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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


Estigma e discriminação de quem tem sida vão ser estudados pela primeira vez em Portugal

Associação Ser + lança estudo sobre estigma do VIH/SIDA
 



A Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida - Ser + - apresenta hoje, o Estudo Stigma Index, a primeira investigação realizada em Portugal sobre o estigma das pessoas que vivem com VIH/SIDA.

Este estudo pretende fundamentar e analisar de que forma é que o VIH influencia a vida quotidiana de quem é portador do vírus, através das experiências vividas por pessoas com VIH/SIDA em relação ao estigma, discriminação e aos seus direitos, em Portugal.

A investigação nacional encontra-se inserida num estudo amplo realizado internacionalmente, em que os resultados dos diferentes países serão comparados, permitindo uma análise global dos dados.

Assim, o Stigma Index baseia-se em testemunhos de portadores do vírus da SIDA através de entrevistas presenciais realizadas por membros de uma rede de pessoas ligadas ao VIH/SIDA.

O Stigma Index pretende assim trazer uma dimensão mais pessoal sobre a realidade dos portadores do vírus, possibilitando o desenho de uma estratégia mais eficaz e proporcionar uma base de prova para a mudança política e intervenções programáticas.
 
Saiba mais.

Associação Sermais

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


CENTROS DE SAÚDE VÃO TER KITS DE DIAGNÓSTICO RÁPIDO DO VIH/SIDA

 
 
O Ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou que os centros de saúde vão ter kits de diagnóstico rápido para rastreio do VIH/sida com o objetivo de «tratar imediatamente as pessoas» e«evitar a propagação da doença».

Paulo Macedo falava no final da audiência concedida pelo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho a uma delegação de organizações não-governamentais (ONG) na área da luta contra o VIH/sida, no âmbito do Dia Internacional do Preservativo que hoje, se assinala.

Paulo Macedo destacou ainda a importância de uma maior intervenção centrada nos jovens, uma vez que «muitos têm relações sem preservativo».

Questionado sobre a ausência de educação sexual nas escolas- uma das preocupações deixadas pelas ONG -, o Ministro da Saúde afirmou que os mais novos têm sido o alvo de algumas campanhas, mas que pretende chegar a grupos de população que não estejam tão bem identificados por se encontrarem «fora do sistema».

Consulte a notícia Aqui.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013


Estudo sobre Assédio Moral no Local de Trabalho

O caso do sector bancário português

Compreender o fenómeno do assédio moral no mundo do trabalho, levanta algumas questões. Porquê e como acontece? Quem são as vítimas? Quem são os agressores? Quais as consequências? Como a vítima se pode defender? Que proteção legal existe?

O fenómeno do assédio moral não é novo no mundo do trabalho. No entanto, o seu estudo é recente. A investigação sobre este fenómeno, no nosso país é, ainda, escassa, pelo que sugerimos neste Blog, a consulta da Tese de Doutoramento de Ana Teresa Verdasca[1] sobre o assédio moral no setor bancário português (elaborado sob a orientação de António Garcia Pereira).

Foi realizada uma análise empírica, utilizando simultaneamente uma metodologia quantitativa e qualitativa, e tendo como objetivos específicos os seguintes:

Ø  Medir o nível de incidência de assédio moral quer em termos de auto-percepção (subjetivo) quer em termos comportamentais (objetivo);

Ø  Caraterizar a experiência de ser alvo de assédio moral, identificar os comportamentos mais frequentes e principais estratégias utilizadas pelas vítimas, no decorrer do processo;

Ø  Analisar a relação entre diversos fatores organizacionais e socioeconómicos e a ocorrência de assédio moral no local de trabalho;

Apontam-se algumas Conclusões:

·         5,9% dos inquiridos foram alvo de assédio moral frequente nos últimos 12 meses, 24,8% foram alvo de assédio ocasional e 69,3% nunca foram alvo de assédio moral;

·         23,4% dos inquiridos foram testemunha de situações de assédio moral no seu local de trabalho;

·         42,4% das vítimas a experiência de assédio teve uma duração superior a 3 anos;

·         A maioria dos casos (46,7%) refere ter sido vítima juntamente com os colegas do grupo de trabalho;

·         Uma percentagem relativamente menor de vítimas (43,3%) refere ter sido alvo de assédio de forma isolada;

·         Na maioria dos casos (53,6%) as vítimas de assédio frequente referem ter sido assediadas por agressores do sexo masculino e 39,3% por agressores de ambos os sexos, sendo que apenas 7,1% dos alvos referem ter sido alvo de assédio por agressores do sexo feminino;

·         Relativamente à posição formal dos agressores, 75,8% das vítimas referem ter sido alvo de assédio por parte de um superior hierárquico, enquanto apenas 15,2% referem, como agressores, os colegas de trabalho;

·         No que se refere aos comportamentos mais frequentes, as vítimas de assédio moral de carácter severo (ou frequente) referem “frequentemente” que em 69,7% dos casos “As suas opiniões ou pontos de vista são ignorados”, em 57,6% dos casos “O seu trabalho ou os esforços que faz para o realizar são persistentemente criticados” e “tem uma carga de trabalho excessiva”;

·         54,5% dos casos “O seu trabalho é excessivamente controlado”. Estas mesmas vítimas de assédio moral frequente referem que, ocasionalmente, em 30,9% dos casos “Tem uma carga de trabalho excessiva”, em 23,7% dos casos “O seu trabalho é excessivamente controlado”, e em 21,6% dos casos “É-lhe sugerida a realização de trabalhos claramente abaixo do seu nível de competência”;

·         Relativamente às estratégias seguidas pelas vítimas de assédio moral frequente ou severo, quando confrontadas com uma situação de assédio, temos que as estratégias mais frequentemente utilizadas, de forma frequente, são: “Pensou em mudar de emprego” (57,6%), “Decidiu ignorar a situação e proceder como se nada se passasse” (51,6%) e “Dedicou-se ainda mais ao seu trabalho” (48,5%); ocasionalmente133 “Pediram ajuda aos seus colegas de trabalho” (57,65), “Decidiram dedicar-se ainda mais ao seu trabalho” (48,5%) e “Enfrentaram o agressor respondendo na mesma moeda” (45,5%).


Consulte o Estudo sobre Assédio Moral no Local de Trabalho

O caso do sector bancário português Aqui.



[1] 1Doutorada em Sociologia Económica, membro do SOCIUS, Universidade Técnica de Lisboa

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


Trabalha Sem Álcool e Drogas

Por Ti e pelos Outros


 Campanha de Prevenção do Uso/ Abuso de Álcool e Droga em Meio laboral

Tendo em conta que o local de trabalho é um espaço de excelência para atuar sobre os problemas das dependências e promoção de hábitos de vida saudáveis a UGT, no âmbito do Fórum Nacional Álcool e Saúde, está a promover uma Campanha com o objetivo de prevenir o consumo de álcool e drogas em meio laboral, tendo presente que este problema deve ser objeto de uma intervenção global, integrada e participada envolvendo Sindicatos, Trabalhadores e seus Representantes para a SST, bem como os órgãos de decisão da empresa e seus serviços de SST.

Foram, neste sentido, editados um folheto dirigido a Sindicatos e a RT’s SST e um outro dirigido a Trabalhadores, bem como um cartaz de sensibilização.


A União Pela Vida
Trabalho Sem Alcool e Drogas
Sindicatos e RT’s SST
Trabalhadores
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


Diretrizes para a Vigilância do Cancro Relacionado ao Trabalho

 

Estudo


Um Estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) revela que, pelo menos, 19 tipos de tumores malignos, entre os quais, o cancro do pulmão, da pele, do fígado, da laringe e do sangue podem estar relacionados com a atividade profissional e com o ambiente de trabalho do doente.
 
Estes dados constam da publicação “Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho”, lançada por este Instituto, recentemente.
 
O levantamento, que reuniu as últimas pesquisas mundiais sobre o cancro relacionado com o trabalho, revela desde as substâncias mais comuns associadas ao desenvolvimento de tumores malignos, como o amianto (ou asbesto) –classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígenas – até produtos aparentemente inofensivos, como poeiras da madeira e do couro, além de medicamentos, como os antineoplásicos, por exemplo.
 
Trabalhadores de profissões como as de cabeleireiro, piloto de avião, comissário de bordo, farmacêuticos, químicos e enfermeiros são mais propensos ao desenvolvimento desses tumores.
 
Sublinha a necessidade imperativa dos profissionais dae saúde questionarem os doentes diagnosticados com cancro qual foi a atividade profissional desenvolvida, partindo da elação que é diminuta a frequência com que o médico questiona o doente sobre a sua ocupação profissional. Só desta forma será possível identificar e registrar os casos de cancro relacionados com o trabalho.
 
Esta publicação fornece, pois, conteúdo didático sobre os principais agentes cancerígenos, sobre os tumores malignos por eles provocados e sobre a sua associação com algumas ocupações específicas.
 
Um aspeto a ressaltar, prende-se com a Prevenção - De acordo com as diretrizes do INCA a principal estratégia para reduzir o número de tumores malignos relacionados com exposições ocupacionais, consiste na eliminação ou redução da exposição aos agentes causadores. Desse modo, o primeiro passo para prevenir o cancro deverá ser a identificação de agentes conhecidos por causarem o aumento do risco para a doença.
 
Os principais grupos de agentes cancerígenos relacionados ao trabalho incluem os metais pesados, agrotóxicos, solventes orgânicos, formaldeído e poeiras (amianto e sílica).
 
A prioridade da prevenção é a remoção da substância cancerígena das atividades exercidas pelos trabalhadores. Enquanto isso não acontece, as recomendações alternativas são: evitar a exposição e gradualmente eliminar o uso desses agentes, restringir o contato com cancerígenos a determinadas atividades, com a adoção de níveis mínimos de exposição, associado ao monitorização do ambiente de trabalho, além da redução diária de exposição.
 
 

Dia Mundial de Luta Contra o Cancro

 
O Dia Mundial de Luta Contra o Cancro celebra-se, anualmente, no dia 4 de fevereiro.

Este Dia tem o objetivo de chamar a atenção para o Cancro e incentivar a sua prevenção e tratamento.

O Cancro é uma das principais causas de morte no mundo. Estima-se que a doença será responsável por mais de 84 milhões de mortes entre 2005 e 2015.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 40% de todos os Cancros podem ser prevenidos e outros podem ser detetados numa fase precoce do seu desenvolvimento, tratados e curados.

O Cancro relacionado com o local de trabalho, igualmente, não pode ser esquecido. Com efeito, importará conferir maior importância a esta problemática, não só no que toca à produção de investigação e informação para a prevenção, mas também, no que se refere ao desenvolvimento de estratégias de intervenção.

Em setembro de 2012 foi realizado um workshop «Carcinogens and Work-related Cancer» (Agentes Cancerígenos e Cancro relacionado com o Trabalho), organizado pela EU-OSHA, cujas conclusões entre outras, foram:

- A pesquisa e todas as intervenções com vista ao reconhecimento do Cancro relacionado com o trabalho terão que ter em atenção as alterações do mundo laboral, designadamente, o aumento da subcontratação, o trabalho temporário, o emprego feminino em ocupações expostas, os horários atípicos de trabalho, as exposições múltiplas, etc. Todos estes desafios necessitam de ser abordagens específicas.

A EU-OSHA tem, aqui um papel fundamental na sensibilização e no fornecimento de dados e evidências sobre os riscos emergentes, bem como na partilha de experiências das soluções de boas práticas e políticas;

- Existe uma necessidade crescente de identificar os grupos mais vulneráveis e «invisíveis» que se encontram expostos ao Cancro no local de trabalho, mas cujos riscos e processos cancerígenos são muito pouco referidos na informação sobre exposição e nas estratégias de intervenção;

- É necessária uma visão mais ampla sobre as causas do Cancro relacionado com o trabalho. Determinados estilos de vida como a obesidade, o tabagismo, o uso de álcool, etc., não são exclusivamente individuais, mas podem ser determinados pelo ambiente de vida e de trabalho (por exemplo, a insegurança económica, o acesso a alimentos saudáveis ​​e instalações, o fácil acesso às bebidas alcoólicas no trabalho e a forma como o trabalho é organizado).


Amianto nas Escolas
                                         
Um potencial Inimigo da Saúde Pública

Recentemente alunos de uma escola de Amares numa atitude de protesto contra a existência de amianto na escola boicotaram as aulas.

O protesto contra o amianto, existente na cobertura do polidesportivo, é uma iniciativa de alerta por parte dos 800 alunos.

O amianto existe em muitas escolas do país, escolas construídas logo a seguir ao 25 de abril, nomeadamente na cobertura de pavilhões e telheiros.
 O perigo do amianto reside na inalação de poeiras, pelo que o problema se coloca sobretudo nos pavilhões que estão sujeitos a impactos de bolas de desporto, locais em que a existência de amianto, nas escolas, é bastante frequente.

 A legislação exige que se faça um levantamento exaustivo e que se estabeleçam planos de remoção faseados. Algumas escolas do país já promoveram essa remoção em resultado da pressão dos pais dos alunos.

 Contudo, no essencial, a grande maioria das escolas ainda não procederam a essa remoção e o fibrocimento, que está nas coberturas de muitas, com o tempo tem tendência a deteriorar-se, produzindo partículas sujeitas a inalação.

 Em teoria, devia existir um inventário do Estado sobre os edifícios públicos com amianto, conforme a Resolução da Assembleia da República aprovada por unanimidade, em 2003, e que definia o prazo de um ano para o Governo para proceder à listagem.

Se esta listagem existe, não foi divulgada, pelo que desconhece-se ao certo quantos edifícios públicos têm amianto e o que deve ser feito para remover este material cancerígeno ou para o impedir de afetar a saúde dos utentes.

 Certo é que a existência de amianto constitui um potencial problema de saúde pública.

 
Assim, importará questionar o Governo nos aspetos seguintes:

1- Procedeu o Governo ao levantamento das escolas públicas que contêm fibras de amianto na construção ou requalificação de edifícios, instalações e outros equipamentos?

2- Essa listagem já foi elaborada?


3- Procedeu já o Governo à calendarização da monitorização das ações corretivas?


4- Procedeu já o Governo à definição das regras de segurança a adotar?


5- Procedeu já o Governo à obrigatoriedade de informação a todos os utilizadores destas escolas?