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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

OIT – Relatório “Um apelo a ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis”


A OIT acaba de publicar um novo Relatório, intitulado “A Call for Safer and Healthier Working Environments”, cujos dados estão a ser apresentados no 23º Congresso Mundial sobre Segurança e Saúde no Trabalho, uma das maiores conferências internacionais sobre este assunto, que se encontra a decorrer na Austrália (27 a 30 de novembro).

Este relatório estima que morrem mais homens devido a incidentes relacionados com o trabalho (51,4% por 100.000 adultos em idade ativa) em comparação com as mulheres (17,2% por 100.000). A região da Ásia e do Pacífico tem a mortalidade relacionada com o trabalho mais elevada (63% do total global), devido à dimensão da força de trabalho da região.

A agricultura, a construção, a silvicultura, a pesca e a indústria transformadora são os sectores mais perigosos, responsáveis por 200.000 lesões fatais por ano, o que representa 63 % de todas as lesões profissionais fatais. Segundo os dados contidos neste relatório, um em cada três acidentes de trabalho fatais em todo o mundo ocorre entre trabalhadores agrícolas.

Acresce informar que a OIT introduziu um novo plano, a Estratégia Global sobre Segurança e Saúde no Trabalho para 2024-2030, de forma a impulsionar os esforços globais para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. O objetivo é dar prioridade ao bem-estar dos trabalhadores, em linha com a dedicação da OIT à justiça social e à promoção do trabalho digno em todo o mundo.

Fonte: OIT


A deficiência e a Saúde e Segurança no Trabalho



Imagem com DR


Obrigações legais dos empregadores

Os trabalhadores com deficiência na UE estão protegidos por regulamentos em matéria de luta contra a discriminação e saúde e segurança no trabalho (SST), sendo que alguns Estados-Membros vão além desses requisitos mínimos.

 

A Diretiva Igualdade no Emprego (Diretiva 2000/78/CE do Conselho) inclui disposições específicas para lutar contra a discriminação baseada, nomeadamente, na deficiência. Encarrega a entidade patronal de prever adaptações razoáveis para as pessoas com deficiência, permitindo-lhes exercer um emprego e frequentar uma formação.

 

A legislação específica em matéria de SST, como a Diretiva-Quadro SST (Diretiva 89/391/CEE), exige que as entidades patronais previnam os riscos na sua origem e realizem avaliações de riscos no local de trabalho. Esta abordagem revela-se preciosa na identificação das adaptações necessárias para apoiar os trabalhadores com deficiência. Além disso, estes regulamentos exigem que as empresas e as entidades patronais protejam os grupos particularmente sensíveis dos perigos que os afetam especificamente. No entanto, a prevenção de riscos e a facilitação do trabalho para todos os trabalhadores podem permitir que um trabalhador com deficiência continue a trabalhar.

 

Neste contexto, a diretiva relativa às prescrições para os locais de trabalho (Diretiva 89/654/CEE) salienta a necessidade de prestar especial atenção a aspetos como as portas, vias de comunicação, escadas, chuveiros, lavatórios, retretes e postos de trabalho utilizados por pessoas com deficiência.

 

Prevenção de riscos e promoção da saúde

Um fator fundamental para ajudar as pessoas com doenças crónicas e deficiências a permanecerem empregadas é a implementação de um sistema sólido que faça a gestão dos riscos e promova a saúde e o bem-estar. Ao abordar domínios-chave como os acidentes, as lesões musculoesqueléticas (LME), o stresse no trabalho, a exposição a substâncias perigosas, as doenças relacionadas com o trabalho e o ruído excessivo, os locais de trabalho podem reduzir as consequências negativas para as pessoas e as economias.


Regresso ao trabalho

Para que as pessoas com deficiência possam regressar com êxito ao trabalho após uma ausência de médio a longo prazo por doença, é essencial dispor de uma abordagem bem planeada e sistemática. Por conseguinte, é crucial que profissionais de várias disciplinas (profissionais de saúde, terapeutas ocupacionais, especialistas em acessibilidade e deficiência, profissionais da SST, pessoal dos recursos humanos, etc.) colaborem na conceção e aplicação de um programa que facilite o regresso efetivo e o emprego sustentado das pessoas com deficiência.

 

A investigação anterior da EU-OSHA indica que os planos mais bem sucedidos combinam recursos em termos de cuidados de saúde de intervenção precoce, aconselhamento sobre adaptações no local de trabalho e no emprego, apoio psicológico centrado no trabalho, formação profissional e orientação e contributos dos sistemas de segurança social. Esta abordagem personalizada dá resposta às necessidades e circunstâncias específicas dos trabalhadores e das entidades patronais.

 

As adaptações do local de trabalho podem incluir a reorganização de tarefas e deveres, a adaptação de equipamento, a alteração dos padrões de trabalho e a requalificação dos trabalhadores. Uma avaliação dos riscos para a segurança e a saúde pode ajudar a determinar a escolha das adaptações.

 

Mão de obra em envelhecimento

A percentagem de pessoas com deficiência tende a aumentar com a idade, um fator importante dado o atual contexto de envelhecimento da mão de obra europeia. Juntamente com o aumento da idade da aposentação em muitos Estados-Membros, prevê-se que o número de trabalhadores com deficiência na UE continue a aumentar.

 

Por conseguinte, medidas como a prevenção eficaz, locais de trabalho acessíveis e políticas abrangentes de regresso ao trabalho revelam-se inestimáveis para evitar o abandono prematuro da mão de obra e para manter um modelo de trabalho sustentável.

 

Trabalhar com doenças

Para saber mais sobre os trabalhadores com deficiência e a SST, bem como sobre o apoio eficaz no contexto do Pacote Europeu para o Emprego das Pessoas com Deficiência, consulte o artigo OSHwiki da EU-OSHA sobre doença, deficiência, emprego e regresso ao trabalho. Contém imensos recursos inestimáveis.


Fonte: UE-OSHA

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Trabalhadores com deficiência e SST: nova secção Web temática já disponível!

 


Imagem com  DR


Entre os 42,8 milhões de pessoas com deficiência em idade ativa na UE, apenas cerca de metade estão atualmente empregadas. É fundamental que os locais de trabalho promovam uma saúde de qualidade e prestem apoio às pessoas com deficiência, para que estas possam entrar ou reentrar no mercado de trabalho e manter o seu emprego.


O Pacote Europeu para o Emprego das Pessoas com Deficiência da Comissão Europeia visa alcançar a igualdade de acesso ao mercado de trabalho para as pessoas com deficiência. A EU-OSHA contribui, oferecendo informações e recursos pertinentes.


Explore a nossa nova secção Web sobre trabalhadores com deficiência e tenha acesso a um vasto conjunto de recursos no artigo OSHWiki doença, deficiência, emprego e regresso ao trabalho.


Englobar uma mão de obra diversificada é essencial para promover locais de trabalho mais seguros e saudáveis!

 

Fonte: UE-OSHA

Os riscos psicossociais e o seu impacto na saúde mental dos trabalhadores com baixo estatuto socioeconómico

 


Imagem com DR


A evolução do mercado de trabalho tornou-se uma fonte de stress, ansiedade e outros problemas de saúde mental para muitas pessoas. Os trabalhadores com um baixo estatuto socioeconómico são particularmente suscetíveis de sofrer riscos psicossociais no local de trabalho, uma situação que foi agravada pela COVID-19 e pelos desenvolvimentos introduzidos pela digitalização.


Num novo relatório, a EU-OSHA analisa a investigação europeia sobre o tema, tirando conclusões e formulando orientações políticas. A publicação apresenta uma seleção de boas práticas adotadas a nível organizacional ou setorial, que conseguiram prevenir e gerir com êxito os riscos psicossociais para os trabalhadores com baixo estatuto socioeconómico.


Saiba mais pormenores no relatório e na síntese Psychosocial risk exposure and mental health outcomes of european workers with low socioeconomic status (Exposição a riscos psicossociais e resultados em matéria de saúde mental dos trabalhadores europeus com baixo estatuto socioeconómico).


Para mais informações sobre os riscos psicossociais no trabalho, consulte a nossa secção Web atualizada sobre riscos psicossociais e saúde mental.


Gostaria de ter outra perspetiva? Consulte o novo relatório da Eurofound sobre os riscos psicossociais para o bem-estar dos trabalhadores: ensinamentos retirados da pandemia de COVID-19 

 

Fonte: UE-OSHA

Pacote para o Emprego das Pessoas com Deficiência

 

Cerca de metade dos 42,8 milhões de pessoas em idade ativa com deficiências na União Europeia (UE) estão atualmente empregadas. As pessoas com doenças existentes ou deficiência devem poder continuar a trabalhar, entrar no mercado de trabalho ou regressar ao mesmo. Consequentemente, é essencial um modelo de trabalho acessível e inclusivo, capaz de acolher uma mão de obra diversificada e facilitar a sua (re)entrada e manutenção no mercado de trabalho.


O Pacote Europeu para o Emprego das Pessoas com Deficiência representa uma das principais iniciativas da Estratégia mais ampla da Comissão Europeia sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 2021-2030. O seu objetivo é garantir que as pessoas com deficiência tenham igualdade de acesso ao mercado de trabalho, permitindo-lhes permanecer empregadas e, consequentemente, beneficiar de uma maior inclusão social e autonomia económica.

O pacote centra-se em seis domínios de ação, dos quais os seguintes estão abrangidos pelo âmbito da EU-OSHA:

Assegurar adaptações razoáveis no trabalho, ou seja, qualquer alteração de um emprego ou de um local de trabalho que seja necessária para que uma pessoa com deficiência possa concorrer a funções profissionais, as possa exercer e nelas possa progredir, ou possa frequentar uma formação.

Manter as pessoas com deficiência no mercado de trabalho e prevenir deficiências associadas a doenças crónicas.

Garantir regimes de reabilitação profissional em caso de doença ou acidente.

Através da recolha e do desenvolvimento de recursos pertinentes, a EU-OSHA contribui ativamente para a consecução dos objetivos delineados no pacote.


Fonte: UE-OSHA

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

OIT – Relatório “Um apelo a ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis”


A OIT acaba de publicar um novo Relatório, intitulado “A Call for Safer and Healthier Working Environments”, cujos dados estão a ser apresentados no 23º Congresso Mundial sobre Segurança e Saúde no Trabalho, uma das maiores conferências internacionais sobre este assunto, que se encontra a decorrer na Austrália (27 a 30 de novembro).


Este relatório estima que morrem mais homens devido a incidentes relacionados com o trabalho (51,4% por 100.000 adultos em idade ativa) em comparação com as mulheres (17,2% por 100.000). A região da Ásia e do Pacífico tem a mortalidade relacionada com o trabalho mais elevada (63% do total global), devido à dimensão da força de trabalho da região.


A agricultura, a construção, a silvicultura, a pesca e a indústria transformadora são os sectores mais perigosos, responsáveis por 200.000 lesões fatais por ano, o que representa 63 % de todas as lesões profissionais fatais. Segundo os dados contidos neste relatório, um em cada três acidentes de trabalho fatais em todo o mundo ocorre entre trabalhadores agrícolas.


Acresce informar que a OIT introduziu um novo plano, a Estratégia Global sobre Segurança e Saúde no Trabalho para 2024-2030, de forma a impulsionar os esforços globais para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. O objetivo é dar prioridade ao bem-estar dos trabalhadores, em linha com a dedicação da OIT à justiça social e à promoção do trabalho digno em todo o mundo.


Fonte: OIT


terça-feira, 21 de novembro de 2023

Gestão da saúde e segurança dos trabalhadores do setor dos transportes e do armazenamento: publicação do novo relatório ESENER

 

Imagem com DR

O setor dos transportes e do armazenamento é muito diversificado, abrangendo uma grande variedade de funções, tais como motoristas e gestores de armazéns, entre muitos outros. Considerando que existem mais de 10 milhões de trabalhadores na UE, é fundamental adotar uma abordagem orientada para a saúde e segurança no trabalho (SST).


A EU-OSHA publicou o relatório Transportation and storage activities – Evidence from the European Survey of Enterprises on New and Emerging Risks (ESENER) [Atividades de transporte e armazenamento – Dados do Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER)], que analisa a gestão da SST no setor com base nas conclusões das três vagas do inquérito (2019, 2014 e 2009) e da realização de entrevistas com representantes do setor.


O relatório identifica fatores determinantes, tais como a dimensão da empresa, e os principais fatores de risco entre os trabalhadores, tais como a manutenção da posição sentada por longos períodos e o risco de acidentes aquando do manuseamento de máquinas. A publicação também explora os problemas de saúde mais frequentes, nomeadamente os distúrbios musculoesqueléticos e as questões relacionadas com a saúde mental, e propõe indicadores políticos específicos para melhorar a SST no setor.


Está também disponível um resumo do relatório e os resultados completos do inquérito para o setor podem ser explorados através da visualização de dados do ESENER.


Fonte: UE-OSHA