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terça-feira, 28 de abril de 2026

Comunicado da CSI - Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores 2026: Combater os riscos psicossociais no trabalho

 

Neste Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores, 28 de abril, a CSI apela a uma ação urgente para enfrentar a crise global dos riscos psicossociais no trabalho – atualmente uma das principais causas de morte, doença e sofrimento para trabalhadores em todo o mundo.

 

Por trás da realidade diária do trabalho, milhões de trabalhadores enfrentam uma pressão implacável: longas horas, insegurança no emprego, metas impossíveis e culturas laborais tóxicas.


Estes não são apenas maus empregos – são empregos perigosos. O stresse, a ansiedade e o esgotamento estão agora a causar mais danos a nível global do que os riscos tradicionais no local de trabalho, como os químicos ou as poeiras.


O Novo relatório da CSI mostra a dimensão da crise:

 

  • Só as longas horas de trabalho são responsáveis por cerca de 745.000 mortes por ano.
  • Há pelo menos 70.000 suicídios relacionados com o trabalho anualmente.
  • Perdem-se 12 mil milhões de dias úteis todos os anos devido à depressão e ansiedade.
  • O burnout afeta cerca de um em cada cinco trabalhadores a nível global.
  • Os riscos psicossociais estão ligados a mais de 10 por cento dos casos de doenças cardíacas, depressão e suicídios.
  •  

"Maus trabalhos podem destruir qualquer um. Quando os trabalhadores são empurrados para além dos seus limites devido à insegurança no emprego, cargas excessivas de trabalho e falta de controlo, as consequências podem ser fatais. Isto não é inevitável – é resultado de escolhas feitas nas salas de reuniões e pelos governos." Secretário-Geral da CSI Luc Triangle.

 

Por todo o mundo, os sindicatos estão a provar que a mudança é possível. As evidências mostram que uma forte presença sindical democrática no local de trabalho é a proteção mais eficaz contra riscos psicossociais, melhorando a saúde dos trabalhadores e os resultados económicos.

 

A CSI reivindica:

 

  • Legislação rigorosa para prevenir riscos psicossociais no trabalho.
  • Pleno envolvimento dos sindicatos na Saúde e Segurança no Trabalho.
  • Trabalho digno, incluindo empregos seguros, salário justo e cargas de trabalho adequadas.
  • Reconhecimento das condições de saúde mental como doenças profissionais.

 

Luc Triangle concluiu: "As soluções para estes problemas começam com a democracia no local de trabalho, com uma voz para os trabalhadores através dos seus sindicatos. Os empregadores podem ignorar a saúde psicossocial dos trabalhadores e quebrá-los, perder competências valiosas e enfrentar o custo financeiro, ou podem trabalhar com os sindicatos para garantir que os trabalhadores são valorizados. Se os empregadores têm dificuldade em perceber qual é a escolha correta, os sindicatos estão prontos e disponíveis para os lembrar. A luta pela democracia no local de trabalho é a luta pelo bem-estar de todos os trabalhadores."

  

Neste 28 de abril, lembramos os mortos – e lutamos pelos vivos. O trabalho não deve custar vidas.

 

Deve proteger Vidas, Dignidade e Saúde Mental.

 

Comunicado amavelmente cedido pela CSI, cuja tradução é da responsabilidade do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da UGT

 

Garantir ambientes de trabalho saudáveis e bem estar psicossocial - OIT

 

O ambiente psicossocial no trabalho é definido pela forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido, bem como pelas práticas organizacionais que moldam diariamente as condições de trabalho. Fatores psicossociais – tais como  a carga  e o horário de trabalho, funções bem definidas, autonomia, apoio, processos justos e transparentes – influenciam fortemente a forma como o trabalho é realizado e afetam a segurança, a saúde e o desempenho dos trabalhadores e trabalhadoras.  

Quando os fatores psicossociais prejudicam os trabalhadores, tornam-se riscos que, tal como os riscos físicos, químicos e biológicos, devem ser abordados e geridos para garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis.

Para assinalar o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em 28 de abril de 2026, a OIT preparou um conjunto de materiais para promover a campanha, nos quais se incluem - para além do cartaz - um relatório mundial e uma apresentação em PowerPoint. 

O relatório apresenta uma abordagem organizacional centrada na prevenção e analisa os fatores de risco psicossocial em três níveis: o trabalho, a forma como o trabalho é gerido e organizado e as políticas, práticas e procedimentos mais amplos que regem o trabalho.





Este relatório analisa os elementos, e interações que influenciam o ambiente psicossocial de trabalho e a sua relação com a forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido, e as políticas, práticas e procedimentos mais abrangentes que regem o trabalho.

O relatório apresenta uma abordagem inovadora estruturada em três níveis dimensões interrelacionadas  para melhor compreender os fatores que influenciam o ambiente psicossocial de trabalho, nomeadamente, as exigências do trabalho, clareza na definição de funções, carga de trabalho, autonomia, modalidades e horários de trabalho e transparência e justiça nos processos. Essa abordagem  tem o objetivo de promover a prevenção e a gestão bem direcionadas e proativas para melhorar a segurança, saúde e o desempenho dos trabalhadores e das organizações. 

Fonte: OIT

 

Garantir ambientes de trabalho SAUDÁVEIS E BEM-ESTAR PSICOSSOCIAL - OIT



840.000 mortes por ano estão ligadas a riscos psicossociais no trabalho.


Mais de 840 mil pessoas morrem anualmente devido a problemas de saúde relacionados com riscos psicossociais, tais como longas jornadas de trabalho, insegurança no emprego e assédio no local de trabalho, segundo um novo Relatório global da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Esses riscos psicossociais relacionados com o trabalho estão associados a doenças cardiovasculares e a transtornos mentais, incluindo o suicídio.

O relatório constata também que esses riscos são responsáveis ​​por quase 45 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) perdidos anualmente, refletindo anos de vida saudável perdidos devido a doenças, incapacidades ou morte prematura, e estima-se que resultem em perdas económicas equivalentes a 1,37% do PIB global a cada ano.

O Relatório, intitulado "O ambiente de trabalho psicossocial: desenvolvimentos globais e caminhos para ação" , destaca o crescente impacto da forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido na segurança e saúde dos trabalhadores.

Alerta que os fatores de risco psicossociais — incluindo longas jornadas de trabalho, insegurança laboral, elevadas exigências com pouco controlo, e assédio moral e sexual no local de trabalho — podem criar ambientes de trabalho prejudiciais se não forem devidamente abordados.


O que é o ambiente de trabalho psicossocial? 

O Relatório apresenta o ambiente psicossocial de trabalho como os elementos do trabalho e das interações no local de trabalho relacionados à forma como os cargos são estruturados, como o trabalho é organizado e gerido, e as políticas, práticas e procedimentos mais amplos que orientam o trabalho. Esses elementos, tanto individualmente quanto em conjunto, afetam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, bem como o desempenho organizacional.

Para melhor compreender os riscos psicossociais, o Relatório propõe três níveis interrelacionados do ambiente de trabalho:

Em primeiro lugar, a natureza do próprio trabalho, incluindo exigências, responsabilidades, alinhamento com as competências dos trabalhadores, acesso a recursos e a conceção das tarefas em termos de significado, variedade e utilização de competências. 

Em segundo lugar, a forma como o trabalho é organizado e gerido, abrangendo a clareza de funções, expectativas, autonomia, carga de trabalho, ritmo de trabalho, supervisão e apoio.

Em terceiro lugar, as políticas, práticas e procedimentos mais amplos que regem o trabalho no local de trabalho. Isso inclui os contratos de emprego e horários de trabalho, a gestão da mudança organizacional, a monitorização digital, os processos de desempenho e recompensa, as políticas e sistemas de gestão de SST (Saúde e Segurança no Trabalho), os procedimentos para prevenir a violência e o assédio no trabalho e os mecanismos de consulta e participação dos trabalhadores. 

O Relatório enfatiza que os riscos psicossociais decorrem desses elementos e podem ser prevenidos através de abordagens organizacionais que abordem as suas causas. Destaca também a importância de integrar a gestão de riscos psicossociais nos sistemas de segurança e saúde ocupacional, com o apoio do diálogo social entre governos, empregadores e trabalhadores.


Como a OIT estimou 840.000 mortes

A estimativa de mais de 840.000 mortes por ano foi baseada em duas fontes principais de evidência. A primeira refere-se a dados sobre a prevalência global de cinco fatores de risco psicossociais no trabalho: stresse ocupacional (altas exigências de trabalho combinadas com baixo controle), desequilíbrio entre esforço e recompensa, insegurança no trabalho, longas jornadas de trabalho e assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

As segundas referem-se a pesquisas científicas que demonstram como esses riscos aumentam a probabilidade de doenças graves, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e transtornos mentais, incluindo o suicídio.

Esses níveis de risco foram aplicados aos dados globais mais recentes de mortalidade e saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do estudo Carga Global de Doenças (GBD) para estimar o número de mortes e DALYs atribuíveis a esses riscos a cada ano. Essa abordagem permitiu à OIT quantificar tanto o ônus humano quanto o económico, incluindo a estimativa das perdas de produtividade refletidas nos custos do PIB associados aos anos de vida saudável perdidos.

Além disso, o Relatório sintetiza um amplo conjunto de evidências que demonstram que os riscos psicossociais estão ligados a uma vasta gama de problemas de saúde mental e física entre os trabalhadores, incluindo depressão e ansiedade, bem como doenças metabólicas, distúrbios musculoesqueléticos e distúrbios do sono.

Exposição generalizada

Embora muitos riscos psicossociais não sejam novos, grandes transformações no mundo do trabalho, incluindo a digitalização, a inteligência artificial, o trabalho remoto e novos modelos de emprego, estão a remodelar o ambiente psicossocial do trabalho. Essas mudanças podem intensificar os riscos existentes ou criar novos, se não forem devidamente abordadas.

Ao mesmo tempo, podem oferecer oportunidades para uma melhor organização do trabalho e maior flexibilidade, ressaltando a necessidade de ações proativas.

“Os riscos psicossociais estão a tornar-se um dos desafios mais significativos para a segurança e saúde ocupacional no mundo do trabalho moderno”, disse Manal Azzi, Líder da Equipa de Políticas e Sistemas de SST da OIT. “A melhoria do ambiente de trabalho psicossocial é essencial não apenas para proteger a saúde mental e física dos trabalhadores, mas também para fortalecer a produtividade, o desempenho organizacional e o desenvolvimento económico sustentável.”

Ao abordar esses riscos de forma proativa, conclui o relatório, países e empresas podem criar ambientes de trabalho mais saudáveis ​​que beneficiem, tanto os trabalhadores quanto as organizações, enquanto fortalecem a produtividade e a resiliência económica.


Fonte: OIT

Saiba mais Aqui


segunda-feira, 27 de abril de 2026

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho 2026: Relatório Mundial da OIT

 


Disseminamos o sumário executivo em português do Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), intitulado “O ambiente psicossocial de trabalho: tendências globais e orientações para a ação”, preparado por ocasião do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho 2026.

Este relatório analisa os elementos, e interações que influenciam o ambiente psicossocial de trabalho e a sua relação com a forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido, e as políticas, práticas e procedimentos mais abrangentes que regem o trabalho.

O relatório apresenta uma abordagem inovadora estruturada em três níveis dimensões interrelacionadas para melhor compreender os fatores que influenciam o ambiente psicossocial de trabalho, nomeadamente, as exigências do trabalho, clareza na definição de funções, carga de trabalho, autonomia, modalidades e horários de trabalho e transparência e justiça nos processos. Essa abordagem  tem o objetivo de promover a prevenção e a gestão bem direcionadas e proativas para melhorar a segurança, saúde e o desempenho dos trabalhadores e das organizações. 

Para destacar os impactos  dos riscos psicossociais na saúde e os custos económicos dos ambientes psicossociais de trabalho adversos, o relatório vai além da revisão das evidências documentadas e inclui novas estimativas mundiais da OIT que demonstram que os fatores de risco psicossocial são responsáveis por mais de 840.000 mortes anuais, perdas de cerca de 45 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade (DALY) anualmente e uma perda anual estimada equivalente a 1,37 por cento do PIB mundial.

Também analisa os desenvolvimentos de quadros regulatórios e políticas internacionais, regionais e nacionais e apresenta abordagens práticas para prevenir e gerir riscos psicossociais ao nível dos locais de trabalho.


Aceda ao Sumário Executivo Aqui.

Fonte: OIT

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho 2026



quarta-feira, 22 de abril de 2026

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho 2026 - OIT

 



28 de abril de 2026

 

Vamos garantir um ambiente de trabalho psicossocial saudável.

O ambiente psicossocial de trabalho é definido pela forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido, e pelas práticas organizacionais que moldam as condições diárias de trabalho. Fatores psicossociais – como a carga de trabalho e o horário de trabalho, a clareza de funções, a autonomia, o apoio e os processos justos e transparentes – influenciam fortemente a experiência do trabalho e afetam a segurança, a saúde e o desempenho dos trabalhadores.  

Quando os fatores psicossociais prejudicam os trabalhadores, tornam-se riscos que, juntamente com os riscos físicos, químicos e biológicos, devem ser abordados e gerenciados para garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis. 

Para marcar o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em 28 de abril de 2026, a OIT compartilhará materiais de campanha, incluindo um relatório global e uma apresentação em PowerPoint. O relatório adota uma abordagem organizacional, focada na prevenção, e analisa fatores psicossociais em três níveis: o trabalho em si, a gestão e organização do trabalho e as políticas, práticas e procedimentos mais amplos que regem o trabalho.

 Fonte: OIT


Saiba mais AQui


terça-feira, 21 de abril de 2026

ENSST 2026-2027 foi APROVADA

Esta estratégia resulta de negociação em Concertação Social, tendo sido aprovada por unanimidade pelos parceiros sociais.
O Governo pretende reduzir significativamente a taxa de incidência de acidentes de trabalho, em especial a taxa de acidentes mortais.
Portugal continua a apresentar níveis de sinistralidade laboral superiores à média da União Europeia. Em 2025 foram registados 184.607 acidentes de trabalho, dos quais 136 mortais.  


Foi aprovada em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2026-2027 (ENSST 2026-2027), que estabelece as prioridades e orientações para a promoção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e adaptados às transformações económicas, tecnológicas e sociais.  

Estruturada em quatro eixos estratégicos Capacitação, Acompanhamento, Diálogo social e Conhecimento , a Estratégia prevê um conjunto de medidas destinadas a reforçar a literacia em segurança e saúde no trabalho ao longo da vida, integrar estes temas nos diferentes níveis de ensino, apoiar as empresas na prevenção de riscos profissionais, reforçar a vigilância da saúde no trabalho e melhorar os sistemas de recolha e análise de dados.

O Governo aprovou a Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho (ENSST) 2026–2027, com o objetivo de reduzir significativamente a taxa de incidência de acidentes de trabalho, em especial a taxa de acidentes mortais. Esta medida, aprovada em Conselho de Ministros realizado a 16 de abril, resulta de um amplo processo negocial em Concertação Social, tendo sido aprovada por unanimidade pelos parceiros sociais no Conselho Consultivo da Autoridade para as Condições do Trabalho.

Assim, estabelecem-se as orientações e prioridades para a promoção de ambientes laborais mais seguros, saudáveis e adaptados às transformações económicas, tecnológicas e sociais. Esta estratégia enquadra-se no Programa do Governo, no Acordo Tripartido sobre a Valorização Salarial e o Crescimento Económico 2025–2028 e no Quadro Estratégico da União Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.

Apesar dos progressos registados, Portugal continua a apresentar níveis de sinistralidade laboral superiores à média da União Europeia. Em 2025, foram registados 184.607 acidentes de trabalho, dos quais 136 mortais, evidenciando a necessidade de reforçar a prevenção, melhorar a organização dos serviços de segurança e saúde no trabalho e qualificar os sistemas de informação e monitorização.

A ENSST 2026–2027 assenta numa redefinição do modelo de intervenção, estruturada em quatro eixos estratégicos interligados: capacitação, acompanhamento, diálogo social e conhecimento. Entre as principais medidas destacam-se o reforço da literacia em segurança e saúde no trabalho ao longo da vida, a integração destes temas nos diferentes níveis de ensino, o apoio técnico às empresas, em particular às PME, o reforço da vigilância da saúde no trabalho, a promoção de práticas participativas nas organizações e a melhoria dos sistemas de recolha e análise de dados.

A estratégia prevê ainda a digitalização da Ficha de Aptidão para o Trabalho, a realização de um Inquérito Nacional às Condições de Trabalho e a criação de um sistema de monitorização com mais de 50 indicadores de desempenho. 


Fonte: Portal do Governo