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domingo, 29 de março de 2026

Alerta Digital: Saúde e bem estar dos trabalhadores

 


A edição de 2024 do Inquérito Europeu às Condições de Trabalho da EUROFOUND evidencia resultados de extrema pertinência relativamente à dimensão Saúde e Bem-Estar dos trabalhadores.

 

É facto indiscutível que o trabalho tem um forte impacto na saúde, podendo ser positivo ou negativo, com efeitos imediatos ou a longo prazo.

A saúde é um fator chave para a capacidade de trabalhar e permanecer no trabalho, uma consideração importante no contexto do envelhecimento demográfico.

As alterações climáticas trazem novos riscos que podem afetar negativamente a saúde dos trabalhadores. As preocupações sobre a saúde mental aumentaram após a pandemia de COVID-19, com os riscos psicossociais no trabalho a admitirem mais atenção.

 

1 - Principais conclusões:

 

ü  O bem-estar subjetivo dos trabalhadores continua a trajetória ascendente observada em edições anteriores do inquérito. A pontuação média em 2024 foi de 69,4 (em 100), comparado com 65,5 em 2010 e 68,7 em 2015. Os problemas músculo-esqueléticos são o problema de saúde mais prevalente reportado pelos trabalhadores na UE.

 

ü  Existe uma diferença de género no que diz respeito à comunicação de questões de saúde: as mulheres têm maior probabilidade do que os homens de reportar problemas de saúde, especialmente no que diz respeito a dores de cabeça ou fadiga ocular (54% para mulheres e 41% para homens) e ansiedade (26% para mulheres e 16% para homens).

 

ü  Embora quase dois terços dos inquiridos (63%) não sintam que o trabalho tenha impacto na sua saúde, podem ser observados efeitos negativos em certos setores: transportes, saúde, agricultura e indústria são setores onde até quase um terço dos trabalhadores relata que o trabalho afeta negativamente a sua saúde.

 

 

2 - Bem-estar psicológico:

 

Medir o bem-estar subjetivo é importante porque está intimamente ligado tanto à saúde física como mental. O inquérito europeu utiliza o índice de bem-estar da Organização Mundial de Saúde, que avalia três aspetos principais: 'estado de espírito positivo' (incluindo bom humor e relaxamento), 'vitalidade' (caraterizada por estar ativo e acordar sentindo-se renovado e descansado) e 'interesse geral' (interesse em coisas). Os resultados são medidos numa escala de 0 a 100.

 

ü  Em média, o bem-estar subjetivo dos trabalhadores na UE em 2024 foi de 69,4 (de um total de 100 pontos). Este número aumentou ao longo das edições sucessivas do inquérito (65,5 em 2010 e 68,7 em 2015).

ü  Os homens pontuam ligeiramente mais do que as mulheres (70,6 comparado com 68,0). Os trabalhadores mais jovens e pós-reforma têm as pontuações mais elevadas, enquanto os trabalhadores em idade avançada e pré-reforma têm as pontuações mais baixas.

 

 

3 - Problemas de saúde reportados

 

Os problemas musculoesqueléticos são o problema de saúde mais prevalente reportado pelos trabalhadores na UE.

Trabalhadores em profissões fisicamente exigentes e trabalhadores envolvidos em atividades em que exercem muita força física, relatam uma maior incidência de dores nas costas, dores musculares e exaustão física no final do dia, enquanto trabalhadores que executam trabalho administrativo, profissionais e gestores tendem a relatar mais casos de dores de cabeça, fadiga ocular, ansiedade e problemas de sono.

Os trabalhadores dos serviços (por exemplo, cabeleireiros, trabalhadores da restauração, guias turismo) reportam uma incidência média de todos os problemas de saúde.

 

Alguns resultados:

 

 

Dores de costas

Dores de cabeça/fadiga ocular

Ansiedade

Gestores

42.2

45.2

21.5

Trabalhadores administrativos

49.3

51.1

19.9

Trabalhadores serviços e vendas

53.7

44.4

20.7

Trabalhadores agrícolas

61.6

31.7

16.4

Trabalhadores artesãos

58.3

39.6

13.4

Operadores de máquinas

58.7

39.8

17.2

UE-27

52.4

47.2

20.8

 

 

Fisicamente exausto ao final do dia

Emocionalmente esgotado pelo trabalho

Dificuldade sono

Maior risco de depressão

Risco de depressão

Gestores

15.7

9.3

19.6

3.4

10.7

Trabalhadores administrativos

15.4

10.6

22.1

3.6

11.9

Trabalhadores serviços e vendas

22.7

14.5

21.5

4.2

10.6

Trabalhadores agrícolas

27.4

9.9

13.0

4.1

13.2

Trabalhadores artesãos

25.5

11.9

16.7

4.4

12.4

Operadores de máquinas

22.0

14.8

18.3

4.7

11.3

UE-27

20.0

13.0

20.4

4.7

11.2

 


ü  As mulheres também têm maior probabilidade do que os homens de reportar problemas de saúde, com as maiores diferenças de género em problemas de saúde auto-reportados, como dores de cabeça ou fadiga ocular (54% para mulheres e 41% para homens) e ansiedade (26% para mulheres e 16% para homens).

 

Fonte:

Aceda aos resultados integrais do Inquérito Europeu às Condições de Trabalho 2024 Aqui.

 

https://www.eurofound.europa.eu/en/publications/all/european-working-conditions-survey-2024-first-findings

 

 

 

 

 



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