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quarta-feira, 4 de março de 2020

Segurança e saúde ocupacional em 2040: quatro cenários




Como é que a próxima geração na Europa lidará com questões de segurança e saúde ocupacional?

Este guia é o resultado de um projeto que analisa as perspetivas a longo prazo para a tomada de decisões estratégicas sobre segurança e saúde no trabalho (SST) na União Europeia. A publicação apresenta quatro cenários possíveis ('bem-estar', 'auto-suficiência', 'produtividade' e 'proteção') para o futuro da SST na União Europeia.

O horizonte temporal dos cenários (até 2040) concentra-se no mundo em que a próxima geração viverá e trabalhará, com a ideia de que a introdução de mudanças reais requer uma perspetiva de longo prazo.

Os cenários apresentados, nesta publicação, visam iniciar um diálogo aberto e construtivo entre as muitas partes interessadas envolvidas nas políticas de saúde e segurança no local de trabalho na UE e nos seus Estados-Membros.

Nota: Tradução da responsabilidade do Departamento de SST da UGT

Aceda ao Guia Aqui.



O escândalo da saúde do ácido perfluorooctanóico




O novo filme de Todd Haynes, "Dark Waters", estreou nos cinemas europeus em fevereiro. O filme retrata o envenenamento escandaloso da população de Parkersburg, no estado americano de Virgínia, por água contaminada pelo ácido perfluorooctanóico (PFOA) utilizado pela empresa norte-americana Dupont.

Também conhecido como C8, o PFOA (ácido perfluorooctanóico) é usado na produção de Teflon, um revestimento antiaderente para panelas e outros utensílios de cozinha. Excecionalmente estável, essa substância tóxica não é biodegradável e pode permanecer no sangue de uma pessoa durante décadas. É conhecido por ser uma causa de defeitos congénitos e cancro nos rins e nos testículos.

Baseado no artigo da revista New York Times, intitulado "O advogado que se tornou o pior pesadelo da DuPont", o filme conta a história da vida real de Robert Billot, o advogado que levou Dupont a tribunal.

Convidada para o debate após a exibição prévia do filme na Bélgica, Marian Schaapman, chefe da unidade de condições de trabalho, Saúde e Segurança do Instituto Sindical Europeu (ETUI), disse o seguinte: “Este filme mostra que a nossa saúde é não está à venda e que os regulamentos estritos que proíbem ou pelo menos restringem o uso de produtos químicos que são altamente perigosos são mais do que necessários”.

Na Holanda, a Dupont também está envolvida numa ação judicial sobre a exposição dos trabalhadores a substâncias reprotóxicas e suas graves consequências, como a ocorrência de abortos e problemas de desenvolvimento nas crianças.

A exibição deste filme ocorre no momento certo, tendo em conta o anúncio emitido pela Comissão Europeia de publicar uma nova estratégia sobre substâncias químicas.

Na União Europeia, o ácido perfluorooctanóico e os seus sais foram identificados como substâncias que representam grande preocupação, tendo o seu uso sido proibido pelo regulamento REACH.

Foi, igualmente, proibido pela Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs). No entanto, estas substâncias permanecem presentes no solo, na água, na fauna ou no homem.

O PFOA e seus sais são apenas parte da família mais ampla de, pelo menos, 4700 substâncias artificiais conhecidas genericamente como PFASs que são usadas desde a década de 1950 numa série de artigos de consumo que são produzidos em massa - incluindo têxteis e cosméticos - devido à sua resistência a manchas, à água e à graxa.

Um estudo recente financiado pelo Conselho Nórdico de Ministros revela que o nosso conhecimento sobre estas substâncias permanece fragmentado e que seus vários subgrupos podem ser perigosos para a saúde humana e para o meio ambiente.

Sem esperar pelos resultados finais deste estudo, no final de 2019, a Suécia instou a Comissão Europeia a elaborar um plano de ação até 2025, destinado a proibir progressivamente usos não essenciais de PFASs.

Nota: Conteúdo da ETUI. Tradução adaptada da responsabilidade do Departamento de SST da UGT

Aceda à versão original Aqui.



terça-feira, 3 de março de 2020

ETUI elabora relatório de avaliação de impacto sobre a Diretiva Máquinas


(Imagem com DR)

O Comité Económico e Social Europeu (CESE) recorreu ao Instituto Sindical Europeu (ETUI) para elaborar o Relatório de Informações (Avaliação de Impacto) sobre a Diretiva Máquinas.

Em 2018, a Comissão Europeia lançou uma avaliação da Diretiva de Máquinas [SWD (2018) 160]. Stefano Boy, especialista em máquinas da ETUI, foi recentemente nomeado especialista e co-relator no grupo de estudo estabelecido pela Comissão Consultiva sobre Mudanças Industriais (CCMI) do Comité Económico e Social Europeu, tendo sido convidado a contribuir com seus conhecimentos.

Conforme declarado pela Comissão Europeia, a Diretiva sobre Máquinas promove a harmonização por meio de uma combinação de requisitos obrigatórios de saúde e segurança e normas harmonizadas voluntárias.

 Aplica-se apenas a produtos que devem ser colocados pela primeira vez no mercado da UE. Procura a harmonização de requisitos essenciais de saúde e segurança para máquinas a nível da UE, sendo um instrumento importante, pois promove a livre circulação de máquinas no mercado único e garante um alto nível de proteção aos trabalhadores e cidadãos da UE.

Tradução da responsabilidade do Departamento de SST da UGT

Aceda à versão original Aqui.



segunda-feira, 2 de março de 2020

Compreender as LME com o Napo





O Napo vem em auxílio dos locais de trabalho com um novo conjunto de ferramentas em linha para aumentar a sensibilização em relação às lesões musculosqueléticas (LME) e prestar aconselhamento em matéria de LME.

O conjunto de ferramentas «Compreender as lesões musculoesquéticas» utiliza filmes Napo já existentes e contém 14 atividades distintas para facilitar os debates de grupo, nas organizações, com o próprio pessoal e os trabalhadores nas suas cadeias de abastecimento.

O trabalho de escritório, a movimentação de cargas, as tarefas repetitivas, as posturas estáticas e incómodas, bem como o seu impacto na saúde dos trabalhadores são abrangidos pelo conjunto de ferramentas. Além disso, as medidas de prevenção no local de trabalho e organizacionais são exploradas no âmbito das atividades de participação.

O conjunto de ferramentas é também adequado para utilização em cursos de formação profissional.


Aceda às ferramentas «Compreender as lesões musculoesquéticas» Aqui





Guia temático: Substâncias Perigosas no Local de Trabalho - Riscos, Efeitos na Saúde e Prevenção

     

Tudo o que os Trabalhadores devem Saber…






Todos os dias, um número significativo de substâncias perigosas é utilizado pelos trabalhadores, nos seus locais de trabalho. A exposição a substâncias perigosas pode ocorrer a todo o momento no local de trabalho. Muitos trabalhadores, na Europa, são afetados pela exposição a substâncias perigosas. Portugal não será exceção.

As substâncias perigosas podem causar diversos tipos de danos, desde cancros a problemas da capacidade de reprodução ou deficiências congénitas. Outras substâncias podem causar danos cerebrais, danos no sistema nervoso, asma e problemas cutâneos.

Nas últimas décadas, algumas substâncias perigosas, como o amianto, que provoca doenças pulmonares graves e, em alguns casos, conduz à morte e o cloreto de vinilo que provoca cancro do fígado, foram proibidas, restringidas ou sujeitas a um controlo regulamentar rigoroso.

Contudo, as substâncias perigosas continuam a representar um dos principais problemas em matéria de Segurança e Saúde nos locais de trabalho.

Na segunda edição do Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER-2), levado a cabo pela EU-OSHA, 38% das empresas declararam que nos respetivos locais de trabalho estavam presentes substâncias químicas ou biológicas sob a forma de líquidos, fumos ou poeiras.

De acordo com o Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho, em 2015, 18% dos trabalhadores da UE inquiridos afirmaram estar expostos a produtos ou substâncias químicas durante pelo menos um quarto do seu tempo de trabalho.

Nenhum setor está completamente isento de substâncias perigosas, existindo alguns setores, como o setor da construção civil, em que tendo em conta as diferentes atividades a desenvolver, existem igualmente inúmeros produtos químicos para as diferentes aplicações.

Uma série de substâncias perigosas, como sejam tintas, lacas, solventes, adesivos, sílica cristalina e fumos de soldadura são apenas alguns dos produtos a que os trabalhadores podem estar expostos nos locais de trabalho, no setor da construção. Tal significa que um único trabalhador encontra-se exposto, no decorrer da sua atividade profissional, a uma variedade significativa de produtos e misturas.

As novas tecnologias, a expansão de determinados setores de atividade por exemplo, na área dos empregos verdes (produção de bioenergia, novos tipos de armazenamento de energia), as alterações introduzidas na organização do trabalho, a utilização de materiais inovadores, como por exemplo, os nanomateriais, cujos riscos para a saúde são ainda desconhecidos, podem aumentar o risco de danos provocados por produtos perigosos.

As substâncias perigosas são facilmente associadas às instalações industriais, tais como as refinarias petroquímicas, às obras de construção ou às fábricas de automóveis. No entanto, praticamente cada local de trabalho, em cada setor, utiliza substâncias perigosas, e deste modo, o número de trabalhadores que estão potencialmente expostos é elevado.

Mais do que nunca, é fundamental que os empregadores e os trabalhadores conheçam os riscos potenciais e tomem medidas preventivas.

Aceda ao Guia Aqui



 Guia publicado pelo Departamento de SST da UGT em 2018.



OiRA — fabricante de automóveis a nível mundial explora a versatilidade da ferramenta de avaliação de riscos no local de trabalho






Este estudo de caso mostra como uma multinacional automóvel adaptou às suas próprias necessidades o instrumento interativo de avaliação de riscos em linha (OiRA) que a EU-OSHA disponibiliza gratuitamente.

O resultado? Um solução altamente individualizada e eficiente em termos de custos para a avaliação dos riscos de segurança e saúde no trabalho em todos os setores da empresa.

A abordagem possibilita a participação dos trabalhadores e a implementação da ferramenta de forma global e é transferível para qualquer empresa de grandes dimensões que pretenda melhorar e normalizar a gestão de riscos.




Surto de doença de coronavírus (COVID-19) e Segurança e Saúde no local de trabalho




O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), encontra-se a monitorizar de perto a propagação do vírus corona e publica regularmente as atualizações no seu site.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), bem como o Centro Canadense de Saúde e Segurança Ocupacional (CCOSH) também publicaram informações práticas para os locais de trabalho.

Saiba mais Aqui.