sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Campanha Impacto das Alterações climáticas na SST
CALOR EXTREMO NO TRABALHO: PREVENIR É PROTEGER : Orientações para o Local de Trabalho
Nas últimas décadas tem-se verificado um aumento significativo das temperaturas médias globais, tornando os períodos de calor extremo mais frequentes, intensos e prolongados. Este fenómeno, associado às alterações climáticas, tem provocado novos desafios para a sociedade, incluindo no ambiente laboral.
Os trabalhadores que desempenham funções no exterior ou em locais com elevadas fontes de calor encontram-se particularmente expostos a condições que podem comprometer a sua saúde e segurança.
A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode dificultar a capacidade do organismo em regular a sua temperatura, levando ao aparecimento de problemas como desidratação, fadiga, tonturas, exaustão pelo calor e, em situações mais graves, golpe de calor.
Para além dos efeitos na saúde dos trabalhadores, o calor excessivo pode também afetar o desempenho profissional, reduzindo a concentração, aumentando a probabilidade de erros e contribuindo para o aumento do risco de acidentes de trabalho.
Neste contexto, a exposição ao calor excessivo constitui um importante risco profissional que deve ser identificado e prevenido pelas organizações.
A adoção de medidas de proteção, como a adaptação dos horários de trabalho, a criação de períodos de descanso, a disponibilização de água e a melhoria das condições dos locais de trabalho, é essencial para garantir a segurança e o bem-estar dos trabalhadores.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Estudo da UGT Portugal “Avaliação do Bem-Estar e Satisfação no Trabalho”
De acordo com os resultados do Estudo da UGT Portugal “Avaliação do Bem-Estar e Satisfação no Trabalho”, elaborado pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, os trabalhadores inquiridos registam uma média de 2.77 (em 5) no indicador cuidado da organização com o trabalhador.
Este valor revela uma perceção preocupante dos trabalhadores e trabalhadoras sobre a forma como sentem que a sua organização valoriza o seu contributo e se preocupa com o seu bem-estar no trabalho.
A UGT defende a promoção de ambientes de trabalho saudáveis, não esquecendo que quando os trabalhadores sentem que a empresa valoriza o seu esforço e zela pelo seu bem-estar, tal reflete-se diretamente no aumento da satisfação, produtividade e na redução do absentismo.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Estudo da UGT Portugal “Avaliação do Bem-Estar e Satisfação no Trabalho”
De acordo com os resultados do Estudo da UGT Portugal “Avaliação do Bem-Estar e Satisfação no Trabalho”, elaborado pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, os trabalhadores inquiridos registam uma média de 2.54 numa escala de 1 a 5 no indicador perceção do suporte da organização.
Este valor revela que muitos trabalhadores sentem que a sua organização não lhes confere o devido apoio, seja no que se refere a recursos, reconhecimento, segurança emocional ou outros, necessários para que o desempenho saudável e eficiente das suas funções.
A perceção de suporte recebido da organização tem uma tendência negativa em todos os grupos, com a média mais elevada nas atividades de agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (3.15).
Pelo contrário, as áreas em que a perceção de suporte da organização é menor são as áreas de alojamento, restauração e similares (2.21), as atividades de saúde humana e apoio social (2.24) e as de comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos (2.30).
Continuaremos a lutar por práticas de trabalho que valorizem quem trabalha e que promova o bem-estar dos trabalhadores para que estes atinjam os seus objetivos profissionais e pessoais.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
FACTOS E NÚMEROS - Gestão da SST em Portugal: Alguns dados
O quarto inquérito europeu ESENER 2024 visa ajudar os locais de trabalho a lidar de forma mais eficaz com a saúde e a segurança e promover a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Fornece informações comparáveis a nível transnacional relevantes para a conceção e implementação de novas políticas no domínio da Segurança e Saúde no Trabalho.
Os primeiros resultados apurados e divulgados sobre GESTÃO DA SST em Portugal, permitem-nos aferir as serguintes conclusões gerais:
1 - Organização de serviços
- A maioria das empresas, em Portugal, referiu dispor de um «médico do trabalho» na sua organização de serviços de SST (98%);
- Apenas 16% declararam dispor da resposta de «acompanhamento psicológico do trabalho»;
- Igualmente os resultados obtidos no que toca à existência de um «técnico de segurança no trabalho» são significativos, com cerca de 78% das empresas a responderem que dispõe desta resposta técnica;
- De registar que de acordo com este inquérito, os resultados obtidos no nosso país são superiores à média dos valores da UE, nas valências «medicina no trabalho» comparativamente com 76% ao nível da UE, e «técnico de segurança» comparativamente com 61% na UE;
- Cerca de 96% das empresas nacionais responderam possuir uma «política de SST documentada, um sistema de gestão estabelecido ou um plano de ação», registando-se uma maior prevalência nas empresas de maior dimensão, resultado este superior à média europeia que registou 92%.
2 - Razões para lidar com a SST
O «cumprimento das obrigações legais» surge, de acordo com os resultados, como a principal razão para lidar com a SST apontada por cerca de 96% das empresas, seguida de «pedidos dos trabalhadores e seus representantes» com 85%.
3 - Medidas para promover a saúde entre os trabalhadores
- 43% das empresas portuguesas relataram ter implementadas medidas de sensibilização para uma alimentação saudável;
- 41% promover a sensibilização para a prevenção da dependência, por exemplo, do tabaco, álcool ou drogas;
- 28% promover de atividades desportivas fora do horário de trabalho promover de exercícios para as costas, alongamentos ou outro tipo de exercício físico no trabalho.
Fonte: ESENER
Transformar dados em ação: Barómetro de SST
Imagem com DR
A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho publicou dois novos estudos de caso que demonstram como o Barómetro de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) pode ser utilizado para converter dados em ações concretas, apoiando a tomada de decisões e a melhoria das condições de trabalho em toda a Europa.
Os estudos de caso apresentam duas personagens fictícias com diferentes responsabilidades profissionais, para ilustrar a utilização da ferramenta de visualização de dados em diferentes contextos.
O Barómetro de SST constitui uma ferramenta interativa que reúne indicadores-chave, oferecendo uma visão abrangente da evolução da SST nos Estados-membros.
Segundo a EU-OSHA, o objetivo é facilitar o acesso a informação fiável e transformá-la em conhecimento útil para decisores políticos, profissionais de segurança e saúde no trabalho, empresas, parceiros sociais e investigadores. Ao disponibilizar dados de forma intuitiva e comparável, o Barómetro pretende apoiar decisões baseadas em evidência e contribuir para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
Os novos estudos de caso mostram que a análise de dados pode ter aplicações práticas em diferentes níveis, desde a negociação de melhores condições de trabalho até ao desenvolvimento de políticas europeias, reforçando o papel do Barómetro de SST como uma ferramenta estratégica para a promoção da prevenção e da segurança laboral.
Aceda aqui ao Barómetro de SST.
Aceda aqui ao Barómetro de SST.
Consulte aqui os estudos de caso:
Dos dados à orientação: o percurso de um analista de políticas através do Barómetro de SST
Fonte: UE-OSHA
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Criar locais de trabalho mais saudáveis para os professores num setor da educação em evolução
Imagem com DR
Um novo relatório da EU-OSHA incide na prevenção dos riscos psicossociais e na promoção de uma boa saúde mental entre os profissionais do ensino, como professores, pessoal académico, assistentes de investigação e outros.
Os profissionais do ensino enfrentam riscos psicossociais significativos no local de trabalho, incluindo o elevado volume de trabalho, as exigências emocionais, a limitada autonomia, a insegurança no trabalho e a exposição à violência.
Estes fatores afetam a saúde mental, o bem-estar e a qualidade do emprego, podendo ter impacto no recrutamento, na retenção e na aprendizagem dos estudantes.
Este relatório descreve os padrões de risco, os grupos específicos e as medidas de prevenção eficazes para melhorar a segurança e a saúde no trabalho no setor da educação.
Inclui, pois, boas práticas e orientações políticas para apoiar o bem-estar mental neste setor fundamental, que emprega 10 milhões de pessoas em toda a UE, sendo que uma em cada quatro refere que o seu trabalho afeta negativamente a sua saúde mental.
Saiba mais sobre os riscos psicossociais e a saúde mental no trabalho — o tema central da campanha «Juntos pela saúde mental no trabalho» da EU-OSHA, que será lançada no próximo mês de outubro.









