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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sindicatos: chega de varrer o assédio sexual e a violência para baixo da mesa!



Luca Visentini, Secretário-Geral da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES) afirmou que “os sindicatos e os empregadores desempenham um papel importante na missão de se tornar o trabalho seguro para as mulheres e ajudar a eliminar o assédio e a violência contra as mulheres “. "Percebeu-se que os acordos coletivos constituem o meio mais eficaz para combater este flagelo".


No decorrer do Dia Internacional da ONU para a Eliminação da Violência contra a Mulher (25 de novembro), a CES destaca a eficácia das convenções coletivas no combate à violência contra as mulheres e ressalta que a batalha está longe de ser ganha, solicitando esforços reforçados para promover políticas e procedimentos no local de trabalho, a fim de erradicar o assédio e a violência contra as mulheres.


A CES insta os empregadores e os sindicatos a redobrarem os esforços no sentido de acabar com o assédio e a violência contra as mulheres no local de trabalho e de apoiar as mulheres vítimas de violência doméstica.


Um estudo pioneiro da CES "Seguro em casa, seguro no trabalho", publicado este ano, mostra que os sindicatos lideram a luta contra a violência no local de trabalho. Existem atualmente mais de 160 convenções coletivas negociadas por sindicatos em 10 países da UE abordando as múltiplas formas de assédio e violência a que as mulheres podem estar sujeitas. A CES diz que esses acordos devem incentivar mais sindicatos e empregadores a:

Negociar políticas, procedimentos e ações de consciencialização a nível setorial e de empresa.
Produzir políticas-modelo no local de trabalho e formar representantes sindicais no local de trabalho para negociar acordos e políticas sobre assédio sexual e violência.
Assegurar iniciativas de saúde e segurança e bem-estar inclui soluções para o assédio e para a violência contra as mulheres.
Prover informações e apoio aos trabalhadores vítimas de violência e assédio no trabalho ou em casa.

Montserrat Mir, Secretária Confederal da CES, afirmou que "as mulheres não deveriam ter que #MeToo", "não se deveria continuar a varrer o assédio sexual e a violência para baixo tapete. Os sindicatos e os empregadores precisam de trabalhar juntos para destruir estes comportamentos. Existem muitos bons exemplos de políticas e procedimentos para combater o assédio e a violência e o apoio às vítimas, negociados pelos sindicatos em muitos países europeus. Esses esforços devem ser redobrados".

A CES também insta os decisores políticos a fortalecerem o quadro jurídico e acredita que já há muito deveria existir uma Convenção da OIT contra a violência contra as mulheres.

Para aceder ao relatório “Seguro em casa, seguro no trabalho”


Ver pag. 9 do pdf do ‘relatório completo’ para consultar as 10 coisas que os sindicatos podem fazer para lidar com o assédio e a violência contra as mulheres.  

Para consultar exs. de sindicatos envolvidos em negociação coletiva sobre políticas e procedimentos para lidar com o assédio e a violência contras as mulheres e apoiar as vítimas (incluindo as vítimas de violência doméstica) ver



https://www.etuc.org/press/trade-unions-no-more-brushing-sexual-harassment-violence-under-table-0

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CES - Nova proteção contra o cancro profissional da UE à vista após pressão sindical


Os Deputados estão a ser pressionados pelos sindicatos a obter um acordo entre o Conselho Europeu e o Parlamento (e apoiado esta semana pelo Comité de Emprego do Parlamento), para oferecer aos trabalhadores mais e melhor proteção contra o cancro ocupacional.

"Esta é uma vitória importante para os sindicatos que fizeram campanha durante muitos anos para acabar com a pandemia dos cancros ocupacionais", afirmou Esther Lynch, Secretária Confederal da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES). É difícil acreditar que, na Europa do século XXI, ainda vejamos as empresas maximizar os lucros à custa da sua força de trabalho e das gerações futuras. É bom ver que a UE está a começar a responder de novo às necessidades dos trabalhadores.


Nota: A tradução é da responsabilidade da UGT.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

CES - Nova proteção contra o cancro profissional da UE à vista após pressão sindical


Os Deputados estão a ser pressionados pelos sindicatos a obter um acordo entre o Conselho Europeu e o Parlamento (e apoiado esta semana pelo Comité de Emprego do Parlamento), para oferecer aos trabalhadores mais e melhor proteção contra o cancro ocupacional.

"Esta é uma vitória importante para os sindicatos que fizeram campanha durante muitos anos para acabar com a pandemia dos cancros ocupacionais", afirmou Esther Lynch, Secretária Confederal da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES). 

É difícil acreditar que, na Europa do século XXI, ainda vejamos as empresas maximizar os lucros à custa da sua força de trabalho e das gerações futuras. É bom ver que a UE está a começar a responder de novo às necessidades dos trabalhadores.



Nota: A tradução é da responsabilidade da UGT.

terça-feira, 11 de julho de 2017

CES lança campanha contra perturbações músculo-esqueléticas


A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) está a apelar à UE e aos governos nacionais para que dêem mais apoio aos representantes em matéria de segurança e saúde no trabalho no sentido de combater as dores nas costas, pescoço e ombros. 

As dores nas costas, pescoço e ombros (juntamente com as dores noutras articulações como as mãos, cotovelos e joelhos) – conhecidas coletivamente e tecnicamente como perturbações músculo-esqueléticas – perfazem a doença profissional mais comum na Europa. As causas mais comuns são os movimentos repetitivos da mão ou do braço e estar sentado durante períodos de tempo prolongados.

A fim de ajudar os trabalhadores e seus representantes em matéria de segurança e saúde a tratar de questões relacionadas com as perturbações músculo-esqueléticas, a CES e o Instituto Sindical Europeu (ETUI) produziram posters infográficos intitulados ‘O trabalho não devia doer’ salientando o facto de que ‘a legislação europeia confere o direito à avaliação de riscos’ e encorajando os trabalhadores a ‘falar com os seus representantes em matéria de segurança’. 

O apelo e os posters foram lançados na Conferência Europeia sobre Ergonomia, organizada pela Federação Europeia da Ergonomia e pela ETUI e realizada em Bruxelas nos passados dias 26 e 27 de Junho.


Saiba mais aqui.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016





A dor que está a paralisar a Europa

A Confederação Europeia de Sindicatos está a apelar à Comissão Europeia no sentido de combater a principal causa de doenças profissionais na Europa: a epidemia de dores nas costas, ombros, pescoço, cotovelos, mãos e joelhos que provoca uma enorme perda na qualidade de vida dos trabalhadores e milhões de dias de baixa.

Estima-se que o custo para empregadores, trabalhadores e serviços de saúde ronde os 163 mil milhões de euros.

As dores lombares estão a paralisar a Europa”, afirmou Esther Lynch, Secretária Confederal da CES. “Em França, perderam-se cerca de 9 milhões de dias de trabalho devido a dores lombares e outros problemas músculo-esqueléticos, e a situação irá agravar-se com a mão-de-obra em envelhecimento na Europa.”

Em 2013 a Comissão Europeia recusou apoiar uma diretiva sobre “ergonomia no local de trabalho” proposta pelos empregadores e sindicatos e em vez disso emitiu uma recomendação não-vinculativa.

“Está na hora de a Comissão admitir que aquela recomendação não é suficiente. É preciso fazer mais.”

As doenças músculo-esqueléticas (MSDs) do local de trabalho são causadas por tarefas que sobrecarregam o corpo e estão associadas a tarefas caracterizadas por posições corporais fixas ou constrangidas, movimentos repetitivos, concentração da força em partes do corpo tais como a mão e o pulso, e um ritmo de trabalho que não permite ao trabalhador controlo suficiente ou margem de manobra ou tempo de recuperação suficiente entre movimentos. Tudo aponta para que a constante intensificação do ritmo de trabalho esteja a obrigar os trabalhadores a laborar num ambiente de urgência constante, reduzindo assim a sua margem de manobra.

Os trabalhadores dos setores da alimentação, metalurgia, automóvel, construção, agricultura, transportes e saúde são os que correm maior risco.

A prevenção é essencial e isto implica a adaptação do trabalho ao trabalhador. “As comissões de segurança e saúde no trabalho, a legislação e regulamentações eficazes, bem como os incentivos económicos para a redução de MSDs, constituem a maior esperança para a melhoria da situação nas empresas europeias.”


Esther Lynch faz este apelo na conferência sobre “Redução do peso das doenças crónicas no trabalho” que teve lugar no início do mês, em Bruxelas, sob a presidência da Comissária Marianne Thyssen e organizada pela Liga Europeia contra o Reumatismo (EULAR).

Tradução baseada na versão oficial da CES, disponível Aqui.