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terça-feira, 4 de agosto de 2026

FACTOS E NÚMEROS - Gestão da SST em Portugal: Alguns dados



O quarto inquérito europeu ESENER 2024 visa ajudar os locais de trabalho a lidar de forma mais eficaz com a saúde e a segurança e promover a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Fornece informações comparáveis a nível transnacional relevantes para a conceção e implementação de novas políticas no domínio da Segurança e Saúde no Trabalho.

 

Os primeiros resultados apurados e divulgados sobre GESTÃO DA SST em Portugal, permitem-nos aferir as serguintes conclusões gerais:

 

 

1 - Organização de serviços

 

- A maioria das empresas, em Portugal, referiu dispor de um «médico do trabalho» na sua organização de serviços de SST (98%);

 

 

- Apenas 16% declararam dispor da resposta de «acompanhamento psicológico do trabalho»;

 

 

- Igualmente os resultados obtidos no que toca à existência de um «técnico de segurança no trabalho» são significativos, com cerca de 78% das empresas a responderem que dispõe desta resposta técnica;

 

 

- De registar que de acordo com este inquérito, os resultados obtidos no nosso país são superiores à média dos valores da UE, nas valências «medicina no trabalho» comparativamente com 76% ao nível da UE, e «técnico de segurança» comparativamente com 61% na UE;

 

 

- Cerca de 96% das empresas nacionais responderam possuir uma «política de SST documentada, um sistema de gestão estabelecido ou um plano de ação», registando-se uma maior prevalência nas empresas de maior dimensão, resultado este superior à média europeia que registou 92%.

 

 

2 - Razões para lidar com a SST

 

O «cumprimento das obrigações legais» surge, de acordo com os resultados, como a principal razão para lidar com a SST apontada por cerca de 96% das empresas, seguida de «pedidos dos trabalhadores e seus representantes» com 85%.  

 

 

 

3 - Medidas para promover a saúde entre os trabalhadores

 

- 43% das empresas portuguesas relataram ter implementadas medidas de sensibilização para uma alimentação saudável;

 

 

- 41% promover a sensibilização para a prevenção da dependência, por exemplo, do tabaco, álcool ou drogas;

 

 

- 28% promover de atividades desportivas fora do horário de trabalho promover de exercícios para as costas, alongamentos ou outro tipo de exercício físico no trabalho.

 

 

Fonte: ESENER

 

 

Transformar dados em ação: Barómetro de SST

  

Imagem com DR


A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho publicou dois novos estudos de caso que demonstram como o Barómetro de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) pode ser utilizado para converter dados em ações concretas, apoiando a tomada de decisões e a melhoria das condições de trabalho em toda a Europa.

 

Os estudos de caso apresentam duas personagens fictícias com diferentes responsabilidades profissionais, para ilustrar a utilização da ferramenta de visualização de dados em diferentes contextos.

 

O Barómetro de SST constitui uma ferramenta interativa que reúne indicadores-chave, oferecendo uma visão abrangente da evolução da SST nos Estados-membros.

 

Segundo a EU-OSHA, o objetivo é facilitar o acesso a informação fiável e transformá-la em conhecimento útil para decisores políticos, profissionais de segurança e saúde no trabalho, empresas, parceiros sociais e investigadores. Ao disponibilizar dados de forma intuitiva e comparável, o Barómetro pretende apoiar decisões baseadas em evidência e contribuir para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

 

Os novos estudos de caso mostram que a análise de dados pode ter aplicações práticas em diferentes níveis, desde a negociação de melhores condições de trabalho até ao desenvolvimento de políticas europeias, reforçando o papel do Barómetro de SST como uma ferramenta estratégica para a promoção da prevenção e da segurança laboral.

 

Aceda aqui ao Barómetro de SST.

 

Aceda aqui ao Barómetro de SST.

 

 

Consulte aqui os estudos de caso:

 

Da observação à evidência: como os dados do Barómetro de SST ajudam os intervenientes no local de trabalho a reequilibrar a prevenção;

 

Dos dados à orientação: o percurso de um analista de políticas através do Barómetro de SST

 

Fonte: UE-OSHA

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Explorar os riscos no local de trabalho na Europa: Visualização de dados ESENER 2024




Imagem com DR

 

Os dados do quarto Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER 2024) da EU-OSHA estão agora disponíveis através da ferramenta de visualização de dados.

A ferramenta interativa permite que os utilizadores filtrem os resultados por tópico e tipo de gráfico preferido e explorem estatísticas por setor, dimensão da empresa e/ou país de uma forma cativante.

De acordo com as primeiras conclusões do mais recente inquérito ESENER, os riscos psicossociais são comuns nos locais de trabalho europeus. Os setores dos serviços são particularmente afetados, uma vez que 56 % das empresas e organizações declaram ter de lidar com clientes, doentes ou alunos difíceis, enquanto 43 % enfrentam pressão em termos de tempo.

As comparações com os dados de 2019 e 2014 estarão disponíveis em breve.


Explore estes e outros valores na ferramenta de visualização de dados


Fonte: UE-OSHA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Barómetro de SST acrescenta novos dados sobre os riscos psicossociais e as tendências de digitalização nos locais de trabalho na UE

 



Imagem com DR


A ferramenta de visualização de dados do Barómetro de SST da EU-OSHA inclui agora novos dados sobre os riscos psicossociais e os riscos de digitalização, retirados do nosso recente inquérito «Tomar o pulso à SST» de 2025 (os dados do inquérito «Tomar o pulso à SST» de 2022 também estão incluídos).

Descubra tendências comunicadas pelos trabalhadores em matéria de pressão provocada por fatores temporais, falta de comunicação, insegurança no emprego e muito mais. Veja como estes desafios são abordados através de campanhas de sensibilização, formação e aconselhamento em diferentes países da UE. 

Explore a forma como a digitalização está a moldar os fatores de risco psicossociais, como a carga de trabalho e a autonomia, e saiba como as tecnologias, como os telemóveis inteligentes ou sensores, estão a ser utilizadas nos locais de trabalho em toda a Europa.

O Barómetro de SST fornece uma panorâmica interativa e à escala da UE dos indicadores, tendências e estatísticas de segurança e saúde no trabalho, com base em fontes de dados fiáveis, como organismos e agências da UE, o Eurostat, autoridades nacionais, organizações internacionais e inquéritos.


Fonte: UE-OSHA

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Descubra novos indicadores de SST referentes às previsões de emprego e estimativas acerca da dimensão psicossocial das doenças relacionadas com o trabalho na Europa


 

Imagem com DR


A ferramenta de visualização de dados do Barómetro de SST foi atualizada com novos indicadores, oferecendo informações atuais sobre a saúde e segurança no trabalho (SST) em toda a Europa. 

Nomeadamente, a mais recente secção de previsões apresenta projeções quantitativas das tendências futuras em matéria de emprego — com base na previsão de competências do Cedefop.

Além disso, estão agora disponíveis estimativas sobre o ónus das doenças relacionadas com o trabalho devido a problemas psicossociais, cancro ou lesões musculoesqueléticas, com base em estudos da ICOH.

Por último, a nova secção de Recursos reúne tanto publicações como relatórios por país para facilitar o acesso.

Consulte todas as funcionalidades da ferramenta de visualização de dados do Barómetro de SST

 

Fonte: UE-OSHA

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Tomar o pulso à SST — Segurança e saúde nos locais de trabalho após a pandemia - parte II

 

O inquérito Flash Eurobarómetro «Tomar o pulso à SST», encomendado pela UE-OSHA, oferece informações valiosas sobre uma série de impactos que a pandemia de COVID-19 teve na saúde e no bem-estar dos trabalhadores e nas medidas conexas no local de trabalho, em conjunto com a utilização crescente de tecnologias digitais no local de trabalho.


 Dada a importância deste relatório, o Dep. SST procedeu à sua tradução. 


Secção n.º 2 - Questões de saúde e fatores de risco psicossociais


2.1 - Estado de saúde dos trabalhadores

Classificando o seu estado de saúde em comparação com o de colegas de trabalho da mesma idade, 28 % dos inquiridos em toda a UE afirmam que a sua saúde é «muito boa» e 51 % que é «boa». Em todos os Estados-Membros da UE (e na Islândia e na Noruega), mais de seis em cada dez inquiridos afirmam que a sua saúde é «boa» ou «muito boa» em comparação com a dos colegas de trabalho da mesma idade.

Em toda a UE, a fadiga geral é o problema de saúde mais citado causado ou agravado pelo trabalho (37%), seguido de dores de cabeça e fadiga ocular (34%), problemas ou dores ósseas, articulares ou musculares (30%), stress, depressão e ansiedade (27%) e doenças infeciosas (incluindo COVID-19) (21%).

Em 17 dos 27 Estados-Membros da UE e na Islândia, o problema de saúde relacionado com o trabalho mais frequentemente (ou em conjunto mais frequentemente) enumerado é a fadiga geral.

A percentagem que indica este problema de saúde é a mais elevada na Polónia (62%), seguida da Lituânia (52%), Espanha e Letónia (ambas com 51%). 

Os inquiridos com níveis de educação mais elevados são mais propensos a mencionar dores de cabeça e fadiga ocular causadas ou agravadas pelo trabalho (36% contra 25% dos inquiridos menos instruídos), mas são menos propensos a ter tido problemas ou dores ósseas, articulares ou musculares (28% contra 41%, respetivamente).

Observa-se um padrão semelhante de diferenças quando se comparam as profissões profissionais, técnicas ou superiores de administrador e os trabalhadores manuais qualificados, semiqualificados ou não qualificados e os trabalhadores agrícolas.


2.2 - Exposição a fatores de risco psicossociais

Quase um em cada dois inquiridos em toda a UE (46%) responde estar exposto a uma forte pressão de tempo ou sobrecarga de trabalho. Cerca de um quarto (26%) diz o mesmo sobre a falta de comunicação ou cooperação dentro da sua organização e 18% sobre a falta de autonomia ou falta de influência sobre o ritmo de trabalho ou os processos de trabalho.

Violência ou abuso verbal por parte de clientes, pacientes, alunos, etc. é mencionada por 16 % dos inquiridos e 7 % afirmam estar expostos a assédio moral no trabalho.

Em consonância com os resultados médios da UE, a maior parte dos inquiridos em todos os países afirma estar exposta a uma forte pressão de tempo ou a uma sobrecarga de trabalho. Este fator de stress é mencionado por 31 % dos inquiridos na Roménia e 32 % na Lituânia, aumentando depois para mais de 50 % em Chipre, Eslovénia e Islândia (todos 51 %), França (52 %), Finlândia e Países Baixos (ambos 54 %) e Grécia (55 %). 

Os inquiridos que trabalham em médias empresas (20-249 trabalhadores) e grandes empresas (mais de 250 trabalhadores) são os que têm maior probabilidade de estarem expostos a uma forte pressão de tempo ou sobrecarga de trabalho (50%); este número diminui para 46% nas pequenas empresas (10-49 trabalhadores) e para 39% nas microempresas (menos de 10 trabalhadores).



Tradução da responsabilidade do Dep. SST


Aceda à versão original Aqui.


terça-feira, 4 de abril de 2023

Tomar o pulso à SST — Segurança e saúde nos locais de trabalho após a pandemia - parte I

 


O inquérito Flash Eurobarómetro «Tomar o pulso à SST», encomendado pela UE-OSHA, oferece informações valiosas sobre uma série de impactos que a pandemia de COVID-19 teve na saúde e no bem-estar dos trabalhadores e nas medidas conexas no local de trabalho, em conjunto com a utilização crescente de tecnologias digitais no local de trabalho.


 Dada a importância deste relatório, o Dep. SST procedeu à sua tradução. 


A pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo na Segurança e Saúde no Trabalho a vários níveis. Em primeiro lugar, a situação da pandemia envolveu riscos para a saúde dos trabalhadores. Os locais de trabalho foram uma fonte de preocupação com os contágios durante a pandemia, o que levou a que maioria dos governos europeus estabelecessem que os trabalhadores pudessem trabalhar a partir de casa.

Além disso, os trabalhadores evidenciaram maior situação de stress pela situação geral de emergência, devido aos confinamentos forçados e ao aumento da pressão de trabalho (especialmente no caso dos trabalhadores da linha de frente), situação que potenciou o surgimento de problemas de saúde mental.

Em segundo lugar, a crise sublinhou a importância de uma gestão eficaz da segurança e saúde no trabalho (SST). Por último, a pandemia de COVID-19 contribuiu para mudar a forma como os trabalhadores percecionam a segurança e a saúde no trabalho, a importância que dão a sentirem-se protegidos e seguros no trabalho e a forma como estão familiarizados com as medidas existentes no seu local de trabalho.

Num contexto em que a emergência de novas tecnologias digitais está a mudar rapidamente a natureza e a organização do trabalho, a pandemia pode ter contribuído para acelerar o processo de digitalização.

A digitalização pode trazer novas oportunidades para trabalhadores e empregadores, como maior flexibilidade e trabalho remoto, que tanto contribuíram para que a economia não parasse completamente em muitos países europeus durante os confinamentos da COVID-19. No entanto, a digitalização do local de trabalho pode também criar novos desafios e riscos para a SST, incluindo o aumento da pressão no trabalho e do stress, que devem ser reconhecidos e abordados.

Neste contexto, a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) encomendou um Eurobarómetro Flash, em abril de 2022 com o objetivo de obter mais informações sobre o estado da SST nos locais de trabalho pós-pandemia.

O presente Eurobarómetro centra-se nos riscos para a saúde mental e física com que os trabalhadores são confrontados (incluindo as tecnologias digitais atualmente utilizadas no local de trabalho) e nas medidas de SST no local de trabalho.

Foram entrevistados uma amostra representativa de trabalhadores (por conta de outrem e por conta própria), com idade igual ou superior a 16 anos, em cada um dos 27 Estados-Membros da União Europeia, bem como na Islândia e na Noruega. Entre 25 de abril e 23 de maio de 2022, foram realizadas 27 250 entrevistas por telefone.

Os dados do inquérito são ponderados de acordo com as proporções conhecidas da população. As médias da UE27 são ponderadas de acordo com a dimensão da população empregada com mais de 16 anos de cada Estado-Membro da UE.


Secção 1. - Tecnologias digitais no local de trabalho

Os dispositivos e tecnologias digitais mais frequentemente utilizados no local de trabalho são os computadores portáteis, tablets, telemóveis inteligentes ou outros dispositivos portáteis (73 % em toda a UE), seguidos dos computadores de secretária (60 %) e das tecnologias de banda larga para aceder à Internet (55%).

Os trabalhadores que trabalham a partir de casa são os mais propensos a utilizar computadores portáteis, tablets, smartphones ou outros dispositivos informáticos portáteis (90% contra 61% a 77% dos inquiridos que trabalham noutros locais) e a utilizar tecnologia de banda larga para aceder à Internet (67% contra 36% a 55% dos inquiridos que trabalham noutros locais).

Três em cada dez inquiridos (30%) em toda a UE afirmam que a sua organização utiliza dispositivos digitais para lhes atribuir automaticamente tarefas ou tempo de trabalho ou turnos. Um número ligeiramente inferior (27%) responde que os dispositivos digitais são utilizados para ter o seu desempenho avaliado por terceiros (por exemplo, clientes, colegas, doentes, etc.) e 25% para supervisionar ou monitorizar o seu trabalho e comportamento.

 Cerca de um quinto dos inquiridos (19%) afirma que os dispositivos digitais são utilizados para monitorizar ruídos, produtos químicos, poeiras, gases, etc. no seu ambiente de trabalho. Menos entrevistados (7%) respondem que dispositivos digitais são usados no local de trabalho para monitorar sua frequência cardíaca, pressão arterial, postura, etc.

A atribuição automática de tarefas, tempo de trabalho ou turnos é mais comum para trabalhadores manuais qualificados, semiqualificados ou não qualificados e trabalhadores agrícolas (32%), seguidos pelos trabalhadores de escritório, vendas ou serviços (26%); este número diminui para 22% no caso dos trabalhadores em empregos profissionais, técnicos ou de administrador superior.

Uma escassa maioria dos inquiridos em toda a UE (52%) responde que a utilização de tecnologias digitais no seu local de trabalho determina a velocidade ou o ritmo do seu trabalho e um em cada três (33%) responde que estas tecnologias aumentam a sua carga de trabalho.

Mais de quatro em cada dez inquiridos (44%) afirmam que a tecnologia digital faz com que trabalhem sozinhos e pouco menos de quatro em cada dez (37%) que a utilização de tecnologias digitais aumenta a vigilância dos mesmos no trabalho. Por último, 19 % dos inquiridos afirmam que a utilização de tecnologias digitais reduz a sua autonomia no trabalho.

Em 21 dos países inquiridos, a maioria dos inquiridos afirma que a utilização de tecnologias digitais no seu local de trabalho determina a velocidade do seu trabalho.

A nível nacional, esta taxa varia entre 33% na Islândia e 43% na Polónia e 74% em Chipre. Em seis países, pelo menos metade dos inquiridos afirma que a utilização de tecnologias digitais resulta em trabalhar sozinho, sendo a percentagem globalmente mais elevada observada na Eslovénia (69 %).

Na Dinamarca (31%) e na Lituânia (32%), por outro lado, pouco mais de três em cada dez inquiridos afirmam o mesmo. A percentagem globalmente mais baixa é novamente observada na Islândia (21%).

Cerca de seis em cada dez (57%) das profissões de administrador profissional, técnico ou superior e 54% das profissões de escritório, vendas ou serviços referem que a utilização de tecnologias digitais determina a velocidade do seu trabalho, em comparação com 42% dos trabalhadores manuais qualificados, semiqualificados ou não qualificados e dos trabalhadores agrícolas; um padrão semelhante de diferenças também é visto para aumentar a carga de trabalho.


Tradução da responsabilidade do Dep. SST

Aceda à versão original Aqui.



sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Boletim Estatístico sobre Sinistralidade Laboral | N.º3 | 2021

 

A informação estatística Esta edição do Boletim Estatístico sobre Sinistralidade Laboral é dedicada à temática específica das “consequências do acidente de trabalho”. 


Os gráficos relativos às “consequências do acidente de trabalho” oferecem informação relativa às variáveis que permitem o entendimento das principais consequências e custos (diretos e indiretos) dos acidentes de trabalho para os trabalhadores e trabalhadoras, bem como para os empregadores.


Aceda à publicação Aqui.

domingo, 4 de julho de 2021

BOLETIM ESTATÍSTICO SOBRE SINISTRALIDADE LABORAL

 

O Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho tem uma nova publicação informativa - "Boletim Estatístico sobre Sinistralidade Laboral” que terá uma periodicidade trimestral.

Esta Boletim reveste-se da maior importância para a SST, na justa medida em que é importante proceder-se à análise estatística dos acidentes de trabalho, utilizando fontes que permitam a interpretação quantitativa e qualitativa dos dados nacionais e internacionais.

É uma atividade que se encontra em permanente atualização, à medida que os indicadores são recolhidos no GEP e no Eurostat.

Muitas vezes, só é possível termos uma argumentação mais assertiva com os empregadores, se nos socorrermos de dados, de números e de estudos académicos.

Este Boletim é apenas mais um contributo para esse fim.

Divulgamos novamente o número 1 deste “Boletim Estatístico sobre Sinistralidade Laboral”.

 

Contextualização

O Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) é o organismo nacional responsável pela recolha, validação e tratamento da informação constante das participações dos acidentes de trabalho às Companhias de Seguros.

Esclarece-se que a informação aqui utilizada, cuja fonte é o GEP, inclui os acidentes registados com trabalhadores deslocados no estrangeiro, incluindo, igualmente, os acidentes ocorridos na Administração Pública com subscritores da Caixa Geral de Aposentações (cuja inclusão se registou no tratamento estatístico referente ao ano 2017).

Permanecem excluídos os acidentes de trabalho em trajeto. Mais se acrescenta que nestes dados constam elementos referentes ao momento da ocorrência do acidente e, também, da informação proveniente do mapa de encerramento do processo que diz respeito às consequências do acidente ou, no limite, um ano após a ocorrência do acidente, caso este ainda não esteja clinicamente concluído.

Refere-se, ainda, que a contagem do número de acidentes mortais e do número de acidentes com ausência ao trabalho e respetivos dias, se faz até ao limite de um ano após a ocorrência do acidente.

Por último, de referir que este Boletim apresenta os resultados da evolução da sinistralidade laboral entre 2011 e 2018 – últimos dados disponíveis.

 

Aceda à publicação Aqui



quinta-feira, 29 de abril de 2021

Doenças ocupacionais em declínio na UE

 

Entre 2013 e 2018, o índice do número total de pessoas reconhecidas como portadoras de doença profissional (calculado utilizando o ano de 2013 como referência com um valor de índice de 100) diminuiu 14% em toda a União Europeia (UE).

 

Este artigo apresenta estatísticas experimentais que abrangem as doenças profissionais mais comumente reconhecidas na UE. Fundamentais para melhorar as condições de trabalho, essas estatísticas permitem que ações preventivas sejam monitoradas e priorizadas em nível de país.

 

Durante o período de 2013-2018, entre os quatro grupos de doenças para os quais estão disponíveis sub-índices, a pneumoconiose (um grupo de doenças causadas pela inalação de poeira, incluindo amianto) e cancros ocupacionais selecionados registraram quedas significativas (queda de 27% e 18 % respetivamente).

 

A dermatite de contato diminuiu em uma quantidade menor (queda de 2%), enquanto os distúrbios musculoesqueléticos não observaram mudanças.


As Estatísticas Europeias de Doenças Profissionais (EODS) fazem parte das estatísticas experimentais do Eurostat , que utilizam novas fontes de dados e métodos num esforço para responder melhor às necessidades dos utilizadores. Uma vez que estas estatísticas não atingiram a maturidade plena em termos de harmonização, cobertura ou metodologia, são sempre marcadas com um logótipo bem visível e acompanhadas de notas metodológicas detalhadas.

 

Para maiores informações:


•Estatísticas explicadas artigo Estatísticas de doenças profissionais.


•Página Web do Eurostat “Estatísticas experimentais”, secção dedicada às Estatísticas Europeias das Doenças Profissionais ( EODS ), que inclui perfis de países.

•Os dados para a UE baseiam-se em (no máximo) informações de 24 Estados-Membros da UE (excluindo Alemanha, Grécia e Portugal).

•Os dados apresentados referem-se a uma pequena lista de doenças, as mais comumente reconhecidas na maioria dos Estados-Membros.

 

Desenvolvimentos gerais

A Figura 1 mostra a evolução do índice total do número de pessoas reconhecidas como tendo uma doença ocupacional, bem como informações para quatro índices de grupo (os dois níveis de detalhe mais agregados disponíveis).




Entre 2013 e 2018, o índice total do número de trabalhadores reconhecidos como portadores de doenças ocupacionais diminuiu globalmente em cerca de 14%. Entre os quatro grupos de doenças para os quais estão disponíveis subíndices, as diminuições mais acentuadas foram observadas no que se refere aos cancro de origem ocupacional (queda de 18%) e a pneumoconiose (queda de 27%). 


Em contraste, observou-se uma reduzida diferença entre os números de 2013 e 2018 no que se refere à dermatite de contato (queda de 2%) e aos distúrbios músculo-esqueléticos (sem alteração).





Desenvolvimentos para doenças específicas


A Figura 2 mostra que as três doenças ocupacionais que não fazem parte de um grupo (mais agregado) registaram quedas maiores do que a média entre 2013 e 2018, designadamente:

 

- para asma, o índice caiu 18%;

- para outras doenças do ouvido interno caiu 22%;

- para a placa pleural (a pleura é uma membrana que envolve os pulmões e que reveste a caixa torácica; a exposição ao amianto pode causar um espessamento da membrana) caiu 33%.





A Figura 3 apresenta dados para dois tipos de cancros ocupacionais, neoplasias malignas do brônquio e do pulmão, bem como mesotelioma (um tumor maligno que é causado por fibras de amianto inaladas e se forma no revestimento dos pulmões, abdômen ou coração). 


Ambos os cancros ocupacionais registraram um nível mais baixo em 2018 do que em 2013, queda de 7% para o mesotelioma e 16% para as neoplasias malignas dos brônquios e do pulmão. 


Para o mesotelioma, o índice havia se mantido estável até 2017 (caindo ou aumentando no máximo 1% a cada ano), e quase toda a redução observada entre 2013 e 2017 foi de facto registada em 2018.



Desenvolvimentos para doenças específicas

A Figura 2 mostra que todas as três doenças ocupacionais que não fazem parte de um grupo (mais agregado) registaram quedas maiores do que a média entre 2013 e 2018:

 

para asma, o índice caiu 18%;

para outras doenças do ouvido interno caiu 22%;

para a placa pleural (a pleura é uma membrana que envolve os pulmões e que reveste a caixa torácica; a exposição ao amianto pode causar um espessamento da membrana) caiu 33%.





A Figura 3 apresenta dados para dois tipos de cancros ocupacionais, neoplasias malignas do brônquio e do pulmão, bem como mesotelioma (um tumor maligno que é causado por fibras de amianto inaladas e se forma no revestimento dos pulmões, abdômen ou coração). Ambos os cancros ocupacionais registaram um nível mais baixo em 2018 do que em 2013, queda de 7% para o mesotelioma e 16% para as neoplasias malignas dos brônquios e do pulmão. Para o mesotelioma, o índice havia se mantido estável até 2017 (caindo ou aumentando no máximo 1% a cada ano), e quase toda a redução observada entre 2013 e 2017 foi de fato registrada em 2018.




A Pneumoconiose refere-se a um  grupo de doenças causadas pela inalação de poeira. Os índices para dois tipos de pneumoconiose são apresentados na Figura 4, o primeiro relacionado a fibras minerais (como o amianto) e o segundo a poeira contendo sílica (dióxido de silício). 


Os índices para ambas as formas de pneumoconiose foram menores em 2018 do que cinco anos antes, queda de 41% para pneumoconiose devido ao amianto e outras fibras minerais e queda de 26% para pneumoconiose devido à poeira contendo sílica. 


Para o primeiro, esta foi uma das três maiores reduções em doenças ocupacionais registradas durante o período de 2013 a 2018 entre as 16 doenças ocupacionais para as quais os dados são apresentados; as outras duas doenças ocupacionais com grandes reduções foram os distúrbios músculo-esqueléticos, ou seja, os distúrbios dos tecidos moles.




A dermatite de contato é um tipo de doença de pele provocada pelo contato com uma determinada substância, em que a pele fica tipicamente seca, com bolhas ou rachaduras. Essa dermatite pode ser causada por um irritante (algo que danifica a pele) ou um alérgeno (algo que provoca uma resposta imunológica que danifica a pele). 


A partir da Figura 5, pode-se observar que ambas as doenças ocupacionais registraram um nível mais baixo em 2018 do que em 2013, com queda de 20% para a variante alérgica e 23% para a variante baseada em irritante. 


Para a variante baseada em irritante, o índice aumentou em dois anos desde 2013 e diminuiu em dois outros, de forma que em 2017 o valor do índice estava 5% acima do nível de 2013. Como tal, a diminuição geral entre 2013 e 2018 reflete principalmente a grande queda (queda de 26%) apenas em 2018.





A figura final - Figura 6 - apresenta a evolução de sete distúrbios músculo-esqueléticos. Entre elas, foram duas doenças/condições ocupacionais que registaram a maior e a terceira maior redução (entre as 16 doenças abrangidas por este artigo) entre 2013 e 2018: distúrbios dos tecidos moles (como lesões musculares ou tendinosas) relacionadas com os movimentos excessivos e pressão caíram 42%, enquanto outras doenças vasculares periféricas (distúrbios da circulação sanguínea) caíram 40%, respetivamente. 


Os sete distúrbios músculo-esqueléticos selecionados também incluíram as duas únicas doenças ocupacionais com um valor de índice mais alto em 2018 do que em 2013, ou seja, outras entesopatias (articulações inflamadas e doloridas; até 12%) e mononeuropatias do membro superior (afetando um único nervo periférico do braço, como a síndrome do túnel do carpo; até 13%).Fontes de dados.




Base legal

 

As estatísticas de doenças ocupacionais são baseadas em dados administrativos recolhidos ao nível nacional por várias organizações, geralmente os gabinetes  nacionais de estatística. 


O Regulamento (CE) n.º 1338/2008 define os requisitos específicos do domínio da recolha de dados, por exemplo em termos de objetivo, âmbito, assuntos abrangidos, períodos de referência, intervalos e prazos para o fornecimento de dados.

 

Cobertura geográfica

 

A Alemanha e a Grécia não participaram na recolha de dados piloto, enquanto Portugal forneceu dados para 2013-2015. Como tal, os dados utilizados para compilar os índices para a UE baseiam-se na disponibilidade entre, no máximo, 24 Estados-Membros da UE; o número exato varia entre as doenças individuais.

 

Natureza experimental

 

O carácter experimental destas estatísticas está  relacionado principalmente com o facto de os dados de casos reconhecidos como doenças profissionais refletirem não só a ocorrência dessas doenças, mas também a forma como o conceito de doença profissional foi integrado nos sistemas nacionais de segurança social. 


A existência de diferentes sistemas jurídicos e procedimentos para o reconhecimento de doenças profissionais na UE torna as comparações difíceis, observando que um baixo número de casos reconhecidos de uma doença profissional num determinado Estado-Membro da UE não é um sinal de ausência de tal doença. nem necessariamente uma prova clara de prevenção bem-sucedida. 


Da mesma forma, sistemas de deteção bem estabelecidos e campanhas de informação em grande escala podem explicar o elevado número de casos notificados e reconhecidos em alguns países.

 

Contexto

As estatísticas da UE sobre doenças profissionais são elementos essenciais da estratégia da Comissão Europeia para avaliar a eficácia da legislação da UE em matéria de saúde e segurança no trabalho. Para melhorar as condições de trabalho, o conhecimento dos números, taxas, frequências e tendências das doenças ocupacionais é fundamental. Eles permitem que as ações preventivas em toda a UE sejam monitorizadas e priorizadas.

 

Presentemente, não existe uma base de dados à escala da UE relativa às estatísticas sobre doenças profissionais. O objetivo do exercício-piloto da UE neste domínio é responder à necessidade de dados recolhendo dados nacionais numa única base de dados e, a partir deste ponto, fornecer informações sobre a evolução das doenças profissionais mais comumente reconhecidas na UE. 


Estes requisitos são sublinhados no Regulamento (CE) n.º 1338/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008; anexo V. Além de fornecer informações sobre a ocorrência de doenças, esses dados podem fornecer outras informações úteis sobre causalidade (exposição e consequências médicas), que são necessárias para a prevenção e avaliação de doenças ocupacionais. 


A recolha de dados piloto visa apoiar o desenvolvimento das estatísticas europeias sobre doenças profissionais.


Tradução da responsabilidade do Departamento de SST da UGT


Aceda à versão original Aqui.








UE: Doenças ocupacionais em declínio

 


imagem com DR


De acordo com o gabinete estatístico da UE, Eurostat, o índice para o número total de pessoas reconhecidas como tendo uma doença profissional, diminuiu 14% em toda a UE entre 2013 e 2018.


Durante este período, entre os quatro grupos de doenças para os quais existem sub-índices, a pneumoconiose (um grupo de doenças causadas pela inalação de poeiras, incluindo o amianto) e os cancros profissionais selecionados registaram declínios significativos (menos 27% e 18%, respetivamente). 


A dermatite de contacto diminuiu em menor quantidade (menos 2%), enquanto as perturbações músculo-esqueléticas não viram qualquer alteração.


Leia o artigo completo e descubra mais dados sobre o tema

Consulte a nossa secção web sobre doenças relacionadas com o trabalho