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quinta-feira, 11 de abril de 2024

Alguns Números sobre Problemas de Saúde causados ou agravados pelo trabalho após o COVID-19

 



Dados UE

 

Em 2022 a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) levou a cabo um inquérito europeu - Inquérito Eurobarómetro de SST - com o objetivo de obter mais informações sobre o estado da SST nos locais de trabalho pós-pandemia.

Este Eurobarómetro centra-se nos fatores de stress para a saúde mental e física com que os trabalhadores são confrontados (incluindo as tecnologias digitais atualmente utilizadas no local de trabalho) e nas medidas de SST no local de trabalho.

Mais especificamente, este inquérito explora, entre outras, as seguintes áreas:

Mais especificamente, este inquérito explora, entre outras, as seguintes áreas:

§ Fatores de risco psicossociais relacionados com o trabalho;

§ Problemas de saúde mental no local de trabalho, incluindo medidas para combater o stresse no trabalho.

§ A utilização de tecnologias digitais no local de trabalho e os riscos conexos para a saúde dos trabalhadores;

§ Pontos de vista dos trabalhadores sobre a gestão da SST no local de trabalho.

 

Seguem alguns dados relativamente aos problemas de saúde causados ou agravados pelo trabalho:

 

§ 28 % dos inquiridos em toda a UE afirmam que a sua saúde é «muito boa» e 51 % que é «boa»;

§ Em toda a UE, 33 % dos inquiridos respondem que não tiveram nenhum dos problemas de saúde causados ou agravados pelo seu trabalho;

§ A fadiga geral é o problema de saúde mais citado causado ou agravado pelo trabalho (37%), seguido por dores de cabeça e fadiga ocular (34%), problemas ou dores ósseas, articulares ou musculares (30%), stress, depressão e ansiedade (27%);

§ As doenças infeciosas, incluindo o COVID-19, são selecionadas por 21% dos inquiridos como um problema de saúde vivido nos últimos 12 meses e causado ou agravado pelo seu trabalho;

§ 5% dos inquiridos sofreram um acidente ou lesão no trabalho nos últimos 12 meses e 6% mencionam "outro problema de saúde" relacionado com o seu trabalho;

§ Os inquiridos com um nível de qualificação mais elevado são mais propensos a mencionar dores de cabeça e fadiga ocular causadas ou provocadas pelo trabalho (36% contra 25% dos inquiridos menos qualificados);

§ Os inquiridos com um nível de qualificação mais elevado são menos propensos a ter tido problemas ou dores ósseas, articulares ou musculares (28% contra 41% dos inquiridos menos qualificados);

§ 30 % das inquiridas do sexo feminino sofreram stress, depressão ou ansiedade relacionados com o trabalho nos últimos 12 meses, em comparação com 25 % dos inquiridos do sexo masculino;

§ Existem também algumas diferenças entre os grupos etários, sendo as pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 39 anos e entre os 40 e os 54 anos as mais suscetíveis de terem sofrido problemas de saúde causados ou trabalhados pelo trabalho. Nestes grupos etários, 38% dos inquiridos afirmam ter experimentado fadiga geral causada ou agravada pelo trabalho;

§  Este valor é de 35% para os jovens dos 16 aos 24 anos e de 32% para os maiores de 54 anos;

§ Os inquiridos com um nível de qualificação mais elevado são mais propensos a mencionar dores de cabeça e fadiga ocular causadas ou provocadas pelo trabalho (36% dos inquiridos com um nível de instrução mais elevado vs 25% dos inquiridos menos instruídos);

§ Os inquiridos com um nível de qualificação mais elevado são menos propensos a ter tido problemas ou dores ósseas, articulares ou musculares (28% contra 41%, respetivamente);

§ A prevalência de problemas de saúde relacionados com o trabalho parece estar associada à cultura de prevenção da segurança e saúde na empresa. Assim, 37% dos inquiridos que trabalham em empresas com uma cultura de prevenção elevada afirmam que nenhum dos problemas de saúde enumerados no inquérito é causado ou agravado pelo seu trabalho;

 § Em contrapartida com 30% dos inquiridos que trabalham em empresas com uma cultura de prevenção média e 25% dos inquiridos que trabalham num ambiente com uma cultura de baixa cultura de prevenção.

§ No que se refere a setores económicos, pode notar-se que os inquiridos que trabalham na educação e na saúde e assistência social tendem a ser globalmente um pouco mais propensos do que os seus homólogos de outros setores a referir ter sofrido problemas de saúde causados ou agravados pelo seu trabalho. Nestes setores, mais de um quarto dos inquiridos (28%-29%) mencionam doenças infeciosas (incluindo COVID-19), em comparação com entre 15% e 21% dos inquiridos noutros setores;

§ Do mesmo modo, 30%-31% dos inquiridos na educação e na área da saúde e assistência social referem ter sofrido stress, depressão ou ansiedade;

§ Este valor é igualmente elevado no caso dos trabalhadores das tecnologias da informação e da comunicação; finanças; serviços profissionais, científicos ou técnicos (30%).

 

Fonte: Inquérito da EU-OSHA - Tomar o pulso à SST — Segurança e saúde nos locais de trabalho após a pandemia



quarta-feira, 10 de abril de 2024

Infografia entre os novos recursos sobre o trabalho nas plataformas digitais

 


Imagem com DR


O trabalho em plataformas digitais engloba uma grande variedade de empregos e trabalhadores que enfrentam desafios muito diversos em matéria de segurança e saúde no trabalho (SST). Para complementar os recursos existentes e aumentar a sensibilização para esta área prioritária da Campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis, a EU-OSHA partilha:


Uma infografia que apresenta, num relance, factos e números, sectores de topo, oportunidades, desafios e iniciativas para garantir que o trabalho em plataformas respeita a segurança e a saúde dos trabalhadores.


Uma apresentação em PowerPoint que explora as implicações do trabalho em plataformas para a SST e está disponível em várias línguas.


Encontre tudo o que precisa de saber sobre o trabalho nas plataformas digitais

 Fonte: UE-OSHA

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Artigo da OSHwiki em destaque: Violência doméstica e local de trabalho

 

A violência doméstica afeta o emprego, a produtividade, a segurança e a saúde de inúmeras formas. Esta situação obrigou os governos, as organizações internacionais e as instituições do mercado de trabalho a reconhecerem e responderem progressivamente à violência doméstica como um problema no local de trabalho.


Ao reconhecer a interligação entre a vida profissional e a vida privada, os empregadores abrem a porta ao alargamento do alcance da relação de trabalho e à oferta de ajuda às vítimas de violência doméstica, com medidas que vão desde licenças prolongadas a assistência no desenvolvimento de um plano de apoio pessoal e segurança no local de trabalho, passando pela oferta de formação e educação sobre violência doméstica e procedimentos de prevenção.


Saiba mais sobre o que a UE está a fazer para proteger os seus cidadãos da violência doméstica e no local de trabalho neste artigo da OSHwiki e no documento de reflexão Construir espaços seguros: violência doméstica e local de trabalho


Fonte: UE-OSHA

Bem-estar dos gestores das escolas de ensino profissional: documento de tomada de posição do EFVET

 


Imagem com DR


O Fórum Europeu do Ensino e Formação Técnica e Profissional (EFVET) publicou o documento de posição «Bem-estar dos gestores na liderança das transições ecológica e digital».

O documento centra-se em temas relevantes de segurança e saúde no trabalho (SST) para os membros do EFVET e para os gestores das escolas de ensino profissional  em toda a Europa.

Estes incluem o impacto do stress no seu bem-estar, as suas diferentes dimensões, a ligação com o envolvimento no trabalho e os níveis de satisfação, bem como recomendações sobre abordagens de bem-estar e boas práticas.

O EfVET está envolvido no projeto OSHVET da EU-OSHA  para sensibilizar professores e alunos em contextos de EFP para as questões de SST.


Mais informações na nossa secção temática SST e educação da UE-OSHA.


Tradução da responsabilidade do Dep. SST


 Aceda à versão original Aqui.



sexta-feira, 5 de abril de 2024

Alerta Direitos SST: Direito à Consulta

 



LEMBRE-SE QUE... no âmbito da Segurança e Saúde no Trabalho, tem direito a ser consultado sobre as seguintes matérias:



O empregador deve consultar por escrito, pelo menos uma vez por ano, previamente e em tempo útil, os representantes dos trabalhadores ou, na sua falta, os próprios trabalhadores.

Esta consulta visa a obtenção de um parecer por parte dos trabalhadores ou dos representantes dos trabalhadores para a SST.

• A avaliação dos riscos para a SST, incluindo os respeitantes aos grupos de trabalhadores sujeitos a riscos especiais;
• As medidas de SST antes de serem adotadas ou, logo que possível, se forem de aplicação urgente;
• A designação do representante do empregador que acompanha a atividade do serviço de SST;
• A designação e exoneração dos trabalhadores que desempenham funções específicas nos domínios as atividades de organização da SST;
• A designação dos trabalhadores encarregados de pôr em prática as medidas de primeiros socorros, de combate a incêndios e da evacuação dos trabalhadores, a respetiva formação e material disponível;
• O recurso a serviços exteriores à empresa ou a técnicos qualificados para assegurar o desenvolvimento de todas ou parte das atividades de SST;
• O equipamento de proteção que é necessário utilizar - proteção individual e coletiva;
• Os riscos para a SST, bem como as medidas de proteção e de prevenção, e a forma como se aplicam, relativos ao posto de trabalho ou função, quer em geral, à empresa, estabelecimento ou serviço;
• A lista anual de acidentes de trabalho mortais e dos que ocasionem incapacidade para o trabalho, superior a três dias úteis;
• Os relatórios dos acidentes de trabalho.



O Regime jurídico da promoção da Segurança e Saúde no Trabalho encontra-se previsto na Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro


quinta-feira, 4 de abril de 2024

Workshop - “COMO CONSTRUIR LOCAIS DE TRABALHO SAUDÁVEIS” - 18 de abril, 10 horas

 



O Departamento de SST da UGT, ciente da necessidade de serem encetadas estratégias no local de trabalhado para a PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL, pretende continuar a fornecer ferramentas para que os trabalhadores e trabalhadoras possam preservar a sua saúde mental e fortalecer os seus mecanismos de defesa para prevenir a ocorrência de problemas do foro mental.

 

Assim, no próximo dia 18 de abril de 2024, pelas 10 horas, em formato Online, iremos desenvolver o 3.º Workshop temático inserido no nosso Programa de Promoção da Saúde Mental no Local de Trabalho, intitulado: “COMO CONSTRUIR LOCAIS DE TRABALHO SAUDÁVEIS”.

 

Os locais de trabalho podem proporcionar um contexto que pode ser promotor de saúde ou de doença.

 

Com este workshop pretendemos promover a sensibilização para a importância de se construir locais de trabalho saudáveis, partindo do princípio que investir num ambiente de trabalho Seguro e Saudável é garantir o bem-estar físico e mental de todos os trabalhadores e trabalhadoras.

 


     Inscrições👉  

 

https://forms.office.com/e/ffMm4bFe2X



PROGRAMA


10H00 | Momento de Abertura


Vanda Cruz - Secretária Executiva da UGT

Dinamizador do Workshop - Samuel Antunes - Perito em Saúde Ocupacional

| Temáticas a Explorar:

•Caraterísticas dos locais de trabalho saudáveis

•A organização do trabalho nos locais de trabalho saudáveis

•Como avaliar os locais de trabalho?

•Benefícios dos locais de trabalho saudáveis

•Como construir locais de trabalho saudáveis


13H00 | Encerramento

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Orientação n.º 002/2024 de 22/03/2024 - DGS

 

Foi publicada a Orientação n.º 002/2024 de 22/03/2024 - Autorização para o exercício transitório de Medicina do Trabalho ao abrigo do n.º 3 do artigo 103º da Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, na sua atual redação, que revoga a Orientação n.º 003/2018 de 11/06/2018 da DGS. 


Para mais informações aqui.