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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

OIT lança 100 anos de estatísticas do trabalho








A OIT acaba de lançar "100 anos de estatísticas do trabalho" para apoiar os 187 Estados-membros que, em 2019, celebraram o centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O departamento de estatísticas do trabalho (ILOSTAT) preparou 100 destaques para celebrar os progressos na estatística do trabalho, um instrumento para melhorar a informação, a qualidade dos dados e apoiar as políticas dos seus Estados-membros e as decisões dos constituintes tripartidos.


Mais informações Aqui.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Riscos psicossociais e a posição sentada: fatores de risco frequentemente revelados no inquérito ESENER de 2019




Ter de lidar com pessoas difíceis, movimentos repetitivos de braços e mãos e levantar e deslocar pessoas ou cargas pesadas são ainda frequentemente referidos pelas empresas como fatores de risco para a saúde dos trabalhadores em toda a Europa. Estas são as primeiras conclusões do terceiro Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER-3).

As conclusões de 2019 baseiam-se em entrevistas realizadas em mais de 45 000 empresas de todas as dimensões e setores em 33 países europeus.

Outras questões incluídas no inquérito de 2019 lançaram nova luz sobre os riscos emergentes em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST): o impacto da digitalização, por exemplo, e a importância da posição sentada durante longos períodos que, segundo o ESENER-3, é agora o terceiro fator de risco mais comum referido pelas empresas europeias.

Uma comparação com os resultados do ESENER-2 de 2014 identifica as tendências a nível nacional e da UE, não só a nível de fatores de risco, mas também na gestão da SST e nos fatores impulsionadores e obstáculos associados.

A participação dos trabalhadores na gestão dos riscos psicossociais, por exemplo, diminuiu em vários países, apesar de uma abordagem participativa ser considerada importante para lidar com estes riscos cada vez mais frequentes. Por outro lado, é encorajador o facto de a percentagem de estabelecimentos que efetuam avaliações de risco ter aumentado em alguns países.

Esta fonte única de dados é um instrumento inestimável, concebido para informar o desenvolvimento de novas políticas e ajudar os locais de trabalho a lidar de forma mais eficaz com a SST. Uma gama completa de publicações e uma nova ferramenta de visualização de dados sobre os resultados do inquérito estarão disponíveis a partir de 2020.




A digitalização e a saúde e segurança no trabalho — Um programa de investigação da EU-OSHA




Este folheto resume o trabalho da EU-OSHA na área da digitalização e da Saúde e Segurança no Trabalho (SST), incluindo um projeto prospetivo, uma visão geral da SST e uma Campanha de Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis. 
O folheto explora o potencial proporcionado pela digitalização e a forma como está a moldar as vidas profissionais e a saúde e segurança dos trabalhadores. 
Considera também os desafios à SST e a forma como podem ser resolvidos a fim de maximizar as oportunidades em tecnologias digitais e melhorar as condições de trabalho.
A digitalização está a mudar rapidamente o mundo do trabalho. O programa de investigação da EU-OSHA pretende fornecer aos responsáveis políticos, investigadores e aos locais de trabalho informações fidedignas sobre os potenciais impactos na SST, para que possam tomar medidas atempadas e efetivas para assegurar a saúde e a segurança dos trabalhadores.
É um documento de reflexão de extrema importância, encontrando-se disponível apenas em inglês, pelo que o Departamento de SST da UGT procedeu à tradução de parte deste documento. 

 O que significa digitalização para segurança e saúde ocupacional?

A digitalização oferece um potencial para desenvolvimentos inovadores no local de trabalho, mas também apresenta novos desafios. Ao antecipar os possíveis desafios para a segurança e saúde no trabalho (SST), podemos maximizar os benefícios dessas novas tecnologias, garantindo ao mesmo tempo que os ambientes de trabalho sejam seguros. Se bem gerida, a digitalização pode reduzir os riscos no trabalho, bem como potenciar novas oportunidades com vista a melhorar as condições de trabalho.


É isso que a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) está comprometida em apoiar. O desenvolvimento de tecnologias digitais, como a inteligência artificial (IA), a robótica avançada, a conectividade generalizada, o big data, os dispositivos móveis e as plataformas on-line, estão a mudar a natureza e o local do trabalho, quem trabalha e quando, bem como a forma de organização e gestão do trabalho.

 As tecnologias digitais fornecem agora serviços essenciais para todos os setores de nossa economia e sociedade.

Esses desenvolvimentos podem criar novos desafios para a SST e para a sua gestão. A velocidade em que esses desenvolvimentos estão a ocorrer é mais rápida do que nunca. Os robôs estão a tornar-se móveis, inteligentes e colaborativos. As máquinas inteligentes estão a assumir uma ampla gama de tarefas, que não são apenas manuais, mas também cognitivas, que anteriormente eram realizadas por trabalhadores. Os trabalhadores são cada vez mais supervisionados pela monitorização de tecnologias e algoritmos, na medida em que no futuro possam ser geridos por máquinas inteligentes.

A economia interconectada globalmente 24 horas por dia, 7 dias por semana, exige uma organização de trabalho cada vez mais flexível, dando origem a novas formas de trabalho, como o trabalho on-line em plataforma.

Nesse contexto, os fatores de risco psicossociais e organizacionais merecem atenção especial, pois podem gerar níveis mais altos de stresse relacionado com o trabalho e diversos problemas de saúde mental.

Novos desafios para a segurança e para a ergonomia estão igualmente a surgir, incluindo riscos de segurança funcional associados à segurança cibernética. Por último, mas não menos importante, as tecnologias digitais e as novas formas de trabalho apresentam desafios para a aplicação dos regulamentos em matéria de SST.

A maior parte da discussão sobre a temática da digitalização incide sobre a quantidade de empregos, mas também deve incluir a qualidade do trabalho, sendo a SST um aspeto importante. Na EU-OSHA, estamos constantemente a olhar para o futuro e nas formas de como trabalharmos para uma economia inteligente, sustentável, produtiva e inclusiva.

A EU-OSHA visa garantir locais de trabalho mais seguros e saudáveis ​​para todos no mundo digital do trabalho, minimizando os possíveis impactos negativos da digitalização na segurança e saúde dos trabalhadores e maximizando as oportunidades de prevenção oferecidas pelas tecnologias digitais. Isso tornou-se mais relevante do que nunca, pois a digitalização da economia e da sociedade é agora uma prioridade amplamente declarada no seio da União Europeia.

Desde 2016, a EU-OSHA realiza uma extensa pesquisa sobre digitalização e SST. O nosso portfólio inclui um estudo prospetivo baseado em cenários sobre desafios novos e emergentes de SST, documentos de discussão de especialistas para estimular o debate sobre tópicos específicos e um estudo sobre desenvolvimentos regulatórios e políticos na UE associados à economia da plataforma on-line e ao seu potencial impacto na SST.

Os principais desafios para a SST identificados no trabalho da EU-OSHA, até o momento estão resumidos nas páginas a seguir. A partir de 2020, a 'visão geral de SST' da EU-OSHA baseia-se neste trabalho prospectivo para fornecer mais informações para políticas, prevenção e prática sobre os desafios e oportunidades para a SST como resultado da digitalização.

A campanha de locais de trabalho saudáveis ​​em toda a UE, com início em 2023, é dedicada também à digitalização e SST.

Aceda ao documento Aqui.

Impacto da utilização de exoesqueletos na Segurança e Saúde no Trabalho


(Imagem com DR)


Este documento de reflexão, editado pela EU-OSHA, analisa o papel que os exoesqueletos podem desempenhar no ambiente de trabalho do futuro e o impacto que a sua utilização pode ter na segurança e saúde dos trabalhadores. Explora o papel que os exoesqueletos podem desempenhar na prevenção de lesões musculosqueléticas, abordando simultaneamente os riscos potenciais que podem advir da sua aplicação em vários domínios.


O documento reconhece a incerteza em torno dos seus efeitos na saúde a longo prazo e as dificuldades na criação de uma certificação uniforme, salientando a necessidade de estudos mais exaustivos. É também debatida a necessidade de ter em conta a hierarquia da prevenção na conceção dos locais de trabalho futuros ao invés de relegar para os exoesqueletos a criação de ambientes de trabalho ergonómicos.

Está apenas disponível em inglês, sendo o texto seguinte uma tradução da introdução deste importante documento de reflexão.


" Nos últimos anos, foram introduzidos no local de trabalho novos dispositivos auxiliares de corpo - os chamados exoesqueletos.

Espera-se que seu uso se torne mais comum no futuro, uma vez que os protótipos de exoesqueletos provaram ser benéficos em áreas como o atendimento médico. Em particular, os exoesqueletos parecem ser uma nova abordagem para lidar com a questão dos distúrbios músculo-esqueléticos relacionados com o trabalho (LMERT).

As LMERT são um dos problemas mais desafiadores para os locais de trabalho na Europa. Os exoesqueletos foram desenvolvidos para resolver esse problema.
Os exoesqueletos são dispositivos portáteis que podem suportar o sistema músculo-esquelético usando vários princípios mecânicos. Em relação às LMERT, podem reduzir o stresse muscular.

Embora o benefício potencial dos exoesqueletos para a prevenção das LMERT possa ser significativo, também é necessário levar em consideração que tais dispositivos levantam novas questões em relação à Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

Nesse sentido, o Instituto Nacional Francês de Pesquisa e Segurança para Prevenção de Acidentes de Trabalho e Doenças (INRS) publicou uma visão geral dos novos fatores de risco encontrados no local de trabalho usando exoesqueletos (INRS, 2019). Por um lado, exoesqueletos podem ser vistos como uma oportunidade para reduzir o stresse muscular no trabalho, auxiliando fisicamente os trabalhadores e promovendo a prevenção de LMERT’s ou apoiar os trabalhadores com deficiências físicas no desenvolvimento das suas atividades. Por outro lado, podem ocorrer novos riscos para a saúde, devido à redistribuição do stresse para outras regiões do corpo."



Fonte: EU-OSHA
Tradução da responsabilidade do Departamento de SST (adaptada)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

De que forma está a digitalização a afetar a segurança e a saúde no trabalho?






O potencial das tecnologias digitais está a transformar os locais de trabalho, mas o que significa isto para a Segurança e a Saúde dos Trabalhadores? A nova brochura apresenta uma panorâmica dos trabalhos em curso em matéria de digitalização – incluindo um projeto prospetivo recente – e o seu impacto na Saúde e Segurança no Trabalho (SST).

A brochura destaca a forma como poderemos minimizar os potenciais resultados negativos da digitalização em matéria de SST. Possui ainda informações sobre como é possível utilizar tecnologias digitais para melhorar a prevenção no local de trabalho.





25 iniciativas políticas nacionais para combater as LME relacionadas com o trabalho




O que estão os países da Europa a fazer para combater as lesões musculosqueléticas (LME) relacionadas com o trabalho? A OSHA s nossos novos 25 estudos de casos analisam várias iniciativas políticas nacionais que visam a prevenção e a gestão das LME. Os estudos descrevem o resultado alcançado por cada iniciativa, os fatores de êxito e desafios, bem como o potencial de transferibilidade para outros setores ou países.

As LME relacionadas com o trabalho têm uma elevada prevalência e são prejudiciais para o bem-estar dos trabalhadores, a produtividade das empresas e as economias. Estes breves e informativos estudos de casos apresentam várias abordagens à prevenção, destacando a importância da colaboração, envolvendo todas as partes interessadas.


ANÁLISE SOBRE O FUTURO DO TRABALHO: ROBÓTICA



Este documento de reflexão editado pela OSHA em 2015, explica de uma forma muito clara as questões relativas à robótica e ao futuro do trabalho, e as consequências desta para o mundo do trabalho e para a SST.

Segue a introdução desta reflexão.

“ As máquinas há muito que fazem parte da realidade humana, mas a revolução industrial marcou um grande avanço na utilização de maquinaria e ferramentas. Naquela época, a sua importância e significado eram geralmente reconhecidos, embora as pessoas reagissem de formas muito diferentes: havia quem as visse como uma ameaça, enquanto para outros representavam oportunidades promissoras. Hoje, na era da tecnologia ubíqua e em plena fase de transição, testemunhamos uma situação semelhante, ainda que, desta feita, estejam em causa máquinas e processos inteligentes. Como veremos mais abaixo, a «(r)evolução ubíqua» dará início a uma era na qual as máquinas e os equipamentos poderão ser instalados em qualquer lugar – inclusivamente no corpo humano; em que os robôs se tornarão assistentes dos humanos e, a longo prazo, colegas de trabalho.”



Aceda ao documento Aqui.