Subscribe:

Pages

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

DGS lança guia sobre Saúde Mental

 




imagem com DR

 

Manual visa promover vigilância da saúde mental dos trabalhadores.

 

A Direção-Geral da Saúde (DGS) lança esta terça-feira, dia 28 de setembro, um guia técnico de vigilância da saúde dos trabalhadores expostos a fatores de risco psicossocial no local de trabalho.

 

“A situação da Covid-19 e todas as consequências de termos estado em confinamento, com o trabalho isolado e à distância, acabou por ocasionar um certo grau de alteração ao nível das perturbações mentais e veio potenciar este tipo de situação”, afirmou José Rocha Nogueira, responsável do grupo de peritos que elaborou o documento técnico, no âmbito do Programa Nacional de Saúde Ocupacional (PNSOC).

 

De acordo com o responsável, “estimativas conservadoras” indicam que entre “20% a 50% dos trabalhadores que estejam em determinadas condições de trabalho podem vir a desenvolver perturbações psicológicas” relacionadas com a sua atividade laboral.

 

O documento alerta que as “situações de stress, de depressão, de ansiedade ou de `burnout´ são cada vez mais relatadas por um significativo número de trabalhadores, face à enorme pressão para responder às exigências do ambiente de trabalho moderno e à atual situação pandémica”.

 

De acordo com o coordenador do PNSOC, os trabalhadores em teletrabalho apresentam um risco psicossocial mais elevado, devido a uma eventual maior intromissão da entidade patronal, assim como quem esteve sujeito a situações mais críticas em ambiente laboral.

 

O documento disponibiliza também diversos instrumentos para avaliar os fatores de risco, caso de questionários de avaliação, que estão validados para Portugal e adequados a cada situação específica.

 

Para a concretização deste guia, que esteve em consulta pública em abril, a DGS constituiu um grupo de trabalho técnico-científico, coordenado pelo Programa Nacional de Saúde Ocupacional, que integrou peritos de diversas áreas e entidades públicas e privadas, como ordens profissionais e universidades.

 

Para saber mais:

 

 Guia Técnico 


Versão síntese


Fonte: Conteúdo retirado do site da DGS


Alerta Digital - Dimensão do problema da Violência e Assédio no mundo do trabalho


 

A violência e o assédio no mundo do trabalho são um fenómeno global, transcendendo as fronteiras de cada país, setores económicos e grupos profissionais. Nenhum país, contexto de trabalho ou atividade profissional pode alegar de forma realista, estar totalmente livre de qualquer forma de violência e assédio no local de trabalho

As estatísticas são escassas e frequentemente compiladas com base em dados não sistematizados, dados que não são reportados, tornando difícil estabelecer comparações, devido às diferentes definições utilizadas, apesar de ao longo de vários anos terem sido realizados vários de estudos e inquéritos em vários países.

A OIT num recente relatório apresenta uma síntese da investigação sobre as taxas de prevalência e de incidência em diferentes regiões e países:

Canadá - Cerca de 25% dos docentes em quatro universidades canadianas relataram ter sido vítimas de ciberbullying por alunos (15%) e/ou colegas (12%);

EUA - Estima-se que mais de 36 milhões de pessoas (27% dos trabalhadores americanos) tenham sofrido "condutas abusivas" no trabalho durante a sua vida;

Reino Unido - Cerca de 24% de profissionais de saúde relataram bullying ou assédio por parte de colegas e cerca de 11% dos gestores receberam queixas de bullying ou de assédio;

Europa - Cerca de 16% dos trabalhadores reportaram exposição a comportamentos sociais adversos durante os 12 meses anteriores ao inquérito. O comportamento social adverso mais relatado foi o bullying/assédio (5%), seguido de violência física (2%) e assédio sexual (1%);

Turquia - Cerca de 4% dos trabalhadores relataram ter sofrido comportamentos sociais adversos no trabalho;

Líbano - Num estudo sobre a frequência com que as mulheres experienciaram diferentes tipos de assédio sexual no trabalho, 4% das mulheres responderam "Todos os/ na maioria dos dias", 5% "Uma vez ou outra" e 14% "Raramente";

França – A prevalência de bullying e de assédio laboral relatada foi de 12,2%;

Nigéria - Um estudo evidenciou que mais de 88% dos 303 profissionais de saúde que participaram, sofreram violência no trabalho, sendo o insulto a forma mais predominante de violência (85,4%);

Ruanda - A violência verbal foi a forma mais denunciada de violência no trabalho, envolvendo 27% do total de pessoas que sofreram violência no trabalho, seguido de bullying (16%) e assédio sexual (7%), enquanto a violência física foi a menos prevalente (4%);

Chile - Em mais de 50% das empresas ocorreram casos de assédio laboral nos últimos cinco anos. As queixas formais de assédio moral e assédio sexual recebidas em 2019 registaram um aumento de 17% comparativamente a 2018, atingindo um total de 1.380 casos (1.069 de assédio moral e 311 de assédio sexual);

Argentina - Cerca de 3 em cada 10 trabalhadores viveram situações de violência e assédio no trabalho.

 

 

Fonte: OIT - Ambientes de trabalho seguros e saudáveis livres de violência e de assédio


Ficha Técnica N.º8 | Riscos Emergentes: A utilização de fármacos que melhoram o desempenho no trabalho

 

 

imagem com DR


O consumo de fármacos psicoativos por razões não medicinais, mas com o propósito de aumentar a produtividade ou para inibir o sono e aumentar o estado de vigília e alerta, parece tornar-se comum entre determinados grupos de trabalhadores.

 

Numa sociedade e num ambiente de trabalho cada vez mais competitivos, é de esperar que o consumo dessas substâncias venha a crescer no futuro, pois cada vez mais existe a tendência para potencializar o rendimento e mitigar a pressão exercida pelo cumprimento de metas e objetivos. Os seus efeitos a longo prazo sobre a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, ainda, não são conhecidos de uma forma sustentada.

 

Esta Ficha Técnica pretende realizar uma abordagem simples e prática sobre o que consistem estas substâncias que melhoram o desempenho no trabalho, qual a atual prevalência do seu consumo, quais os seus efeitos na saúde e, ainda, as implicações que tais consumos podem ter para a Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

 

Aceda à publicação Aqui.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Seminário em linha sobre ferramentas eletrónicas de segurança e saúde no trabalho — novas aplicações móveis para prevenir as LME relacionadas com o trabalho


imagem com DR


A UE-OSHA organiza um seminário em linha sobre ferramentas informáticas entre 28 e 29 de setembro para debater as mais recentes aplicações de smartphone dedicadas à prevenção das lesões musculoesqueléticas (LME) relacionadas como trabalho.


Existem aplicações para todos os fins, desde a proteção dos trabalhadores dos riscos de erguerem cargas pesadas, à conceção de análises de riscos em matéria de ergonomia ou à gestão das LME no setor dos cabeleireiros. Os nossos especialistas irão partilhar conhecimentos e experiências sobre estas preciosas ferramentas informáticas de saúde e segurança no trabalho.


Consulte o programa e explore as aplicações informáticas apresentadas no seminário em linha.


Saiba mais sobre a campanha Locais de Trabalho Saudáveis: Aliviar a carga


 Fonte: UE-OSHA

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Dossier Temático // Acidentes de trabalho tipo - ACT

 


 


imagem com DR


Estes instrumentos informativos refletem diferentes tipos de acidentes de trabalho. É seu objetivo melhorar a informação disponível para as empresas e para os seus trabalhadores acerca dos riscos profissionais a que se encontram expostos e das medidas mais adequadas para assegurar a prevenção e proteção da sua segurança e saúde. Ao mesmo tempo procuram contribuir para a redução da sinistralidade laboral, em especial nas micro, pequenas e médias empresas.


Aceda a todos os instrumentos de informação Aqui.



quinta-feira, 23 de setembro de 2021

ETUI: Lançamento de uma app de Segurança e Saúde no Trabalho para estivadores

 


 

imagem com DR


A International Transport Workers's Federation  (ITF) Seafarers's Trust lançou uma nova aplicação de segurança 'OSH Ports' que ajuda os trabalhadores na identificação e na redução dos perigos nos portos.

Após completarem um curso de curta duração e de passarem por uma avaliação final, os estivadores recebem um certificado oficial de conclusão reconhecido pelo Centro Internacional de Formação da Organização Internacional do Trabalho  (OIT-ITC). O conteúdo e o currículo da app foram desenvolvidos com um forte contributo dos próprios estivadores através de sindicatos filiados na ITF.

Trabalhar em portos pode ser perigoso e os estivadores enfrentam muitos riscos no dia-a-dia. Os perigos típicos incluem a exposição ao ruído, a elevação de cargas pesadas, o trabalho em altura e queda de carga.

Mas os estivadores também lidam com um cocktail de químicos tóxicos dos navios que descarregam, levando a uma alta incidência de cancro entre os trabalhadores ativos e reformados. Estes perigos são agravados por longas horas de trabalho, trabalho intenso, equipamento e procedimentos inadequados, bem como uma falta de formação endémica.

Para reduzir os custos, os operadores contam com uma mão-de-obra  que não tem formação.

A formação é composta por 5 módulos que cobrem diversas temáticas que promovem a identificação dos perigos e riscos que podem afetar os trabalhadores, sinalizando as boas práticas sobre como podem contribuir para a investigação de acidentes.

O curso foi inicialmente lançado através de sindicatos em todo o Médio Oriente e está atualmente disponível em árabe e inglês, com planos para lançar o curso em outras línguas no futuro.

Esta iniciativa é vista como a primeira fase de um impulso mais alargado para reduzir os acidentes e as mortes em muitos portos na região do Mundo Árabe. Neste momento, faz todo o sentido lançar esta importante ferramenta primeiro para o Mundo Árabe.

“Os estivadores, os marítimos e os pescadores da região enfrentam riscos mortais todos os dias devido à falta de investimento adequado em segurança e educação em segurança e saúde", afirmou Paddy Crumlin, presidente da Secção de Dockers da ITF. "A próxima fase será identificar os líderes para realizar uma formação secundária com especialistas do setor para lhes dar o conhecimento e a confiança para voltarem e fazerem mudanças significativas para melhorar a saúde e a segurança dos seus portos", disse a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Secção OSH da ITF Dockers, Jessica Isbister.

A ITF sublinha que é da responsabilidade dos proprietários dos portos, governos e operadores globais investir em medidas de controlo e equipamentos mais seguros. "O que podemos fazer como sindicatos de estivadores é ajudar a educar as nossas irmãs e irmãos a pensarem de uma forma mais segura, a detetarem perigos, a prevenirem acidentes onde puderem e a falarem quando virem comportamentos incorretos", disse Crumlin.

A formação está disponível para uma aplicação para android na Play Store, ou online através do site da OSH Ports.

Estão abertas as candidaturas aos Prémios de Boas Práticas da campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis»

 


imagem com DR


A UE-OSHA convida à apresentação de exemplos de abordagens inovadoras de resposta às lesões musculoesqueléticas (LME) no local de trabalho para candidatura aos Prémios de Boas Práticas 2020-2022.

 

Os prémios galardoam organizações que tenham implementado práticas que constituam contribuições demonstráveis e sustentáveis para a prevenção ou a gestão das LME. Decorrem no âmbito da Campanha Locais de Trabalho Saudáveis: aliviar a carga 2020-2022, e representam uma excelente oportunidade de promover o envolvimento das organizações e a visibilidade de intervenções bem-sucedidas.

Saiba mais sobre os Prémios de Boas Práticas aqui  e como participar. 

O prazo de candidatura foi alargado e termina a 30 de setembro de 2021. Os candidatos que já concorreram, caso queiram acrescentar informação, poderão fazê-lo até à mesma data.

 
Para mais informações:  Ponto Focal Nacional da UE-OSHA

Telef.: 239 400 012 | Email.: pfn.eu-osha@act.gov.pt

 

Fonte: Site da ACT