Neste Dia
Internacional em Memória dos Trabalhadores, 28 de abril, a CSI apela a uma ação
urgente para enfrentar a crise global dos riscos psicossociais no trabalho –
atualmente uma das principais causas de morte, doença e sofrimento para
trabalhadores em todo o mundo.
Por trás da realidade diária do trabalho, milhões de trabalhadores enfrentam uma pressão implacável: longas horas, insegurança no emprego, metas impossíveis e culturas laborais tóxicas.
Estes não são apenas maus empregos – são empregos perigosos. O stresse, a ansiedade e o esgotamento estão agora a causar mais danos a nível global do que os riscos tradicionais no local de trabalho, como os químicos ou as poeiras.
O Novo relatório
da CSI mostra a dimensão da crise:
- Só as longas
horas de trabalho são responsáveis por cerca de 745.000 mortes por ano.
- Há pelo
menos 70.000 suicídios relacionados com o trabalho anualmente.
- Perdem-se 12
mil milhões de dias úteis todos os anos devido à depressão e ansiedade.
- O burnout
afeta cerca de um em cada cinco trabalhadores a nível global.
- Os riscos
psicossociais estão ligados a mais de 10 por cento dos casos de doenças
cardíacas, depressão e suicídios.
"Maus
trabalhos podem destruir qualquer um. Quando os trabalhadores são empurrados
para além dos seus limites devido à insegurança no emprego, cargas excessivas
de trabalho e falta de controlo, as consequências podem ser fatais. Isto não é
inevitável – é resultado de escolhas feitas nas salas de reuniões e pelos
governos." Secretário-Geral da CSI Luc Triangle.
Por todo o mundo,
os sindicatos estão a provar que a mudança é possível. As evidências mostram
que uma forte presença sindical democrática no local de trabalho é a proteção
mais eficaz contra riscos psicossociais, melhorando a saúde dos trabalhadores e
os resultados económicos.
A CSI reivindica:
- Legislação
rigorosa para prevenir riscos psicossociais no trabalho.
- Pleno
envolvimento dos sindicatos na Saúde e Segurança no Trabalho.
- Trabalho digno,
incluindo empregos seguros, salário justo e cargas de trabalho adequadas.
- Reconhecimento
das condições de saúde mental como doenças profissionais.
Luc Triangle
concluiu: "As soluções para estes problemas começam com a democracia no
local de trabalho, com uma voz para os trabalhadores através dos seus
sindicatos. Os empregadores podem ignorar a saúde psicossocial dos
trabalhadores e quebrá-los, perder competências valiosas e enfrentar o custo
financeiro, ou podem trabalhar com os sindicatos para garantir que os
trabalhadores são valorizados. Se os empregadores têm dificuldade em perceber
qual é a escolha correta, os sindicatos estão prontos e disponíveis para os
lembrar. A luta pela
democracia no local de trabalho é a luta pelo bem-estar de todos os
trabalhadores."
Neste
28 de abril, lembramos os mortos – e lutamos pelos vivos. O trabalho não deve
custar vidas.
Deve
proteger Vidas, Dignidade e Saúde Mental.
Comunicado amavelmente cedido pela
CSI, cuja tradução é da responsabilidade do Departamento de Segurança e Saúde
no Trabalho da UGT






