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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis 2026-2027




 

Campanha «Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis» 2026-2028: Juntos pela saúde mental no trabalho





A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) lançou no dia 13 de outubro de 2026, ​uma nova campanha "Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis", sob o tema "Juntos pela saúde mental no trabalho​". 


Esta campanha visa sensibilizar para o impacto dos riscos psicossociais e promover a criação de ambientes de trabalho acolhedores, inclusivos e mentalmente saudáveis em todos os setores.

As cinco áreas prioritárias desta campanha são as seguintes:
​
  • Avaliação e gestão dos riscos psicossociais;
  • Assédio, assédio sexual e violência;
  • Riscos físicos e saúde mental;
  • Riscos psicossociais no setor da saúde e do apoio social;
  • Apoio à saúde mental no trabalho.​


Materiais

Folheto
Juntos pela saúde mental no trabalho (versão PT​ | versão EN​)

Cartaz (versã​o PT​​)

​​​Guia
Juntos pela saúde mental no trabalho​ (versão PT | versão EN​)
​
Apresentação PPT​
J​untos pela saúde mental no trabalho (versão PT​)

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

No coração do problema: novos recursos sobre saúde cardiovascular no local de trabalho

 

Imagem com DR


 

As doenças cardiovasculares são responsáveis por 1,71 milhões de mortes por ano na UE. São também a segunda causa mais comum de mortes relacionadas com o trabalho.

 

No âmbito do programa de investigação em grande escala da UE-OSHA sobre este tema, uma série de novas publicações analisa a regulamentação, as estratégias e as iniciativas existentes destinadas a prevenir as doenças cardiovasculares e a promover um regresso eficaz ao trabalho e a permanência no mesmo.

 

As doenças cardiovasculares contam-se entre as principais causas de mortes relacionadas com o trabalho na UE e podem ter um impacto substancial na saúde dos trabalhadores. O seu desenvolvimento pode ser influenciado por uma série de fatores profissionais, incluindo os riscos físicos, químicos, psicossociais e ergonómicos. A investigação da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho sobre a relação entre o trabalho e a saúde cardiovascular analisa estes riscos e destaca abordagens de prevenção, o desenvolvimento de políticas e recursos práticos.

 

As doenças cardiovasculares constituem um dos desafios mais importantes em matéria de saúde pública na UE. Incluem um conjunto diversificado e complexo de distúrbios, tais como as doenças coronárias e os acidentes vasculares cerebrais (AVC), que afetam o coração, os vasos sanguíneos e o sistema vascular cerebral. Enquanto doenças multifatoriais, podem resultar de uma combinação de fatores comportamentais e de estilo de vida, de condições de saúde preexistentes, de predisposições genéticas, de influências socioeconómicas e ambientais, bem como de riscos profissionais.

 

O local de trabalho desempenha, por conseguinte, um papel importante na prevenção das doenças cardiovasculares. Compreender estes riscos e o seu impacto na saúde cardiovascular é essencial para conceber medidas eficazes de prevenção das doenças cardiovasculares relacionadas com o trabalho e de promoção de uma vida profissional mais saudável.

 

O ónus das doenças cardiovasculares relacionadas com o trabalho

As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 1,71 milhões de mortes por ano na UE. Embora a sua prevalência varie de país para país, constituem a segunda causa mais frequente de mortes relacionadas com o trabalho na UE,

 

Para além do impacto na saúde, as doenças cardiovasculares podem afetar a qualidade de vida dos trabalhadores, a sua capacidade de trabalho e permanência no mercado de trabalho. Estão igualmente associadas a custos relacionados com o absentismo por doença, a incapacidade de longa duração, a reforma antecipada e a redução da produtividade, estando o custo anual global para a economia da UE estimado em mais de 210 mil milhões de EUR. A prevenção das doenças cardiovasculares relacionadas com o trabalho contribui para o bem-estar dos trabalhadores, ajudando simultaneamente as organizações e a sociedade a gerir estes impactos.

 

Fatores de risco de doenças cardiovasculares no local de trabalho

As doenças cardiovasculares relacionadas com o trabalho podem resultar de uma combinação de fatores de risco no local de trabalho, nomeadamente:

 

Os riscos psicossociais, incluindo elevadas exigências profissionais, baixo controlo do trabalho, horários de trabalho longos, trabalho por turnos, violência e assédio no local de trabalho, podem conduzir ao stress, o que, por sua vez, pode afetar a saúde cardiovascular.

  • Fatores de risco ergonómicos, como o trabalho físico pesado e a permanência prolongada na posição sentada ou em pé.
  • Fatores de risco físicos, como temperaturas extremas, ruído, vibrações e radiação.
  • Exposições a substâncias químicas, incluindo metais pesados, partículas, poeiras, emissões de gases de escape de motores e alguns pesticidas.
  • Agentes biológicos, incluindo determinadas doenças infecciosas, como a COVID-19.

Os tipos e o nível de riscos diferem entre setores, profissões e grupos de trabalhadores. Além disso, determinados fatores como a idade, o género, aspetos socioeconómicos, condições de saúde preexistentes e o estilo de vida podem influenciar a forma como as exposições profissionais afetam a saúde cardiovascular.


Explore a nova secção do site da UE-OSHA dedicada à saúde cardiovascular no local de trabalho para saber mais sobre os fatores de risco no local de trabalho e as medidas políticas da UE.


 Fonte: Conteúdo retirado do site da UE-OSHA

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Semana Europeia da Segurança e da Saúde no Trabalho: Juntos, podemos prevenir os riscos psicossociais

 




imagem com DR


A Semana Europeia da Segurança e da Saúde no Trabalho de 2026 decorrerá de 19 a 24 de outubro. Salienta a importância de criar locais de trabalho sustentáveis em toda a Europa, que protejam os trabalhadores e ajudem as organizações a ter sucesso.

Esta semana europeia assinala igualmente o início de uma nova edição da Campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis: Juntos pela saúde mental no trabalho. Constitui uma oportunidade para as organizações, os trabalhadores, os parceiros e outros intervenientes no domínio da SST partilharem boas práticas para prevenir os riscos psicossociais no trabalho.

Tem algum evento planeado? Uma nova investigação ou dados para partilhar? Está a organizar uma campanha sobre uma questão específica no domínio da SST? Dê-nos a conhecer as suas iniciativas. Divulgue o seu trabalho de promoção das atividades destinadas a melhorar os locais de trabalho em toda a UE.

Participe na Semana Europeia; mais informações aqui.

 


A EU-OSHA lança a sua campanha «Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis» 26-28: Juntos pela saúde mental no trabalho - COMUNICADO

Imagem com DR


A EU-OSHA lança hoje, em Bruxelas, a sua Campanha «Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis» 2026-2028: Juntos pela saúde mental no trabalho, a fim de ajudar os empregadores e as organizações a prevenir, avaliar e gerir os riscos psicossociais no trabalho.


Os problemas de saúde mental estão a aumentar na UE: quase metade (45 %) dos trabalhadores afirma enfrentar riscos para o seu bem-estar mental no trabalho e 29 % dos trabalhadores sofrem de stress, ansiedade ou depressão causados ou agravados pelo trabalho. 


A exposição prolongada a riscos psicossociais é dispendiosa, com um impacto significativo na saúde dos trabalhadores, incluindo o absentismo e a baixa por doença prolongada. Esta situação não só prejudica os trabalhadores, como também reduz a produtividade e aumenta os custos para as organizações, com consequências mais vastas para a sociedade.


«Os empregadores têm o dever legal de proteger a saúde dos trabalhadores, o que inclui a saúde mental. Os dados mais recentes revelam que as barreiras e a relutância em abordar os riscos psicossociais são comuns,, sendo que muitas organizações carecem de conhecimentos especializados ou e de recursos para lidar com estas questões. A campanha tem como objetivo ajudar as organizações a gerir os riscos psicossociais em todos os setores, fornecendo dados, soluções baseadas em evidências e ferramentas práticas. Estes recursos apoiarão a ação preventiva, melhorarão a organização do trabalho e promoverão o diálogo entre empregadores e trabalhadores com vista à criação de locais de trabalho favoráveis e inclusivos»

William Cockburn, Diretor Executivo da EU-OSHA

 

A campanha identifica cinco áreas prioritárias para ajudar a enfrentar os desafios específicos do setor e proteger melhor os grupos vulneráveis de trabalhadores:


  • Avaliação e gestão dos riscos psicossociais;
  • Assédio, assédio sexual e violência;
  • Riscos físicos e saúde mental;
  • Riscos psicossociais no setor da saúde e da assistência social; e
  • Apoio à saúde mental no trabalho.

Roxana Mînzatu, vice-presidente executiva da Comissão Europeia responsável pelos Direitos Sociais, Competências, Emprego de Qualidade e Preparação, declarou: «Os bons empregos protegem tanto a saúde mental como a segurança física.» Ninguém deveria ter de sacrificar o seu bem-estar para ganhar a vida. 


A saúde mental é uma prioridade da abordagem da UE em matéria de segurança e saúde no trabalho e um elemento central do nosso compromisso para com empregos de qualidade. «Em colaboração com a EU-OSHA, iremos promover medidas práticas para prevenir danos e criar locais de trabalho mais saudáveis, ajudando as pessoas a prosperar e as organizações a ter sucesso.»


Para maximizar o impacto da campanha, a EU-OSHA irá colaborar estreitamente com os seus parceiros de toda a UE/EEE e de fora destes territórios – incluindo os Pontos Focais Nacionais, os Parceiros Oficiais da Campanha e as redes – tais como os embaixadores da EEN em matéria de SST e os representantes da SST no ensino e formação profissional. Juntos, envidaremos esforços para promover uma cultura de prevenção dos riscos psicossociais entre os empregadores, os gestores, os trabalhadores e os seus representantes. As principais etapas da campanha incluem a Semana Europeia da Segurança e Saúde no Trabalho e os Prémios de Boas Práticas, para dar destaque a iniciativas bem-sucedidas que melhoram a segurança e a saúde no local de trabalho em toda a Europa.


Fonte: UE-OSHA

 

 


Lançamento da campanha «Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis»: Melhorar a saúde mental dos trabalhadores na UE começa aqui

 

Male coworkers whispering behind back of businesswoman

imagem com DR


Quase metade (45 %) dos trabalhadores na UE enfrenta riscos para a sua saúde mental no local de trabalho. É necessário agir. Hoje, em Bruxelas, a EU-OSHA lança a sua campanha «Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis 2026-28: juntos pela saúde mental no trabalho» para ajudar os empregadores a prevenir, avaliar e gerir os riscos psicossociais no trabalho.


Para assinalar o lançamento, oradores de renome, entre os quais Roxana Mînzatu, vice-presidente executiva da Comissão Europeia responsável pelos Direitos Sociais e Competências, Empregos de Qualidade e Preparação, e William Cockburn, diretor executivo da EU-OSHA, irão debater a agenda europeia para a saúde mental no trabalho.


Para mais informações sobre o lançamento e as cinco prioridades da campanha:



 Fonte: UE-OSHA

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

CES: Parlamento Europeu vota legislação sobre stress relacionado com o trabalho

 

A Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do Parlamento Europeu votou a favor de exigir à Comissão Europeia que apresente legislação vinculativa necessária para combater o aumento do stress no local de trabalho, responsável por milhares de mortes todos os anos.


Os eurodeputados votaram a favor de um relatório de iniciativa própria, apresentado por Estelle Ceulemans, sobre os riscos psicossociais, o stress e a saúde mental no trabalho. A votação ocorre durante a segunda fase da consulta da Comissão Europeia sobre a Lei dos Empregos de Qualidade (Quality Jobs Act), que inclui uma possível intervenção sobre os riscos psicossociais.


A Confederação Europeia dos Sindicatos (CES) considera que a inclusão de legislação vinculativa sobre a prevenção e gestão dos riscos psicossociais relacionados com o trabalho, no âmbito da Lei dos Empregos de Qualidade, é urgentemente necessária, num momento em que:


  • O stress no local de trabalho é responsável por mais de 10 000 mortes por ano na União Europeia e no Reino Unido;
  • O stress no trabalho representa atualmente mais de 40% de todos os casos de depressão;
  • Menos de 40% dos locais de trabalho na UE dispõem de planos de ação para prevenir os riscos psicossociais;
  • A economia europeia perde 620 mil milhões de euros por ano devido à depressão relacionada com o trabalho;
  • Em 9 em cada 10 empresas, a adoção de medidas de saúde e segurança é motivada por uma obrigação legal.

Esther Lynch, Secretária-Geral da CES, afirmou:

“Durante demasiado tempo, a saúde mental no trabalho foi tratada como um problema pessoal que cada pessoa deveria gerir, em vez de ser encarada como um risco profissional que deve ser prevenido. Os trabalhadores não deveriam ter de chegar ao limite antes de os empregadores tomarem medidas. A prevenção não é um complemento opcional; é precisamente o objetivo da legislação de saúde e segurança no trabalho.


“As mudanças significativas na nossa cultura de trabalho ao longo das últimas décadas aumentaram os níveis de burnout, depressão e doenças cardíacas, ao ponto de os riscos psicossociais representarem agora um perigo maior para a saúde dos trabalhadores do que os acidentes físicos.


“No entanto, não existe legislação da UE especificamente dedicada aos riscos psicossociais no trabalho. O Parlamento deixou hoje claro à Comissão que esta situação é insustentável. A solução não passa por colocar cartazes a dizer aos trabalhadores para cuidarem da sua saúde mental perante condições de trabalho cada vez mais impossíveis.


“O que precisamos é de legislação vinculativa sobre os riscos psicossociais no âmbito da Lei dos Empregos de Qualidade, que responsabilize os empregadores pela prevenção e gestão dos riscos psicossociais da mesma forma que são responsabilizados pelos riscos físicos. Todos os empregos, todas as profissões, todos os setores e todas as idades devem estar abrangidos.”


Jan Willem Goudriaan, Secretário-Geral da EPSU, afirmou:

“A EPSU congratula-se com este tão aguardado relatório, que apela à criação de legislação europeia sobre os fatores de risco psicossocial. Durante demasiado tempo, os trabalhadores dos serviços públicos têm exercido as suas funções em condições prejudiciais para a sua saúde mental, incluindo cargas de trabalho excessivas, falta de pessoal e violência.


“Em particular, nos setores da saúde e da assistência social, os riscos psicossociais constituem a segunda principal causa de absentismo por doença, depois das perturbações musculoesqueléticas. O inquérito de 2025 da OMS/Europa demonstrou a situação preocupante entre médicos e enfermeiros: um em cada três profissionais refere sintomas de depressão ou ansiedade e mais de 10% relatam pensamentos de pôr termo à própria vida ou de se automutilarem. Muitos trabalhadores que prestam serviços públicos encontram-se na linha da frente, expostos à violência por parte de terceiros e ao stress que esta provoca.


“Existe uma necessidade urgente de implementar as recomendações deste relatório, num momento de emergência nos serviços públicos, e de desenvolver uma diretiva específica. A proteção dos trabalhadores contra os fatores de risco psicossocial é fundamental para o futuro dos serviços públicos europeus.”


Nayla Glaise, Presidente da Eurocadres, afirmou:

“Mais uma vez, a Comissão é chamada a agir, uma vez que uma intervenção legislativa contra os riscos psicossociais há muito que se tornou necessária. A Eurocadres congratula-se com o mais recente relatório do Parlamento, que deixa claro que não basta reconhecer o problema: é necessária uma ação concreta numa área em que a Europa tem falhado continuamente.


“A existência de regras vinculativas para prevenir a exposição dos trabalhadores a estes riscos é uma necessidade, tendo em conta o número crescente de profissionais e dirigentes afetados em toda a UE. Longe de ser apenas uma reivindicação sindical, os especialistas têm apelado continuamente a definições claras e a regras que ajudem a reduzir o risco para a saúde e segurança representado por estes fatores.


“Este relatório constitui uma continuação importante de um apelo que tem sido feito há muito tempo e esperamos que a Comissão lhe dê a devida resposta.”