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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Estudo online: Comportamentos Aditivos em Tempos de Covid-19


Faro: Comportamentos aditivos e dependências são tema de jornadas
(imagem com DR)

Na perspetiva de apoiar as políticas de saúde em termos de comportamentos aditivos e dependências, o SICAD está a realizar um estudo com o objetivo de compreender o papel que do consumo de substâncias psicoativas (bebidas alcoólicas, medicamentos psicoativos, cannabis) e a utilização da internet e de videojogos durante este período da pandemia COVID19 (considerado a partir de 13/03). Os questionários estarão disponíveis até dia 10 de maio.

Entre outras, são exploradas questões ligadas a eventuais alterações (antes e após 13/03) dos consumos e dos meios de obtenção dos produtos no caso das substâncias, alterações na utilização da Internet e dos videojogos, assim como as motivações/razões dessas alterações, e a aplicação de determinadas escalas para aferir o risco/dependência desses comportamentos.

Os questionários são dirigidos a consumidores/utilizadores maiores de 18 anos, sendo que no caso do questionário sobre a Internet/videojogos está contemplado um módulo para, no caso de pais com filhos menores, se perceber eventuais alterações do controlo parental e as suas perceções sobre aquela utilização por parte dos filhos.   

Neste contexto, solicitamos o vosso envolvimento e participação na disseminação destes questionários de forma a alcançarmos o maior número de participante possível, designadamente que procedam à disseminação internamente nos serviços, nos sites institucionais e plataformas digitais, onde se incluem as redes sociais (facebook, twitter, instagram, etc.). Propomos, a título de sugestão, o seguinte texto:

Na perspetiva de apoiar as políticas de saúde em termos de comportamentos aditivos e dependências, e com o objetivo de conhecer o papel que do consumo de substâncias psicoativas e a utilização da internet e de videojogos durante o período da pandemia COVID19, o SICAD convida-o e agradece a sua participação neste estudo através da resposta aos questionários:

·         Bebidas alcoólicas e medicamentos psicoativos no quadro da pandemia COVID-19 Aqui.

·       Internet e videojogos no quadro da pandemia COVID 19 Aqui 

Consumo de cannabis no quadro da pandemia COVID-19 Aqui


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

JOGO, INTERNET E OUTROS COMPORTAMENTOS ADITIVOS – DOSSIER TEMÁTICO






Publicação do SICAD


“ Este volume inaugura uma coleção de dossiers temáticos sobre comportamentos aditivos produzidos em parceria com especialistas do meio académico e profissionais do terreno. Desta forma, o SICAD procura dinamizar a Rede Nacional de Investigadores em CAD e estimular a produção de conhecimento científico sobre comportamentos aditivos junto da comunidade académica e profissional, que são competências suas.”

O primeiro dossier temático confere enfoque no jogo e no uso problemático da internet, os chamados comportamentos aditivos sem substância a que geralmente se confere menos importância. Outros que podemos apontar a dependência aos telemóveis, ao sexo/pornografia, às compras, ao trabalho, à comida, ao exercício e à aparência física e até à acumulação de lixo.

Fonte: SICAD

Aceda ao documento Aqui.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

III Congresso do SICAD - Lisboa




O SICAD (Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências) realiza o seu III Congresso nos dias 25, 26 e 27 de junho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Neste Congresso serão integradas as comemorações dos 10 anos de FNAS (Fórum Nacional Álcool e Saúde), sendo ainda de assinalar que no dia 26 se celebra o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas.  Portugal foi pioneiro ao transferir o foco do trabalho na área das dependências da esfera da Justiça para a da Saúde.

Como temas centrais foram escolhidos: a Cannabis, o Jogo, a RRMD (Redução de Riscos e Minimização de Danos) e o Álcool. Todos estas questões estão na ordem do dia e foram identificadas como carecendo de uma reflexão profunda para que se continuem a desenhar políticas sólidas, seguras e eficazes para o futuro.

Ao longo de três dias, passarão pelo Centro Cultural de Belém figuras centrais da investigação em cada um dos temas escolhidos, testemunhos de profissionais dos serviços estatais e das ONG que trabalham nesta área, mas também utilizadores de drogas que nos darão conta dos seus problemas reais, revelando a nossa missão de trabalhar com todos no sentido de encontrar as melhores soluções para os nossos concidadãos.

Aceda ao Programa Aqui.




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

SICAD apresentou relatórios anuais na Assembleia da República.



O Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) apresentou os relatórios anuais sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2016, a Situação do País em Matéria de Álcool 2016 e o Descritivo de Respostas e Intervenções do Plano de Ação para a Redução dos Comportamentos Aditivos e Dependências 2013-2016, no dia 7 de fevereiro, na Assembleia da República.

Citando os registos do Instituto Nacional de Medicina Legal, o Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2016 refere que «dos 208 óbitos com pelo menos uma substância ilícita no metabolismo e com informação sobre a causa de morte, 27 (13 %) foram considerados overdoses».

«Após os aumentos nos dois anos anteriores, em 2016 diminuíram as overdoses (menos 33 %), mantendo-se os valores dos últimos seis anos aquém dos registados entre 2008 e 2010”, sublinha o relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

Nas overdoses destaca-se a presença de opiáceos (44 %), metadona (37 %) e cocaína (33 %), sendo que na maioria das vezes (89 %) foi detetada mais do que uma substância no organismo.

Nestes casos, o destaque foi para a associação de drogas ilícitas com o álcool (44 %) ou benzodiazepinas (41 %).

O relatório revela ainda que, em 2016, foram instaurados 10.765 processos de contraordenações por consumo de droga, o valor mais elevado desde 2001 e que representa um ligeiro aumento (4 %) face a 2015. A maioria dos processos (86 %) estavam relacionados com a posse de canábis.

O número de doentes que foram tratados em ambulatório por uso de drogas aumentou em 2016, contrariando a tendência de diminuição que se registava desde 2009. De acordo com o documento, em 2016 estiveram em tratamento 27.834 utentes com problemas relacionados com o uso de drogas no ambulatório da rede pública. Nesse ano iniciaram tratamento mais de 3.000 pessoas, das quase 60 % eram novos tratamentos e o restante utentes em readmissão.

Relativamente a doentes readmitidos em tratamento, registou-se uma redução pelo quarto ano consecutivo. O documento sublinha que o número de doentes em readmissão ficou, em 2016, no valor mais baixo desde 2010.

«Em 2016, nas redes pública e licenciada, registaram-se 665 internamentos por problemas relacionados com o uso de drogas em unidades de desabituação (590 nas públicas e 75 nas licenciadas) e 2.064 em comunidades terapêuticas», refere o relatório.

A heroína continua a ser a droga mais referida pelos utentes com problemas de uso de drogas, mas, entre os novos utentes em tratamento, foi a canábis que prevaleceu, sendo a droga associada a 54 % dos utentes. «No último quadriénio e face ao anterior, verificou-se uma tendência de aumento nas proporções de utentes com a canábis e a cocaína como drogas principais», lê-se no documento.

«Os indicadores sobre o consumo de droga injetada e partilha de material apontam para reduções destes comportamentos» no mesmo período, acrescenta o relatório.

Em relação ao tratamento por problemas com álcool, em 20116 registaram-se 5.375 episódios de internamentos hospitalares, a maioria dos quais relacionados com doença alcoólica do fígado (65 %) e síndrome de dependência alcoólica (21 %).

Também neste problema se verificou, no quadriénio 2012-2016, uma diminuição contínua de internamentos (menos 22 %), mas só em relação a diagnósticos principais.
Se se considerar diagnósticos secundários relacionados com álcool, o número de internamentos é bastante superior (33.899), «verificando-se neste caso um aumento contínuo ao longo dos últimos anos», alerta o relatório.

Segundo conclui, estes internamentos por diagnósticos secundários relacionados com consumo de álcool representaram 2,14 % do total de internamentos hospitalares em Portugal continental.

O Relatório Anual das Respostas e Intervenções espelha ainda a atividade desenvolvida pelas entidades responsáveis pela execução do Plano de Ação, de 2016. No âmbito da redução da procura e da oferta, ao nível das drogas ilícitas, novas substâncias psicoativas e álcool e também dos medicamentos, anabolizantes e do jogo.

Findo o primeiro ciclo de ação 2013-2016, é possível identificar ganhos em saúde ao nível das metas definidas naquele plano, mas também alguns agravamentos.

Para saber mais, consulte:
Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências – http://www.sicad.pt/



Para aceder aos Relatórios clique Aqui e Aqui.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências

                         
       

Relatório anual 2012 sobre situação do país em matéria de drogas e toxicodependências apresentado               

 
O Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) apresentou recentemente o Relatório anual 2012 - A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências.

É responsabilidade do SICAD elaborar e apresentar anualmente, à Assembleia da República e ao Governo português, o relatório sobre a situação do país em matéria de drogas e toxicodependências, fornecendo elementos de apoio à decisão política e ao planeamento da intervenção.
 
De acordo com a síntese global do relatório, elaborado pelo SICAD, em 2012 foram consolidadas a maioria das tendências manifestadas nos últimos anos na área das drogas e das toxicodependências, fruto da coordenação nacional e do planeamento estratégico que permitiu uma maior articulação e um reforço da capacidade de resposta tanto ao nível da redução da procura como da oferta, como o expressa em 2012 a resposta face à problemática das novas substâncias psicoativas.

A nível da redução da procura, em 2012 foram desenvolvidos esforços no sentido de garantir a manutenção do alcançado ao longo do ciclo estratégico, designadamente:

  • O incremento da acessibilidade ao tratamento da toxicodependência em meio livre e em meio prisional;
  • A continuidade à articulação dos vários recursos de saúde e socio-sanitários, públicos e privados e a orientação para a qualidade dos serviços prestados;
  • O aumento do número de consumidores de drogas que contactaram as estruturas de redução de riscos e minimização de danos;
  • O alargamento da cobertura do rastreio de doenças infeciosas e em particular do VIH entre os toxicodependentes;
  • O aumento da capacidade decisória das Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência.
A nível da redução da oferta, vários indicadores evidenciam o reforço manifestado ao longo do ciclo estratégico, da capacidade de deteção e combate ao tráfico em níveis mais elevados das estruturas do tráfico nacional e internacional.

Foram vários os ganhos em saúde obtidos no ciclo estratégico que termina em 2012, como a redução de consumos endovenosos e das práticas de partilha de material deste tipo de consumo, e a diminuição de novos casos de infeção pelo VIH/Sida entre as populações toxicodependentes.
 
Ainda de acordo com a síntese, a nível da mortalidade, em 2012 registaram-se aumentos nos indicadores em relação a 2011, mas com valores aquém dos registados antes de 2008 ou de 2011, consoante o tipo de registos considerados. Na mortalidade relacionada com o VIH/sida verifica-se uma tendência decrescente no número de mortes ocorridas a partir de 2002, a um ritmo mais acentuado nos casos associados à toxicodependência em relação às restantes categorias de transmissão.
 
Também as prevalências de consumo de drogas na população portuguesa residente em Portugal diminuíram entre 2007 e 2012, tanto na população total (15-64 anos), como na jovem adulta (15-34 anos).

De acordo com o SICAD, apesar destes resultados encorajadores, surgem neste final de ciclo estratégico algumas tendências preocupantes, designadamente a nível das prevalências e padrões de consumo em segmentos populacionais específicos, como o grupo feminino e os jovens em geral, que colocam novos desafios para o futuro.

Torna-se pois essencial dar continuidade aos programas de intervenção em curso com vista a potenciar os ganhos em saúde entretanto obtidos, reforçar a diversificação e articulação das respostas dos recursos públicos e privados, bem como a acessibilidade a essas respostas, apostar nas intervenções preventivas, nomeadamente as de comportamentos de consumo de risco e o reforço da cobertura de rastreio de doenças infeciosas, entre vários outros aspetos, sendo que só com o reforço da cooperação e integração das políticas e intervenções se conseguirão ultrapassar os novos desafios que se colocam no próximo ciclo estratégico, considera o SICAD.
 
Fonte: SICAD
 
Para saber mais:
 
Síntese Global -  Relatório Anual "A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2012" - PDF - 899 Kb