segunda-feira, 29 de abril de 2024
CSI - 28 de abril 2024
domingo, 28 de abril de 2024
OIT: Mudanças climáticas criam graves riscos para a saúde de 70% dos trabalhadores no mundo, segundo relatório da OIT
As
consequências das mudanças climáticas para a saúde podem incluir cancro,
doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, disfunções renais e problemas
de saúde mental.
GENEBRA (Notícias da OIT) – Um número “impressionante” de trabalhadores(as),
mais de 70% da força de trabalho global, está exposto a graves riscos para a
saúde relacionados com as mudanças climáticas e as medidas de segurança e saúde
no trabalho (SST) têm dificuldade em fazer face a esta ameaça crescente, de
acordo com um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O relatório intitulado “Garantir a segurança e a saúde no trabalho em um clima
em mudança" (Ensuring safety and health at work in a changing climate )
afirma que as mudanças climáticas já estão resultando em sérios impactos para a
segurança e a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras em todas as regiões
do mundo.
A OIT calcula que mais de 2,4 bilhões de trabalhadores(as) (de uma
força de trabalho global de 3,4 bilhões) estão provavelmente expostos ao calor
excessivo em algum momento do seu trabalho, de acordo com os números mais
recentes disponíveis (2020).
Quando calculada como percentagem da força de trabalho global, a proporção
aumentou de 65,5% para 70,9 % desde 2000. Além disso, o relatório estima que
18.970 vidas e 2,09 milhões de anos de vida ajustados por deficiência são
perdidos todos os anos devido a 22,87 milhões de lesões ocupacionais
atribuíveis ao calor excessivo.
Sem esquecer as 26,2 milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com doença
renal crônica associada ao estresse térmico no local de trabalho (dados de
2020). Contudo, segundo o relatório, o impacto das mudanças climáticas sobre
os(as) trabalhadores(as) vai muito além da exposição ao calor excessivo e cria
uma série de outros riscos graves para a saúde.
O relatório observa que inúmeras condições de saúde dos trabalhadores (as) têm
sido associadas às mudanças climáticas, incluindo câncer, doenças
cardiovasculares, doenças respiratórias, disfunções renais e problemas de saúde
mental. O impacto inclui:
- 1,6 bilhão de trabalhadores expostos à
radiação UV, com mais de 18.960 mortes relacionadas ao trabalho anualmente
devido ao câncer da pele não melanoma.
- 1,6 bilhão de pessoas provavelmente
expostas à poluição atmosférica no local de trabalho, o que resulta em até
860.000 mortes relacionadas ao trabalho anualmente entre pessoas que
trabalham ao ar livre.
- Mais de 870 milhões de trabalhadores na
agricultura, provavelmente expostos a pesticidas, com mais de 300.000
mortes atribuídas ao envenenamento por pesticidas anualmente.
- 15.000 mortes relacionadas ao trabalho
anualmente devido à exposição a doenças parasitárias e transmitidas por
vetores.
“É
evidente que as mudanças climáticas já estão criando riscos adicionais
significativos para a saúde dos trabalhadores”, afirmou Manal Azzi, chefa da
Equipe de SST na OIT.
"É essencial que prestemos atenção a estes avisos. As considerações sobre
saúde e segurança no trabalho devem fazer parte das nossas respostas às
mudanças climáticas, tanto nas políticas como nas ações. Trabalhar em ambientes
seguros e saudáveis é reconhecido como um dos princípios e direitos
fundamentais no trabalho da OIT. Devemos respeitar compromisso em relação às
mudanças climáticas, como em todos os outros aspetos do trabalho."
O relatório também explora as respostas atuais dos países, incluindo a revisão
ou criação de nova legislação, regulamentos e orientações, e a melhoria das
estratégias de mitigação dos impactos das mudanças climáticas - tais como
medidas de eficiência energética - nos ambientes de trabalho.
CSI - 28 de abril de 2024
OIT: Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho - 2024
Imagem com DR
Todos os anos a Organização
Internacional do Trabalho celebra o Dia Mundial da Segurança e Saúde no
Trabalho em 28 de abril, escolhendo um tema pertinente relacionado com
segurança e saúde no trabalho. Este ano, a OIT escolheu o tema Impactos das
mudanças climáticas na segurança e saúde no trabalho.
Com este tema a OIT pretende
sensibilizar para os impactos das alterações climáticas no mundo do trabalho,
especialmente na segurança e a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. Estas
mudanças nos padrões climáticos, incluem ocorrências cada vez mais frequentes
de fenómenos climáticos extremos, que podem acentuar os impactos da exposição a
riscos profissionais, tais como o stresse térmico, a radiação UV, a poluição do
ar, acidentes industriais graves, aumento de doenças transmitidas por vetores e
aumento da exposição a produtos químicos.
À semelhança dos anos anteriores, a
OIT irá divulgar o relatório sobre o tema escolhido para assinalar o Dia
Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho de 2024, bem como outros materiais
promocionais. Também irá promover um evento internacional com especialistas e
palestrantes convidados de governos, empregadores e trabalhadores para debater
formas eficazes para proteger os trabalhadores e trabalhadoras e responder a
este desafio global.
O princípio constitucional da OIT
sobre a proteção da segurança e da saúde dos trabalhadores foi fortemente
reafirmado em junho de 2022, quando a Conferência Internacional do Trabalho
(ILC), na sua 110.ª Sessão, aprovou a Resolução sobre a inclusão de ”um
ambiente de trabalho seguro e saudável” no quadro de princípios e direitos
fundamentais da OIT no trabalho .
Esta decisão histórica, expressa e apoiada pelos constituintes tripartidos da
OIT (governos e organizações de empregadores e de trabalhadores), revela um
renovado compromisso coletivo com a proteção da vida e da saúde no trabalho.
A resolução reconhece a Convenção (n.º 155) sobre Segurança e Saúde dos
trabalhadores, de 1981 e a Convenção (n.º 187) , sobre o Quadro Promocional da
Segurança e Saúde no Trabalho, de 2006 como convenções fundamentais, que
encarnam a quinta categoria de princípios e direitos fundamentais no trabalho.
Todos os Estados membros, mesmo que não tenham ratificado estas duas convenções
fundamentais em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST), têm agora o
dever solene, decorrente do facto de pertencer à Organização, de respeitar,
promover e concretizar, de boa-fé e de acordo com a Constituição, os princípios
relativos aos direitos fundamentais que são objeto dessas convenções,
incluindo, o direito a um ambiente de trabalho seguro e saudável.
O preâmbulo da Constituição da OIT é muito claro quando identifica como
elemento fundamental da justiça social “a proteção dos trabalhadores contra
doenças gerais ou profissionais e contra acidentes de trabalho”. A obrigação da
Organização em promover condições de trabalho seguras foi reafirmada na
Declaração de Filadélfia de 1944 e novamente com a Declaração de 2008 sobre
Justiça Social para uma Globalização Justa, que as reconhece como
elementos-chave da Agenda para o Trabalho Digno.
O reconhecimento internacional reforçou-se com a adoção da agenda 2030 para o
desenvolvimento sustentável, adotada em 2015. Com o ODS 8 relativo ao trabalho
digno e crescimento económico a comunidade internacional compromete-se a
proteger os direitos laborais e a promover ambientes de trabalho seguros e
protegidos para todos os trabalhadores e trabalhadoras, incluindo migrantes.
Esta preocupação global com esta área faz todo o sentido! Basta olharmos para
os números para termos uma noção da tragédia:
- De
acordo com as estatísticas da OIT, a cada 15 segundos, morre um/a
trabalhador/a em virtude de um acidente de trabalho ou de doença
relacionada com a sua atividade profissional. Ou seja, 6300 mortes por dia
num total de 2.3 milhões de mortes por ano.
- 313
milhões de trabalhadores e trabalhadoras sofrem lesões profissionais não
fatais todos os anos, ou seja, 860.000 pessoas feridas no trabalho todos
os dias.
- É
entendimento da OIT que a única forma eficaz de fazer face a novos e
antigos riscos passa pelo enquadramento dos dispositivos legais e das
atividades numa forte cultura de segurança.
- Este
conceito traduz-se numa cultura em que o direito a trabalhar num ambiente
seguro e saudável é respeitado a todos os níveis e em que governos,
empregadores e trabalhadores colaboram ativamente para assegurá-lo,
através da definição de um sistema de direitos, responsabilidades e
deveres, assim como da atribuição da máxima importância ao princípio da
prevenção.
► Mais informação no síte da OIT sobre este tema (em EN)
Fonte: Conteúdo retirado do site da
OIT - Escritório de Lisboa
Descarregue o cartaz do 28 de abril
2024 Aqui.
sábado, 27 de abril de 2024
OIT: Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho - 2024
Todos os anos a Organização
Internacional do Trabalho celebra o Dia Mundial da Segurança e Saúde no
Trabalho em 28 de abril, escolhendo um tema pertinente relacionado com
segurança e saúde no trabalho. Este ano, a OIT escolheu o tema Impactos das
mudanças climáticas na segurança e saúde no trabalho.
Com este tema a OIT pretende
sensibilizar para os impactos das alterações climáticas no mundo do trabalho,
especialmente na segurança e a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. Estas
mudanças nos padrões climáticos, incluem ocorrências cada vez mais frequentes
de fenómenos climáticos extremos, que podem acentuar os impactos da exposição a
riscos profissionais, tais como o stresse térmico, a radiação UV, a poluição do
ar, acidentes industriais graves, aumento de doenças transmitidas por vetores e
aumento da exposição a produtos químicos.
À semelhança dos anos anteriores, a
OIT irá divulgar o relatório sobre o tema escolhido para assinalar o Dia
Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho de 2024, bem como outros materiais
promocionais. Também irá promover um evento internacional com especialistas e
palestrantes convidados de governos, empregadores e trabalhadores para debater
formas eficazes para proteger os trabalhadores e trabalhadoras e responder a
este desafio global.
Dois homens trabalham numa torre
Imagem com DR
O princípio constitucional da OIT
sobre a proteção da segurança e da saúde dos trabalhadores foi fortemente
reafirmado em junho de 2022, quando a Conferência Internacional do Trabalho
(ILC), na sua 110.ª Sessão, aprovou a Resolução
sobre a inclusão de ”um ambiente de trabalho seguro e saudável” no quadro de
princípios e direitos fundamentais da OIT no trabalho . Esta decisão
histórica, expressa e apoiada pelos constituintes tripartidos da OIT (governos
e organizações de empregadores e de trabalhadores), revela um renovado
compromisso coletivo com a proteção da vida e da saúde no trabalho.
A resolução reconhece a Convenção
(n.º 155) sobre Segurança e Saúde dos trabalhadores, de 1981 e
a Convenção (n.º 187) , sobre o Quadro Promocional
da Segurança e Saúde no Trabalho, de 2006 como convenções fundamentais, que
encarnam a quinta categoria de princípios e direitos fundamentais no trabalho.
Todos os Estados membros, mesmo que não tenham ratificado estas duas convenções
fundamentais em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST), têm agora o
dever solene, decorrente do facto de pertencer à Organização, de respeitar,
promover e concretizar, de boa-fé e de acordo com a Constituição, os princípios
relativos aos direitos fundamentais que são objeto dessas convenções,
incluindo, o direito a um ambiente de trabalho seguro e saudável.
O preâmbulo da Constituição da OIT é muito claro quando identifica como
elemento fundamental da justiça social “a proteção dos trabalhadores contra
doenças gerais ou profissionais e contra acidentes de trabalho”. A obrigação da
Organização em promover condições de trabalho seguras foi reafirmada na
Declaração de Filadélfia de 1944 e novamente com a Declaração de 2008 sobre
Justiça Social para uma Globalização Justa, que as reconhece como elementos-chave
da Agenda para o Trabalho Digno.
O reconhecimento internacional reforçou-se com a adoção da agenda 2030 para o
desenvolvimento sustentável, adotada em 2015. Com o ODS 8 relativo ao trabalho
digno e crescimento económico a comunidade internacional compromete-se a
proteger os direitos laborais e a promover ambientes de trabalho seguros e
protegidos para todos os trabalhadores e trabalhadoras, incluindo os trabalhadores migrantes.
Esta preocupação global com esta área faz todo o sentido! Basta olharmos para
os números para termos uma noção da tragédia:
- De
acordo com as estatísticas da OIT, a cada 15 segundos, morre um/a
trabalhador/a em virtude de um acidente de trabalho ou de doença
relacionada com a sua atividade profissional. Ou seja, 6300 mortes por dia
num total de 2.3 milhões de mortes por ano.
- 313
milhões de trabalhadores e trabalhadoras sofrem lesões profissionais não
fatais todos os anos, ou seja, 860.000 pessoas feridas no trabalho todos
os dias.
- É
entendimento da OIT que a única forma eficaz de fazer face a novos e
antigos riscos passa pelo enquadramento dos dispositivos legais e das
atividades numa forte cultura de segurança.
- Este
conceito traduz-se numa cultura em que o direito a trabalhar num ambiente
seguro e saudável é respeitado a todos os níveis e em que governos,
empregadores e trabalhadores colaboram ativamente para assegurá-lo,
através da definição de um sistema de direitos, responsabilidades e
deveres, assim como da atribuição da máxima importância ao princípio da
prevenção.
► Mais informação no site global da OIT sobre este tema (em
EN)
Fonte: Conteúdo retirado do site da
OIT - Escritório de Lisboa
Descarregue o cartaz do 28 de abril
2024 Aqui.
sexta-feira, 26 de abril de 2024
Alerta Direitos SST: Direito à formação
O 28 de abril pelo Mundo... Suiça: SAÚDE E SEGURANÇA SÃO UM DIREITO NOSSO | INDUSTRIALL
Imagem com DR
A saúde e a segurança são um direito
que nos assiste
Nas comemorações do Dia Internacional
em Memória dos Trabalhadores, que se celebra a 28 de abril, a IndustriALL
coloca a tónica na saúde e segurança no local de trabalho. Todos os anos, mais
de 3 milhões de trabalhadores morrem por causa do seu trabalho e dezenas de milhões
são feridos. A saúde e a segurança no trabalho não são regalias nem um favor a
pedir. É nosso direito.
Numa enorme vitória para os
trabalhadores do mundo, em 2022, a Conferência Internacional do Trabalho tornou
a saúde e segurança um princípio fundamental e um direito no trabalho. Isto
significa que todos os Estados membros da OIT se comprometem a respeitar e a promover
o direito fundamental a um ambiente de trabalho seguro e saudável, quer tenham
ou não ratificado as convenções pertinentes da OIT.
Embora os acidentes mortais tenham
diminuído, a taxa de frequência de vítimas mortais — o número de vítimas
mortais por milhão de horas trabalhadas — não está distribuída uniformemente
entre setores e regiões, com a exploração mineira, os metais, a construção
naval e o desmantelamento de navios, os têxteis, a eletrónica e os produtos
químicos a apresentarem impactos desproporcionados.
As trabalhadoras enfrentam riscos
desproporcionados de exposição à saúde e segurança no trabalho devido ao seu
papel reprodutivo e produtivo na sociedade.
"Como IndustriALL, apoiamos os nossos
sindicatos na sua missão para conter a onda de mortes no mundo do trabalho.
Continuaremos a lutar por um amanhã melhor, com foco nas avaliações de risco e
uma abordagem da saúde e segurança ocupacional centrada no ser humano baseada
nos direitos", afirma o diretor de saúde e segurança da IndustriALL, Glen
Mpufane.
A IndustriALL Global Union está a
realizar uma campanha e a promover uma abordagem baseada nos direitos para a
saúde e segurança ocupacional que inclui:
- Ratificação
e aplicação das convenções da OIT em matéria de segurança e saúde em todos
os setores em que se organiza
- Apoiar
a adoção, idealmente de uma convenção sobre a segurança e a proteção da
saúde contra os riscos biológicos
- Aplicação
da Convenção de Hong Kong
Fonte: https://28april.org/?paged=3&cat=1840









