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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Burnout: um fogo que arde sem se ver, mas que se sente!



Divulgamos no nosso Blog um interessante artigo sobre a temática da síndrome de Burnout, da autoria do investigador João Areosa, intitulado “ Burnout: um fogo que arde sem se ver, mas que se sente!”.

“ Primeiramente, devido à sua atual dimensão, o burnout deve ser tratado como um problema de saúde pública ou coletiva. O seu impacto nas sociedades, nas organizações e na vida das pessoas é suficientemente grave para que esta síndrome seja apenas tratada como fruto de personalidades mais frágeis ou inadaptadas, o que significaria que este problema seria essencialmente de natureza individual. Mas não é!”

“ A síndrome de burnout ligada ao mundo ocupacional tem uma relação estreita com a forma como o trabalho está organizado, bem como com o tipo de trabalho que é realizado…”

" Esta síndrome manifesta-se essencialmente através de três níveis/sintomas:

-  Esgotamento emocional: falta de recursos emocionais e sentimento de que nada se pode oferecer ao outro (isto no caso de profissões cuidadoras); caracteriza-se por um esgotar progressivo da energia emocional e física, em que o descanso entre as jornadas de trabalho já não chega para readquirir forças para enfrentar as tarefas diárias habituais.

- Despersonalização/cinismo: surge quando, para ultrapassar esta perda de energia, o trabalhador começa a desinvestir nas suas tarefas e dedicação ao trabalho, tentando proteger-se e afastar-se do trabalho que agora constitui fonte de stress crónico. Tende a adotar uma postura fria e desligada do outro. No entanto, ao ser tão negativo e pessimista isso afeta o seu bem-estar e pode também diminuir o seu desempenho e eficácia no trabalho, desenvolvendo, por vezes, atitudes negativas e de insensibilidade face aos destinatários dos serviços que se prestam.

- Pessoal: perceção de fechamento das possibilidades de sucesso pessoal no trabalho; isto faz com que diminuam as expetativas pessoais e implica uma autoavaliação negativa, onde se inclui a recusa de si próprio e de êxitos pessoais, bem como sentimentos de fracasso e baixa autoestima…Esta síndrome afeta, particularmente, os profissionais de saúde, os trabalhadores de call center, os professores, os trabalhadores bancários, os advogados e, em geral, todas as profissões que têm que trabalhar com outras pessoas, ou seja, a generalidade das profissões de serviços."



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

COMENTÁRIO AO ARTIGO “A SUBLIMAÇÃO, ENTRE SOFRIMENTO E PRAZER NO TRABALHO” – CHRISTOPHE DEJOURS E A PSICODINÂMICA DO TRABALHO – João Areosa




 " … a obra de Christophe Dejours oferece uma reflexão singular sobre a influência do trabalho na saúde mental dos indivíduos. Este tema é indiscutivelmente importante na contemporanei-dade, dadas as múltiplas consequências (positivas e/ou negativas) que podem provocar nos trabalhadores, bem como na forma como organiza-mos, dividimos e distribuímos socialmente o trabalho. Numa perspetiva histórica, o autor destaca que a clínica do trabalho (mais tarde veio a ser parcialmente rebatizada por psicopatologia do trabalho) surgiu na primeira metade do século passado e dedicou -se, exclusivamente, aos efeitos negativos do trabalho.”

“Tal como refere Dejours, trabalhar é correr riscos e isso implica ter de gerir alguma incerteza. Normalmente o trabalho prescrito não considera as limitações da condição humana, logo, torna -se um fator potenciador de erros, falhas e acidentes. O trabalho prescrito é a forma como a entidade empregadora concebe e organiza o modo de realização do trabalho (tarefas a executar, tempos de trabalho, regras, normas, procedimentos, recursos materiais e humanos para cada função, tipo de máquinas utilizadas, etc.); no fundo, é projetar como é que o trabalho deve ser feito. No entanto, o design do trabalho, por melhor elaborado que esteja, nunca consegue prever todas as circunstâncias, constrangimentos, dificuldades e obstáculos que a sua realização prática pode implicar.”



Aceda ao artigo Aqui.

Uma campanha de informação porta a porta promove o OiRA na Bulgária


Os serviços de inspeção do trabalho búlgaros lançaram um interessante projeto para sensibilizar os empregadores e os trabalhadores para as questões de segurança e saúde no trabalho (SST).

O projeto, intitulado «Otimização e Inovação», inclui uma campanha de informação porta a porta nas empresas, realizada pelos inspetores de trabalho, com vista a promover a avaliação dos riscos no local de trabalho, através do instrumento OiRA, bem como outras boas práticas de SST.


Saiba mais Aqui.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Relatório da ECHA conclui que é necessário haver mais ação ao nível da substituição



Os regulamentos são impulsionadores críticos da indústria na substituição de químicos perigosos na Europa, conclui um estudo conduzido por Joel Tickner e Molly Jacobs do Centro Lowell para a Produção Sustentável, da Universidade de Massachusetts. 

O Estudo, requisitado pela ECHA, afirma que os principais obstáculos são o facto de haver pouco pessoal e recursos alocados à substituição, bem como o desconhecimento de alternativas mais seguras e a falta de informação sobre as cadeias de abastecimento.

Saiba mais Aqui.


Artigo da OSHwiki em destaque: Investigando a promoção da SST para trabalhadores mais velhos



À medida que mais trabalhadores estão a completar o seu 50.º aniversário – estima-se que serão 2 mil milhões de pessoas em 2050 – os empregadores vão ficando cada vez mais preocupados em manter ou readmitir os trabalhadores mais velhos.

Neste novo artigo da OSHwiki, uma equipa de cinco investigadores do Instituto de Medicina do Trabalho analisou a promoção da  segurança e saúde no trabalho (SST) junto dos trabalhadores mais velhos.

A sua pesquisa centrou-se em evidências científicas e baseou-se em três questões orientadoras:

1) as necessidades de SST dos trabalhadores mais velhos diferem das dos trabalhadores de outros grupos etários?


2) Que exemplos de intervenções ao nível da SST estão disponíveis? 

3) Que tipo de informação e orientação pode ser obtido a partir da pesquisa e partilhado para promover uma melhor SST?

Saiba mais Aqui.



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cancro: principal causa de morte na Europa ocidental





É oficial. O cancro é agora a principal causa de morte na Europa ocidental, tendo suplantado as doenças cardiovasculares. 

É esta a principal conclusão de um estudo publicado em Agosto de 2016 pelo Jornal Europeu do Coração. 

De acordo com os mais recentes dados, morrem mais homens de cancro do que de doenças cardiovasculares em 12 países e mais mulheres em dois países. 

Todos estes países situam-se na Europa ocidental; se considerarmos toda a Europa, as doenças cardiovasculares permanecem no topo da lista de causas de morte mais comuns.

Aceda a mais informação Aqui.