículas cristalinas de pó de sílica.
Este vídeo acompanha a entrada do pó de sílica no sistema respiratório e os efeitos nocivos que tem para os pulmões onde se aloja.
O principal efeito da inalação da sílica cristalina respirável é a silicose, doença que aumenta a susceptibilidade ao desenvolvimento de cancro do pulmão.  
Não é demais insistir na promoção de políticas de prevenção de riscos profissionais, no sentido de generalizar as boas práticas minimizando desta forma  os riscos decorrentes da exposição à sílica cristalina respirável e protegendo a saúde dos trabalhadores.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Doenças Profissionais - Saiba como Agir

O Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da UGT elaborou este Guia sobre Doenças Profissionais: Saiba como Agir.
Pretende-se com a publicação deste Guia, clarificar a legislação em vigor, mediante a colocação de questões e respostas, simplificando, nesta medida, o entendimento de todas as matérias pertinentes, neste domínio
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