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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

PELO FIM DO CANCRO NO LOCAL DE TRABALHO - CES


O cancro ocupacional mata 100 mil pessoas todos os anos na Europa. É a causa de morte mais comum relacionada com o trabalho.

- Entre 8 e 16% de todos os tipos de cancro na Europa são resultantes de exposições de risco no local de trabalho;

- Pelo menos 1 em 5 trabalhadores na U.E. são frequentemente expostos a agentes cancerígenos;

- Cerca de 50 cancerígenas representam mais de 80% de toda a exposição ocupacional a agentes cancerígenos.

A Directiva da União Europeia de 2004 sobre agentes cancerígenos ou mutagenéticos no local de trabalho estabelece limites obrigatórios de exposição a apenas três substâncias.

Esta Directiva tem estado sob avaliação nos últimos 12 anos, contudo sem qualquer alteração, deixando os trabalhadores europeus sem qualquer tipo de protecção contra os agentes causadores de cancro.

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) alerta a União Europeia para que acabe com o impasse neste processo e tome medidas para pôr fim ao cancro no local de trabalho.

A Presidência Holandesa do Conselho da União Europeia, comprometeu-se no seu programa a “exercer pressão para que o cancro relacionado com o trabalho seja combatido através da protecção dos trabalhadores contra um extenso número de substâncias cancerígenas” e para atingir este objectivo “pretende alterar a Directiva europeia sobre agentes cancerígenos”.

A CES reclama agora à Presidência holandesa que:

- Cumpra a promessa veiculada no seu programa;
- Estabeleça limites de exposição no local de trabalho a 50 substâncias comuns de cancro ocupacional.

Para ajudar a Presidência holandesa a cumprir a sua promessa, a CES:

- Publicou uma lista de 50 agentes cancerígenos para os quais exige limites de exposição no local de trabalho;

- Reclama que a Comissão Europeia implemente estes limites até ao final de 2016, e não 2020 como é proposto;

“O cancro ocupacional é uma epidemia ignorada. Os trabalhadores estão a morrer aos milhares todos os anos e durante 12 longos anos a UE não fez nada. Estas mortes são resultados de exposições em local de trabalho evitáveis”, afirmou Esther Lynch, Secretária Confederal da CES. “Os sindicalistas exigem o estabelecimento vinculativo de limites de exposição a agentes cancerígenos no local de trabalho, agora que estas são conhecidas como causas da doença. A Comissão tem de parar com o impasse. Atrasar este processo até 2020 é irresponsável e inaceitável”.

"A UE deve atingir cancro zero no local de trabalho. Os trabalhadores que tenham sido expostos a substâncias ou processos causadores de cancro devem ser submetidos a exames de saúde regulares durante e após o seu trabalho”, acrescenta a sindicalista.

A lista de agentes cancerígenos da CES inclui: o fumo de motor a diesel, pó de serragem, formaldeído, fibras cerâmicas refractárias, sílica cristalina, cádmio e compostos de cádmio, benzopireno, compostos de crómio (VI), óxido de etileno, tricloroetileno (TRI).

Os limites de exposição variam muito de país para país: o limite para a sílica cristalina é 6 vezes maior em alguns países da UE. Estudos demonstram que os países da U.E. têm limites de exposição vinculativos entre 3 e 82 causas de cancro, mas apenas 17 países europeus têm menos do que 50 como limites de exposição vinculativos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Governo vai contratar mais 80 inspetores do trabalho

Ministro do Trabalho anunciou abertura de um concurso






O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, anunciou hoje a abertura de um concurso para mais de 80 novos inspetores da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT)

Segundo o ministro, é intenção do Governo atribuir a esta autoridade “uma maior capacidade de intervenção na regulação das relações laborais, com particular atenção às questões relacionadas com a precariedade laboral”.

Aceda à notícia na íntegra Aqui.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sessão de Encerramento da Campanha para a Melhoria das Condições de Trabalho na Pesca // Leça da Palmeira



A Autoridade para as Condições do Trabalho promove no próximo dia 1 de março, a Sessão de Encerramento da Campanha para a Melhoria das Condições de Trabalho na Pesca.

A ACT em colaboração com os parceiros sociais e institucionais, irá realizar a Sessão de Encerramento da Campanha para a Melhoria das Condições de Trabalho na Pesca, após a execução das ações e atingidos os objetivos inicialmente traçados, tanto no domínio da informação e sensibilização como da ação inspetiva.


Esta Campanha, inserida no “Plano de Atividades da Autoridade para as Condições do Trabalho” de 2014, teve como objetivo estratégico a promoção da melhoria das condições do trabalho no setor da pesca.

Este Objetivo estratégico consubstanciou-se nos seguintes objetivos operacionais:

a) Combater (eliminar/reduzir/controlar) os riscos centrais para a segurança e saúde dos trabalhadores do setor da pesca com vista à redução da sinistralidade laboral e da incidência de doenças profissionais, a saber:

i. Os riscos de quedas ao mesmo nível a níveis diferentes, cortes choques e pancadas;
ii. Os riscos ergonómicos resultantes do trabalho com posturas incorretas e da  movimentação manual de cargas;
iii. Os riscos mecânicos associados ao uso de máquinas e equipamentos;
iv. Os riscos físicos (ruído e vibrações) associados à utilização de equipamentos de trabalho;
v. Os riscos psicossociais relacionados com as interações sociais negativas que o trabalho e a sua organização podem encerrar.

b) Reforçar o nível de cumprimento das prescrições legais relativas quer a relações laborais, quer à segurança e saúde no trabalho;

c) Promover o reforço da capacidade de intervenção dos parceiros sociais e institucionais do setor contribuindo para a melhoria dos níveis de bem-estar no trabalho;

d) Melhorar a capacidade de comunicação e de atuação da ACT e as competências dos seus profissionais.



Para aceder ao programa, carregue aqui.


OS EFEITOS DO TRABALHO NA NOSSA SAÚDE! Por João Areosa *




«Os pressupostos que estiveram na origem e na essência do capitalismo, preconizados por Max Weber (2001), são bastante diferentes daqueles que podemos observar na atualidade. 
Nas palavras de Sennett (2001) houve uma rutura significativa entre o velho capitalismo de classe e o novo capitalismo flexível. As consequências desta transformação foram, no mínimo, aterradoras para algumas formas de interação e convivência contemporâneas, nomeadamente ao nível do trabalho. 

O lucro tornou-se, cegamente, no único objetivo das empresas (ou pelo menos o principal) e a ideologia utilitarista foi levada ao extremo, tendo em conta que os meios utilizados para atingir esse fim (lucro) são, em certos casos, imorais.» 


* Sociólogo e investigador da Univ. do Minho

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

100 anos da Organização Internacional do Trabalho. O Centenário do Ministério do Trabalho: a institucionalização da regulação laboral



O Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa irá realizar, nos dias 18 e 19 de Maio de 2016, em Lisboa, a Conferência "100 anos da Organização Internacional do Trabalho. O Centenário do Ministério do Trabalho: a institucionalização da regulação laboral ".

Esta iniciativa, que se insere no programa comemorativo do centenário da OIT, está orientada em torno dos seguintes eixos temáticos (não exclusivos):

* Os ministérios do trabalho numa perspetiva transnacional (análise da história e do desenvolvimento destes organismos, bem como a evolução da sua denominação e competências);

* A organização e a administração dos ministérios do trabalho (ações e reações em torno da sua criação e evolução);

* Os ministérios do trabalho como reguladores das condições de emprego em situações de crises e guerras;

* A definição das principais políticas públicas na área laboral;

* A produção de normas laborais nas esferas nacionais e a influência da regulamentação internacional do trabalho e dos direitos dos trabalhadores nas mesmas.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Campanha da EU-OSHA, Locais de trabalho saudáveis para todas as idades


A próxima Campanha da EU-OSHA, Locais de trabalho saudáveis para todas as idades, será lançada a 14 de abril de 2016. E a contagem decrescente  já começou.
Esta campanha irá centrar-se em vidas profissionais sustentáveis, dedicando especial atenção à importância da boa gestão da saúde e segurança em todas as idades e à divulgação de instrumentos práticos e orientações nesse domínio.

Campanha 2016-2017: Locais de trabalho saudáveis para todas as idades




A existência de condições de trabalho seguras e saudáveis ao longo de toda a nossa vida profissional é fundamental para os trabalhadores, para as empresas e para a sociedade em geral. 

Esta é a mensagem principal da Campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» 2016-17.

Promover o trabalho sustentável e o envelhecimento saudável desde o início da vida profissional;
 Prevenir os problemas de saúde ao longo de toda a vida profissional;
Fornecer aos empregadores e aos trabalhadores meios para gerir a segurança e saúde no trabalho no contexto do envelhecimento da população ativa;
Encorajar o intercâmbio de informações e boas práticas.

       Saiba Mais Aqui.