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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Estudo da UGT Portugal “Avaliação do Bem-Estar e Satisfação no Trabalho”

 



De acordo com os resultados do Estudo da UGT Portugal “Avaliação do Bem-Estar e Satisfação no Trabalho”, elaborado pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, os trabalhadores inquiridos registam uma média de 2.54 numa escala de 1 a 5 no indicador perceção do suporte da organização.

 

Este valor revela que muitos trabalhadores sentem que a sua organização não lhes confere o devido apoio, seja no que se refere a recursos, reconhecimento, segurança emocional ou outros, necessários para que o desempenho saudável e eficiente das suas funções.

 

A perceção de suporte recebido da organização tem uma tendência negativa em todos os grupos, com a média mais elevada nas atividades de agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (3.15).

 

Pelo contrário, as áreas em que a perceção de suporte da organização é menor são as áreas de alojamento, restauração e similares (2.21), as atividades de saúde humana e apoio social (2.24) e as de comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos (2.30).

 

Continuaremos a lutar por práticas de trabalho que valorizem quem trabalha e que promova o bem-estar dos trabalhadores para que estes atinjam os seus objetivos profissionais e pessoais.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

FACTOS E NÚMEROS - Gestão da SST em Portugal: Alguns dados



O quarto inquérito europeu ESENER 2024 visa ajudar os locais de trabalho a lidar de forma mais eficaz com a saúde e a segurança e promover a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Fornece informações comparáveis a nível transnacional relevantes para a conceção e implementação de novas políticas no domínio da Segurança e Saúde no Trabalho.

 

Os primeiros resultados apurados e divulgados sobre GESTÃO DA SST em Portugal, permitem-nos aferir as serguintes conclusões gerais:

 

 

1 - Organização de serviços

 

- A maioria das empresas, em Portugal, referiu dispor de um «médico do trabalho» na sua organização de serviços de SST (98%);

 

 

- Apenas 16% declararam dispor da resposta de «acompanhamento psicológico do trabalho»;

 

 

- Igualmente os resultados obtidos no que toca à existência de um «técnico de segurança no trabalho» são significativos, com cerca de 78% das empresas a responderem que dispõe desta resposta técnica;

 

 

- De registar que de acordo com este inquérito, os resultados obtidos no nosso país são superiores à média dos valores da UE, nas valências «medicina no trabalho» comparativamente com 76% ao nível da UE, e «técnico de segurança» comparativamente com 61% na UE;

 

 

- Cerca de 96% das empresas nacionais responderam possuir uma «política de SST documentada, um sistema de gestão estabelecido ou um plano de ação», registando-se uma maior prevalência nas empresas de maior dimensão, resultado este superior à média europeia que registou 92%.

 

 

2 - Razões para lidar com a SST

 

O «cumprimento das obrigações legais» surge, de acordo com os resultados, como a principal razão para lidar com a SST apontada por cerca de 96% das empresas, seguida de «pedidos dos trabalhadores e seus representantes» com 85%.  

 

 

 

3 - Medidas para promover a saúde entre os trabalhadores

 

- 43% das empresas portuguesas relataram ter implementadas medidas de sensibilização para uma alimentação saudável;

 

 

- 41% promover a sensibilização para a prevenção da dependência, por exemplo, do tabaco, álcool ou drogas;

 

 

- 28% promover de atividades desportivas fora do horário de trabalho promover de exercícios para as costas, alongamentos ou outro tipo de exercício físico no trabalho.

 

 

Fonte: ESENER

 

 

Transformar dados em ação: Barómetro de SST

  

Imagem com DR


A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho publicou dois novos estudos de caso que demonstram como o Barómetro de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) pode ser utilizado para converter dados em ações concretas, apoiando a tomada de decisões e a melhoria das condições de trabalho em toda a Europa.

 

Os estudos de caso apresentam duas personagens fictícias com diferentes responsabilidades profissionais, para ilustrar a utilização da ferramenta de visualização de dados em diferentes contextos.

 

O Barómetro de SST constitui uma ferramenta interativa que reúne indicadores-chave, oferecendo uma visão abrangente da evolução da SST nos Estados-membros.

 

Segundo a EU-OSHA, o objetivo é facilitar o acesso a informação fiável e transformá-la em conhecimento útil para decisores políticos, profissionais de segurança e saúde no trabalho, empresas, parceiros sociais e investigadores. Ao disponibilizar dados de forma intuitiva e comparável, o Barómetro pretende apoiar decisões baseadas em evidência e contribuir para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

 

Os novos estudos de caso mostram que a análise de dados pode ter aplicações práticas em diferentes níveis, desde a negociação de melhores condições de trabalho até ao desenvolvimento de políticas europeias, reforçando o papel do Barómetro de SST como uma ferramenta estratégica para a promoção da prevenção e da segurança laboral.

 

Aceda aqui ao Barómetro de SST.

 

Aceda aqui ao Barómetro de SST.

 

 

Consulte aqui os estudos de caso:

 

Da observação à evidência: como os dados do Barómetro de SST ajudam os intervenientes no local de trabalho a reequilibrar a prevenção;

 

Dos dados à orientação: o percurso de um analista de políticas através do Barómetro de SST

 

Fonte: UE-OSHA

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Criar locais de trabalho mais saudáveis para os professores num setor da educação em evolução

 


Imagem com DR


Um novo relatório da EU-OSHA incide na prevenção dos riscos psicossociais e na promoção de uma boa saúde mental entre os profissionais do ensino, como professores, pessoal académico, assistentes de investigação e outros.

 

Os profissionais do ensino enfrentam riscos psicossociais significativos no local de trabalho, incluindo o elevado volume de trabalho, as exigências emocionais, a limitada autonomia, a insegurança no trabalho e a exposição à violência.

 

Estes fatores afetam a saúde mental, o bem-estar e a qualidade do emprego, podendo ter impacto no recrutamento, na retenção e na aprendizagem dos estudantes.

 

Este relatório descreve os padrões de risco, os grupos específicos e as medidas de prevenção eficazes para melhorar a segurança e a saúde no trabalho no setor da educação. 

 

Inclui, pois, boas práticas e orientações políticas para apoiar o bem-estar mental neste setor fundamental, que emprega 10 milhões de pessoas em toda a UE, sendo que uma em cada quatro refere que o seu trabalho afeta negativamente a sua saúde mental.

 

Saiba mais sobre os riscos psicossociais e a saúde mental no trabalho — o tema central da campanha «Juntos pela saúde mental no trabalho» da EU-OSHA, que será lançada no próximo mês de outubro.

 


 
Fonte: UE-OSHA

APELO À AÇÃO! Pausas para descanso durante o calor: Um direito de todos os trabalhadores.

Pelo direito de interromper o trabalho, Assine a Petição da CES



 Imagem com DR

 

Os jogadores de futebol tiveram uma pausa para beber água a cada 22 minutos para garantir a sua segurança durante o Campeonato do Mundo.

Mas os trabalhadores da construção civil, os trabalhadores da apanha da fruta e os motoristas de autocarro são frequentemente obrigados a trabalhar durante horas sob calor intenso e perigoso, sem qualquer pausa.

É por isso que houve um enorme aumento no número de mortes relacionadas com o calor no local de trabalho na Europa [1].

Pessoas como Ciro Adinolfi, que morreu de ataque cardíaco em frente ao filho enquanto trabalhava num estaleiro de construção com temperaturas próximas dos 40°C.

Ou José Antonio Gonzalez, que morreu após um longo turno a limpar as ruas com temperaturas superiores a 40°C. 

A vida destes trabalhadores, e de milhares de outros, foi interrompida devido à atitude perigosa da Europa em relação ao trabalho sob calor extremo.

Mas os empregadores não estão a aprender a lição: a investigação mostra [2] que muitos empregadores relutam em adotar medidas voluntárias para manter as pessoas em segurança e recusam até discutir essas medidas com os sindicatos.

É por isso que precisamos de uma lei europeia que estabeleça uma temperatura máxima para o trabalho.

Isso significaria que os trabalhadores teriam o direito de interromper o trabalho e fazer uma pausa — sem receio de perder o salário ou até o emprego — quando a temperaturas e tornar demasiado elevada para trabalhar.

Significaria também que os empregadores teriam de fornecer água, acesso a instalações sanitárias, sombra e vestuário de proteção. Medidas básicas, de simples bom senso, mas essenciais para proteger as pessoas.

Assine agora e diga à Comissão Europeia: Protejam os trabalhadores com uma lei vinculativa da União Europeia sobre temperaturas máximas de trabalho.


O clima está a mudar e as nossas leis também têm de mudar.

 
 


sexta-feira, 31 de julho de 2026

O calor extremo coloca os trabalhadores em risco. A OiRA pode ajudar.

  


Com a intensificação das ondas de calor em toda a Europa, a exposição ao calor está a tornar-se uma séria ameaça à saúde dos trabalhadores.

 

 

A ferramenta online interativa de avaliação de riscos (OiRA) para calor e frio ajuda as empresas a avaliar os riscos térmicos e a identificar as medidas preventivas adequadas. 

 

 

Essas medidas podem incluir a adaptação da organização do trabalho, a planificação de pausas para descanso, a melhoria do acesso à água potável, sombra e ventilação, o fornecimento de equipamentos de proteção adequados e o auxílio aos trabalhadores no reconhecimento dos primeiros sinais de estresse térmico.

 

 

A ferramenta também ajuda os empregadores a considerarem as necessidades específicas dos trabalhadores vulneráveis ​​e apoia o cumprimento dos requisitos da UE em matéria de segurança e saúde no trabalho.

 

 

Descubra a ferramenta OiRA sobre calor e frio e ajude a levar a prevenção do calor a mais locais de trabalho neste verão. 

 

 

Fonte: UE-OSHA
 
 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Prevenção dos riscos psicossociais na prática | Novos estudos de caso


Imagem com DR


 A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) publicou nove estudos de caso que apresentam exemplos práticos de iniciativas desenvolvidas em diferentes setores para prevenir os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho, tema da próxima Campanha “Locais de Trabalho Saudáveis – Juntos pela saúde mental no trabalho”.

 

 

Seis dos novos estudos de caso publicados incidem sobre iniciativas nacionais ou setoriais destinadas a sensibilizar para os riscos psicossociais e a reforçar a sua prevenção, demonstrando como programas de âmbito mais alargado podem impulsionar mudanças concretas nas organizações.

 

 

Os outros três estudos apresentam iniciativas desenvolvidas por empresas, evidenciando abordagens práticas para prevenir os riscos psicossociais e promover a saúde mental dos trabalhadores.

 

 

Consulte aqui os estudos de caso:

 

 
Fonte: UE-OSHA