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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Gerir os riscos profissionais em 2020 e no futuro: o impacto do OiRA

 


(imagem com DR)


2020 foi um ano atípico que abalou o mundo, mas que, ao mesmo tempo, potenciou realizações importantes em matéria de segurança e saúde no trabalho.

 

Chegam-nos boas notícias dos nossos parceiros OiRA (Instrumento interativo de avaliação de riscos em linha), a começar pelos números impressionantes: foram realizadas mais de 147 000 avaliações de riscos com instrumentos OiRA  por micro e pequenas empresas em toda a Europa na última década.

 

Desde padarias na França a armazéns na Lituânia, escritórios na Itália, salões de beleza na Croácia ou jornalistas na Eslovénia, a lista dos setores nacionais e profissões abrangidos por instrumentos OiRA adaptados em 2020 é longa e diversificada. Foram publicados 58 novos instrumentos OiRA, aumentando assim para 239 o número total, tendo mais de 45 instrumentos existentes sido atualizados só este ano.

 

Para ajudar a ajustar os procedimentos de avaliação de riscos e assegurar a segurança e saúde dos trabalhadores durante a pandemia, foram criados 15 instrumentos OiRA COVID-19 nacionais  graças ao empenho da nossa comunidade OiRA, em contínuo crescimento.

 

Explore o OiRA  e ajude-nos a divulgar o valor acrescido de uma plataforma de avaliação de riscos sem igual.


Conteúdo retirado do site da UE-OSHA



 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Eliminação do cancro ocupacional na Europa e em todo o mundo - parte II

 


(imagem com DR)


Cancro  ocupacional na  Europa

 

Figura 3: Mortes anuais  relacionadas com o trabalho   na  UE28 e noutros países desenvolvidos 

 


As Estimativas Globais da OIT  e as correspondentes  frações  atribuíveis  em  países  desenvolvidos na classificação  da OMS    que  inclui os Estados Unidos e o Canadá na  América do Norte – a maioria dos países da União  Europeia, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Singapura, entre outros – chegaram a 212.000  mortes  causadas  por  neoplasias  malignas  (cancros ocupacionais) com base em dados  da mortalidade  da OMS  em 2011.

 

Num relatório recente da Conferência  da  Presidência  grega sobre  Segurança  e  Saúde no Trabalho  em 2014,  na UE ocorreram  102.500  mortes. Os  dados mais recentes  divulgados  no  Congresso Mundial  da OIT-ISSA,  em  agosto de  2014,  confirmam  esta  estimativa na UE28 com base  em dados de 2010 e 2011  da  OMS e  da  OIT.


Estimativas globais anteriores sobre  os  cancros  profissionais  da  OIT  estabeleceram  que  32%  das    mortes  no  mundo  relacionadas com o trabalho  estão  associadas   a  cancros . No entanto, os  cancros profissionais    estão  a ser  globalizados  rapidamente  e em muitos  países  industrializados a  percentagem  de  mortes por cancro  no trabalho entre  todas as  mortes relacionadas com o  trabalho aproxima-se da dos países de elevado rendimento.

 

Por exemplo, na UE, as mortes  por  cancro no  trabalho já  se encontram  em  53%  de todas as  mortes  relacionadas com o trabalho,  uma  pequena  redução  proporcional de  57 % devido  ao  aumento da    percentagem  de doenças circulatórias. A taxa de incidência  normalizada (SIR), o Risco Relativo  (RR) e,  consequentemente,  a  fração  atribuível,   a morbilidade  e a mortalidade de várias    formas  cancerígenas  variam  muito  entre as profissões ,como  mostra o  estudo que abrange  15 milhões de  pessoas e   45  anos de seguimento utilizando  registos nórdicos de    cancro.

 

É urgente harmonizar os métodos  de estimativa  por parte de  vários organismos. No entanto, a experiência  mostra  que  quanto  melhor estudarmos    os agentes cancerígenos profissionais, os  mutagénicos  e  as substâncias reprotóxicas, maiores  serão as  estimativas  de resultados negativos. 

 

A  necessidade de   mais  investigação não pode  ser  usada  como  desculpa    para não fazer  nada:  com as soluções de hoje , a maioria  ou  a totalidade dessas  mortes  e  anos  de  vida perdidos  podem  ser  eliminadas.


Exposições a  agentes cancerígenos profissionais, processos e empregos

 

Existem 179  agentes  (substâncias químicas  ou circunstâncias de exposição)  classificados pela  Agência Internacional de Investigação  do  Cancro  (IARC em Lyon, França) como  conhecidos  ou  prováveis  cancerígenos para os humanos ,  grupos  1 e 2a,  respetivamente. Existem   outros  285  agentes classificados como  possíveis agentes cancerígenos humanos ,  grupo  2b.

 

Uma grande parte  destes  agentes  encontram-se no  trabalho  ou  presentes    no local de  trabalho,  como  o  fumo do tabaco ambiental. Existem indicações de que outras substâncias, agentes  e processos são  também  cancerígenos, como  demonstram  as recentes  adições  à  lista, por  exemplo, os gases de escape do motor diesel.

 

Existe também a possibilidade  dos  desreguladores  endócrinos desempenharem um papel significativo nos cancros relacionados com  hormonas. Os  fatores de género devem  ser  estudados também.  A lista da IARC  de  agentes cancerígenos  classificados  tem de ser  continuamente  revista  e  aplicado o  princípio  da precaução.

 

Existe uma hierarquia  de protocolos de eliminação  e  controlo  para  proteger os trabalhadores  da  exposição  a  estes  agentes  e, em  teoria, o  cancro  ocupacional  pode  ser  completamente  evitável.

 

No entanto,  continuam  a ocorrer casos  de  cancro relacionado com o trabalho. A  proporção  de  mortes por cancro  atribuíveis  a causas profissionais  na  Finlândia  foi de 8,3 %  (13,2 %  entre os  homens), e no Reino  Unido    foi  de 5,3 % (8 % entre os  homens),  o que  equivale a 8.010  mortes por cancro  e  quase  14.000 casos de cancro. 

 

As estimativas atuais  de  cancros relacionados  com  o trabalho  resultam  de exposições a  agentes perigosos há   muitas  décadas,   mas as substâncias perigosas continuam a  ser  encontradas  no local de trabalho  e representam um  risco  de doença   futura.  Algumas  substâncias - como  a sílica  e os  gases de escape dos motores diesel - são  geradas por processos  e  continuam  a  ser  reguladas  de forma diferente,  enquanto  outros aspetos do trabalho ,  como o trabalho por turnos, são riscos relativamente  novos  que precisam de  ser melhor  geridos  nos locais de trabalho e  devidamente regulamentados  de acordo com as regras de segurança  e  saúde  no trabalho. 

 

A fim de  se obter  uma  imagem abrangente das exposições profissionais, foram  estabelecidos  registos  de  exposição ao cancro  (CAREX) e  matrizes de exposição ao emprego (JEM)  em  muitos  países e  regiões,  como a Finlândia, o Canadá e  a  UE.


Uma forma de estimar as exposições consiste em investigar a atual  prevalência  da  exposição profissional a agentes cancerígenos,  entrevistando  uma  população aleatória  de homens  e  mulheres em idade  ativa numa  área geográfica,  como  o  Australian  Work  Exposures  Study.


Os agentes cancerígenos profissionais afetam  1 em cada 5  trabalhadores na UE,  tendo por referência a base  de dados de exposição a cancerígenos ,  ou  seja 23%  dos trabalhadores estão  expostos  a agentes cancerígenos.


O  valor correspondente, de acordo com  um  estudo recente realizado no Canadá,  foi  e 43% e na  Austrália 37,6%. Os riscos  devem  ser  controlados  por  medidas proporcionais  ao  risco  de  doença.


Por conseguinte,  é  importante conhecer a  proporção de trabalhadores expostos  a    substâncias perigosas  e como os  níveis  e  padrões  de  exposição  diferem entre as exposições, a fim de   direcionar  explicitamente as zonas que  mais  contribuem  para a  doença  e determinar  onde  são necessárias medidas   prioritárias.


 O Instituto  IRSST  do  Quebeque  lançou    publicações  práticas  para  identificar os agentes cancerígenos  no  trabalho.


Nota: este artigo técnico foi traduzido pelo departamento de SST da UGT, pelo que pode aceder à versão original Aqui.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Eliminação do cancro ocupacional na Europa e em todo o mundo - parte I



(imagem com DR)


Jukka Takala Este artigo técnico reveste-se de uma importância extremamente relevante no domínio desta problemática do cancro relacionado com o trabalho, pois ao apresenta  argumentos  para uma  política mais forte no domínio da prevenção e um objetivo ambicioso:  a  eliminação  do  cancro  ocupacional na Europa  e  a  nível global, fornece dados relevantes que nos permitem ter uma perceção mais sustentada da amplitude deste problema de saúde.

Tem a mais valia de ser uma referência quando se pretende traçar a temática em números, pois consegue compilar e reunir informação estatística de diversas fontes, o que nos permite compreender melhor a amplitude e a incidência do cancro relacionado com o trabalho.

Não poderíamos deixar de conferir especial atenção a este artigo, pelo que traduzimos o seu conteúdo e vamos disseminá-lo faseadamente no nosso Blog.


Introdução


A epidemia  de cancro  é  uma grande  preocupação para a  saúde pública  em  todo  o  mundo. Há  uma  crescente  consciência do papel  das    condições de  trabalho como determinante  central    das desigualdades  sociais, no que diz respeito  ao  cancro.


Há vinte e  cinco  anos,  a União  Europeia  adotou a  sua  primeira diretiva  global  para  melhorar a  prevenção do cancro relacionado com  o trabalho no local de  trabalho.  Na    altura,  foi    um  importante  contributo para a  legislação moderna em matéria de proteção dos  trabalhadores. Para  muitas  partes interessadas,  é tempo de  adaptar  a  legislação  e  a  política  aos  novos  conhecimentos  e riscos emergentes. Este  documento de  trabalho  apresenta  argumentos  para uma  política mais forte  com  um  objetivo ambicioso:   a  eliminação  do  cancro  ocupacional na Europa  e  a  nível global.

 

Apresenta uma  estimativa coerente dos  encargos  calculados com base em  exposições estabelecidas. 

Resume os princípios  básicos  de  uma prevenção  eficaz  e apela  a  uma ação sistemática por parte  das diferentes  partes interessadas. Assume que os cancros  profissionais  podem  ser  eliminados  e  que  a prevenção  pode  salvar a vida de  muitos  trabalhadores e contribuir  consideravelmente  para  a  saúde  pública  dos  cidadãos europeus. 

 

O que sabemos   sobre o cancro  ocupacional em poucas  palavras …

 

Estimativas incongruentes em relatórios 

 

Globalmente,  o cancro mata 8,2  milhões de  pessoas    por  ano e são  detetados  14 milhões de  novos  cancros todos os  anos,  segundo a OMS/IARC.

 

A mortalidade  aumentará 78 % e a incidência de 70 % até  2035.

Na UE28, em 2013, previram-se  1,314  milhões de mortes por  cancro. Embora o  cancro  seja  uma  doença multifatorial e alguns fatores  causais  sejam  difíceis  de modificar,  é  evidente  que  os cancros causados pelo  trabalho  podem  ser  prevenidos através da  redução  ou  eliminação  das  exposições  que conduzem  à doença.

 

Com  efeito,  estes  cancros  são  os  mais fáceis de   enfrentar: estes riscos podem normalmente  ser  reduzidos  ou  mesmo  eliminados.

 

A Organização  Internacional  do Trabalho  (OIT) estima que  666.000  mortes    são  causadas  por  cancro  profissional  a nível mundial  todos os  anos -  o dobro do acidente  de trabalho.  Na União  Europeia  (UE28), ocorrem 102.500  mortes  por  ano,  vinte  vezes  o  número  causado  por  acidentes de trabalho.

 

Não há   dúvida  de que o cancro  é  o  maior  assassino  nos  países desenvolvidos (Classificação da OMS), incluindo  a  UE.

 

O cancro do pulmão  conta  entre 54 e 75% de  todo o  cancro ocupacional.  Estudos epidemiológicos  indicam  que as exposições  profissionais causam 5,3 a 8,4 %  de todos os cancros e entre os  homens  17-29 % de todas as  mortes por  cancro do pulmão , de acordo com  as  estimativas.

 

O amianto  é responsável por 55 a 85 % do cancro do  pulmão e causa    outros cancros e doenças relacionadas  com o amianto,  que  poderiam  ter  sido  prevenidas  no  passado.

 

 Das 102.500  mortes  por cancro no trabalho  na  UE28,  o amianto causa entre 30.000 –  uma  estimativa  antiga – e 47.000 - com base neste  documento - todos os  anos - e os números  continuam a  aumentar.

 

 A  mortalidade por cancro e cancro ocupacional  está a aumentar  devido  ao  aumento da esperança de vida e à redução  gradual  de  outras  causas  de  morte,  como  doenças transmissíveis e lesões. As  exposições ao trabalho causam  cancros  que  têm  uma  elevada taxa de mortalidade por casos,  como o cancro do pulmão. 

 

Os  10  agentes cancerígenos  profissionais mais  importantes  contam  com  cerca de 85% de todas as mortes profissionais.

 

Quais são  os  cancros  no  trabalho  e qual é o peso do cancro ocupacional? ?

 

Figura 1: Estimativa global de mortes relacionadas  com o trabalho  por  região,  números absolutos . Fonte:  Nenonen  et  al. 2014





Figura 2: Encargos  causados  pelo  cancro  e  outras  doenças relacionadas  com o trabalho  pelas regiões da OMS,   libertados  em 2014. Número total  de vítimas mortais  no local  de trabalho foi  de 2,3  milhões.



Doll e Peto  estimaram,  em 1981,  que  4% de todas as  mortes por  cancro  e 12,5 %  das mortes por cancro do  pulmão  foram causadas  pelo  trabalho.

  Estas  foram subestimadas à luz  dos conhecimentos  atuais  e  do aumento gradual do número  de agentes cancerígenos  reconhecidos  pela  IARC .

 

Cerca de  17 a 29 % de todos os  cancro do  pulmão  nos  homens  devem-se à  exposição profissional. O cancro do pulmão foi responsável por 54-75 % do cancro ocupacional.

 

Os últimos  dados mundiais divulgados  pela  OIT  indicam  que todos os anos, ocorrem  cerca de 666.000  cancros fatais relacionados com o trabalho , com base em  informações  de  2010 e 2011. Registos  de  2008  deram  uma  estimativa  de  610.000  mortes por cancro no trabalho  a nível global


Embora    estes  dois  conjuntos  de  números sejam  consistentes,  o  Instituto de Métricas  de  Saúde  (IHME),  que se situa  nos  Estados  Unidos  e  recolhe dados  globais,  incluindo relatórios  da OMS  –  embora  a  OMS  não tenha  aprovado  os  dados –  enumera  304.000  mortes  relacionadas com o trabalho que anualmente são causadas  por  agentes cancerígenos  em comparação  com  os 159.000  causados  por  acidentes de trabalho .

 

OIT  tem uma outra  estimativa  de 353.000  mortes por  ano para acidentes de trabalho  fatais. 

 

A figura 1  apresenta a distribuição  da  mortalidade  relacionada com  o trabalho por  causas e  regiões.

 

Além disso, uma publicação da IHME e da Lancet informaram que 20.660 pessoas foram mortas  por  agentes cancerígenos  profissionais  por  ano  enquanto  trabalhavam na Europa   Ocidental  ( incluindo  a  UE15, a  Noruega  e  a  Suíça).

 

O Presidente  francês,  François  Hollande,  lançou  um  plano de ação em que se refere que  os cancros relacionados com o trabalho  afetam  pelo  menos  14 000  pessoas  por  ano. Dois  milhões  estão  regularmente  expostos  a produtos químicos cancerígenos  (em França). 


Um outro  conjunto  de   dados  relativos às estimativas da UE,  e com base  na metodologia da OIT,  indica  que,  em 2008,   existiam    82.000 a 95.000 cancros profissionais  fatais  por  ano na UE15 e na  UE27, respetivamente.


Nota: este artigo técnico foi traduzido pelo departamento de SST da UGT, pelo que pode aceder à versão original Aqui.






sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Brochura - Movimentação Manual de Cargas e implicações na Segurança e Saúde do Trabalho

 


As tarefas de movimentação manual de cargas fazem parte da maioria das atividades de trabalho presentes nos mais diversos setores de atividade económica. Os riscos relacionados com a postura, a exposição a movimentos repetitivos, a posições cansativas ou dolorosas, à elevação ou deslocação de cargas pesadas devem-se ao incorreto manuseamento de cargas, tendo como inevitável consequência o surgimento de lesões músculo-esqueléticas e outras lesões lombares.

 

A movimentação manual de cargas faz com que o instrumento de trabalho do trabalhador seja o seu próprio corpo, fazendo com que este esteja sujeito a um esforço físico exagerado, a posturas e a movimentos incorretos, a exigências para proceder à elevação, abaixamento e transporte de cargas e, muitas vezes, numa situação em que o período descanso e de reposição de força e energia é insuficiente.

 

O cansaço e a sensação de fadiga são uma reação ao esforço exercido em demasia, o que faz diminuir a capacidade para o trabalho, aumentando o desconforto, o mal-estar e a dor. Todos estes fatores aumentam o risco de ocorrerem lesões, constituindo-se a movimentação manual de cargas como uma das causas de muitos acidentes graves em diversas atividades, como sejam a agricultura e, em geral, em trabalhos de armazenagem e transporte.

 

Segundo dados da Agência Europeia para a SST (UE-OSHA), aproximadamente 25% de todas as lesões que ocorrem no trabalho estão relacionadas com a movimentação manual de cargas e 23,8% de todas as lesões lombares (na UE) que ocorrem no trabalho estão relacionadas, igualmente, com esta atividade.

 

 As lesões dorso lombares e as perturbações músculo-esqueléticas transformaram-se num dos principais problemas causados pelo trabalho, sendo que o número de trabalhadores afetados por estas doenças tem aumentado de tal maneira que levou a UE-OSHA a encetar esforços para combater estes problemas no trabalho, através do desenvolvimento de uma iniciativa – Campanha “Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis: Aliviar a Carga!” que se centra na prevenção de lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho.

 

Aceda a esta publicação Aqui.

Divulgado folheto – Mundo do Trabalho: Sabias que…

 


(imagem com DR)


A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) em conjunto com a Direção-Geral da Educação, a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional e a Organização Internacional do Trabalho, elaboram um folheto com questões orientadoras para o Mundo do Trabalho.

A Educação para o Mundo do Trabalho pretende incentivar os alunos a conhecer, refletir e problematizar conceitos essenciais relacionados com: trabalho digno; segurança e saúde no trabalho; trabalho, igualdade de oportunidades e não discriminação; fatores individuais e fenómenos de grupo numa organização; transição para o mercado de trabalho.

Num mundo em constante mudança, a Capacidade de Aprender é uma ferramenta poderosa. Quanto mais qualificado for, e com um conjunto diversificado de competências, maior é a probabilidade de ter um emprego que o realize.

 

É essencial estar atento e informado sobre as mudanças no mercado de trabalho, especialmente no início da carreira, para identificar as competências que serão úteis e complementar às áreas de interesse.

Estas e outras questões encontram-se disponíveis em:

 

Folheto– Mundo do Trabalho: Sabias que…

Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho

O trabalho Digno e a Agenda 2030

Projeto Mind Safety II – safety matters!

 

 Conteúdo retirado do site da ACT 

Módulos ad hoc do Inquérito ao Emprego - Acidentes de trabalho e problemas de saúde relacionados com o trabalho

 

A pressão dos prazos e a sobrecarga de trabalho afetam mais de 40% da população empregada - 2020


11 de novembro de 2020

 

Foi publicada pelo INE um destaque - informação à comunicação social - sobre acidentes de trabalho e problemas relacionados com o trabalho que aqui divulgamos.


Resumo


Em 2020, 165,1 milhares de pessoas dos 15 aos 74 anos empregadas no 2.º trimestre ou nos doze meses anteriores, referiram ter tido pelo menos um acidente de trabalho durante esse período, representando 3,2% da população empregada. Em 2013, esta percentagem foi 4,0%.

A ocorrência de acidentes de trabalho continua a ser referida principalmente por pessoas dos 35 aos 44 anos (3,5%) e mais por homens (3,7%) que por mulheres (2,6%). Em 2020, os trabalhadores da construção (secção F) já não são os mais afetados pela ocorrência de acidentes de trabalho nos doze meses anteriores à entrevista, registando-se uma diminuição do risco de acidentes nesta atividade, de 5,8% em 2013 para 4,0%.

Em 2020, 482,5 milhares de pessoas dos 15 aos 74 anos referiram ter tido algum problema de saúde causado ou agravado pelo trabalho, menos 56,7 milhares de pessoas que em 2013.

Os problemas de saúde continuam a afetar principalmente as mulheres: 7,8%, em comparação com 5,9% no caso dos homens. A existência de problemas é mais frequente a partir dos 55 anos de idade.

Os problemas ósseos, articulares ou musculares no seu conjunto foram identificados em 2020 como os mais graves por 59,9% da população com pelo menos um problema de saúde relacionado com o trabalho.

No 2.º trimestre de 2020, 82,2% das pessoas empregadas indicaram que estavam expostas a fatores que podiam afetar a saúde física no seu local de trabalho, mais 6,6 p.p. que em 2013. Os movimentos repetitivos da mão e do braço foram os mais frequentemente referidos pelos inquiridos (66,3%).

Por outro lado, 54,0% das pessoas empregadas referiram a exposição a fatores de risco para a saúde mental no seu local de trabalho, mais 17,2 p.p. que em 2013. Do conjunto de fatores individualizados no inquérito, foram identificados com maior frequência a forte pressão de prazos ou a sobrecarga de trabalhos (43,1%) e o contacto com pessoas problemáticas mas não violentas (clientes, pacientes, alunos, cidadãos, etc.) (37,1%).

Recorde-se que, em 2013, se assistia ao terceiro ano consecutivo de contração da atividade económica tendo nesse ano o emprego registado uma redução de 2,6%, e que, no contexto da pandemia, a informação disponível para os três primeiros trimestres deste ano aponta para uma redução da atividade económica nesse período. 

No entanto, o funcionamento do mercado de trabalho apresenta características distintas, sendo de sublinhar o elevado volume de pessoas empregadas a trabalhar a partir de casa ou em regime de lay-off simplificado no 2.º trimestre de 2020. 

Em particular, a população empregada dos 15 aos 74 anos a trabalhar a partir de casa ascendeu a mais de 1 milhão de pessoas, quase ¼ da população empregada daquele grupo etário, o que poderá ter constituído um dos fatores para a redução da incidência dos acidentes de trabalho em 2020.


Conteúdo retirado, na integra, do site do INE.

Aceda à publicação Aqui.



Resolução da ETUC sobre a próxima estratégia da UE para a segurança e saúde no trabalho à luz do Covid-19


 

Aprovado na Reunião da Comissão Executiva de 9 e 10 de dezembro de 2020

 

Contextualização

 

Uma das prioridades da ETUC, durante o atual mandato das instituições da UE, é contribuir para a definição de uma nova Estratégia da UE em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) para 2021-2027, para responder às necessidades da União Europeia e dos cidadãos.

Em consequência da pressão exercida pelo movimento sindical europeu, pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, a Comissão Europeia anunciou, no seu programa de trabalho para 2021, o lançamento de um novo Quadro Estratégico da UE em matéria de Saúde e Segurança no Trabalho, " tirando lições da pandemia Covid-19 e tendo como pano de fundo o mundo do trabalho em mudança"[1].

Esta é uma grande oportunidade para a UE e para os Estados-Membros implementarem o princípio n.º10 do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, conferindo aos trabalhadores "o direito a um elevado nível de proteção da sua Saúde e Segurança no Trabalho".

Com base nas lições aprendidas com o atual quadro estratégico, e considerando os novos riscos emergentes, a Comissão Executiva da ETUC, em outubro de 2019, adotou uma posição sobre o que deve incluir a futura Estratégia. [2]

A posição da ETUC incluiu nove prioridades:

1. Promover novas e melhoradas estratégias nacionais de SST;

2. Envolvimento dos parceiros sociais;

3. Apoiar a implementação das micro, pequenas e médias empresas e alargar o âmbito da estratégia da UE para os trabalhadores independentes;

4. Execução;

5. Novos padrões de trabalho;

6. Prevenir doenças relacionadas com o trabalho, acidentes, violência e assédio;

7. Melhorar a recolha de dados estatísticos e a base de provas da SST; 8. Reforçar a cooperação internacional;

9. Mainstream em SST.

 

Estas prioridades são muito válidas. No entanto, tendo em conta os novos e graves desafios colocados pela Covid-19, é importante considerar as lições aprendidas [3] desta pandemia e atualizar o nosso apelo à próxima Estratégia da UE para a Segurança e Saúde no Trabalho, também do ponto de vista do género. Esta Resolução define estas novas exigências, que juntamente com a posição de 2019 constituirão a posição da ETUC para a nova Estratégia sobre SST.   

 

Princípios e prioridades para a nova estratégia da UE à luz do Covid-19

 

O Covid-19 tornou-se o maior desafio da  saúde, da economia e social na história da União Europeia. A nova Estratégia da UE sobre SST deverá, desde o início, reconhecer que a pandemia Covid-19 não é apenas uma questão de saúde pública, mas também uma questão de saúde ocupacional. Dever ser dedicado um capítulo específico da estratégia a esta questão.  O local de trabalho é um terreno fértil para a transmissão do vírus.  Por conseguinte, se a UE e os seus Estados-Membros não garantirem disposições sanitárias e de segurança a todos os trabalhadores, será mais difícil proporcionar as atividades essenciais durante os confinamentos.

Desde o surto Covid-19, que os trabalhadores, em muitos setores  de atividade, continuaram a estar fisicamente presentes no local de trabalho, tais como nos cuidados de saúde, nos cuidados de idosos, educação, transportes, indústria, construção, atividades de limpeza, retalho, agricultura e indústria alimentar. Outros trabalhadores têm desenvolvido o seu trabalho a partir de casa. Estas duas situações diferentes criaram desafios e riscos também diferentes, mas ambas partilham uma caraterística comum, nomeadamente o dever dos empregadores – tal como estabelecido na Diretiva-Quadro de Segurança e Saúde da UE de 1989[4] – de assegurar a saúde e a segurança dos seus trabalhadores, independentemente do local onde trabalham.

As evidências mostram que alguns setores económicos se tornaram verdadeiros vetores para a propagação do Covid-19. Os principais surtos de Covid-19, como o da fábrica de transformação de carne, na Renânia do Norte-Vestefália, na Alemanha, em junho passado, têm consequências sociais e económicas drásticas, com muitos trabalhadores infetados, com o vírus a espalhar-se pelas comunidades locais, e as autoridades a serem obrigadas a desencadear bloqueios nos distritos vizinhos.

Estas situações devem ser evitadas no futuro. A ETUC exorta a Comissão Europeia a investigar (eventualmente através da UE-OSHA e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, ECDC) quais os fatores, para além das más situações de habitação  e de trabalho, que contribuíram para que os locais de trabalho, em determinados setores, se tornassem vetores para a propagação do Covid-19.

Os empregadores devem aplicar rigorosamente as medidas preventivas adequadas.  Estas são identificadas através de avaliações de riscos e de gestão dos riscos, tal como previsto na Diretiva-quadro.  Esta abordagem deve envolver os trabalhadores e os representantes sindicais.  Tais ações ajudarão a alcançar um local de trabalho seguro e saudável, nomeadamente em termos de distanciamento físico e de disponibilidade de desinfetantes manuais adequados, equipamento de proteção individual e ventilação adequada dos locais de trabalho.

É igualmente importante empreender uma abordagem de género em matéria de SST, observando também que as mulheres estão sob-representadas em muitas categorias de trabalho e em setores altamente expostos. Os empregadores devem igualmente assegurar a avaliação dos riscos e tomar medidas preventivas consequentes, considerando também a organização do trabalho, gerindo outros riscos emergentes, em consequência da pandemia Covid-19, quer se trate de riscos psicossociais ou ergonómicos, nomeadamente quando se teletrabalha ou se trabalha a partir de casa.

As regras e os princípios da Diretiva-quadro têm de ser plenamente aplicados. São igualmente necessárias medidas de apoio (através de legislação, convenções coletivas e orientações), incluindo a aplicação, a nível das empresas, da orientação da UE-OSHA "sobre o regresso ao trabalho de proteção da saúde e da segurança dos trabalhadores".[5] São igualmente necessárias orientações setoriais específicas.

Os parceiros sociais estiveram envolvidos no desenvolvimento desta orientação, e é importante que os Estados-Membros a apliquem plenamente a fim de fazer face aos riscos físicos e psicossociais ligados à pandemia. O êxito da estratégia da UE e do plano de recuperação dependerá, em grande medida, das políticas e das medidas adequadas da SST, envolvendo os sindicatos, a inspeção do trabalho e os médicos e profissionais que se dedicam à vigilância da saúde no local de trabalho. O apoio financeiro às políticas da SST também é necessário para garantir uma estratégia bem sucedida. Tais políticas económicas não devem ser consideradas como um custo, mas sim como um investimento.

A pandemia chamou a atenção para a necessidade de melhorar o atual quadro regulamentar da UE e de se ter uma nova legislação em vigor. Pouco depois do surto, o vírus Covid-19 foi categorizado na chamada Diretiva dos Agentes Biológicos. [6] Embora se tratasse de uma medida bem-vinda, é necessário avaliar se existe margem para melhorar o sistema de classificação desta diretiva. Esta diretiva abrange explicitamente todos os trabalhadores quando expostos a agentes biológicos, este aspeto não é, no entanto, muito específico e não é aplicado adequadamente na transposição da diretiva pelos Estados-Membros. A diretiva deve também ser urgentemente atualizada para se adequar no que respeita a uma pandemia.

A ETUC exorta também a Comissão Europeia a assegurar urgentemente que as infeções Covid-19 relacionadas com o trabalho sejam compensadas no sistema de segurança social correspondente. Por conseguinte, a recomendação da Comissão relativa à lista europeia das doenças profissionais[7] deve ser revista de modo a incluir especificamente o Covid-19, como aplicável a todos os trabalhadores expostos a infeções sem proteção adequada. O ónus da prova sobre o trabalhador, para demonstrar que a infeção covid-19 se deveu à exposição no trabalho, não deve impedir a obtenção da correspondente compensação da segurança social.

Por conseguinte, o obstáculo para o reconhecimento do Covid-19 deve ser baixo. Respeitando plenamente as competências nacionais do regime do sistema de segurança social, há que explorar a possibilidade de transformar a recomendação numa diretiva.

O papel do Tripartido Comité Consultivo da UE para a Segurança e a Saúde no Trabalho é fundamental tanto para a diretiva relativa aos agentes biológicos como para a questão do Covid-19 como doença profissional.

A pandemia está também a ter um forte impacto na saúde mental dos trabalhadores, nomeadamente no setor dos cuidados de saúde e noutros setores dos serviços essenciais. Os riscos psicossociais estão a aumentar com o medo da perda de emprego, o medo de ser infetado, o isolamento resultante do trabalho a partir de casa, a falta de apoio social dos gestores e colegas de trabalho, o aumento da pressão do tempo e da carga de trabalho, e o risco de violência.

É urgente um maior investimento em saúde mental e é necessária investigação sobre os efeitos a longo prazo do teletrabalho numa perspetiva de SST.  No entanto, é igualmente necessária uma diretiva da UE sobre os riscos para a saúde psicossocial, que clarifique o dever dos empregadores na prevenção e no tratamento destes riscos e organize o trabalho de modo a criar boas condições para os trabalhadores.

 A ETUC lançou, juntamente com a Eurocadres, uma plataforma de campanha para promover uma iniciativa legislativa deste tipo a nível da UE. [8]

Além disso, a ETUC tem vindo a solicitar uma diretiva da UE sobre lesões músculo-esqueléticos relacionados com o trabalho (LME). Esta questão tornou-se mais urgente durante a pandemia Covid-19 devido ao aumento significativo do teletrabalho e do trabalho a partir de casa, que teve um impacto nas LME.

A ETUC é também o parceiro oficial da campanha UE-OSHA "Locais de Trabalho Saudáveis – Aliviar a Carga". [9]

À luz da pandemia, a Agência adaptará a campanha ao impacto do teletrabalho, com uma dimensão específica de género.

A crise Covid-19 expôs a vulnerabilidade dos trabalhadores “não-normalizados”, incluindo os trabalhadores das plataformas digitais e os trabalhadores independentes. Demonstra a importância de assegurar as mesmas normas de qualidade para todos os tipos de trabalhadores. Por conseguinte, estes trabalhadores devem enquadrar-se no âmbito da proteção da legislação e das políticas da SST. É igualmente importante prestar atenção à situação dos trabalhadores com deficiência e portadores de doenças crónicas.

A crise também revelou e exacerbou as condições de trabalho e de vida deploráveis dos trabalhadores móveis e migrantes, incluindo os trabalhadores sazonais, na Europa, com locais de trabalho inseguros e alojamentos não higiénicos. São, portanto, alvos fáceis para o vírus.

A nova estratégia deve, por conseguinte, abordar as condições específicas destes trabalhadores, reiterando as obrigações dos empregadores. Deve definir as medidas de proteção e de precaução necessárias para garantir as suas condições de trabalho e de vida decentes, incluindo, por exemplo, alojamento de qualidade, transporte seguro e refeições decentes. A este respeito, deverá existir uma estreita cooperação entre a Autoridade Europeia do Trabalho e a UE-OSHA.

A aplicação correta e completa e a aplicação das regras de Segurança e Saúde no Trabalho são fundamentais para limitar a propagação do vírus e voltar a normalizar as atividades económicas. Os serviços de inspeção do trabalho devem ser fortemente envolvidos, tanto na aplicação das medidas de SST destinadas a prevenir a infeção Covid-19, como no desenvolvimento de orientações e assistência aos empregadores e aos trabalhadores.

 Deve ser dada especial atenção aos setores de alto risco, como os cuidados de saúde, os serviços, a educação e os transportes. Os Estados-Membros têm de prestar um apoio adequado aos serviços de inspeção do trabalho e cumprir a recomendação da OIT de 1 inspetor-geral do trabalho por cada 10 000 trabalhadores.

Além disso, o papel dos representantes sindicais em saúde e segurança no local de trabalho deve ser reforçado. Por último, os parceiros sociais devem participar adequadamente na conceção e na aplicação de medidas de saúde e segurança sólidas a todos os níveis, de acordo com as regras e princípios da Diretiva-Quadro da UE.

Se as regras e regulamentos não forem corretamente aplicados, deve ser efetivado o direito de se retirar  do local de trabalho. Este direito, tal como estipulado pela Diretiva-Quadro de 1989, confere aos trabalhadores a possibilidade de se recusarem a trabalhar se enfrentarem um perigo grave e imediato. O empregador não deve exigir que os trabalhadores regressem ao trabalho até que tenha tomado medidas para corrigir o perigo. Os trabalhadores devem ser garantidos e apoiados no exercício do seu direito de recusar o trabalho.

Devido à pandemia e às medidas implementadas para a conter, muitos tratamentos contra o cancro foram adiados, aumentando os riscos para os trabalhadores do diagnóstico tardio. A ETUC exorta a Comissão Europeia a incluir os cancros no trabalho no seu próximo Plano Europeu de Combate ao Cancro e no quadro estratégico da SST. A Comissão propôs valores-limite vinculativos de exposição ocupacional (BOELs) sobre a  acrilonitrila, os compostos de níquel e o benzeno como parte de uma atualização da Diretiva "Cancerígenos e Mutagénicos" (DMC). Considerando que esta iniciativa é bem-vinda, a CEE exorta os legisladores a alargarem, igualmente, o âmbito da Diretiva às substâncias tóxicas para a reprodução e aos medicamentos perigosos. A fim de impulsionar estas exigências, a ETUC juntou-se à campanha liderada pela EPSU "Stop Cancer at Work". [10]

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[1] Programa de Trabalho da Comissão 2021- Uma União de vitalidade num mundo de fragilidade COM(2020) 690.

[2] Posição da ETUC sobre uma nova estratégia da UE em matéria de segurança e saúde no trabalho, adotada na reunião do Comité Executivo de 22 a 23 de outubro de 2019

[3] Baseado, nomeadamente, nas notas informativas do ETUC Covid-19 sobre as medidas nacionais de SST

[4] Diretiva 89/391/CEE do Conselho relativa à introdução de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores

[5] COVID-19: Regresso ao local de trabalho - Adaptação dos locais de trabalho e proteção dos trabalhadores

[6] Diretiva 2000/54/CE relativa à proteção dos trabalhadores contra os riscos relacionados com a exposição a agentes biológicos no trabalho

[7] Recomendação da Comissão 2003/670/CE relativa ao calendário europeu das doenças profissionais

[8] EndStress.EU

[9] Healthy-Workplaces.EU

[10] StopCancerAtWork.EU

 

Nota: Tradução da responsabilidade do Departamento de SST da UGT


Aceda à versão original

Resolução da ETUC sobre a próxima Estratégia de Segurança e Saúde ocupacionais da UE à luz do Covid-19