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terça-feira, 28 de julho de 2026

ETUI - Contextualizando os riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Estado atual da arte e implicações para pesquisa, políticas e prática.

 


Imagem com DR

Os riscos psicossociais relacionados com o trabalho são reconhecidos como uma das principais preocupações da vida profissional moderna em todo o mundo e um desafio central para o futuro do trabalho.

 

Referem-se a condições de trabalho desfavoráveis relacionadas com a forma como o trabalho é organizado e gerido, tais como cargas de trabalho elevadas, longos horários de trabalho, falta de autonomia e de apoio no trabalho, assédio e intimidação.

 

Existe atualmente ampla evidência científica de que a exposição a perigos psicossociais pode colocar em risco a saúde dos trabalhadores e a sustentabilidade das organizações.

 

 

Diversos estudos demonstram a relação entre os riscos decorrentes destes perigos - designados por riscos psicossociais relacionados com o trabalho - e consequências negativas como o stress relacionado com o trabalho, doenças cardiovasculares, depressão, ansiedade e mortalidade.

 

Além disso, os riscos psicossociais estão associados ao aumento do absentismo por doença, ao presenteísmo (presença no trabalho com redução da capacidade de desempenho devido a problemas de saúde) e à saída precoce do mercado de trabalho por incapacidade.

 

 

Existem numerosas teorias e modelos relevantes para os risocs psicossociais, bem como definições conceptuais, terminologia, questionários validados e metodologias para a avaliação e gestão destes riscos.

 

No entanto, continua a não existir consenso quanto a uma lista definitiva de riscos psicossociais, apesar de estes serem considerados dos mais complexos de gerir no contexto laboral. Acresce que a legislação varia entre os Estados-Membros da União Europeia (UE), resultando em níveis de proteção desiguais para os trabalhadores.

 

 

Este relatório apresenta os resultados de um projeto do ETUI (Instituto Sindical Europeu), centrado na revisão e sistematização da evidência científica existente, com o objetivo de clarificar o conceito multidimensional dos riscos psicossociais relacionados com o trabalho.

 

 

Numa primeira fase, o relatório apresenta uma revisão da literatura científica que sintetiza as principais teorias e modelos aplicáveis a estes riscos, as definições conceptuais e a terminologia utilizada, bem como os instrumentos validados para a avaliação destes riscos.

 

 

É ainda apresentado um panorama do enquadramento político e legislativo relevante ao nível da União Europeia e de alguns Estados-Membros.

 

 

Numa segunda fase, são apresentados os resultados de uma revisão exploratória da literatura e de um processo de validação realizado com redes de especialistas, que serviram de base ao desenvolvimento de um quadro conceptual e de uma taxonomia dos riscos psicossociais relacionados com o trabalho, composta por diferentes dimensões:

 

  • Fontes, como os fatores relacionados com o contexto macroeconómico e social;
 
  • Fatores, incluindo a segurança no emprego e o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal;
 
  • Perigos, como a insegurança laboral e o conflito entre a vida profissional e a vida pessoal;
 
  • Impactos e consequências, tanto ao nível da saúde e bem-estar dos trabalhadores como dos resultados organizacionais.
 

Numa terceira fase, o relatório descreve um conjunto de medidas preventivas associadas à taxonomia dos riscos psicossociais, com especial enfoque nas intervenções ao nível organizacional, analisando igualmente a evidência científica sobre a sua eficácia.

 

 

Por fim, são apresentadas conclusões sobre o estado atual do conhecimento relativamente aos riscos psicossociais relacionados com o trabalho e formuladas recomendações sobre as prioridades a considerar na investigação, nas políticas públicas e na prática, com vista a melhorar a prevenção e a gestão destes riscos nos locais de trabalho.

 

 

 

Fonte: ETUI

 

Aceda à publicação Aqui.

 

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