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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Sindicatos estão a hastear a bandeira pela igualdade, diversidade e dignidade no trabalho





No dia internacional contra a homofobia, transfobia e bifobia, os sindicatos reafirmam o seu compromisso de expressar solidariedade através da diversidade sem discriminações.


A CSI CELEBRA o progresso que tem sido feito em direção à igualdade, à inclusão e à diversidade nos nossos locais de trabalho e nas nossas sociedades.

Saiba mais Aqui.























Redes sindicais: uma resposta à saúde ocupacional em pequenas empresas?

Os resultados de um projeto sobre as melhores práticas de organização da representação dos trabalhadores em matéria de Saúde e Segurança foram apresentados num seminário organizado em Bruxelas em 29 de Novembro.

Este seminário permitiu que ativistas sindicais descrevessem as suas experiências nos países cobertos pelo projeto.

O projeto "TUPA" - Trade Union Preventive Agent - reflete uma necessidade comum em toda a Europa de como organizar a representação dos trabalhadores para a Saúde e Segurança nas muitas empresas onde essa representação não existe. Essa ausência, como sabemos, pode ser porque não é exigida por lei ou porque os empregadores a bloqueiam.

O projeto TUPA foi realizado por quatro organizações: o Instituto Sindical de Trabalho, Ambiente e Saúde (ISTAS) da Espanha, a Fundação Giuseppe Di Vittorio da Itália, o Centro de Pesquisa em Ambiente de Trabalho de Cardiff da Universidade de Cardiff no Reino Unido e a NSZZ Solidarność da Polónia.
Envolveu pesquisas de campo sobre como as redes sindicais podem cobrir as empresas sem qualquer presença sindical ou sem qualquer representação de trabalhadores para a saúde e segurança.

As experiências analisadas são tão ricas quanto diversificadas e envolvem diferentes períodos de tempo e uma variedade de contextos políticos e legislativos. Entre os países estudados está a Suécia, considerada uma pioneira na Europa, porque conta com uma rede de representantes regionais de segurança desde a década de 1970.

Com cerca de 1.700 representantes que trabalham a tempo parcial, entre 50.000 e 60.000 empresas são visitadas todos os anos para detetar problemas de saúde ocupacional e propor soluções. Isto é cinco vezes o número de empresas visitadas anualmente pela inspeção do trabalho.

Em casos de perigo grave, os representantes podem incentivar os trabalhadores a deixar de trabalhar até que as medidas preventivas sejam efetivamente tomadas. Em setores como a construção, isso ocorre cerca de 500 vezes por ano. Na maioria dos casos, os empregadores rapidamente concordam em garantir o cumprimento das regras de segurança. O sistema é garantido pela legislação e seu financiamento é dividido entre o orçamento do Estado e os sindicatos.

A Itália possui dois tipos de representação: representantes territoriais de trabalhadores e representantes locais. Os primeiros trabalham num determinado setor num determinado território (por exemplo, empresas de pequena dimensão numa dada região). Os últimos trabalham em locais onde existem muitas empresas (por exemplo, zonas industriais, shoppings, etc.). O sistema italiano não é uniforme em todas as regiões ou setores. Isto deve-se em especial ao facto da lei apenas estabelecer o princípio da representação territorial e confiar a tarefa de determinar medidas específicas de implementação na negociação coletiva.

Em Espanha, durante a transposição da Diretiva-Quadro de 1989, um dos principais objetivos dos sindicatos era criar uma rede de representantes de segurança territorial, mas isso não foi conseguido. Cedendo à pressão dos empregadores, o Governo e o Parlamento privaram muitos trabalhadores de qualquer representação em matéria de saúde e segurança. Os sindicatos não desistiram do seu objetivo e conseguiram incluí-la em alguns acordos coletivos. Na Itália, a situação varia bastante de um setor para outro e de uma região para outra.

No Reino Unido, as experiências estudadas foram mais modestas, envolvendo principalmente os organizadores de segurança sindical nos setores bancário e de construção civil.

Todos os estudos de caso sublinham a importante contribuição dessas iniciativas para a melhoria da prevenção.

Consulte mais informação AQUI

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Ferramentas OiRA para avaliação de riscos em micro e pequenas empresas - Reparação Automóvel






O setor de reparação automóvel encontra-se distribuído por todo o país, sendo constituído fundamentalmente por micro e pequenas empresas. É ainda um setor com relevância em termos económicos e de emprego.

Esta ferramenta Oira aborda os principais perigos/riscos existentes nas diversas áreas de trabalho: receção, mecânica auto, trabalhos na carroçaria, substituição de pneus e estação de serviço. Aborda ainda a problemática associada às emergências, bem como os perigos/riscos estruturais, ambientais e de gestão da segurança e saúde no trabalho na empresa.

A ferramenta permite efetuar uma avaliação dos riscos existentes, sugere medidas a implementar para o controlo desses riscos e produz um plano de ação, que o utilizador poderá adotar na gestão da segurança e saúde na empresa.


Mais informações Aqui.



Disponível Relatório da Sinistralidade com Veículos Agrícolas 2018



Foi recentemente disponibilizado o Relatório da Sinistralidade com Veículos Agrícolas relativo ao ano de 2018, que analisa a sinistralidade com tratores e define medidas de combate a essa sinistralidade.

Este documento resulta no âmbito do Grupo de Trabalho criado pelo Despacho n.º 295/2017, do qual fazem parte a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e a Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), sob a coordenação do Secretário de Estado da Administração Interna e do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.


Consultar relatório


 



Resolução do Conselho de Ministros n.º 28/2019 Aprova o Plano de Ação para a Segurança e Saúde no Trabalho na Administração Pública 2020



O XXI Governo Constitucional assumiu o compromisso de revalorizar o trabalho em funções públicas e de fortalecer a Administração Pública, promovendo a sua eficiência e sustentabilidade e proporcionando condições de trabalho dignas para os seus profissionais.
As boas condições de trabalho, nas suas componentes físicas, organizacionais e psicossociais, são essenciais para a satisfação dos trabalhadores e para a promoção da segurança, saúde e bem-estar no trabalho, influenciando de forma inequívoca os seus desempenhos.
Organismos internacionais como a Organização Internacional do Trabalho e a Organização Mundial de Saúde sublinham o impacto negativo dos acidentes e das doenças profissionais no PIB mundial, assim como a importância da prevenção dos riscos profissionais, que apresenta um retorno positivo na qualidade de vida dos trabalhadores, na sua capacidade de trabalho e na sustentabilidade laboral.
A intervenção neste domínio exige uma atuação concertada entre o Governo, para garantir as condições fundamentais que favoreçam a implementação ou reforço da Segurança e Saúde no Trabalho (SST), os dirigentes, para garantir a operacionalização eficaz de serviços de SST nas suas diversas dimensões como elemento de um ambiente de trabalho positivo, e a participação informada e ativa de cada trabalhador.

 

Aceda ao Diploma Aqui.




BWI OS SINDICATOS GARANTEM UM TRABALHO SEGURO!




A Federação Internacional dos Trabalhadores da Construção e Madeira – BWI – publicou um cartaz para assinalar o Dia Internacional em diversas línguas, incluindo o português.


O dia 28 de abril de 2019, Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais, será organizado sob o tema “Assumir o controle - Remover as substâncias perigosas do local de trabalho”.

Neste dia 28 de abril, os sindicatos de todo o mundo organizaram comícios e marchas de protesto para rejeitar as condições de trabalho perigosas existentes no setor madeireiro e na construção civil.

Sabemos mais do que nunca sobre riscos no trabalho e todas as medidas e legislação com vista à prevenção de mortes, lesões e doenças no trabalho. No entanto, mais de cem mil trabalhadores da construção ainda morrem a cada ano em “acidentes” totalmente evitáveis ​​no local de trabalho.

Enquanto isso, dois milhões de toneladas de amianto crisófila são colocadas no ambiente, garantindo um legado mortal para os trabalhadores da construção civil e para o público. Os trabalhadores destes setores sofrem uma exposição diária a produtos químicos perigosos causadores de cancros, tais como pesticidas e solventes orgânicos. Mas eles também estão expostos a poeiras perigosas, como o amianto, a sílica, e a outros processos perigosos, como a exposição ao diesel ou a fumos de solda.

A indústria de cimento continua altamente perigosa e é responsável por centenas de mortes em acidentes de trabalho e milhares de doenças ocupacionais a cada ano. A forte utilização da terceirização é amplamente responsável pela falta de uma gestão coerente dos riscos no trabalho, em que quase todos os acidentes fatais ocorrem entre os trabalhadores contratados e terceirizados. O trabalho precário no setor está a custar a vida das pessoas.

O impacto das más condições de trabalho tem muita influência sobre a saúde dos trabalhadores em todos os setores que a BWI representa, desde o cimento e o fabrico de tijolos até ao processamento da madeira.

Os sindicatos, inclusive os afiliados da BWI, estão prontos, dispostos e aptos a ajudar - mas o emprego informal, a subcontratação e as práticas de exploração laboral estão a minar os nossos esforços.”

Aceda aos materiais desta campanha Aqui.

Papel futuro dos megadados e da inteligência artificial nos locais de trabalho da Europa



 

A utilização de megadados, combinada com tecnologia de aprendizagem automática, está a tornar-se mais comum nos locais de trabalho da Europa. Dois novos documentos de debate prospetivo analisam os benefícios e os riscos potenciais da utilização de tais avanços digitais em matéria de saúde e segurança no local de trabalho. O primeiro artigo, relativo ao tema da utilização de megadados para a eficácia das inspeções, explora o direcionamento das inspeções de segurança e saúde no trabalho (SST).

O segundo artigo descreve o local e a forma como a inteligência artificial (IA) está a ser aplicada, por exemplo na tomada de decisões de recursos humanos no local de trabalho (análise de pessoas, procedimentos de recrutamento), robótica reforçada por IA, «chatbots» em centro de apoio ou tecnologias de colocação junto ao corpo nas linhas de montagem de produção. Ambos os autores concluem que a conjugação da inteligência humana com a IA é a melhor via a seguir.

Os autores recomendam formas de gerir os riscos mais importantes. Importa salientar que não é a tecnologia isoladamente que cria benefícios ou riscos de SST, mas sim a implementação da tecnologia que cria condições negativas ou positivas.

Fonte: OSHA