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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Gerir com êxito os riscos psicossociais nas micro e pequenas empresas europeias

 



Imagem com DR


O elevado volume de trabalho, a pressão de tempo e os clientes exigentes são os riscos psicossociais mais comuns para as pequenas empresas. A COVID-19 também teve um impacto negativo na vida dos trabalhadores e nas empresas. Em complemento dos resultados do inquérito ESENER 2019, este relatório examina como as micro e pequenas empresas gerem riscos psicossociais novos e emergentes.


Relatórios detalhados por país analisam os resultados das entrevistas realizadas com gestores e trabalhadores na Dinamarca, Alemanha, Espanha, Croácia, Países Baixos e Polónia.


Leia o relatório, resumo e seis relatórios por país Gestão de riscos psicossociais nas micro e pequenas empresas europeias: Dados qualitativos do ESENER 2019


Saiba como os riscos psicossociais são geridos em toda a Europa com a ferramenta de visualização de dados ESENER


Fonte: OSHA

 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Oficiais de justiça "preocupados" com riscos psicossociais no setor revelados por estudo


O Sindicato dos Oficiais de Justiça, (SOJ) manifestou "preocupação" com dados extraídos do Relatório de Avaliação do Riscos Psicossociais na Justiça, sobretudo um risco elevado de exaustão física e mental ('burnout').


Este estudo, pedido pelo sindicato e hoje apresentado na sede da UGT, em Lisboa, pelo presidente do SOJ, Carlos Almeida e por Samuel Antunes, da ordem dos psicólogos e responsável pelo estudo, apresenta nesta área do 'burnout' 54% de "risco elevado" e 34% de "risco moderado", num total de 88% de risco de exaustão física e mental.


Merecem ainda "particular atenção e rápida intervenção do Ministério da Justiça" o conflito trabalho/família, que apresenta 50% de risco elevado e 28% de risco moderado, o elevado ritmo de trabalho (75%), o stress (com 40% de risco elevado e 43% de risco moderado), os problemas em dormir (40% de risco elevado e 39% de moderado) e os sintomas depressivos, com 34% de risco elevado e 43% de moderado.


Merecem ainda preocupação as exigências quantitativas, com 46% de risco elevado e 41% de moderado, as exigências cognitivas, com um risco elevado de 75%, e as exigências emocionais, com 78%.


O especialista Samuel Antunes afirmou surgirem no estudo "aspetos claramente positivos e diferenciadores", como sejam a baixa percentagem de comportamento ofensivos e de ausência de riscos (94%), o significado que os trabalhadores atribuem ao seu trabalho (78% de ausência de risco) e a transparência do papel laboral (73% de ausência de risco).

São ainda apresentados como positivos os valores referentes à perceção que os trabalhadores têm da sua auto eficiência (56%), de segurança laboral (56%), o sentimento de pertença e a perceção de um bom ambiente de trabalho (58%), bem como a perspetiva que os trabalhadores transmitem relativamente às possibilidades de desenvolvimento (60%).

Nesta avaliação de Riscos Psicossociais com 395 Oficiais de Justiça, 73,6% dos inquiridos tem entre 41 e 60 anos, com uma formação académica ao nível do ensino secundário (170 pessoas -- 43%) e licenciatura (136 pessoas - 34,4%).


Samuel Antunes disse, em conferência de imprensa, que o estudo se reveste de "uma importância fundamental", numa altura em que a administração pública e os seus trabalhadores "se encontram sujeitos a pressões intensas, resultantes de problemas salariais, redução de efetivos, da criação de quadros de instabilidade e da pulverização do trabalho".


Por seu turno, o SOJ destacou que com este estudo será possível conhecer os principais fatores de stresse (contacto com o público e instabilidade salarial, entre outros), bem como os mais relevantes efeitos organizacionais deles decorrentes, como sejam o absentismo elevado, incidentes e acidente e redução de desempenho, entre outros.



Fonte: Noticia publicada no DN

Aceda à notícia completa Aqui.


terça-feira, 3 de abril de 2018

Burnout afeta todos os trabalhadores em contexto hospitalar



O estado de fadiga física e mental afeta a totalidade dos trabalhadores em contexto hospitalar, independentemente do cargo.





Uma notícia publicada hoje pela TSF refere que  um estudo coordenado pela Unidade de Investigação em Epidemiologia, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto concluiu que a síndrome de burnout afeta todos os profissionais que trabalham em hospitais, independentemente da função que desempenham.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Guia - Projeto Rest@Work - Reducing stress at work – Reduzir o stress no trabalho.

Introdução


Os riscos psicossociais e o stress ligado ao trabalho são um dos problemas mais relevantes do atual mercado de trabalho, podendo até causar graves repercussões, quer na saúde dos trabalhadores, quer na capacidade de produção das empresas. 

Para enfrentar o problema, os países europeus realizaram, nos últimos anos, várias iniciativas com o objetivo de fornecer ao mundo do trabalho estratégias, metodologias e ferramentas úteis para combater o fenómeno e promover o bem-estar organizacional nos locais de trabalho. No que diz respeito ao stress ligado ao trabalho, o marco principal é, sem dúvida, o Acordo Europeu de 8 de Outubro de 2004. 

Em um cenário anteriormente caracterizado pela ambiguidade e incerteza, inclusive no plano científico, o acordo representou uma mudança de paradigma clara e definitiva. Ao indicar que nem todas as situações de intenso trabalho causam stress e que nem todas as situações de stress estão ligadas ao trabalho, o acordo definiu os limites dentro dos quais se insere o stress ligado ao trabalho e, ao mesmo tempo, delineou o caminho para ações preventivas. Várias ferramentas foram desenvolvidas para apoiar as empresas no processo de avaliação e identificação de medidas de proteção eficazes.

 Foram propostas ferramentas subjetivas, tais como questionários, com o objetivo de detectar a percepção dos trabalhadores, bem como ferramentas observacionais objetivas, a fim de analisar a organização do trabalho e mensurar os fenómenos relacionados ao stress ligado ao trabalho, como o absentismo e a rotação do pessoal. Todas estas ferramentas, no entanto, são mais fáceis de serem aplicadas em empresas maiores. 

Uma argumentação semelhante pode ser feita a respeito das ações corretivas de tipo preventivo, mitigatório ou de reparação, cujos exemplos e modelos referem-se quase sempre às grandes e médias empresas.

 Em geral, a gestão dos riscos psicossociais é mais difícil em pequenas e médias empresas, não só pela diferente cultura empresarial, mas também por causa da diversidade das relações de trabalho, pela maior dificuldade de exercer a representação dos trabalhadores e pelas características intrínsecas do modelo de produção. 

A crise económica também pesou fortemente nos últimos anos, limitando os recursos disponíveis e adicionando elementos de insegurança e incerteza sobre a estabilidade do local de trabalho. 

A partir dessas considerações nasceu este projeto que visa analisar nos pormenores o problema do stress ligado ao trabalho em pequenas e médias empresas, a fim de compreender a extensão do fenómeno, estudar o nível de consciência, as habilidades e ferramentas postas em prática, com o objetivo não só de detectar problemas, mas também de compartilhar e disseminar modelos e soluções adotáveis.

Aceda ao Guia Aqui.







quinta-feira, 11 de maio de 2017

A crise e os riscos psicossociais no âmbito de segurança e saúde no trabalho




Resumo:

A crise económico-financeira está a desencadear profundas transformações no mundo do trabalho, transformações que levam ao crescente surgimento de riscos psicossociais, implicando novos desafios em matéria de segurança e saúde no trabalho. Estes novos riscos relacionados não só com o desemprego galopante, mas também com a forma como o trabalho está a ser concebido, organizado e gerido, podem originar uma grave deterioração da saúde mental e física, suscitando das organizações sistemática vigilância e avaliação de riscos.

António Duarte Amaro

 Aceda ao artigo Aqui.





Fatores Psicossociais de Risco no Trabalho: Lições Aprendidas e Novos





Caminhos Lúcia Simões Costa, Marta Santos Centro de Psicologia da Universidade do Porto; Faculdade

Resumo:

Os fatores psicossociais de risco no trabalho podem ser agrupados em seis dimensões: intensidade do trabalho e tempo de trabalho; exigências emocionais; falta/insuficiência de autonomia; má qualidade das relações sociais no trabalho; conflitos de valores e insegurança na situação de trabalho/emprego. Embora os riscos psicossociais sejam um desafio para a segurança e saúde no trabalho, é pertinente questionar o seu peso, nesse âmbito.

Assim, apresentamos uma revisão sistemática da literatura acerca destes riscos, a identificação dos instrumentos utilizados na sua avaliação e os resultados que os mesmos permitem constatar. Através da análise realizada encontrámos abordagens diferentes dos riscos psicossociais, da sua avaliação e teorização.

Constatámos a necessidade de pesquisas qualitativas que complementem a, frequente, utilização de instrumentos quantitativos e permitam uma maior profundidade dos dados, a aproximação ao terreno e à realidade dos trabalhadores e evitem o efeito de desejabilidade social. Verificámos, também, a necessidade de perspetivar soluções de avaliação e intervenção, tanto a nível individual como coletivo.

Como implicação futura destaca-se a importância de estudar os fatores que estão na origem dos riscos psicossociais e cuja presença possa ser atempadamente detetada, bem como, a criação de ferramentas ao serviço da intervenção e transformação das condições de trabalho. Palavras-chave: Riscos Psicossociais, Condições de Trabalho, Avaliação, Intervenção, Saúde.

Aceda ao artigo Aqui.







terça-feira, 2 de julho de 2013

Fatores Psicossociais de Risco no Trabalho: Lições Aprendidas e Novos Caminhos



 

Lúcia Simões Costa e Marta Santos investigadoras da Universidade do Porto redigem um artigo no International Journal on Working Conditions no qual realizam uma revisão sistemática da literatura sobre a temática dos riscos psicossociais.

 A pesquisa foi realizada de acordo com os seguintes critérios: estudos sobre a definição, identificação, causas e tipo de riscos psicossociais, sua existência ou prevalência; estudos realizados, em populações trabalhadoras, de medição, ou avaliação de riscos psicossociais e estudos de relação dos riscos psicossociais com variáveis sociodemográficas, atividade profissional e condições de trabalho.

Segue o Resumo deste artigo.

“ Resumo: Os fatores psicossociais de risco no trabalho podem ser agrupados em seis dimensões: intensidade do trabalho e tempo de trabalho; exigências emocionais; falta/insuficiência de autonomia; má qualidade das relações sociais no trabalho; conflitos de valores e insegurança na situação de trabalho/emprego. Embora os riscos psicossociais sejam um desafio para a segurança e saúde no trabalho, é pertinente questionar o seu peso, nesse âmbito. Assim, apresentamos uma revisão sistemática da literatura acerca destes riscos, a identificação dos instrumentos utilizados na sua avaliação e os resultados que os mesmos permitem constatar. Através da análise realizada encontrámos abordagens diferentes dos riscos psicossociais, da sua avaliação e teorização. Constatámos a necessidade de pesquisas qualitativas que complementem a, frequente, utilização de instrumentos quantitativos e permitam uma maior profundidade dos dados, a aproximação ao terreno e à realidade dos trabalhadores e evitem o efeito de desejabilidade social. Verificámos, também, a necessidade de perspetivar soluções de avaliação e intervenção, tanto a nível individual como coletivo. Como implicação futura destaca-se a importância de estudar os fatores que estão na origem dos riscos psicossociais e cuja presença possa ser atempadamente detetada, bem como, a criação de ferramentas ao serviço da intervenção e transformação das condições de trabalho. “

Consulte o Artigo na íntegra Aqui.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Anuário 2012 do Observatório de Riscos Psicossociais da UGT de Espanha elaborado sob a responsabilidade científica da Universidade de Jaen / Andaluzia

 

 Faz um estudo comparado sobre o impacto da ação dos parceiros sociais dos países do norte e do sul da Europa sobre o tema dos riscos psicossociais.

 O caso de Portugal é sistematizado por Manuel Roxo, Subinspetor-Geral do Trabalho na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) numa comunicação intitulada: A inspeção do trabalho portuguesa e os riscos profissionais de natureza psicossocial e cujo resumo se transcreve.

“A intervenção da inspeção do trabalho portuguesa no domínio dos riscos profissionais de natureza psicossocial é condicionada pela sua natureza generalista e pelas características do quadro legal que lhe incumbe fazer cumprir. De uma intervenção marcadamente reativa relativamente a alguns aspetos relacionados com a proteção da dignidade do trabalhador – o direito de ocupação efetiva, a discriminação e o assédio – pretende-se agora beneficiar da experiencia de concretização da campanha europeia dos riscos psicossociais promovida pelo Comité dos Altos Responsáveis da Inspeção do Trabalho (CARIT). Para além de assegurar o contributo da inspeção do trabalho portuguesa nessa campanha espera-se ganhar espaço e incrementar em maior extensão a aplicação das finalidades preventivas da diretiva 89/391/CEE no âmbito da prevenção dos fatores agressivos da saúde mental."


 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Estudo Nacional
Metade dos professores portugueses sofre de stresse, ansiedade e exaustão


Um estudo desenvolvido por duas investigadoras do ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada – aponta como principais motivos para as situações de stresse, ansiedade e exaustão sentidas por metade dos professores portugueses, indisciplina e o desinteresse dos alunos, bem como o excesso de carga letiva e a extrema burocracia nas escolas.

O estudo resultou de um inquérito aplicado a cerca de 807 professores de escolas públicas (a larga maioria) e privadas de Portugal continental e nas regiões autónomas.

Metade dos professores portugueses sofre do chamado síndrome de burnout, um estado físico, emocional e psicológico associado ao stresse e à ansiedade que, nos casos mais graves, pode mesmo levar à depressão, e que conduz ao recurso prolongado a ansiolíticos.

De acordo com a investigação realizada por Ivone Patrão e Joana Santos Rita, são sobretudo os professores do sexo feminino, mais velhos e com vínculo profissional que apresentam níveis de burnout superiores.

O primeiro aspeto apontado pelos docentes como causa para o distúrbio prende-se com a dificuldade de gestão dos problemas de indisciplina na sala de aula, com a perceção da desmotivação para o estudo por parte dos alunos e pela pressão para o sucesso.

O segundo fator relaciona-se com a insatisfação com a carga letiva que lhes é atribuída, por todas as responsabilidades não-educacionais e pela falta de trabalho em equipa e de suporte das chefias, além da pressão de supervisores no que toca à avaliação de desempenho.
O estudo encontra-se, ainda, em curso, sendo objetivo das autoras, alargar a amostra a outros docentes.

Referência a este Estudo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Riscos Psicossociais em Portugal

"As definições da lei de segurança e saúde no trabalho referente aos riscos psicossociais de natureza laboral são a resultante de um processo complexo no qual se patenteia a tomada de consciência do problema e das suas dimensões consideradas mais relevantes, a sua contextualização no quadro legal existente, a realização do consenso sobre as medidas a tomar e a sua concretização no cenário de normas. Em Portugal esse processo é visível ao nível da celebração de pactos sociais entre o governo e as confederações sindicais e de empregadores. O seu acompanhamento e a identificação da sua principal repercussão no plano das definições da lei e da negociação colectiva de trabalho são os objetivos deste trabalho."
Este é o resumo do artigo intitulado LA TOMA DE CONCIENCIA DE LOS RIESGOS PSICOSOCIALES EN PORTUGAL A PARTIR DEL ACUERDO EUROPEO: LA LEY Y LOS ACTORES SOCIALES,da autoria de Manuel Roxo, no ANUÁRIO INTERNACIONAL SOBRE PREVENCIÓN DE RIESGOS PSICOSOCIALES Y CALIDAD DE VIDA EN EL TRABAJO 2011, e que pode ser consultado aqui, pp. 97-129.