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quinta-feira, 9 de março de 2023

UGT pugna pela ratificação da C190 da OIT

 

No âmbito das comemorações Dia Internacional da Mulher | 8 Março de 2023, a UGT representada pela sua Comissão de Mulheres deslocou-se à Assembleia da República para apelar e sensibilizar o Parlamento português para a necessidade de apreciar a viabilidade da ratificação da Convenção 190 da OIT sobre a violência e assédio no trabalho. 


O Código de Trabalho proíbe as discriminações de género e a violência e assédio no local de trabalho e qualificando-o de contraordenação grave, mas proibir não é suficiente já que 12,6% dos portugueses já foi vítima de assédio. Ora, este número está em flagrante contraste com os processos instaurados pela ACT e pela IGT [mesmo sem contar com situações de trabalho atípico ou informal que possam escapar ao escrutínio destas entidades].


A tolerância zero a este tipo de crimes não pode esbarrar em procedimentos complexos e morosos que fragilizam a vítima deixando-a em dificuldades perante um sistema que favorece os silêncios e os tabus, em lugar de promover a prevenção de comportamentos indesejados e a compensação das vítimas.


A lei existente tem de ser aplicada e para isso é necessário o reforço dos meios inspetivos mas também é necessário melhorar a recolha de dados sobre o fenómeno para poder estabelecer metas e objetivos exequíveis; continuar a divulgação de informação sobre o assédio, quais as suas consequências e sanções que pode implicar; distribuição regular de informação sobre a política de prevenção de assédio; promoção de ações de formação; criação de procedimentos formais de queixa sobre situações de assédio; criar linhas de apoio à vítima que garantam a confidencialidade; reforçar os mecanismos de apoio, proteção de direitos e compensação; tornar os processos substancialmente mais expeditos.


Nesse sentido, a Comissão de Mulheres da UGT voltou a pugnar para que existam avanços nesta questão, para efetivamente se concretize um momento de viragem para um problema que afeta um número significativo de trabalhadores e trabalhadoras.


Também neste dia 8 de março, a Confederação Europeia de Sindicatos (ETUC/CES) organizou uma ação de rua, "Safe All the Way", em Bruxelas, no qual a UGT marcou presença, através da sua Secretária Executiva, Vanda Cruz. 


Nesta ação, o movimento sindical europeu enfatizou a importância da segurança no trajeto de ida e volta para os locais de trabalho, sendo da responsabilidade do empregador fornecer um ambiente seguro na deslocação dos trabalhadores. 


A violência e o assédio nos transportes público são um fenómeno persistente que afeta particularmente as mulheres, relembrou a Secretária-Geral da ETUC/CES, Esther Lynch.


De acordo com a Convenção 190 da OIT, exige-se que as deslocações de e para o local de trabalho sejam integradas pelos empregadores como parte das políticas para locais de trabalho mais seguros e saudáveis, prevenindo e combatendo a violência e o assédio.

 

Ver Materiais da CSI sobre a Convenção 190 da OIT nos links abaixo


 PT. C190_Infographics_Tw. mapa


 PT. C190_Infographics_Tw


 Relatório da C190 - PT

quarta-feira, 8 de março de 2023

Criar espaços seguros: violência doméstica e local de trabalho

 



Os efeitos da violência doméstica na vida dos sobreviventes raramente se limitam ao local onde ocorre, sendo que a maioria das vítimas sofre perturbações na sua carreira profissional. O impacto negativo dos abusos na saúde, produtividade e bem-estar geral também pode afetar os colegas de trabalho e empregadores.


O presente documento de reflexão descreve a forma como a violência doméstica é um problema no local de trabalho e fornece exemplos de quadros jurídicos e políticos a nível nacional e da UE. Recomenda igualmente medidas úteis para os locais de trabalho que podem apoiar eficazmente os sobreviventes e contribuir para a luta contra os abusos.

 

Aceda à publicação Aqui.