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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Produtos químicos neurotóxicos: Compreender os riscos para manter os trabalhadores seguros e saudáveis



Muitos trabalhadores na UE estão expostos a substâncias químicas neurotóxicas capazes de afetar o sistema nervoso central, os nervos periféricos e os órgãos sensoriais. Uma monitorização rigorosa e um controle da exposição são essenciais, juntamente com medidas preventivas, para manter os trabalhadores e os locais de trabalho seguros e saudáveis.

Os produtos químicos neurotóxicos e o sistema nervoso

O sistema nervoso é uma rede complexa de nervos e de células que transportam mensagens de e para o cérebro para várias partes do corpo. As substâncias químicas neurotóxicas podem facilitar, bloquear ou inibir a neuro transmissão, levando a uma mudança na química ou na estrutura do sistema nervoso.

O sistema nervoso é particularmente vulnerável aos gases nervosos, o que explica porque as armas químicas mais eficazes são neurotoxinas como o Tabun, o Sarin e o gás VX.

As substâncias neurotóxicas incluem elementos que ocorrem naturalmente, como o chumbo, o mercúrio e o manganês; compostos biológicos como o etanol, também conhecido como álcool, que é produzido em muitas empresas, como cervejarias e viniculturas, a toxina botulínica (Botox), a toxina tetânica (encontrada em indústrias de alimentos e saúde), a tetrodotoxina e o ácido domóico (mexilhões contaminados); gases gerados por processos, como o monóxido de carbono ou o dióxido de carbono; e compostos sintéticos incluindo muitos pesticidas, solventes industriais e monómeros.

Efeitos neurotóxicos

A exposição a produtos químicos neurotóxicos pode levar a sintomas de baixo nível, como dores de cabeça, tonturas e vômitos a alterações bioquímicas / fisiológicas / neurológicas e morfológicas mais severas e irreversíveis. As substâncias neurotóxicas são uma das principais causas de doenças neuro degenerativas, como o Alzheimer e outras doenças do cérebro.

 A exposição também pode levar a mudanças no corpo e na mente, conhecida como o Síndrome Psicopata Orgânico. Os sintomas variam de muito leves a graves e podem ocorrer instantaneamente ou gradualmente. Estes podem incluir problemas de sono, alterações de personalidade e perda de memória de curto prazo.

Muitas indústrias usam solventes orgânicos neurotóxicos nos seus processos químicos ou técnicos. Geralmente são líquidos que se encontram à temperatura ambiente e são facilmente evaporados. São absorvidos principalmente pelos pulmões, mas alguns podem penetrar na pele também. Os produtos químicos neurotóxicos também são encontrados em pesticidas, representando um risco para os trabalhadores agrícolas.

Medidas preventivas

Para manter os trabalhadores a salvo dos efeitos das substâncias neurotóxicas, os empregadores devem tomar medidas preventivas que possam reduzir significativamente os riscos para os trabalhadores:

- Avaliar se uma substância neurotóxica é necessária no local de trabalho ou se pode ser substituída por uma substância menos prejudicial.

- Avaliação dos riscos para a saúde e segurança de todos inerentes a todos os compostos químicos introduzidos no local de trabalho.

- Controles de engenharia - por exemplo sistemas de ventilação, instalações de produção fechadas - para manter as exposições abaixo dos limites de exposição admissíveis.

- Controles administrativos, como planeamento, formação, rotação de funcionários, mudanças nos processos de produção, substituição de produtos e adesão estrita a todas as regulamentações existentes.

- Equipamentos de proteção individual (EPI) quando os controles de engenharia não estão disponíveis para reduzir o contato dos trabalhadores com os neurotóxicos.

- Vigilância da saúde do trabalhador, incluindo exames médicos regulares e reatribuição de funções em caso de quaisquer sinais e sintomas de intoxicação por neurotóxicos.

Adaptação da tradução da responsabilidade do Departamento de SST da UGT
Aceda à versão original Aqui.




Sílica cristalina: um sério risco para os trabalhadores



No final de maio de 2019, a Agência Francesa de Segurança e Saúde Alimentar, Ambiental e do Trabalho (ANSES) publicou os resultados do seu estudo sobre os riscos associados à sílica cristalina para os trabalhadores.

Um dos principais motivos que levaram ao lançamento deste estudo foi a preocupação levantada pela existência de casos de silicose relacionados ao uso de pedra artificial (quartzo + resina) utilizada na produção de bancadas de cozinha e de superfícies de banheiros.

A silicose está longe de ser uma doença do passado, quando milhares de mineiros em toda a Europa foram atingidos por ela.

O estudo mostra que cerca de 365.000 trabalhadores em França estão expostos à inalação de sílica cristalina, em particular ao quartzo. Entre 23 000 e 30 000 trabalhadores estão expostos a níveis que excedem o limite de exposição ocupacional (OEL) de 0,1 mg.m-3 atualmente em vigor, em França, e mais de 60 000 a níveis superiores aos mais baixos da OEL propostos a nível internacional. (0,025 mg.m-3).

Mais de dois terços dessas exposições ocorrem no setor da construção, seguido pelo fabrico de outros produtos minerais não metálicos, indústrias metalúrgicas e extrativas.

O impacto na saúde de tais exposições é particularmente grave: o cancro no pulmão e outras doenças pulmonares não cancerígenas, como a silicose, a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), o enfisema ou a tuberculose. Uma ligação também pode ser observada entre estas exposições ocupacionais e várias doenças autoimunes. A ANSES recomenda que mais estudos sejam realizados sobre o impacto nas patologias renais.

A sílica cristalina estava no centro dos debates sobre a primeira fase da revisão da diretiva europeia sobre carcinogénicos. O OEL adotado em 2017 é de 0,1 mg / m3. Segundo o estudo da ANSES, esse valor não oferece proteção suficiente, deixando um risco residual considerável. Nos EUA, a ACGIH (Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais) recomenda um valor quatro vezes menor (0,025 mg / m3) para certos tipos de sílica (quartzo e cristobalita).

A diretiva europeia tem de ser transposta para a legislação nacional até 17 de janeiro de 2020. “Se realmente queremos proteger as vidas dos trabalhadores expostos à sílica, precisamos de adotar muito mais OELs de proteção do que os listados na diretiva”, disse Laurent Vogel, pesquisador sénior do European Trade Union Institute (ETUI). Não se esqueça de que as diretivas europeias sobre saúde e segurança no trabalho apenas estabelecem requisitos mínimos. Qualquer Estado-Membro pode adotar legislação que proporcione um melhor nível de proteção.

Nota: Tradução adaptada pelo Departamento de SST

Aceda à versão original Aqui.







De que forma o futuro da SST será afetado pelos novos desenvolvimentos no trabalho: exo esqueletos e inovação social




Dois novos artigos prospetivos exploram o modo como a SST pode ser afetada por novos desenvolvimentos no mundo do trabalho, um deles de natureza técnica, que é a utilização de exo esqueletos ou dispositivos de assistência vestíveis, e outro não técnico - a inovação social no trabalho.

A forma e a organização do trabalho estão a mudar rapidamente, à medida que as tecnologias avançam e as exigências em matéria de competências mudam. As novas formas (não técnicas) de trabalhar, nomeadamente as novas formas de organização e de liderança, a participação e a capacitação dos trabalhadores e as inovações no local de trabalho, contribuem para as necessidades dos trabalhadores proporcionando empregos de boa qualidade, bem-estar social e flexibilidade em termos de onde e quando o trabalho é realizado, mudando a forma como os colegas de trabalho interagem e eliminam barreiras organizacionais.

Outras tecnologias dão resposta às necessidades físicas, como é o caso, por exemplo, dos exoesqueletos, que visam minimizar o esforço físico dos trabalhadores e prevenir o desenvolvimento de lesões musculoesqueléticas.

Mas há riscos associados a estes desenvolvimentos e quais as suas implicações para a segurança e a saúde no trabalho? Leia os nossos artigos prospetivos para saber mais.






Sessão Cinematográfica em Idanha-a-Nova




Com a intenção de promover o debate sobre as condições de trabalho dignas e as questões de Segurança e Saúde no local de trabalho, com incidência no «ser humano no mundo laboral em mudança», a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), enquanto Ponto Focal Nacional da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) vai realizar uma Sessão Cinematográfica em Idanha-a-Nova, no dia 16 de setembro, pelas 10:00, onde será exibido um  filme seguido por um debate com o público.

O filme premiado na 7ª edição do Festival Internacional DOK Leipzig de Cinema Documental e Animado “Automatic Fitness“ de Alejandra Tomei e Couceiro Alberto, será o filme a visualizar.

A EU-OSHA, promove no Festival Internacional de Leipzig de Cinema Documental e Animado (DOK Leipzig), desde 2009, o Prémio Cinematográfico «Locais de trabalho seguros e saudáveis».

Este prémio desempenha um papel crucial na sensibilização para os problemas relacionados com a segurança e saúde no trabalho na Europa, e pretende promover o debate e incentivar os cineastas a realizar filmes críticos e interessantes sobre as condições de trabalho nas organizações.


Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de Idanha a Nova – Largo do Município – 6060-163 Idanha-a-Nova


Fonte: ACT

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Segurança e Saúde no Trabalho: A juventude está em risco?




Explore este Infográfico, editado pela OIT, para descobrir porque razão os trabalhadores mais jovens apresentam uma taxa mais elevada de lesões e de doenças no trabalho do que os trabalhadores mais velhos.

Os trabalhadores jovens constituem um grupo heterogéneo e são muitos os fatores que potenciam o risco de acidentes de trabalho e doenças profissionais aos quais estão expostos.

Nestes fatores, incluem-se os seguintes fatores individuais:

- As diferentes fases de desenvolvimento físico, psicossocial e emocional;

- Nível de escolaridade, competências profissionais e experiência profissional.

Embora os riscos acrescidos dos trabalhadores jovens em matéria de SST sejam frequentemente associados a estes fatores, podemos acrescentar ainda:

- A cultura organizacional do local de trabalho que também pode interferir com a sua capacidade para falar sobre questões associadas à SST;

- Desconhecimento dos seus direitos e dos deveres do seu empregador;

- Falta de confiança para se fazerem ouvir;

- Não reconhecimento por parte dos empregadores da proteção adicional de que os jovens trabalhadores necessitam;

- Falta de poder de negociação.

Com frequência, este grupo desconhece os seus direitos e também as suas responsabilidades no âmbito da SST, podendo ser particularmente relutantes em comunicar os riscos de SST nas suas empresas.

Por outro lado, os trabalhadores jovens também não têm o poder de negociação que os trabalhadores mais experientes podem ter, o que pode conduzir à aceitação de tarefas perigosas, em más condições de trabalho ou outras condições associadas ao emprego precário.

Tendo em conta estes fatores e ciente que os trabalhadores jovens enfrentam sérios riscos no trabalho, a OIT editou este apelativo infográfico (em inglês) que disseminamos na nossa Newsletter. Aguardamos por uma versão portuguesa.

Nota: Tradução da responsabilidade do Departamento de SST


3ª Edição da Newsletter Internacional do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da UGT



Consulte a 3ª Edição da Newsletter Internacional do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da UGT onde abordamos matérias relevantes de SST a nível internacional.

Foi conferida relevância, nesta edição, à primeira "Convenção e Recomendação sobre Violência e Assédio no Mundo do Trabalho", da OIT, onde se reconhece que esta violência e assédio "podem constituir uma violação ou abuso dos direitos humanos" tendo um maior impacto sobre as mulheres, relembrando  aos Estados-membros que têm a responsabilidade de promover um "ambiente geral de tolerância zero".

Segundo um comunicado da OIT, a violência e o assédio passam a ser considerados "uma ameaça à igualdade de oportunidades", o que "é inaceitável e incompatível com o trabalho decente".

A UGT congratula-se com este novo padrão que vem reconhecer o direito de todos a um mundo de trabalho livre de violência e de assédio. Esperamos que seja ratificada o mais brevemente possivel, por forma a ser colocada em prática, o que se traduzirá num passo decisivo para criarmos um ambiente de trabalho melhor, mais seguro e decente para mulheres e homens.






Edição n.º 3 da Revista "Trabalho+Seguro"




Acedeu à Edição n.º 3 da Revista "Trabalho+Seguro" do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da UGT, do mês de agosto?

 Nesta edição são temas em destaque:

  • Ferramenta Interativa de Avaliação de Riscos - OiRA;
  • Factos e Números: Factos sobre a avaliação de Riscos no Local de Trabalho;
  • Caderno Prático: Avaliação de Riscos no Local de Trabalho.
Leia a edição na íntegra Aqui.