Subscribe:

Pages

Mostrar mensagens com a etiqueta 28 de abril de 2020. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 28 de abril de 2020. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de abril de 2020

Comunicado da CSI - Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais



O dia 28 de abril é o Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais.

A efeméride tem como objetivo homenagear as vítimas de acidentes de trabalho e de doenças profissionais e recordar todos os trabalhadores e trabalhadoras que perderam a vida enquanto trabalhavam.

O foco deste ano é, obviamente, a pandemia global do COVID19.

Enquanto todos estão afetados por esta grave crise, existem trabalhadores que estão na linha de frente, particularmente os trabalhadores do setor da saúde, que arriscam a sua vida desenvolvendo o seu trabalho a cuidar dos doentes.

Além destes, temos trabalhadores em instituições de atendimento a idosos, que cuidam deste grupo mais vulnerável.

Mas também precisamos de transportes, funcionários de supermercados e distribuidores de serviços essenciais para manter a economia a funcionar.

“Todos devemos agradecer a esses trabalhadores porque, se não conseguirmos comprar comida, não podemos manter a nossa família sustentada e saudável”, disse Sharan Burrow.

O Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais de 2020 será realizado em apoio a todos estes trabalhadores corajosos e em memória das pessoas que morreram ou ficaram doentes ou feridas durante o seu trabalho.

As medidas sociais de distanciamento e de bloqueio provavelmente significam que não serão possíveis eventos, contudo se tiver ideias.




28 de abril de 2020




Vamos honrar no Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais todos os trabalhadores e

trabalhadoras que

morreram de #COVID19 e de outras lesões e doenças

relacionadas com o Trabalho Lembrar os mortos

Lutar pelos VIVOS



ACT disponibiliza recomendações para Adaptar os Locais de Trabalho e Proteger os Trabalhadores




No momento em que se aproxima o regresso ao local de trabalho, é essencial garantir que todos convivam e trabalhem com segurança, saúde e bem-estar. Para que nenhum cuidado seja esquecido e para que as empresas funcionem da melhor forma possível, acabam de ser disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em articulação com a ACT e a DGS, 19 Recomendações para Adaptar os Locais de Trabalho e Proteger os Trabalhadores.  


Consulte:




Estas recomendações foram lançadas durante o webinar “Locais de Trabalho Seguros em Tempos de COVID-19”, que se realizou hoje, dia de celebração do Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho.




O surto do Covid-19 mostrou-nos o quão vulneráveis somos a uma epidemia, e o quão devastadores podem ser os seus efeitos: na vida, na saúde, na sociedade, na nossa economia.

Demonstrou muito claramente a importância de se proteger os trabalhadores (e todas as pessoas) das doenças, especialmente no local de trabalho.

Demonstrou igualmente a importância de se investir em bons cuidados de saúde públicos, em boas condições para os profissionais de saúde e para outros trabalhadores da linha da frente e a necessidade de se assegurarem subsídios por doenças adequados e outras disposições de protecção dos salários e dos empregos para todos.

Para o Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais – 28 de abril –   homenageamos todos aqueles que morreram com o vírus Covid 19.  

Recordamos os profissionais de saúde e de todos os outros trabalhadores que morreram devido ao vírus Covid 19, por exposição no trabalho.

Ninguém deve morrer devido ao trabalho!

Enfermeiros, paramédicos, médicos e outros que trabalham em instalações de cuidados de saúde, incluindo nas limpezas, estão expostos a múltiplos riscos profissionais - biológicos (por exemplo vírus) químicos (por exemplo, a partir das muitas substâncias cancerígenas utilizadas em ambiente médico) físicos (por exemplo, ruído da maquinaria, radiação, escorregadelas e quedas) e riscos ergonómicos (por exemplo de elevação pesada) psicológicos (por exemplo, da intensidade e emoção do trabalho e do trabalho por turnos) e fármacos perigosos.

Muitos outros trabalhadores também estão muito expostos a doenças. Por exemplo, os trabalhadores do apoio social, da recolha de lixo, o pessoal docente, dos transportes, do comércio, da construção, dos centros de contacto e os trabalhadores de fast-food, bem como os estafetas e trabalhadores de entregas, estão entre aqueles que têm elevada exposição a doenças.

Muitos destes trabalhadores também trabalham fisicamente perto de outros: arriscam-se a propagar, bem como a ser contaminados com doenças. Alguns trabalhadores destacados e precários vivem e viajam em contacto com outros trabalhadores. Muitos encontram-se também em condições de trabalho precárias, são mal remunerados e não lhes é permitido tirar licença por doença – quer porque não têm direito a subsídio de doença, quer porque não se podem dar ao luxo de o fazer: colocando-se a si próprios e a outros em risco, quando obrigados a trabalhar quando estão doentes.

É essencial que toda a legislação e acordos existentes em matéria de saúde e segurança para estes trabalhadores, e na verdade para todos os trabalhadores, sejam plena e corretamente implementados, envolvendo os parceiros sociais. Também é essencial rever se as proteções existentes são adequadas para lidar com riscos, como o corona vírus. É evidente que muitos trabalhadores, incluindo os do sector da saúde, não dispuseram, por exemplo, de equipamento de proteção individual adequado. É necessário reforçar o investimento em equipamentos de saúde e de segurança e no diálogo no local de trabalho, bem como o debate sobre a aplicação das medidas de saúde e segurança.

Os serviços de saúde foram levados, pelo vírus Covid 19, ao limite absoluto. A capacidade dos serviços públicos de saúde fazerem face à crise do coronavírus não foi favorecida pela escassez de pessoal e pela inadequação de instalações e de orçamentos. A OCDE sublinhou a importância da despesa e do investimento na saúde pública, no seu recente relatório sobre as respostas ao vírus. Os sindicatos reivindicam um maior investimento nos cuidados de saúde públicos, não só durante, mas também após a crise, de forma a reforçar a capacidade dos nossos serviços de saúde para lidarem com esta e outras emergências.

A crise do coronavírus resultou em medidas temporárias para alargar os regimes de protecção de subsídios por doença e dos rendimentos aos trabalhadores que normalmente não têm direito a assistência por doença e a outras proteções, nomeadamente os trabalhadores independentes e de plataformas digitais.

Isto mostra que há um problema de mais longo prazo que deverá ser corrigido: todos os trabalhadores devem ter assistência por doença, subsídio de desemprego e outros benefícios de proteção salarial. E proteções adequadas para a sua Saúde e Segurança na vida profissional.



Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho 2020 - OIT



Parar a pandemia: Segurança e Saúde no trabalho pode salvar vidas

Além da crise imediata de ameaça à saúde pública provocada pela COVID-19, o mundo do trabalho está a ser profundamente afetado pela pandemia, com impactos económicos e sociais severos que se refletem num aumento do desemprego devido ao encerramento de muitas empresas, com redução dos meios de subsistência e do bem-estar de milhões de pessoas no longo prazo. 

Nos países e regiões afetadas existe também a preocupação em retomar a atividade de forma a garantir e sustentar os progressos alcançados para conter a propagação.  De acordo com a OIT, governos, empregadores, trabalhadores/as e suas organizações enfrentam enormes desafios enquanto tentam combater a pandemia de COVID-19 e proteger a segurança e a saúde nos locais de trabalho. 

Em declarações recentes, o diretor- geral da Organização Internacional do trabalho, Guy Ryder sublinhou que são necessárias “medidas especiais para proteger os milhões de profissionais de saúde e de outros/as trabalhadores/as que arriscam a vida todos os dias”.

 O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho celebra-se, no dia 28 de abril, em todo o mundo. 

A OIT anunciou que o tema deste ano, irá centrar-se nos surtos de doenças infeciosas no trabalho, como a pandemia COVID-19. O objetivo é apelar à união de esforços de todos os atores do mundo do trabalho para encontrar soluções eficazes e sustentáveis e estimular o diálogo tripartido nacional sobre segurança e saúde no trabalho. A Organização Internacional do Trabalho pretende, deste modo, sensibilizar para a adoção de práticas seguras nos locais de trabalho e para o papel que os serviços de segurança e saúde no trabalho (SGSST) desempenham.

OIT-Lisboa

24.04.2020

DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DOS TRABALHADORES VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS




DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DOS TRABALHADORES VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS

Hoje assinala-se o dia internacional em memória dos trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho e doenças profissionais, pelo que homenageamos e recordamos particularmente todos aqueles que infelizmente perderam a vida devido à exposição ao vírus COVID-19.

Uma homenagem especial e de reconhecimento redobrado aos profissionais de saúde e a todos os outros trabalhadores que têm estado na linha da frente no combate aos efeitos da exposição ao COVID-19, assim como, todos os outros trabalhadores que garantem que a cadeia de distribuição de bens essenciais funcione, a todas as forças de segurança pública, aos trabalhadores que procedem às limpezas e higienização, aos trabalhadores do terceiro setor, que correndo o risco de ser infetados, disseram presente neste momento ímpar das nossas vidas.

Importa perceber, neste dia tão importante para o movimento sindical mundial, quantos trabalhadores foram infetados e perderam a vida enquanto desempenhavam a sua atividade profissional. Relembramos e prestamos homenagem, também aos que morreram a trabalhar…vítimas da pandemia ou não.

Pese embora, sejamos confrontados com esta crise de saúde pública sem precedentes, provocada pela exposição ao COVID-19, o mundo do trabalho está profundamente afetado. Para além das novas formas de trabalho, impostas pela realidade dos tempos que vivemos, a devida avaliação dos riscos profissionais inerentes a estas novas formas de trabalho não está devidamente acautelada. Ainda assim, o nosso sentido de responsabilidade enquanto trabalhadores dita-nos que nos tripliquemos para conseguir dar resposta às solicitações profissionais, assim como a todas as outras que desempenhamos numa forçada conciliação da vida profissional, pessoal e familiar.

Numa época de recolhimento como esta, somos obrigados refletir, a interiorizar e a hierarquizar a importância que o trabalho tem nas nossas vidas, não só enquanto instrumento de ganho de subsistência, mas também enquanto fator agregador da nossa sociedade. Todo o ser humano precisa do sentimento de pertença, de identidade e de identificação. O bem-estar associado ao desempenho da nossa atividade profissional revelam-se fundamentais, assim como a avaliação da exposição dos riscos profissionais a que estamos sujeitos no desenvolvimento da nossa atividade profissional. Tal como temos amplamente divulgado ao longo dos anos, e por todos os meios que temos tido ao nosso alcance.

Estamos todos convocados para esta luta, esta luta contra um inimigo invisível, extremamente desigual, que nos tenta bloquear, que nos intimida com o medo: o medo de morrer, o medo de ser contagiado pelo vírus, o medo de ficar doente, o medo de perder o emprego, o medo de não ter capacidade financeira para fazer face aos compromissos assumidos e às necessidades básicas de bem estar, medo da segunda vaga do vírus ser ainda mais letal, medo de…, medo de…, de tal modo que esta situação se torne irreversível a curto prazo e faça com que os nossos sonhos se tornem o pesadelo das nossas vidas.

As desigualdades na luta pela sobrevivência são enormes, e são também acentuadas as desigualdades sociais, pré-existentes à crise e potenciadas pela mesma. Daí entendermos dar destaque a grupos mais vulneráveis a estas desigualdades: aos jovens que já enfrentavam maior taxas de desemprego, e com poucos descontos para a segurança social, aos mais velhos, que podem enfrentar um maior risco de desenvolvimento de problemas de saúde graves, podendo acentuar vulnerabilidades económicas, trabalhadores migrantes, trabalhadores mais desprotegidos como os independentes e temporários, famílias monoparentais com crianças a cargo. Estas desigualdades devem ser seguidas com particular atenção, com políticas que as mitiguem, pois podem ser potenciadoras de comportamentos profissionais menos esclarecidos levando os trabalhadores a arriscar a vida, para poderem levar um dinheirinho para casa.

Esta pandemia tem e terá impactos económicos e sociais brutais, a crise que se avizinha não terá precedentes, com o aumento do desemprego devido ao encerramento de muitas empresas e em vários sectores específicos de atividade, provocando uma redução de meios de subsistência e de bem-estar das pessoas a longo prazo.

Devemos, por isso, numa atitude responsável e altruísta evitar discursos que nos levem para sítios onde não fomos felizes, e não repitamos o erro de tentar virar trabalhadores contra trabalhadores, sectores de atividade contra setores de atividade, os mais fortes contra os mais fracos, os mais jovens contra os mais velhos, os mais saudáveis contra os mais fragilizados, os mais capazes contra os menos capazes. Ou seja, os trabalhadores essenciais neste contexto de pandemia, devem ser reconhecidos e valorizados, como heróis, mas os outros também têm sido essenciais e especiais. Somos todos essenciais e especiais. Cada um de nós, à sua maneira está a ser um super-herói, está a dar o máximo de si!  

As palavras de esperança, solidariedade e resiliência assumem no nosso quotidiano uma importância enorme, talvez comparáveis ao período da II Grande Guerra, nunca imaginámos viver em liberdade, mas presos por algo invisível. Acreditamos que a humanidade vai conseguir sobreviver a esta pandemia, haverá danos incalculáveis, respeitemos e homenageemos todos os que travaram esta batalha com a sua própria vida, promovendo uma verdadeira cultura de prevenção em segurança e saúde no trabalho, criando locais de trabalho seguros e saudáveis para todos os trabalhadores.

Erradicar a pandemia: a Segurança e Saúde no Trabalho podem salvar vidas. É a mensagem da OIT para assinalar este dia, mensagem que subscrevemos totalmente, pois, é fundamental proteger a vida dos trabalhadores e também assegurar a continuidade das atividades económicas, por forma a garantir que há emprego digno.

É nosso desejo que esta pandemia que assolou as nossas vidas termine o mais breve possível de forma a que tudo volte à normalidade.

                                              






                                               Departamento de SST da UGT
                                                       28 de abril de 2020

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Seminário da OIT - Erradicar a pandemia: a SST pode salvar vidas.





Amanhã comemora-se o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e para assinalar este dia a Organização Internacional do trabalho vai realizar, às 14 horas Lisboa/ 15h Genebra, o seminário Erradicar a pandemia: a SST pode salvar vidas.

O objetivo deste evento é estimular o diálogo sobre a importância de garantir a segurança e saúde no trabalho, não só para proteger a vida dos trabalhadores, mas também para assegurar a continuidade das atividades no mercado de trabalho.

Os peritos mundiais em SST vão partilhar os pontos de vista da comunidade científica, dos trabalhadores e dos empregadores, nomeadamente:

- A segurança e saúde e a resposta à pandemia;

- O impacto da COVID-19 na saúde mental em diferentes cenários de trabalho;
- Como preparar o regresso ao trabalho num cenário de risco controlado.


O seminário será transmitido em direto, exclusivamente em formato online e para procederem à inscrição terão que aceder neste Link





quinta-feira, 23 de abril de 2020

OSHA - COVID-19: Guia para o local de trabalho

How to deal with COVID-19 at work | ENWHP


(imagem com DR)


A EU-OSHA dedicou especial atenção à problemática do COVID-19 pela gravidade que esta problemática reveste no mundo laboral.

Essa orientação, disponível no OSHwiki, foi projetada para ajudar empregadores e empresas a fornecerem conselhos aos seus trabalhadores em instituições que não sejam de saúde sobre o novo coronavírus, COVID-19.

Explica como ajudar a prevenir a propagação de infeções respiratórias, como o COVID-19, e o que fazer se alguém que se encontra sob suspeita ou confirmação de COVID-19 estiver no local de trabalho.

Este guia encontra-se em inglês, pelo que o departamento de SST da UGT procedeu à tradução do seu conteúdo pela importância que este assunto reveste para trabalhadores e empregadores.

Pela sua pertinência voltamos a disseminá-lo neste blog quando nos preparamos para assinalar o Dia Mundial da Segurança e saúde no Trabalho que é assinalado a 28 de abril de cada ano com a coordenação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é «Travar a pandemia: a segurança e saúde no trabalho pode salvar vidas».


Antecedentes e objetivo da orientação

No passado dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandémico o surto de coronavírus COVID-19.
A Comissão Europeia encontra-se a trabalhar com a OMS e com as autoridades de saúde pública dos Estados Membros para conter o surto de COVID-19.
Na UE, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) está a monitorizar de perto este surto pandémico, fornecendo avaliações de risco para orientar os Estados-Membros da UE e a Comissão da UE nas suas atividades de resposta.
No entanto, o sucesso a longo prazo não pode ser tomado como garantido. Todas as partes integrantes da nossa sociedade - incluindo empresas e empregadores - devem desempenhar um papel relevante se quisermos parar a propagação desta doença.
Esta orientação ajudará os empregadores e as empresas a fornecer conselhos aos trabalhadores em ambientes que não sejam de saúde sobre:

- O novo coronavírus, COVID-19
- Como ajudar a prevenir a propagação de infções respiratórias, incluindo COVID-19
- O que fazer se alguém com suspeita ou confirmação de COVID-19 estiver no local de trabalho
- Conselhos sobre viagens e reuniões

Mais informações e recursos

Use apenas orientações de fontes respeitáveis ​​para determinar o risco de COVID-19. Não faça determinações de risco com base na raça ou país de origem; certifique-se de manter a confidencialidade das pessoas com confirmação de COVID-19; e esteja ciente de que existem pessoas que podem estar em risco particular (ou seja, aquelas com mais de 60 anos de idade, as que têm uma condição subjacente ou uma doença crónica ou estão grávidas).

O novo coronavírus, COVID-19
Informações sobre o vírus

Como um grupo, os coronavírus são comuns em todo o mundo. O COVID-19 é uma nova cepa de coronavírus que foi identificada pela primeira vez na cidade de Wuhan, China, em janeiro de 2020.
Atualmente, o período de incubação do COVID-19 é avaliado entre 2 e 14 dias. Isso significa que se uma pessoa permanecer bem 14 dias após o contato com alguém com coronavírus confirmado, não terá sido infetada.

Sinais e sintomas de COVID-19

Os sintomas seguintes podem desenvolver-se nos 14 dias após a exposição ao vírus COVID-19:

- Tosse
- Dificuldade em respirar
- Febre
Geralmente, essas infeções podem causar sintomas mais graves em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, idosos e pessoas debilitadas, como diabetes, cancro e doenças pulmonares crónicas.

Como se espalha o COVID-19

Pelo que sabemos sobre outros coronavírus, é provável que a disseminação do COVID-19 ocorra em situação de contato próximo (2 metros ou menos) com uma pessoa infetada. É provável que o risco aumente quanto mais tempo alguém tiver em contato próximo com uma pessoa infetada.
Os principais meios de transmissão são a tosse ou o espirro que contenham o vírus.

Existem duas rotas principais pelas quais as pessoas podem espalhar o COVID-19:
- A infeção pode espalhar-se para pessoas próximas (a menos de 2 metros), de modo que gotículas possam ser inaladas nos pulmões.
- Também é possível que alguém seja infetado ao tocar numa superfície ou objeto contaminados por secreções respiratórias e, em seguida, tocar na sua própria boca, nariz ou olhos (como tocar a maçaneta da porta ou apertar as mãos) ou tocar na mão de uma pessoa infetada.

O vírus pode sobreviver quanto tempo

Quanto tempo este vírus respiratório sobrevive dependerá de vários fatores, como por exemplo:

- Em que superfície o vírus está
- Se é exposto à luz solar
- Diferenças de temperatura e umidade
- Exposição a produtos de limpeza
Na maioria das circunstâncias, é provável que a quantidade de vírus infecioso presente em qualquer superfície contaminada, diminua significativamente nas 72 horas seguintes à exposição.
Sabemos que outros vírus semelhantes são transferidos para e pelas mãos das pessoas. Portanto, a higiene regular das mãos e a limpeza de superfícies tocadas com frequência ajudarão a reduzir o risco de infeção.

Como ajudar a prevenir a propagação de infeções respiratórias, incluindo o COVID-19

Desenvolva um plano de contingência e de continuidade para a possibilidade de ocorrência de um surto na comunidade onde a sua empresa opera.

O plano ajudará a preparar a sua organização para a possibilidade de um surto de COVID-19 nos seus locais de trabalho ou na comunidade. Também pode ser válido para outras emergências de saúde.
- O plano deve abordar matérias tão importantes como a manutenção dos seus negócios em funcionamento, mesmo que um número significativo de trabalhadores, contratados e fornecedores não possam ir ao seu local de negócio - devido a restrições ou por estarem doentes.
- Informe os seus trabalhadores e seus representantes sobre o plano e verifique se eles estão cientes do que precisam ou não fazer no âmbito deste plano. Enfatize pontos-chave, como a importância de ficar longe do trabalho, mesmo que tenham apenas sintomas leves ou precisem tomar medicação simples (por exemplo, paracetamol, ibuprofeno), que pode mascarar os sintomas.
- Verifique se o seu plano trata de acordos de licença médica (consulte #Certificação de ausência no trabalho) e as consequências sociais e de saúde mental no caso de ocorrência de casos de COVID-19 no local de trabalho ou na comunidade e ofereça informações e apoio.
- Para empresas de pequeno e média dimensão que não tenham suporte interno em matéria de saúde ocupacional, consulte as informações disponíveis on-line do seu serviço de saúde ocupacional, saúde pública e autoridades representativas de trabalhadores antes de qualquer emergência.
Consulte qualquer orientação fornecida pelas suas organizações setoriais (associações de empregadores, câmaras de comércio, serviços sociais setoriais).


Prevenção da propagação da infeção

Atualmente, não existe vacina para prevenir o COVID-19. A melhor maneira de prevenir a infeção é evitar ser exposto ao vírus. Medidas de prevenção como as descritas abaixo devem ser tomadas agora, mesmo que o COVID-19 não tenha chegado à sua comunidade.
As medidas devem ser incluídas na avaliação de riscos geral efetuada nos locais de trabalho, inclusive os causados ​​por agentes biológicos, conforme estabelecido na UE e na legislação nacional de saúde e segurança ocupacional.

Os empregadores devem:

- Colocar cartazes que incentivem a ficar em casa quando estiver doente, etiquetas para tossir e espirrar e higiene das mãos na entrada do local de trabalho e em outras áreas onde sejam facilmente vistos pelos trabalhadores.
- Instrua os trabalhadores para limparem as mãos com frequência, usando um desinfetante para as mãos à base de álcool que contenha pelo menos 60-95% de álcool, ou lavarem as mãos com água e sabão durante pelo menos 20 segundos.
- Forneça no local de trabalho água e sabão, bem como desinfetante à base de álcool. Verifique se os suprimentos adequados são mantidos. Coloque indicação para os trabalhadores lavarem as mãos em vários locais e em áreas comuns para incentivar a higiene das mãos.
- Dê continuidade à limpeza ambiental de rotina e considere medidas adicionais, conforme descrito mais adiante neste documento.
- Informe aos funcionários e clientes que, se o COVID-19 começar a espalhar-se na sua comunidade, qualquer pessoa com tosse leve ou febre baixa (37,3 C ou mais) precisa ficar em casa. Eles também devem ficar em casa (ou trabalhar em casa) se tiverem tomado medicamentos simples, como paracetamol / acetaminofeno, ibuprofeno ou aspirina, os quais podem mascarar os sintomas da infeção.
- Qualquer trabalhador que desenvolva sintomas semelhantes aos da gripe (tosse, falta de ar, febre) deve de ir para casa imediatamente e entrar em contato com o serviço público de saúde.
Se houver algum motivo para suspeitar que tenham entrado em contato com o COVID-19, deve siguir as medidas descritas em “ O que fazer se um funcionário ou membro do público ficar doente e acreditar que foi exposto ao COVID-19” .
- Se for viável para os seus negócios, promova o teletrabalho em toda a organização e permita que os funcionários trabalhem em horários flexíveis para minimizar a aglomeração no local de trabalho. Se houver um surto de COVID-19 na sua comunidade, as autoridades de saúde podem aconselhar as pessoas a evitar os transportes públicos e lugares lotados. O teletrabalho ajudará a sua empresa a continuar operando enquanto os seus trabalhadores permanecem seguros.

Limpeza ambiental de rotina:

- Limpe regularmente todas as superfícies tocadas com frequência no local de trabalho, como locais de trabalho, bancadas e maçanetas. - Use os agentes de limpeza geralmente usados ​​nessas áreas e siga as instruções na etiqueta.
- Nenhuma desinfeção adicional além da limpeza de rotina é recomendada no momento.
- Forneça toalhetes descartáveis ​​para que as superfícies mais usadas (por exemplo, maçanetas, teclados, controles remotos, mesas) possam ser limpas pelos funcionários antes de cada utilização.

Orientação sobre máscaras faciais

Não é recomendável que os trabalhadores usem máscaras faciais (também conhecidas como máscaras cirúrgicas ou respiradores) para protegerem contra o vírus. Além dos profissionais de saúde, as máscaras faciais são recomendadas apenas para os indivíduos sintomáticos, a fim de reduzir o risco de transmitir a infeção a outras pessoas.

A melhor maneira de reduzir qualquer risco de infeção é uma boa higiene e evitar o contato direto ou próximo (a menos de 2 metros) com qualquer pessoa potencialmente infetada. Qualquer trabalhador que lide com contacto ao publico deve ser protegido contra partículas transportadas pelo ar.

O que fazer se alguém com suspeita ou confirmação de COVID-19 estiver no local de trabalho

Siga as orientações das autoridades de saúde pública sobre os critérios para uma possível exposição ao COVID-19 (por exemplo, áreas para as quais a pessoa pode ter viajado) para identificar aquelas que podem ter sido expostas.

Se alguém ficar doente no local de trabalho e houver motivos para suspeitar que possa ter entrado em contato com o COVID-19 (por exemplo, viajou para a China ou outros países afetados), a pessoa doente deverá ser removida para uma área de pelo menos 2 metros afastada das outras pessoas. Se possível, encontre uma sala ou área onde esta pessoa possa ser isolada.

A pessoa que está indisposta deve usar o telemóvel para ligar para o número de serviço público de saúde que tenha sido designado para esse efeito.  Se for uma emergência (se estiverem gravemente doentes ou feridos ou se a sua vida estiver em risco), ligue para o 112 e explique a situação e as informações relevantes, como o país de onde esta pessoa retornou nos últimos 14 dias e especifique a sua situação atual, nomeadamente os sintomas.

Enquanto aguarda o conselho da saúde pública ou do serviço de emergência designado, a pessoa afetada deve permanecer a pelo menos dois metros de outras pessoas.  Deve evitar tocar nas pessoas, superfícies e objetos e deve cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável quando tosse ou espirra.

Se precisar ir ao banheiro enquanto aguarda assistência médica, use um banheiro separado, se disponível.

Considere identificar pessoas que têm condições que as colocam em maior risco de doenças graves (por exemplo, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares, idade avançada) e aconselhá-las a tomar precauções adicionais, tais como permanecerem em casa.

O que fazer se um membro da equipe ou o público com suspeita de COVID-19 tenha estado recentemente no seu local de trabalho

Para contatos de um caso suspeito no local de trabalho, siga as orientações fornecidas pelas autoridades nacionais. A equipa de gestão do escritório ou local de trabalho será contatada pelos serviços públicos de saúde designados para discutir o caso, identificar as pessoas que entraram em contato com o suspeito e aconselhar sobre quaisquer ações ou precauções que devem ser tomadas.

Será realizada uma avaliação de risco de cada situação pelos serviços públicos de saúde designados. Serão fornecidos conselhos sobre como gerir os funcionários e membros do público, com base na sua avaliação do risco.

Os serviços públicos de saúde designados entrarão em contato com a pessoa afetada diretamente para aconselhar sobre o isolamento e para a identificação de outras pessoas que potencialmente tenham sido expostas ao risco por contatos que tenham ocorrido.

Se for confirmado que um trabalhador possui o COVID-19, os empregadores devem informar todos os seus colegas sobre a sua possível exposição ao COVID-19 no local de trabalho, mantendo sempre a confidencialidade.

Os funcionários expostos a um colega de trabalho com COVID-19 confirmado devem receber instruções sobre o que fazer de acordo com as políticas da empresa e as orientações das autoridades nacionais.

Os serviços de saúde pública designados fornecerão conselhos sobre a limpeza de áreas comuns, como escritórios ou banheiros (consulte #Limpeza de escritórios e espaços públicos onde há casos suspeitos ou confirmados de COVID-19).

Os funcionários que estão bem, mas que têm um membro da família doente em casa com o COVID-19 devem notificar o seu empregador e consultar as orientações dos serviços nacionais de saúde sobre como avaliar sua exposição potencial e as medidas a serem tomadas.

Assessoria em viagens e reuniões

As pessoas que retornaram dos países com maior incidência devem evitar comparecer ao trabalho, devendo permanecer durante 14 dias em auto-isolamento.


Todos os outros funcionários devem continuar a frequentar o trabalho, salvo indicação em contrário pelas autoridades nacionais ou seu empregador.

Orientação para funcionários que retornam de viagens para qualquer outro lugar nos últimos 14 dias

Esses funcionários podem continuar a participar do trabalho, a menos que tenham sido informados de que tiveram contato com um caso confirmado de COVID-19. Se os indivíduos souberem que tiveram contato próximo com um caso confirmado de COVID-19, devem entrar em contato com o empregador e os serviços públicos de saúde designados para obter mais conselhos.

Certificando a ausência do trabalho

Em relação ao COVID-19, o empregador deve:

- Usar a discrição quanto à necessidade de evidências médicas durante um período de ausência em que um funcionário é aconselhado a autoisolar-se devido à suspeita de COVID-19 e seguir as orientações fornecidas pelas autoridades nacionais.
- Garantir que as políticas de licença médica sejam flexíveis e consistentes com as orientações de saúde pública e que os trabalhadores estejam cientes dessas políticas.
- Conversar com as empresas subcontratadas sobre a importância de os trabalhadores doentes ficarem em casa e incentivá-los a desenvolver políticas de licença não punitiva.
- Não exigir justificações de saúde para os trabalhadores doentes com sintomas de gripe validarem a sua doença.
- Os empregadores devem manter políticas flexíveis que permitam que os trabalhadores fiquem em casa para cuidar de um membro da família doente ou dependente.


Fonte: OSHA

Nota: Este Guia foi objeto de tradução pelo Departamento de SST da UGT, sendo da sua responsabilidade essa tradução de conteúdos. 

Aceda à versão original Aqui.

28 de abril de 2020 - Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores


Vamos honrar todos os trabalhadores e trabalhadoras que morreram de #COVID19 e de outras lesões e doenças relacionadas com o trabalho no Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vitimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais.

Lembrar os mortos.
Lutar pelos VIVOS.